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Cláudia Trevisan

25.fevereiro.2010 10:48:03

O modelo coreano

Na década de 60, a Coreia do Sul era uma das nações mais pobres do mundo, destroçada por uma guerra que destruiu 25% da riqueza nacional e matou 5% da população civil. Hoje, o país tem um PIB per capita quase três vezes superior ao brasileiro (calculado pela paridade do poder de compra) e uma economia impulsionada pela alta tecnologia. Quando estive em Seul, o que mais me impresssionou foi a onipresença de marcas coreanas no quotidiano das pessoas. Nas ruas, a maioria dos carros são Hyundai, Daewoo ou Kia. Os celulares são LG, Samsung, Anycall e Cyon. Nas casas e hoteis, os aparelhos de TV também são Samsung ou LG.

A trajetória coreana atrai a atenção de todos que se debruçam sobre modelos de desenvolvimento bem sucedidos e isso ficou claro nos comentários feitos no post anterior, “O Brasil e o desafio chinês”. Quando citaram algum país além dos Estados Unidos, esse foi a Coreia. E o aspecto mais ressaltado foi o investimento em educação realizado pelo país desde os anos 60. Decidi ler mais sobre o assunto e encontrei um estudo revelador da economista Irma Adelman, da Universidade Berkeley, que analisa o desenvolvimento coreano de 1953 a 1993. No período de 1953 _quando termina a guerra da Coreia_ a 1961, houve pesados investimentos em educação, que reduziram o analfabetismo de 70% para 20%. Entre 1961 e 1966, a quantidade de alunos matriculanos no ensino primário e secundário cresceu 30%, enquanto o número de estudantes universitários dobrou.

De acordo com Adelman, em 1966 a Coreia atingiu a educação primária universal e tinha um índice de pessoas em universidades superior ao da Inglaterra. Conquistada a universalidade na educação primária, o país experimentou na etapa seguinte (1967-1971) o aumento de 28% da quantidade de estudantes no secundário e de 20% nas universidades. A prioridade dada ao ensino primário e secundário teve um efeito igualitário na sociedade coreana, na avaliação de Adelman.

Advinha qual o exemplo contrário que ela cita no estudo? Sim, o Brasil. A estratégia coreana “contrastou com a do Brasil, por exemplo, onde o ensino secundário era restrito à elite e suficiente apenas para alimentar as matrículas nas universidades”. A situação tupiniquim mudou desde que ela escreveu o estudo, mas a educação ainda está muito longe do grau de penetração que tem na sociedade sul-coreana.

O caráter mais igualitário do país asiático também tem origem em condições que antecedem o período de crescimento econômico, entre elas a distribuição equitativa de terras e de ativos logo depois da guerra, ressalta Adelman. Esse é outro aspecto no qual a Coreia se distingue do Brasil, onde a concentração de riqueza é enorme. A estratégia de Seul tem mais um ingrediente de peso, que é o forte papel do Estado no desenho da economia nacional. No período de 1967 a 1971, o crescimento do país passou a ser impulsionado pela exportação, com indústrias intensivas em mão-de-obra e uma desvalorização de 100% da moeda, que deu competitividade aos produtos coreanos no exterior. Em 2009, a Coreia do Sul foi o oitavo maior exportador do mundo, à frente da Inglaterra.

Na etapa seguinte, de 1973 a 981, o Estado definiu seis setores estratégicos, que passaram a receber incentivos para seu desenvolvimento: produção de aço, indústria naval, eletrônicos, máquinas, petroquímico e metais não-ferrosos. A realidade atual da economia sul-coreana reflete em grande parte as escolhas feitas naquela época. O país é o maior fabricante de navios do mundo, o sexto produtor de aço e possui um setor eletrônico que está entre os mais inovadores do planeta.

Antes que me acusem de omissão, é bom lembrar que o “milagre” sul-coreano se deu sob um regime militar autoriátio, instalado por meio de um golpe de Estado em 1961. As eleições diretas só voltaram em 1987 e o primeiro presidente civil foi eleito apenas em 1993. Grande parte das transformações econômicas vividas pelo país nas décadas de 60 e 70 são fruto do caráter nacionalista e desenvolvimentista do general Park Chung-hee (1917-1979), responsável pelo golpe de 1961 e dirigente do país até seu assassinato, em 1979.

Park instaurou a Lei Marcial em 1972 e governou nos anos seguintes de maneira cada vez mais autoritária, com a prisão de centenas de opositores e a repressão a todo o tipo de oposição.

Comentários (64)| Comente!

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64 Comentários Comente também
  • 25/02/2010 - 05:33
    Enviado por: Paulo

    Tbm se deve em contas que os estads unidos contribuiram e muito para o avanço sul coreano.

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  • 25/02/2010 - 06:18
    Enviado por: Giba

    Não temos duvida, trata-se da Coréia do Sul, capitalista. Claro que é bem relacionada com todos os outros países do mundo. Estão indo bem nas olimpíadas.
    Agora já a Coréia do Norte (comunista), esta isolada, odeia a todos e a tudo. A culpa de tudo que acontece lá é dos outros. E estão com bombas nucleares.
    Bem típico de países totalitários e a grande maioria é comunista.

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    • 25/02/2010 - 13:16
      Enviado por: adelson borba cavalcanti

      Bomba Nuclear TEM EUA, FRANÇA, INGLATERRA, ISRAEL, MAS PARECE QUE VOCÊ NÃO ESTÁ PREOCUPADO POR ISSO.O Iraque foi invadido sob o pretexto que tinha a bomba ou outras armas de destruição em massa,foi provado que era mentira e reconhecido pelo Bush e Blair que estão com mãos sujas de sangue de cidadãos norte-americanos, ingleses e sobretudo civis iraquianos.São Criminosos de guerra, mas creio que você não está preocupado com isso.

