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Cláudia Trevisan

O governo chinês prendeu seis pessoas, fechou 16 sites e suspendeu os comentários nos dois grandes serviços de microblogs do país, cada um dos quais com cerca de 300 milhões de usuários, na maior ofensiva de controle das versões locais do twitter desde que eles ganharam popularidades, nos últimos dois anos.

As medidas são uma resposta aos rumores que circularam na internet na semana retrasada, segundo os quais Pequim havia sido palco de uma tentativa de golpe de Estado, com tanques nas ruas e troca de tiros em Zhongnanhai, o complexo onde vivem e trabalham os líderes máximos chineses.

Os boatos estão relacionados à queda do ex-chefe do Partido Comunista na megacidade de Chongqing, Bo Xilai, e à disputa de poder dentro da organização nos meses que antecedem à troca de comando que ocorrerá no fim deste ano. Bo era um dos principais candidatos ao Comitê Permanente do Politburo, formado pelos nove homens que de fato mandam no país, mas foi afastado no dia 15 de março. Não há nenhuma informação oficial sobre seu paradeiro, as causas de sua queda e seu futuro.

De acordo com os comentários que circularam online, a tentativa de golpe teria sido orquestrada por Zhou Yongkang, o principal aliado de Bo entre os atuais nove integrantes do Comitê Permanente do Politburo. Zhou é responsável pelas forças de segurança e esteve ausente de uma reunião da comissão que preside no dia 22 de março, uma semana depois do afastamento de Bo Xilai, o que estimulou as especulações sobre choques sísmicos na cúpula do Partido Comunista.

Os comentários circularam amplamente online, mas nada nas ruas de Pequim indicava que algo de anormal estivesse ocorrendo. O policiamento continuava o mesmo, não havia nenhum sinal de tanques e analistas afirmaram que os boatos eram fabricados. Nenhuma autoridade desmentiu os rumores, mas eles perderam força depois que Zhou Yongkang participou de atividades públicas no dia 26 de março.

Os usuários podem publicar posts nos microblogs, mas comentários sobre informações veiculadas por outros internautas estão suspensos até terça-feira. Os usuários que tentam realizar comentários são informados de que os serviços estavam contaminados com “muitos rumores e informação destrutiva e ilegal” e que a interrupção é necessária para realização de uma “limpeza”.

A decisão foi anunciada tarde da noite de sexta-feira. A agência de notícias Xinhua afirmou ontem que o Departamento Estatal de Informação na Internet concluiu que os 16 sites fechados haviam espalhado rumores de que “veículos militares haviam entrado em Pequim” e que algo de errado estava ocorrendo na cidade.

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O governo de Pequim finalmente reconheceu o que era evidente na pesada nuvem esbranquiçada que assombra a cidade há dias: a capital chinesa enfrenta uma crise de poluição, que só será solucionada com o corte de emissões. A posição oficial parece ter colocado fim ao debate que mobilizou os internautas locais nas últimas semanas, sintetizado por uma ótima rima em inglês: “fog or smog?”, algo como “neblina ou poluição?”.

Enquanto os dados oficiais indicavam um grau leve poluição na semana passada, a medição independente feita pela Embaixada dos Estados Unidos em Pequim _e divulgada no Twitter_ acusava um grau “perigoso” de contaminação. A diferença é que os norte-americanos detectam partículas iguais ou inferiores a 2,5 micrômetros, que são extremamente finas e penetram mais profundamente nos pulmões. As autoridades locais medem apenas as que têm tamanho de 2,5 a 10 micrômetros.

Para quem vive há quase quarto anos em Pequim é alarmante saber que a incidência de câncer de pulmão na cidade aumentou 60% na última década, ainda que o percentual de fumantes tenha se estabilizado. A principal vilã é a poluição, que está nos piores níveis desde 2008. Na semana passada, a densa névoa levou ao fechamento de estradas e ao cancelamento ou atraso de centenas de voos.

