Ante de encerrar sua rápida visita à China, o presidente Lula criticou o pequeno número de diplomatas da Embaixada do Brasil em Pequim, como se a decisão de aumentá-lo não dependesse de seu próprio governo. Segundo ele, a diminuta representação nacional na terceira maior economia do mundo e agora principal destino das exportações do Brasil decorre da tradição do país de “pensar pequeno” e da ausência de uma estratégia de inserção no mundo.
Lula assumiu a presidência em 2003 e, desde 2005, a China está entre os três principais parceiros comerciais do Brasil. Apesar disso, o Brasil tem uma lotação de apenas 12 diplomatas em Pequim, incluindo o embaixador, número idêntico ao de Moscou, capital de um país que ocupa o décimo lugar entre os destinos das exportações nacionais. Dessas 12 vagas, apenas nove estão ocupadas. A cifra equivale a pouco mais da metade da lotação de Paris e é inferior à da Itália, países que ocupam o 13º e o 9º lugares, respectivamente, no ranking das vendas nacionais.
Além disso, essas duas cidades européias contam com consulados gerais, que cuidam dos processos de emissão de vistos e da assistência a brasileiros. Em Pequim, esse trabalho é feito pela embaixada. O consulado de Paris tem quatro diplomatas e de Roma, três.
A lotação da embaixada em Pequim é de 12 pessoas, mas foram poucos os períodos em que todas as vagas estiveram preenchidas. O número de diplomatas deve subir para 11 nas próximas semanas, o que deixará a embaixada do Brasil em Pequim com um tamanho comparável à da representação da Venezuela, cujo PIB equivale a um quinto do PIB brasileiro.
Mesmo com o aumento, o número está longe de atender a demanda de um país que ganhou o peso que a China tem para o Brasil e o mundo. Com a sobrecarga de trabalho, não é possível destacar um diplomata para cuidar exclusivamente de promoção comercial, por exemplo, uma área fundamental para o setor privado.
A China caminha para se tornar a maior potência comercial do globo e teve no ano passado um volume de importações de US$ 1,1 trilhão, mais de cinco vezes o total das exportações brasileiras. Todos os países com pretensões de aumentar suas vendas ao país mantêm na China equipes encarregadas de buscar mercados e abrir o país a seus produtos.
O esforço de promoção comercial vai ganhar algum fôlego com a abertura em Pequim do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex), que terá um diretor, César Yu, e mais quatro funcionários. Mas o número é minúsculo quando comparado ao escritório de promoção comercial que a China possui no Brasil, o China Trade Center, que tem cem funcionários atuando nos dois países.
Desde que assumiu o cargo, em outubro, o embaixador Hugueney acelerou o preenchimento dos postos vagos e solucionou o problema dos atrasos na concessão de vistos, que começavam a atrapalhar os investimentos e o comércio bilateral. Muitos empresários estavam desistindo de viajar ao Brasil em razão da demora na obtenção do visto, que podia chegar a um mês. A situação deverá melhorar também com a abertura do consulado do Brasil em Cantão, no sul da China, na província que concentra grande parte das empresas exportadoras e onde está a maior comunidade de brasileiros no país asiático. Mas o tamanho absolutamente inadequado da embaixada parece estar longe de uma solução.
Abaixo está uma lista de alguns postos no exterior que têm lotação superior aos 12 de Pequim:
Assunção (Paraguai) – 17, sem contar 3 do consulado geral
Berlim (Alemanha) – 15
Bogotá (Colômbia) – 13
Londres (Inglaterra) – 14, mais 4 do consulado geral
Todos sabem que Lula é mestre na arte de gabar-se de vantagens de ser presidente do Brasil (todos os casos de sucesso são responsabilidade dele, desde os tempos de Cabral) e descartar qualquer culpa pelos erros de seu governo.