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    • 25/02/2010 - 17:47
      Enviado por: almeida newton

      Muito bem dito Giba, a Coréia do Sul, ao contrário da do Norte, buscou o crescimento com o desenvolvimento educacional de sua população e almejando o crescimento de suas exportações. Nesse ínterim, ditaduras como a sua irmão do norte buscavam oprimir seu povo e inventar ameaças externas para justificar seu fracasso. E nós ficaremos cada vez mais para trás como esse governo marxista do PT… lastimável!

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  • 25/02/2010 - 06:40
    Enviado por: Elon

    Educação, começando com essa cambada de políticos mal educados e sub-desenvolvidos. Por um desenvolvimento saldável necessitamos de homens educados e sábios no comando desse país. O resto é lorota..

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  • 25/02/2010 - 06:44
    Enviado por: F.Carlos

    Uma das razões da crescente baixa qualidade do ensino nos EUA foi a importação do modelo esquerdista de Paulo Freire. No Brasil, o problema não é a quantidade, e sim a qualidade do ensino, em vez de aulas de matemática, português e ciências, ficamos discutindo lutas de classe e outras parolagens marxistas. Vejam só a instituição de cotas, desde quando entrar para Universidade é assistência social. A Universidade é para os melhores, foi assim que se fez na Coréia. O problema é o que é ensinado nas escolas, o resto vem por difusão.

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  • 25/02/2010 - 07:38
    Enviado por: Aurélio Araujo

    Tenho contatos com empresas da Coréia e da para perceber que os funcionários trabalham bastante, inclusive sábado até as 18 horas (obrigatório). Como serão os salarios dos profissionais e os seus direitos trabalhistas ? Como será a carga de impostos sobre as empresas ?

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    • 26/02/2010 - 09:07
      Enviado por: Cláudia Trevisan

      Aurélio, a receita tributária da Coreia do Sul gira em torno de 27% do PIB, comparados a 39% no Brasil. Quanto aos salários, o país tem um PIB per capita nominal de US$ 16,5 mil, pouco mais que o dobro dos US$ 7,7 mil do Brasil. Se nós considerarmos o PIB per capita pela paridade do poder de compra (que reflete quanto a mesma quantidade de “dólares internacionais” pode comprar em cada país) a distância é ainda maior: 27,8 mil a 10,5 mil.
      A jornada de trabalho é realmente pesada e a sociedade é extremamente competitiva.

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  • 25/02/2010 - 07:38
    Enviado por: Martinsfc

    A industrialização da Coréia do Sul só foi possível devido a um Estado forte, autoritário, que propiciou a criação e tranferência do “surplus” da agricultura, a partir de um processo de reforma agrária responsável que foi levada a cabo naquele país… (responsável pq não deu apenas terra, mas subsidiou compra de fertilizantes, etc). O que seria impensável no país que menos redistribuiu terra no mundo. E que quando se fala nisso a elite nojenta desse país tem convulsões repulsivas de ignorância… Querem ser como o primeiro mundo mas não querem ter uma sociedade menos desigual. Elite só serve pra criticar quando o assunto é redistribuir! Educação, claro, muito necessário, principalmente com qualidade! No Brasil, 70% dos alunos de 15 anos não conseguem resolver questões de matemática de primeira e segunda série. Mas esqueça! As políticas sociais em geral e, principalmente, de combate à pobreza e à desiguadade desse país são só pra inglês ver! E pra elite calar a boca!

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    • 25/02/2010 - 14:00
      Enviado por: Carlos

      Concordo com vc Martin,

      a elite brasileira é uma das melhores do mundo para criar factóides. É fácil dizer que a Coréia do Sul se modernizou pq investiu na educação, difícil é mostrar que eles fizeram reforma agrária e que o estado, esse mesmo, o estado foi um dos maiores responsáveis pela sua modernização, através de sua política de inovações.

      Felizmente, o tempo dos liberais do estado mínimo e das privatizações feitas à loucura, somente por privatizar estão acabando.

      E os amigos se esquecem de uma coisa. O desenvolvimento da Coreia do Sul era vital para os EUA, pois o mesmo era um importante arma de propaganda anti-comunista.

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  • 25/02/2010 - 08:40
    Enviado por: G.P. Carvalho

    Bom artigo. Permita-me acrescentar algo importante. Assessorado por lideres religiosos cristaos (protestantes, naturalmente), o presidente Park, alem de investir muitos recursos em educaçao, aplicou somas consideraveis em planejamento familiar. Seus sucessores fizeram o mesmo.

    A Coreia do Sul, como se sabe, tem uma taxa total de fecundidade muito baixa. Mas, era bem diferente a situaçao nos anos sessenta. O governo concluiu que era melhor contar com uma populaçao menor, mas bem educada, e assim elevar o padrao de vida da sociedade coreana, alem de posicionar melhor a sua economia no mercado internacional. As estatisticas indicam que o planejamento neste caso deu certo, particularment quando se consideram o tamanho do pais e seus limitados recursos naturais. Os coreanos, e seus assessores cristaos, entenderam cedo que populaçao bem educada é fator de progresso.

    Em suma, a estrategia de desenvolvimento da Coreia do Sul baseou-se no binomio educaçao/planejamento familiar.

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    • 25/02/2010 - 14:01
      Enviado por: Carlos

      Belo comentário dos guardiões da boa moral…

      hehehe

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    • 25/02/2010 - 15:32
      Enviado por: Artur Filho

      parabens pelo comentario.
      è isto aí, sem tirar nem por.
      O brasil tem um problema adcional grave: Vivemos num país em que é mais facil vc levar ao tribunal um desafeto pela justiça do trabalho do que matando ele.