O debate chegou ao jornal oficial China Daily, editado pelo Conselho de Estado, sob o título “Exposição à poluição é perigo severo”. Zhong Nanshan, da Academia Chinesa de Engenharia, disse que se nada for feito, a poluição poderá substituir o fumo como principal fator de risco para o câncer de pulmão. Shi Yuankai, vice-presidente do Hospital do Câncer da Academia Chinesa de Ciências Médicas, concorda: “Mesmo que consigamos estabilizar a taxa de fumo no país, o câncer de pulmão deve continuar a crescer por 20 a 30 anos e a poluição do ar deverá ser o principal responsável”.

Depois disso, passei a considerar seriamente a possiblidade de comprar um purificador de ar, mas ele não resolve a situação quando estou fora de casa, já que está longe de ser algo portátil. Para me proteger da poluição, teria que usar máscara. O problema é como sair de casa sem parecer uma versão humanizada de Darth Vader _as que têm eficácia contra a poluição são uns trambolhos pretos que cobrem quase todo o rosto. Apesar do choque estético, vejo um número cada vez maior de pessoas nas ruas da cidade com o monstrengo.

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A China inaugura na sexta-feira o trem de alta velocidade que ligará a capital do país, Pequim, a seu centro financeiro, Xangai, a mais cara obra realizada desde a chegada do Partido Comunista ao poder, em 1949. Com 1.318 km de extensão e custo de US$ 33 bilhões, a linha foi construída em 39 meses e concluída um ano antes da previsão inicial.

Não por acaso, sua abertura ao público coincidirá com o aniversário de 90 anos do Partido Comunista, celebrado em um ofensiva propagandística que envolve filmes, séries de TV, espetáculos de canções revolucionárias e publicação de livros “vermelhos”. O trecho Pequim e Xangai é o mais extenso para trens rápidos construído de uma só vez em todo o mundo e é o principal símbolo da ambição chinesa nesse setor. Até o próximo ano, o país terá 13.000 km de linhas de alta velocidade, o que vai superar a soma das existentes no restante do planeta _no Brasil, a planejada ligação entre Campinas, São Paulo e Rio teria 518 km.

“Foram necessários apenas 39 meses para construir um trem de alta velocidade de alto padrão e reconhecido mundialmente, o que é um presente para o 90˚ aniversário do Partido”, disse o ontem engenheiro-chefe do Ministério das Ferrovias, He Huawu. “Isso [o trem] é o orgulho da China e do povo chinês”, ressaltou.

Como todas as composições de alta velocidade, as que farão o trecho Pequim-Xangai estampam os caracteres chineses para a palavra “harmonia”, que o presidente Hu Jintao transformou na marca de seu governo com a proposta de criação de uma “sociedade harmônica”.
A intenção original era que o trem andasse a 350 km/h, mas o limite foi reduzido em abril para 300 km/h por razões econômicas, ambientais e de segurança. Também haverá trens com velocidade máxima de 250 km/h, para os quais as passagens serão mais baratas.

Na versão mais rápida, o percurso será feito em quatro horas e 48 minutos, metade do tempo atual _o mesmo trajeto de avião é feito em cerca de duas horas. Dependendo da classe e da velocidade do trem, a passagem custará de 410 yuans (R$ 101,20) a 1.750 yuans (R$ 431,90). A redução da velocidade foi anunciada dois meses depois do afastamento por suspeita de corrupção do ex-ministro das Ferrovias, Liu Zhijun, que ocupou o cargo de 2003 a fevereiro de 2011 e foi o principal responsável pelo projeto de trens-bala.

A rapidez na construção das linhas foi acompanhada da explosão do débito do Ministério da Ferrovias e a suspeita de que a preocupação com a segurança foi negligenciada pela gestão de Liu. Dados oficiais mostram que a dívida do ministério está atualmente em de US$ 300 bilhões, patamar considerado insustentável por muitos especialistas, mesmo no caso de um governo com excesso de recursos sob sua administração, como o chinês.