E a opinião pública,anestesiada não sei por qual droga, parece aceitar…
Parabéns ao unico presidente da republica que consegue ser oposição de seu proprio governo e arrecadar dividendos eleitorais com isso.
É um caso para estudo.
Gostaria de saber se a embaixada do brasil na china, consegue denunciar empresas chinesas que na qual vendem produtos e enviam outros bem a abaixo do valor.
Nome da empresa chinesa localizada em nanchang, china-my-shop.
Ate parece que as embaixadas servem para alguma coisa na area comercial.
As oportunidades comerciais do Brasil, sao as que foram implementadas por Getulio e pelos militares a mais de 50 anos (Ferro, Soja , Embraer etc.)
tem algo novo para ser oferecido la na China?
Realmente…e muito pequena a embaixada.
Ao fazer meu novo passaporte por la….foi toda uma complicacao…
Amigos chineses q iam ao brasil a trabalho…tiveram q esperar mais de 3 meses
A situacao precisa melhorar mesmo! Com urgencia!
Como e o que é necessário para candidatar a essas vagas de Diplomatas???
Lembro que as embaixadas e consulados são dispostos conforme a relevância de interesses brasileiros no exterior. Embaixadas grandes estão em países com enorme presença econômica e humana no Brasil, exemplo Itália. A China merece uma representação diplomática do Brasil mais sustancial, sem comparações com as demais existentes, pois trata-se de um país com hístória singular no planeta com mais de 6 mil anos de hístória e isolamento e fragmentação. A reorientação econômica chinesa leva o Brasil a dar uma resposta que atenda aos nossos interesses, ou seja uma relação de troca de excedentes equilibrada, ou favoravél a nós.
O número efetivamente não diz nada. A verdade é que as missões brasileiras no exterior são mais conhecidas pela busca de mamatas e rega-bofes do que por trabalho. É lógico que há nelas quem esteja disposto a fazer algo. E também depende do chefe da missão. Mas aí… Conheci um secretário, inclusive, que me parecia muito competente, e serviu justamente na missão da China. Sua função se limitava a fazer clippings de jornais locais para seu superior. Depois disso, que lhe tomava pouco tempo, ficava à disposição feito “menino de recados”. Com o hábito, foi alongado o tempo para os clippings, pois pressa não tinha sentido… E então estava totalmente envolvido pelo “Itamarati way of life”… Mais gente? O dia que o estado brasileiro (especialmente este de Lulla) descobrir a diferença entre emprego e trabalho, poderia até ser de alguma serventia. Até lá, só mais algumas boquinhas…
Já já o apedeuta vai dizer que é culpa do FHC.
Cláudia,
Talvez por estar na China voce não lembre muito bem, mas isto é um hábito bastante comum do nosso presidente: criticar ações do governo como se não fosse ele o chefe, o responsável por mudanças. E sempre responsabilizando àqueles que o antecederam.
Na verdade minha impressão é que Lula está eternamente em campanha eleitoral. Talvez isso se deva ao fato que ele é um político de carreira com larga experiência em concorrer e não ganhar (metalurgico por somente 5 anos). Agora como presidente é difícil deixar o hábito.
E a embaixada da China no Brasil?!?!?!??
Estas representações diplomáticas me parecem (posso estar enganado) sempre um cabide de emprego para algum apadrinhado político tirar férias em outro país. Para mim contribuinte, 12 funcionários está de bom tamanho.
A integração não depende do número de funcionários, como a própria reportagem demonstrou.
Muita boa a observação sobre a “tradição do país de pensar pequeno”. Aos que não compartilham dessa tradição, precisamos levar isso em conta na hora de votar. Se o político não é capaz de pensar como nação então não serve.
O Lula continua com a mania de achar que é oposição, daquelas que só criticam sem dar soluções,apenas para criar frases de efeito, isso esta tão enraizado em seu caráter que esquece que ele é o chefe do estado brasileiro, onde muitas vezes é o responsável pelas situações que critica. Vamos esperar para ver o que vai acontecer com a embaixada do Brasil em Pequim.