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  • 25/02/2010 - 09:40
    Enviado por: ricardo

    antes de mais nada Obrigado pela materia Claudia
    Sou coreano e vivo no Brasil a mais de 30 anos e gostaria de aproveitar a oportunidade para comentar resumidamente alguns pontos:

    - nosso pais vive ainda teoricamente em guerra
    - nosso pais era pais totalmente desconhecido ate 1988(olimpiadas)
    - houve grande sacrificio do povo (por vontade Propria durante + de 40 anos)ate chegarmos ao que somos hoje
    - nosso pais provavelmete e so tamanho do estao de alagoas
    - atualmente outro ponto forte estrategico vem na parte de fortes investimentos em esportes e cultura (hoje estamos entre o TOP10 nas olimpiadas tanto como nas de inverno tambem e tambem exportamos varios filmes e musica pro exterior)

    Bom temos varios outros pontos a serem demonstrados
    * a minha intencao esta em aprendermos para que as autoridades possam enchergar melhorias que possam ser implantadas aqui

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    • 25/02/2010 - 17:01
      Enviado por: Newton

      Parabens Ricardo pelas informações enviadas.

      Para quem não sabe, no Japão, alguns seriados, cantores e filmes coreanos fazem um sucesso enorme.
      E não existe progresso sem muito trabalho e estudo, todos os países desenvolvidos do pós-guerra sofreram muito para conseguir chegar aonde estão.

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    • 25/02/2010 - 23:34
      Enviado por: Cláudia Trevisan

      Ricardo, ótima colocação. Sim, a Coreia é uma grande fonte de influência cultural na Ásia, incluindo a China. Entre os jovens chineses, o “way of life” dos jovens coreanos e sua tecnologia cool é uma forte inspiração e aspiração.

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  • 25/02/2010 - 09:46
    Enviado por: felix

    Educação no Brasil? Os próprios políticos brasileiros não tem instrução.
    Estes jamais irão fomentar o ensino no país pois uma população culta não pode ser manipulada como hoje.
    E assim a população de ignorantes vai se multiplicando…

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  • 25/02/2010 - 10:30
    Enviado por: Dany Cheng

    Parabéns pelo artigo.

    vale ressaltar que os países do extremo oriente tem a cultura de superação e esforço. coisa que aqui nas Américas, na maioria das vezes ou no mínimo visivelmente, prefere ir pelo caminho fácil, que é a malandragem. por isso que estamos no ciclo vicioso, o pior é que podíamos parar quando quiséssemos, o problemas é: ninguém quer isso.

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  • 25/02/2010 - 11:04
    Enviado por: inácio meira

    Que belo exemplo esse da Coréia do Sul !!
    Já pensou se aqui neste imenso Brasil, de tantas
    riquesas naturais, de solo tão fertil, houvesse
    seriedade, honestidade e boas intenções, até onde
    chegaríamos? De certo seríamos uma nação de
    primeiro mundo, sem sombra de dúvida!!

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  • 25/02/2010 - 12:21
    Enviado por: Diego Rafael

    O grande problema que vejo é que eles são uma nação e nós não. Eles se vêem como um grande povo e nós não. Eles olham pro bairro vizinho e se identificam fisicamente, culturalmente e genealogicamente com aqueles. Assim, todos se esforçam para o bem comum, pois se identificam como uma única comunidade e nação.

    Somos individualistas e não nos vemos como nação, exceto na demagogia. Nem nos identificamos com o bairro vizinho. Nem com os vizinhos. Não nos identificamos como uma comunidade, nem como nação. São os outros e nós.

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  • 25/02/2010 - 12:31
    Enviado por: Reinaldo

    Tambem estive na Coreia do Sul e pude ver como o nacionalismo e forte por la, por vontade propria e nao por imposicao. Outrossim, vemos que algumas ditaduras foram bem aproveitadas, basta olhar aqui perto para o Chile onde nove entre dez chilenos elogiam o governo de Pinochet. Infelizmente, nos brasileiros so conseguimos copiar o que ha de ruim em outros governos.

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  • 25/02/2010 - 12:34
    Enviado por: WELL

    Nós ainda vamos chegar lá, vair ter o dia em que só usaremos produtos da nossa industria, vamos chegar em casa, tomar banho em nossas “duchas corona”, passar “gel bozzano” no cabelo, calças um par de “havaianas” pegar uma “nova schin”, sentar em frente a nossa “televisão CCE” depois de ter andado o dia inteiro de “ônibus Marcopolo”.

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    • 25/01/2012 - 11:24
      Enviado por: Júlio Cezar de Lima

      ….. e, naturalmente, guiarmos um “Gurgel Super Mini”, um F.N.M. (Fenemê) e/ou um Presidente Democrata do Nelson Fernandes….

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  • 25/02/2010 - 12:58
    Enviado por: Rolando

    Infelizmente no Brasil ao invés de aprender com as experiências bem sucedidas o governo e os “deseducadores” preferem os doutrinadores ideológicos como Paulo Freire que acabaram e continuam a acabando com o ensino no país.

    As coisas estão começando a melhorar em alguns poucos lugares mas enquanto não largarmos a ideologia e a politicagem de lado e nos concentrarmos na educação de verdade continuaremos no mesmo lugar e com os mais pobres sofrendo em maior grau as consequências disso.

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    • 25/02/2010 - 17:12
      Enviado por: Lucke

      Caro Rolando
      Para mim é muito triste ver o pensa um brasileiro acerca do Paulo Freire. Esse cara recebeu pelo menos uns 30 títulos de doutor honoris causa em muitas universidades estrangeiras, graças ao seu método de ensino aplicado na américa latina, asia, africa, etc. Para contrapô-lo os militares que o escorraçaram inventaram o mobral, lembra-se? Pois é, o mobral virou fumaça, chamar alguém de “mobral” virara sinônimo de ignorante e burro. Nós pagamos o preço pelas decisões saídas das cabeças de pseudo-iluminados que nos levou onde estamos – um exercito de pedintes, flanelinhas, bandidos e políticos ratos a roerem o pouco que o nosso pobre povo consegue. Por favor, procure saber melhor sobre esse grande homem, que já foi muito homenageado por esse próprio jornal.