A queda de Liu deu origem à especulação de que o Ministério das Ferrovias reduziria o ritmo de expansão dos trens rápidos, mas as autoridades de Pequim sustentam que nada mudou em seus planos, pelos quais a malha de alta velocidade alcançará 16.000 km em 2020. O Plano Quinquenal para o período 2011-2015 prevê investimento de US$ 432 bilhões em todo o setor ferroviário chinês, com a construção de 30 mil quilômetros de novas linhas, extensão 87,5% superior à que foi concluída entre 2006 e 2010.

Se o planejamento for integralmente executado, o país asiáticos chegará a 2015 com 120 mil quilômetros de trilhos, quatro vezes mais os 30 mil quilômetros existentes do Brasil. A China desenvolveu grande parte de sua tecnologia de trens rápidos com a ajuda de empresas estrangeiras, que aceitaram realizar joint-ventures com estatais controladas por Pequim na esperança de ter acesso ao imenso mercado local.

As autoridades chinesas refutam a acusação de que se apropriaram de know-how externo de maneira indevida, mas reconhecem que a experiência estrangeira teve papel relevante para o desenvolvimento do país no setor. Em documento distribuído a jornalistas no ano passado, o Ministério das Ferrovias afirmou que a China desenvolveu inovações originais, mas também fez “re-inovações”, depois de “importar, digerir e absorver” a tecnologia estrangeira.

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Para quem ainda não leu, aí vai o link para reportagem sobre os peticionários, grupo que recorre às autoridades de Pequim para tentar resolver seus problemas e termina vítima de diversos tipos de violência e intimidação, incluindo prisões ilegais e internamento em hospitais psiquiátricos:
 http://digital.estadao.com.br/download/p…

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O nome em chinês do embaixador dos Estados Unidos na China, Jon Huntsman, foi bloqueado ontem na internet pelos censores do país, depois que um vídeo veiculado online mostrou o representante norte-americano no ponto de encontro de uma fracassada manifestação contra o governo convocada para o último domingo.

O governo também bloqueou ontem o Linkedin, que passou a ser inacessível como Facebook, Twitter e Youtube. Apreensivas com o que ocorre no mundo árabe, as autoridades de Pequim não quer dar nenhum espaço para os críticos do governo se organizarem.

No vídeo, Huntsman aparece de óculos escuros observando o grupo de pessoas que estava em frente à loja do McDonald´s na Wangfujing, uma das principais e mais movimentadas ruas comerciais da capital. A embaixada norte-americana afirmou que sua presença no local no horário convocado para o protesto foi uma coincidência e que Huntsman estava com sua família quando parou para ver o que estava acontecendo.

O governo chinês acusou de subversão pelo menos três pessoas que retransmitiram na internet a convocação para o fracassado protesto, segundo o Centro para Direitos Humanos e Democracia, com sede em Hong Kong.

O movimento é anônimo e a primeira mensagem foi colocada no site Boxun.com, baseado nos Estados Unidos, que reúne dissidentes e críticos do Partido Comunista. Os responsáveis pelo chamado gostariam de criar uma versão chinesa da “Revolução do Jasmim” que derruba regimes autoritários no mundo árabe.

Subversão é o crime do qual os dissidentes chineses costumam ser acusados e foi o que levou o vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2010, Liu Xiaobo, a receber uma pena de 11 anos de prisão.

Na terça-feira, o mesmo grupo anônimo divulgou um novo manifesto, no qual convoca demonstrações para todos os domingos, às 14h, em 18 grandes cidades do país, incluindo Pequim e Xangai. O texto conclama os chineses a protestar contra corrupção, desigualdade, falta de seguridade social, má utilização do dinheiro público, inflação e ausência de supervisão popular sobre o Estado.