O BLOGUEIRO ESQUECEU DE MOSTRAR QUANTOS FUNCIONÁRIOS DIPLOMÁTICOS TEM O CHAMADO
“CIRCUITO CHIC” DO ITAMARATI, QUE SÃO PARIS, NEW YORK, ROMA E GENEBRA.
-Claúdia, lendo este teu post eu me pergunto:
“Cadê a política externa de linha ideológica SUL-SUL(de valorização dos B.R.I.C.S etc,etc),tão apregoada pelo staff do ITAMARATY desde 2003?”
No caso de PEQUIM/China(um dos BRICS), nos parece, que fica no campo teórico mesmo….
saudações a todos.Jorge
Para resolver isso, é simples como beber água.
Basta, colocar na embaixada da china 10 embaixadores comerciais para fazer prospecções de futuros negócios com o Pais amigo.10 para analisar visto. Pronto. Acabo-se o problema. devido a importância no futuro da china no planeta. O mesmo exemplo pode ser aplicado a India.
Atenciosamente
A ineficiência do serviço público não pára na representação diplomática do Brasil. Nem vou desfiar o rosário de problemas, já muito conhecido de todos, da saúde e da educação, porque seria covardia.
Mas parece ter alguma coisa de mais errada conosco, com o Brasil, com os brasileiros. Especialmente com a nossa forma de educar nossos filhos.
Nos EUA, quando o menino pede ao pai um videogame, o pai diz: “Filho, o Mr. Johnson, da casa verde na esquina, precisa de alguém que lhe apare a grama e está pagando US$ 5/hora. Por que você não vai lá cortar a grama dele todo mês até juntar o dinheiro?”.
Quem aqui faz isso? Quem?
Nós, das classes médias e altas, criamos nossos filhos como pequenos príncipes, aristocratas que sõ vão pensar em começar a trabalhar quando estiverem na universidade, à procura de um estágio.
Mas aí o estrago já está feito: criamos uma geração de preguiçosos! Até porque nossas escolas, inclusive as melhores escolas privadas, estimulam a preguiça mental, a decoreba e não a raciocinar e resolver problemas.
Prova disso? Os intelectualóides metidos a filósofos que pululam no Itamaraty. Antônio Houaiss, o do Dicionário, era diplomata. E filólogo. Onde arrumou tanto tempo para dedicar-se a isso/ Vinícius de Moraes, músico, era diplomata também. Dizem que só saia do Brasil pra fazer shows.
Nestes dois casos, ainda saímos muito no lucro. Ganhamos o mais completo dicionário de Língua Portuguesa e um dos nossos melhores músicos.
Mas e o resto de músicos, filólogos, poetas etc. frustrados que vão parar no Itamaraty, e nem fazem negócios e acordos relevantes para o País, nem produzem nada de qualidade artística com o seu ócio?
O último que sair, que feche a porta e apague a luz!
Desculpe mas a cronista não conhece o nosso presidente? Não sabe como ele se comporta?
Doze diplomatas é um número adequado para a quantidade de temas, pois a diplomacia não se mede apenas em dólares. Além disso, não se levou em conta a existência de consulados-gerais em Xangai e em Hong Kong. Lula, como sempre, gosta de criticar a política, como se ele não fosse o condutor do poder executivo.
Em tempo: A embaixada em Bogotá tem 7 diplomatas, e não 13.
Concordo com João Rocha: a embaixada é pequena pois o FHC não a fez grande!
Concordo com Marcelo-SP: é o famoso cabidão amigo, mais inútil que outra coisa. (mas, pelo menos tinha uma vendinha de guaraná em Bonn).
Agora, quem tem razão mesmo, é Paulo: eta presidentinho boca de jacaré esse. Chegou a hora de acordar companheiro Lula! Vamos trabalhar!