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  • 25/02/2010 - 13:12
    Enviado por: Eddie Sampaio

    Educação fundamental JÁ!!!!
    É tudo o que precisamos.

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  • 25/02/2010 - 13:15
    Enviado por: João

    Quando eu estudava na Universidade de Pitt-Pa nos USA, eu fiz uma amizade com um Sul Coreano. Ele naceu nos USA para não ser obrigado a ter que servir o serviço militar obrigadorio… O mais engraçado e que o pai dele é um General, que eu tive o prazer de conhecer-lo. Hoje estudando no Hawaii,na carreira Diplomacia e estudos militares estratégicos conheço muitos Sul Coreanos, e muitos deles me fala que la as coisas não são bonitas como muita gente pensa que é! Um coisa e verdade o sistema educacional é fantastico!! O Problema do Brasil é o: “Political Culture” todos gostão de fazer um jeitinho… Por isso o pais não melhora em nada… vivo a 14 anos fora do Brasil, vejo muitas coisas mudando para melhor, porem o jeitinho não sai…No Dia que não tiver jeitinho o Brasil vira primeiro mundo!!!

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  • 25/02/2010 - 13:16
    Enviado por: Paulo 2

    Concordo com o Paulo. Vamos pedir ajuda dos EUA, dai teremos uma sociedade com uma rendar melhor distribuida e com educação. Melhor ainda: vamos fazer o Brasil virar um estado Norte Americano. rsrsrsrsrsr

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  • 25/02/2010 - 13:29
    Enviado por: adelson borba cavalcanti

    Parabéns Cláudia pelo artigo, muito importante estudarmos modelos bem sucedidos, mas na minha opinião o que fica claro é que na medida que os estados e seus povos defendem os interesse da nação e conseguem uma unidade de objetivos, as chances de prosperidade são grandes. Creio contudo que o principal é encontrarmos os nossos pontos fortes e investirmos neles.Sem esquecer que o pano de fundo é a construção da Nação brasileira, é a União do povo, dos trabalhadores e empreendedores com forte indução do Estado para o planejamento estratégico e a alavancagem das forças econômicas e sociais para o nosso desenvolvimento que irá ter características próprias.

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  • 25/02/2010 - 13:54
    Enviado por: Alexandre

    Tambem já estive na Coréia. Que povo maravilhoso!! Eu nem preenchi o formulario de devolução das taxas pagas em compras. Ele sabem usar muito bem as taxas e impostos, ao contrário do Brasil.
    Jamais chegaremos aos pés da Coréia. Principalmente com esta politica anti-americana,anti-semita, ditatorial e corrupta do PT.
    Aliás, nosso politicos não tem a menor condição de serem chamados representantes do povo. São um bando de marginais com cargos publicos. Assim fica dificil.

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  • 25/02/2010 - 14:19
    Enviado por: Emilio

    O Brasil vai pro mesmo caminho. Com a Diliminha o país vai virar uma coréia…( do norte) O povo brasileiro vai trabalhar de madrugada ( no carnaval) todos vão pra escola ( fazer festa e fumar crack)hihihihih Viva o lula…bomba atômica, vietnã, coréia do norte, irã

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  • 25/02/2010 - 14:20
    Enviado por: Lucke

    A coréia também teve um regime militar que foi derrubado e resolvido. Todavia, lá eles deixaram algo na educação; deu no que deu.
    Aqui, mais ou menos igual, menos na educação, saude e segurança. Só copiamos chiclete e cocacola. Viva o DEM (ex-arena), PSDB, etc

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  • 25/02/2010 - 16:04
    Enviado por: Regina Jeong

    De fato, não se pode negar o surpreendente e rápido crescimento e desenvolvimento econômico-social da Coréia. Foi um ojetivo, uma causa pelo qual o povo coreano abraçou e “abraçou”, junto com os governantes e certamente uma boa parcela da população foi, querendo ou não, bastante sacrificada para chegarem aos resultados atuais (os fins justificando os meios). Por conta disso, ocorreram ínúmeras manifestações, principalmente no período da ditadura militar. O que quero dizer é que sempre há o outro lado da moeda. Sou coreana e me orgulho de ser. Mas quem dera se todas essas conquistas pudessem ter sido realizadas sem atingir dramaticamente tantas pessoas. De qqr forma, assim foi q o povo coreano participou intensamente nos maus e bons momentos de cada etapa do desenvolvimento nacional. Um exemplo real: há alguns anos atrás, a Coréia foi atingida por uma gravíssima crise econômica mundial que quase levou ás ruínas a economia coreana. Muitos coreanos fizeram filas para entregar jóias de valor, principalmente ouro, e doar ao governo coreano, querendo contribuir de alguma forma na solução do problema que estava atingindo toda a sociedade coreana. Da mesma forma que o povo participa, também cobra. E cobra muito. A opnião pública coreana é algo avassalador. E os políticos temem por isso. Digamos que é um povo que não esquecem JAMAIS. Acho que essa sinergia entre Estado e povo ajudou (com MUITOS sacrifícios, quistos ou impostos) a Coréia a chegar onde chegou. E espero que continue…!

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    • 25/02/2010 - 16:41
      Enviado por: André

      Regina, fiquei um tanto espantado com o que você disse -”Muitos coreanos fizeram filas para entregar jóias de valor, principalmente ouro, e doar ao governo coreano, querendo contribuir de alguma forma na solução do problema que estava atingindo toda a sociedade coreana. Da mesma forma que o povo participa, também cobra. E cobra muito.” -. Não que eu esteja duvidando da sua palavra, mas aos “olhos brasileiros”, imaginar uma situação onde o povo daqui ajude os governante com bens pessoais é ficção científica (não colocando na mesa a situação economica para tal. Meu espanto é comparação serve como alegoria).

      Os orientais me causam admiração em muitos aspectos. Por favor me corrijam se estiver equivocado, me parece que a percepção de sociedade deles tem como grande pilar um compromisso sério de cada cidadão com o coletivo. Não sei qual o grau de compreensão que o povo em geral tem disso, mas adoraria entender o funcionamento individual.