O vídeo que mostra Huntsman no local da manifestação foi colocado no Youtube _bloqueado na China_ e no site nacionalista M4.cn. O embaixador é abordado por um chinês, que questiona sua presença no local e pergunta se ele quer ver a China mergulhada no caos. Huntsman, que fala mandarim fluentemente, responde que não e deixa o local escoltado por dois seguranças quando o chinês começa a dizer para os que estão ao redor que aquele homem é o embaixador dos Estados Unidos na China.

A presença de Huntsman no local fortaleceu o argumento de setores do Partido Comunista que acusam o Ocidente _em especial os Estados Unidos_ de interferência indevida em assuntos internos do país.

O vídeo colocado no M4.cn termina com uma declaração de princípios: “Nós não queremos ser outro Iraque! Nós não queremos ser outra Tunísia! Nem outro Egito! Se a nação mergulhar no caso, os Estados Unidos e esses “reformistas” vão colocar comida na mesa de 1,3 bilhão de chineses?”

Huntsman anunciou sua renúncia ao cargo de embaixador na China no dia 31 de janeiro. Ex-governador de Utah, ele deixará o posto em abril e deverá disputar a indicação do Partido Republicano para a candidatura à presidência contra seu atual chefe, Barack Obama.

Apesar de não haver indícios de que o país poderá viver algo semelhante às manifestações do mundo árabe, as autoridades de Pequim reagiram com mão pesada para impedir qualquer tipo de demonstração.

No fim de semana, o governo prendeu ou colocou sob vigilância policial cerca de 100 ativistas. O controle da internet se intensificou e palavras relacionadas às manifestações no mundo árabe estão bloqueadas. “Jasmim”, nome de um dos mais populares chás do país, não pode ser escrito em microblogs e até o nome de uma cantora que gravou uma canção com esse título estava bloqueado.

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Depois de poucas semanas de céu azul e ar relativamente respirável, Pequim voltou a submergir em uma densa nuvem de poluição, que reduz drasticamente a visibilidade e esconde o horizonte atrás de uma parede de partículas branco-acinzentadas. Na manhã de hoje, a qualidade do ar estava tão ruim a ponto de superar o limite mais danoso em uma escala que divide a concentração de partículas em seis níveis: bom, moderado, insalubre para grupos sensíveis, insalubre, extremamente insalubre e perigoso.

Na faixa mais danosa à saúde, a concentração de partículas vai de 350 a 500. Às 6h de hoje, ela estava em 563, segundo medição feita pela Embaixada dos Estados Unidos em Pequim, que inclui partículas inferiores a 2,5 micrômetros. Esses minúsculos fragmentos são considerados os mais perigosos, por sua capacidade de chegar ao pulmão e até mesmo na circulação sanguínea. O sistema oficial de avaliação do ar do Ministério do Meio Ambiente da China desconsidera as partículas menores que 2,5 micrômetros e apresenta um retrato bem mais favorável do grau de poluição em Pequim e nas outras grandes cidades do país.

Mas as fotos abaixo não deixam dúvida quanto à gravidade da situação:

 

Fotos tiradas ao meio-dia de hoje

 

Panorama da janela do meu escritório

Outra imagem da mesma janela

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03.fevereiro.2011 11:42:27

Ano novo em fevereiro

Passar o Ano Novo Chinês em Pequim é como estar em um campo de batalha sob constante bombardeio. O som estrondoso dos fogos de artifício começou na manhã de ontem e foi se intensificando ao longo do dia. À noite, havia tomado conta da cidade, cujo céu era decorado pelas formas luminosas e coloridas dos foguetes. Por volta da meia noite, a intensidade aumentou e formou um espetáculo imperdível, apesar do frio implacável.

Eu passei o (nosso) Ano Novo na praia de Copacana e fiquei encantada com o show pirotécnico. Mas na China, há algo de especial no caos criado por milhares de pessoas disparando foguetes ao mesmo tempo. Controlados durante o restante do ano, o uso de fogos de artifício é liberado nos dias de celebração do Ano Novo, que começou hoje.