      Claudia, seu artigo é feliz ao demonstrar alguns exemplos do passado que deram certo, ainda que a realidade brasileira seja diferente da sul-coreana. Achei bastante didático.

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    • 25/02/2010 - 17:34
      Enviado por: Silvino

      Este tipo de contribuição nós Paulistas já fizemos em outras ocasiões, como na Revolução Constitucionalista de 32 e não sei ao certo, mas na decada de 60 por algum outro motivo. O brasileiro quando há necessidade sempre colabora nos mais absurdos fatos. O que temos que fazer é parar de chorar, tomar como exemplo os bons resultados seja de quem for e tocar em frente, nós como povo devemos parar de reclamar dos politicos e tomar-mos a decisão certa para o NOSSO PAIS.

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    • 26/02/2010 - 09:12
      Enviado por: Cláudia Trevisan

      Regina, obrigada por seu testemunho e pela lembrança do sacrifício feito pelos coreanos. Realmente, a segunda fase do governo do general Park foi cada vez mais repressiva, o que motivou manifestações criativas e contundentes de estudantes e trabalhadores coreanos. Acho que sua observação é um alerta aos que acreditam que o desenvolvimento depende de regimes autoritários.

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  • 25/02/2010 - 17:07
    Enviado por: Newton

    Acredito que educação é essencial para o país crescer e acrescentaria a nossa auto-estima como algo a melhorar (muito) nossas condições. Não conheço país desenvolvido com uma população que não tenha orgulho de fazer parte do país. Acostumamos a ver muito mais os problemas do que as coisas boas que temos no Brasil (e temos muitas!)

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  • 25/02/2010 - 17:20
    Enviado por: Alexandre

    O Brasil tem universidades gratuitas desde os anos 40!!!! Diziam que era pra acelerar o desenvolvimento, etc..
    E nao conseguimos ter nem uma marca de carro nacinonal.Nada! Hoje exportamos soja, minerio, e outras coisas dadas pela natureza.
    Que vergonha!

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  • 25/02/2010 - 17:42
    Enviado por: Sohelly Camilo

    Em suma: dois supostos governos progressistas FHC/LULA 16anos findos agora 2010 nao conseguiu nada em relaçao a K. do Sul no seus 40 anos, tirando as dimensoes de territ. aspectos culturais, mesmo assim, o Brasil é um fracasso só. Um ETERNO PAÍS DO FUTURO. Também com uma elite CONSERVANOSSAURO dessa estirpe, só pode dá no que dá nao é?

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  • 25/02/2010 - 17:57
    Enviado por: Fey

    É uma pena que o seu post tenha atraído comentários ‘fla-flu’ de ‘capitalismo vs socialismo’ num assunto que não tinha nada a ver.

    É também uma pena que ainda exista brasileiro que ouve ou vê que um outro país é mais desenvolvido, e atribui o progresso alheio com as velhas retóricas: “Eles receberam ajuda financeira dos EUA”, “O governo deles foi totalitário”, ou “Eles tiveram a sua mão de obra explorada”.

    Embora todas as afirmações sejam de fato corretas, nenhuma delas explica definitivamente o avanço desses países. Afinal quantas ajudas externas o Brasil já recebeu? Quantos anos de ditadura (e atualmente de bolivarismo) já tivemos? A nossa mão de obra é bem paga e qualificada?

    Poisé eles começaram na mesma linha de largada doque nós (até um pouco atrás devido as guerras). A diferença é que eles tiveram um plano de longo prazo harmonizando educação e setores chaves de desenvolvimento tecnológico. Isso foi feito num governo ditador? Sim. Trabalharam duas vezes mais doque o brasileiro? Sim. Receberam uma ajuda financeira externa? Sim. Mas o principal foi a sua determinação em levar a cabo o seu plano de desenvolvimento criado a vários anos por pessoas de visão – o mérito é todo deles.

    E assim eles deixaram de ter um governo ditador, pois com uma população mais educada, a tendência é abolir tais líderes. Assim passaram a receber melhor doque antes também e ficaram mais independentes de verdade sem recorrer a o ufanismo barato.

    E nós?

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  • 25/02/2010 - 18:05
    Enviado por: mansarda

    O livro Maus Samaritanos, de Ha-Joon Chang, Editora Campus, trata do do desenvolvimento economico recente, inclusive o caso Coréia, com clareza e objetividade.

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    • 26/02/2010 - 09:19
      Enviado por: Cláudia Trevisan

      mansarda, Ha-Joon Chang é coreano, professor de Cambridge, e um grande pensador de estratégias de desenvolvimento. Li seu livro anterior, “Chutando a Escada”, no qual ele argumenta que os países desenvolvidos usaram em sua primeira etapa de crescimento as mesmas táticas que hoje condenam nos países em desenvolvimento, entre os quais estão protecionismo, subsídios à indústria nascente e desrespeito à propriedade intelecutal.

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  • 25/02/2010 - 18:33
    Enviado por: sergio salomon

    Enquanto não atentarmos para a educação universal no Brasil, seremos somente produtores de bens primarios e intermediarios. O povo tem que ter acesso aos bens da nação e não somente a classe media que se mostra extremamente atrasada e que copia modelos culturais de outras nações.
    ACORDA BRASIL-continuamos a beber refrigerante ao invés de suco, que gera emprego no campo, na colheita e no benefiamento este é um dos muitos exemplos que os jovens de classe media auxilia capitais externos e se esquece do capital humano brasileiro.

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  • 25/02/2010 - 18:51
    Enviado por: Antonio

    Não se esqueçam que a Coréia tem pelo menos 2 marcas globais de eletrônicos de consumo, 2 marcas globais de automóveis, navios e maquinário pesado. Fora um monte de outras também de atuação global, que são menos conhecidas.
    Isso tudo não foi feito só com ensino fundamental.

    Existe aí toneladas de esforço individual, incompatível com o pensamento brasileiríssimo de locupletar-se em toda e qualquer circunstância.

    O que me intriga é que depois de tantos avanços, os coreanos continuam imigrando. Porquê?

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    • 26/02/2010 - 09:34
      Enviado por: Cláudia Trevisan

      Antonio, a Coreia teve uma grande onde de emigração ao longo de quase todo o século passado, em razão da pobreza, da ocupação do país pelo Japão entre 1910 e 1945 e a Guerra da Coreia (1950-1953). Durante a colonização japonesa, milhares de coreanos foram levados para realizar trabalhos forçados no Japão e muitos decidiram ficar no país depois da liberação. Estima-se que existem 7 milhões de coreanos vivendo fora de seu país, que possui uma população de 50 milhões (ou 73 milhões, se considerarmos também a Coreia do Norte).
      Não tenho estatísticas sobre o movimento atual, mas o ritmo de emigração diminuiu muito com o desenvolvimento econômico.

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  • 25/02/2010 - 20:01
    Enviado por: F.Carlos

    Assisti a uma palestra do um oficial coreano, que comentou que a educação foi aplicada as novas gerações e não a todos, não adianta malhar em ferro frio, a base da educação está na infância sadia, não se deve investir em quem não possuir condições de aprendizado.

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  • 25/02/2010 - 20:21
    Enviado por: Teofilo do Vale

    Muito bom artigo.
    Além de valorizar o estudo, seu e dos seus filhos, cada um deve aprender a votar. Os aproveitadores (que não gostam de estudar e muitas vezes buscam a política de baixo padrão) serão cada vez em menor número e os que estudaram vão manter a ordem e a boa vontade que é o jeito da grande maioria do povo deste nosso país, Brasil. Para os demais, cadeia.

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  • 25/02/2010 - 20:35
    Enviado por: jose roberto

    Há bons comentários aki, principalmente dos coreanos ou descendentes. Porque brasileiro geralmente fala muito, sem fundamentação ou conhecimento de causa. Impressionante notar para delírio de alguns que o crescimento coreano se dera exatamente sob uma ditadura forte, com repressão e morte dos opositores (pior que Cuba), mas aliada dos EUA e com escolhas pontuais certas, como também ocorreu no Chile. Falar mal de Paulo Freire é não saber nada sobre ele. Assim é brasileiro: fala do que não conhece. Estive na Coreia durante o período da crise asiática, que devastou o Brasil, exatamente pq o governo daqui era anti-nacionalista, entregou tudo à iniciativa privada, inclusive a EDUCAÇÃO. Haja vista o surgimento de universidades privadas por todos os cantos do país, sob o pretexto da Teoria do Estado Mínimo, enxugamento da máquina, mas que na verdade tratava de um pacto com grupos privados, principalmente financeiros, que assolara a maioria da população já empobrecida e analfabeta. Esse mesmo pensamento maquiavélico justificara todas as demais “quebras” do Brasil ante as crises regionais ao redor do mundo. Como economista, e a apartir da leitura e observação de diferentes realidades no mundo, concluo que os asiáticos possuem uma cultura nacionalista forte em seus hgenes, suficiente pra se dobrarem ante um plano nacional que visa o bem comum, mesmo sendo-lhes imposto como ocorreu na Coreia. A primeira coisa que o Governo controlou foi a Mídia, e isso é até hj. Não se vê os absurdos e desrespeitos que se vê aqui no Brasil, nessa pseudo-democracia, onde um oligopólio controla as cominicações no país. Lá de fato o Estado é o titular das Cominicações e as concessões ocorrem sob controles rigorosos, que cooperam na Educação dos cidadãos e na consolidação do Plano Governamental. Aqui é uma indecência: se o Governo tentar apitar em qualquer coisa na programação das TVs, aparecem os pseudos democratas, clamando por liberdade de imprensa (lorota). Só engole isso quem não conhece o resto do mundo. No ocidente temos um gde exemplo tbm de nacionalismo, os EUA, considerados por eles mesmos democráticos, onde tbm existe forte controle do Estado sobre os meios de cominicação. Outro exemplo é Cuba, nacionalista, com baixissimo índice de analfabetismo e com presença destacável em esportes e saúde. Poderia ser uma Coréia, mas diferentemente desta, sofrem embargos dos EUA por 50 anos. Ou seja, independentemente do continente, ou até mesmo do regime político-ideológico, a gene do povo é quem determina seu futuro. Nos brasileiros, estamos mais interessandos em atravessar nosso vizinho, ganhar dinheiro fácil, pagar e receber propina. Gostamos de facilidades… e isso não se aplica somente ao Governo, Tucano ou Petista, embora esse último tem visão mais nacionalista que o primeiro e tem acertado mais em politicas públicas, pelo motivo obvio: melhor distribuição de renda e maior presença do Estado na Economia. Mas falta muito ainda pra que algum governo aqui consiga alterar estrturalmente a base social do nosos país. Tanto pela qualidade dos nossos políticos que são o espelho da nossa sociedade, como pela nossa conduta individualista do não sacrifício e do jeitinho brasileiro que permeia todo o país. Porque ainda falta-nos muito pra sermos considerados uma nação.

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    • 25/02/2010 - 14:06
      Enviado por: Carlos

      Diria Caio Prado Jr:

      o Brasil é um negócio

      e complementando ele:

      O Brasil é um negócio, e um negócio muito lucrativo

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    • 25/02/2010 - 20:53
      Enviado por: Teofilo do Vale

      Quem visita Cuba nunca mais esquece: existiu uma medicina boa e um sistema de saúde decente. Acabou, pois tudo mais faliu.
      Quanto ao esporte, o que ainda continua em pé por lá é pelo fato de que ser esportista é a sua única chance de ganhar muito dinheiro e poder comprar um carro. Tudo é feito para proteger os esportistas de ponta. O resto do povo, salta miudinho no dia-a-dia para ganhar o pão e olhe lá.
      Sugiro que todos os interessados no chavismo ou no lulismo abobalhado (de Marco Aurélio’s e tais) que façam uma excursão à ilha. Sem medo. Podem ir. Eu fui faz 2 anos. Até acho que vão gostar dos hotéis para turistas, das praias, dos lugares turísticos. São bonitinhos. E aproveitem para ver a rua paralela àquela onde passa o ônibus da excursão. Conversem com a camareira e com o garçon. Fale com as pessoas na feira de artesanato e vocês vão conhecer de ante-mão o que o Chavez e Lula dizem ser uma maravilha… Não quero prá mim e nem prá meus desafetos.