O exagero leva a efeitos colaterais indesejados, como o incêndio do prédio de 30 andares que fazia parte da nova sede da rede estatal CCTV, ocorrido há dois anos. Vocês poder ler aqui o post que escrevi na época. Ontem, um hotel cinco estrelas pegou fogo na cidade de Shenyang, vítima da pirotecnia. Felizmente, não houve mortes.

Inventores dos fogos de artifício, os chineses acreditam que seu ruído espanta os maus espíritos. Muitos ocupam as ruas com seus rojões, como ocorreu na frente do meu condomínio ontem. Havia tantas explosões que decidi sair por uma porta lateral.

Hoje os chineses deram início ao ano do Coelho, que substituiu o do Tigre. A celebração é a mais importante do país, que virtualmente pára nesta semana. Cerca de 700 milhões de pessoas viajam no período de 40 dias iniciado em 19 de janeiro, que assiste à maior migração humana do planeta. Segundo o governo chinês, 2,56 bilhões de viagens serão feitas até o fim desse prazo.

Regido pelo calendário lunar, o Ano Novo Chinês não tem uma data fixa e cai em algum dia entre 21 de janeiro e 20 de fevereiro. No ano passado, ele foi celebrado em 14 de feveiro e em 2012 cairá no dia 23 de janeiro.    

 Aí vão algumas fotos (de má qualidade) e link para um filme da celebração, feitos da sacada do apartamento de minha amiga Anamaria Boschi:

Aqui está o link para o filme:

http://www.youtube.com/watch?v=Jnp7-7CkPEQ

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 O governo chinês deu mais um passo para aumentar seu controle sobre a internet, com o anúncio da criação de um site de buscas que será operado pelas megaestatais China Mobile e Xinhua. A primeira é a maior empresa de telefonia celular do mundo, com 550 milhões de clientes. A Xinhua é a agência de notícias controlada por Pequim, que tem a função de refletir estritamente o que pensam e querem os dirigentes do Partido Comunista.

O anúncio foi realizado na quinta-feira, quase cinco meses depois de o Google ter transferido seu site de buscas em chinês de Pequim para Hong Kong, em protesto contra o aumento da censura e a atuação de hackers. Com a decisão, a empresa norte-americana deixou de praticar a autocensura imposta pela China a todos os sites que operam a partir do país. Mas as buscas continuam a passar pelo filtro da censura e as páginas relacionadas a temas “sensíveis” são bloqueadas.

As autoridades chinesas intensificaram nos últimos dois anos a censura na rede e não escondem sua intenção de ampliar ainda mais os controles sobre os 420 milhões de internautas, a maior população online do mundo. Site como Youtube, Facebook e Twitter são bloqueados no país, assim como informações relacionadas ao dalai lama e tibetanos exilados, independência de Xinjiang, defesa de reformas democráticas, falun gong e uma long lista atualizada constantemente pelos censores de Pequim.    

O Partido Comunista vê o controle da opinião pública como uma das principais ferramentas para garantir sua sobrevivência no poder. Todos os meios de comunicação do país são submetidos à censura e grande parte deles é de propriedade do Estado ou do Partido Comunista.

No anúncio do novo site de buscas o vice-presidente da Xinhua, Zhou Xisheng, disse que a iniciativa faz parte dos esforços do governo de “preservar a segurança da informação e promover o desenvolvimento robusto, saudável e ordenado de uma nova indústria de mídia na China”.

Ao contrário do que muitos esperavam, a internet não parece ameaçar a dominação do Partido Comunista, diz Rebecca MacKinnon, do centro sobre políticas para a tecnologia da informação da Universidade Princeton. “Os americanos têm essa suposição de que regimes não-democráticos não podem sobreviver à internet e eu acredito que isso é ingênuo. O Partido Comunista da China pretende sobreviver à era da internet e tem uma estratégia para isso. Por enquanto, está funcionando.”

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