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    • 25/02/2010 - 21:33
      Enviado por: Antonio

      Sugiro ao senhor abrir uma conta na Caixa Econômica Federal, procurar o SUS quando ficar doente, matricular os filhos na escola pública, viajar por estradas públicas (uns 100 km), comprar uma linha telefônica por 10 mil dólares, morar numa casa da Cohab, e desfrutar de tudo o que o estado pode oferecer.

      Você não aguentaria dez minutos.

      Os próprios cubanos não aguentam. Se não fosse a economia informal e os dólares injetados pelos cubanos de Miami, uma nova revolução já teria estourado faz tempo. Nos regimes estatais, o que floresce é a hipocrisia.

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  • 25/02/2010 - 20:54
    Enviado por: JOHN WAGNER/ SP

    Pois é! EDUCAÇÃO. Infelizmente, para quem viveu no primeiro mundo e vê este país, é algo trágico e deprimente. Tem razão os coreanos citarem que o Brasil é o avesso deles. Tem gente que acredita que o Brasil melhorou. Melhorou em que? Oh! Deus, que tipo de gente vive neste notável e bendito país?

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  • 25/02/2010 - 22:29
    Enviado por: leticia

    Nós brasileiros temos que reverter essa situação na qual o país se encontra, porque não adianta colocar culpa nos politicos corruptos, pois e o povo brasileiro iludido durante as eleições que votam neles.

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  • 25/02/2010 - 23:05
    Enviado por: Eymard

    Jose Roberto falou e disse. Gostei igualmente do comentario de Fey. Me incomoda, igualmente, que para problemas complexos aparecam comentarios superficiais do tipo: a culpa ‘e do Lula. A culpa ‘e do Fidel. A culpa ‘e do Fernando Henrique; dos tucanos; dos petistas; dos democratas….Como disse o Fey: comentarios do tipo Fla x Flu. Uma olhadinha na nossa historia, faria bem.
    Tenho achado interessante a leitura do “Historia do Brasil com empreendedores” do Jorge Caldeira. Leitura da nossa historia que foge do lugar comum.

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  • 26/02/2010 - 05:03
    Enviado por: uberVU - social comments

    Social comments and analytics for this post…

    This post was mentioned on Twitter by lcloren7: http://blogs.estadao.com.br/claudia-trevisan/o-modelo-coreano/ Recomendo a leitura do artigo. Muito bom!…

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  • 27/02/2010 - 09:49
    Enviado por: Thiago Vichi de Oliveira

    O governo tem absorvido muitas dívidas das instituições bancárias e dos chaebols – grandes conglomerados coreanos. O povo coreano é fortemente marcado por uma cultura nacionalista que permitiu ao governo elaborar em conjunto com os grandes chaebols, a reestruturação industrial que as empresas deveriam implementar. Enquanto que os credores e organismos internacionais aguardavam empresas para serem vendidas, elas foram em grande parte adquiridas pelos próprios chaebols. Algumas empresas foram privatizadas pelo governo, porém o mesmo continua a ter empresas nos mais diversos setores. A produção e distribuição de produtos provenientes da cultura do ginseng, por exemplo, ainda são monopólio exclusivo do estado.

    Apesar da dificuldade em se estabelecer relações causais claras entre reformas e crescimento econômico, a recuperação econômica da Coréia do Sul já está sendo celebrada em todo o mundo. A recuperação parece ser vigorosa e sustentada uma vez que após um ano de crise, em 99 a economia cresceu 10,7 %, segundo o Korean Economic Update de 30 de Março do Ministério das Finanças e da Economia. Alguns analistas chegam a dizer que o tigre acordou com fome, enquanto que outros dizem que essa recuperação não é sustentável e que os elevados percentuais são devido a base de cálculo pós-crise ser menor. O que parece válido afirmar é que os grandes conglomerados coreanos, agora menos endividados e racionalizados lideraram um novo ciclo de elevadas taxas de crescimento econômico.

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    • 28/02/2010 - 01:46
      Enviado por: Cláudia Trevisan

      Thiago, o modelo coreano não é isento de problemas, e o monopólio dos chaebols em certos setores da economia é um deles. Cada país deve encontrar seu próprio modelo, mas parece claro que a prosperidade econômica depende muito da existência de fortes empresas nacionais.

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  • 27/02/2010 - 20:56
    Enviado por: João Brasileiro, maior, vacinado e invocado.

    O SER HUMANO NÃO É PREPARADO PARA DEMOCRACÍA. Existe uma MINORÍA formadora de opiniões e de “caciques” e a GIGANTESCA MAIORÍA precisa de ser CHEFIADA ou conduzida. Assim é o ser humano e os comunistas sabem disso, não é por acaso que as ditaduras mais “fortes”, mais TRUCULENTAS e mais sanguinárias, são TODAS COMUNISTAS, confira. Toda vez que um País, inclusive a China e a Russia, dá uma guinada do socialismocomunismo para o CAPITALISMO, salta no mínimo 37 anos. Verdade incontestável e comprovada pois, sai das DUAS classes do comunismo, a POBRE e os que MAMAM no ESTADO que é quase MONARQUICO, para a classe média a rica e a pobre, nesta ordem. Exs.Coréia SUL, India, China, Brasil do LULA(só ele), USA, Alemanha, Belgica, Dinamarca, Holanda, Suiça, Suecia, França, Inglaterra e outros cuja cintura larga do losango é a classe média.

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  • 23/03/2010 - 10:43
    Enviado por: pedro eduardo fortes

    Claudia, parabéns, seu blog é muito bom, útil, elucidativo, claro, esclarecedor, gostoso de se ler, enfim, mais um excepcional seu, parabéns. Seu fã, não sei se número 1, pois são tantos que é difícil de competir.

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  • 22/04/2010 - 10:47
    Enviado por: Eduardo Vergara

    O modelo coreano é simples: educação e trabalho. Sendo brasiliense nato, vivendo a pobreza social, política e educacional, convivendo com a baixa qualidade profissional, com a preguiça e a mentira infiltradas nas relações interpessoais, e a autocorrupção no núcleo das almas, posso afirmar que o nosso problema está no espírito de porco sedimentado no brasileiro. A doença está na cultura organizacional nacional e a cura é celular, em cada família que receber o milagre da lucidez e fomentar valores éticos e morais. Cuidar de um país é tarefa de todos, mas aqui poucos estão interessados em cuidar até de si mesmos, quanto mais de uma nação. O Brasil freqüenta o 72º lugar no ranking mundial de educação divulgado pela ONU em 2009 e esta classificação revela um quadro assustador relativo à capacidade criativa, justamente o que transformou positivamente a Coréia do Sul junto com o alto desempenho tecnológico. Para criar de verdade é preciso informação, formação, associação de ideias, discernimento para compreender qual a melhor direção para desenvolvê-las e sair na frente com uma incrível força de trabalho homogênea para a produção. Tudo que usamos no Brasil tem um preço para pagar a inteligência de quem trouxe a tecnologia a ser usada. Nossos veículos, telefones, televisores, computadores, liquidificadores e coisas simples como lâmina de barbear e picolé, têm a sua inteligência remunerada pelo brasileiro que até agora não conseguiu desenvolver absolutamente nada de expressão comercial mundial. Petróleo e minério? Não se iluda. A riqueza natural que colocamos nas mesas de negociações internacionais valem pouco diante da inteligência usada como moeda pelos estrangeiros. Para o Japão, por exemplo, exportamos 17 navios de riqueza natural para receber 1 de inteligência. O que vamos levar à mesa de negociação quando a riqueza natural acabar? Leis brasileiras como a 9.279/96 – art. 10 – mostram bem o nível da burrice instaurada no cerne do legislativo nacional e fomentam a exportação das nossas melhores cabeças para o mundo. Tratamos o desenvolvimento educacional com incrível desleixo e esse problema é o mais crônico de todos. Evidentemente, temos tecnologia suficiente para produzir alimentos e algumas outras coisas, contudo, não sabemos valorizar o que produzimos e é incrível como um produtor brasileiro consegue viver vendendo 1 quilo de mandioca por R$ 0,09. Esse preço é pautado pelos grandes supermercados franceses que dominam o nosso mercado de varejo. Ou seja, até aquilo que a gente consegue produzir acaba dando ao estrangeiro a maior parte do lucro. Falta educação para entender isso e provocar a mudança em todos os setores. Mas como fazer isso com a preguiça correndo na veia? Claro que não se pode atribuir a todos os brasileiros essas mazelas, mas falando sério, olhe para os lados e conte nos dedos aqueles que possam ser considerados grandes profissionais, trabalhadores, responsáveis, inovadores, estudiosos, competentes e que vejam no conjunto da sua frente de trabalho, a maior força. Falta muito para nós e temos que começar agora, nas pequenas atitudes, dentro da família, educando e pontuando as ações positivas e negativas, construindo degrau a degrau brasileiros educados, vibrantes com a própria inteligência e produtores dos produtos que o mundo vai querer consumir, assim como acontece hoje com os produtos coreanos. Sejamos razoáveis, sem a nossa preciosa ajuda, não há como fazer isso pelos nossos filhos e nem como garantir um futuro digno à nação, compatível com tudo que a natureza nos deu.

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  • 22/04/2010 - 11:35
    Enviado por: Ding Ling Xing

    Muito do desenvolvimento da Coréia do Sul se deve aos chaebol, conglomerados econômicos familiares notoriamente corruptos e extremamente poderosos.

    A força desses grupos permite que a Coréia do Sul seja um global player em diversos setores, como o naval, eletrônico e automobilístico.

    No Brasil, a maior parte desses setores encontra-se na mão de empresas estrangeiras, graças às políticas errôneas e pelo fato da elite econômica brasileira não ser lá muito afeita à setores extremamente competitivos como a indústria.

    Não adianta culpar a educação, o governo, os impostos se os poderosos da economia brasileira não têm capacidade ou coragem de investir em setores mais avançados da economia.

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    • 23/04/2010 - 10:38
      Enviado por: Eduardo Vergara

      Prezado Ding Ling Xing,

      Acho muito importante a sua colocação, pois sempre achei que o problema brasileiro fosse o baixo nível de educação que enfraquece a capacidade de discernimento e por consequência, tornam o horizonte do desenvolvimento mais curto. Nas décadas de 70 e 80, na esteira da ditadura, era notória a participação de conglomerados econômicos familiares brasileiros na economia do Brasil. Contudo, nada aconteceu para o fomento da indústria criativa com enorme base tecnológica que, na minha humilde visão, é o grande diferencial coreano. Gostaria de entender melhor o que chama de setores avançados da economia e o porquê da iniciativa privada brasileira não enxergar esse quadro como uma grande oportunidade de desenvolvimento, assim como é para os coreanos. Como se deu esse avanço econômico sobre a base financeira dos chaebol e o que isso tem a ver com o claro desenvolvimento do nível educacional coreano, que permite, hoje, a apresentação de uma enorme quantidade de produtos de alta performance ganhando mercados importantes por todo mundo?

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