Caro Renato, a lotação da embaixada de Bogotá é de 13 diplomatas. A informação está do Boletim de Serviço do Ministério das Relações Exteriores nº 70, de 14 de abril de 2009, que traz a lotação de cada posto do Brasil no exterior. Provavelmente, nem todas as vagas estão preenchidas. É a mesma situação de Pequim, que tem 12, mas está atualmente com nove.
O consulado em Xangai tem um embaixador e um conselheiro e o de Hong Kong não tem nenhuma relação com a China continental.
Quando comparada à representação dos países ricos, a presença do Brasil parece minúscula. Incluindo os funcionários e oficiais de chancelaria, o número total de pessoas não chega a 50. A dos Estados Unidos tem 1.500. A do Canadá, 320. E o presidente Lula tem repetido que o Brasil entrou para o time dos países grandes e importantes e até disse em Pequim que “nós estamos aprendendo a gostar de sermos ricos”.
Cláudia Trevisan
“Como e o que é necessário para candidatar a essas vagas de Diplomatas???”
hhahahahahaha, tem cada figura! rs
odeio o tio Mula-lá mas o cara teve bolas de abrir muitas vagas para terceiro secretário, coisa q o fhc não fez…. agora, se esses novos diplomatas fazem ou não algo, aí já é outro problema… aliás, por 11 mil na minha conta por mês eu me mato de trabalhar! aliás, eu já faço isso por muito, mas muuuuuito menos! rs
ps: e olha q sou funcionário público!
pps: uma coisa, em orgãos públicos q pagam pouco sempre tem um catálogo da avon sendo passado de mão em mão, e no itamaraty, passam oq? o catálogo da daspu? huhauahuha
Bacana mesmo é a diversidade linguística aqui na embaixada do Brasil em Pequim. Você pode chegar na recepção e falar em inglês, espanhol e até chinês, mas se só souber falar em português ….. vai precisar de tradutor. E olha que ainda ficam bravos se você insistir na sua língua mãe. Será que nas embaixadas da Espanha e da Argentina eles me atendem em português? Já estou pensando em ir treinar meu português lá na embaixada de Angola ou na de Moçambique.
Abraço pra você, Cláudia.
Claudia,
Fui muito mal atendida por uma funcionária da embaixada do Brasil no Peru, quando meu filho ficou preso em Machu Pichu. Esses funcionários são públicos, ou seja, são pagos com os nossos impostos, dos cidadãos brasileiros como eu?
É certo que a política externa não é o forte do governo Lula, no entanto as condições da embaixada do Brasil em Beijing são constrangedoras, os brasileiros são atendidos em uma salinha que mais parece uma agencia dos correios da década de 70, os únicos dois funcionários brasileiros que conheci são muito educados, mas o atendimento na embaixada, desde a telefonista até o primeiro contato com recepcionistas é feito em espanhol (não me admira os gringos acharem que nossa capital é Buenos Aires), os funcionários chineses não falam português (um grande sinal de incompetência no recrutamento) e são um poço de arrogância com os brasileiros que ali se dirigem. Determinada vez o funcionário responsável pela emissão dos passaportes estava atrasado e quando um brasileiro questionou uma funcionaria chinesa sobre o atraso ela simplesmente o ignorou e fechou a porta enquanto ainda falava.
É possível também ver baratas e insetos andando pelo prédio nos horários de atendimento e apesar de já ter as novas maquinas para imprimir os passaportes “MERCOSUL” os passaportes até hoje usados são no modelo antigo e escritos a mão graças a falta de treinamento dos funcionários da embaixada. Enquanto o presidente Lula prefere fazer constantes viagens a países de menor expressão e com poucas relações com o Brasil como Venezuela, Cuba, Bolívia e Irã, a China segue ganhando aquilo que o Brasil mais quer, total liderança regional e destaque mundial com um PIB de US$ 3764 trilhões (2009) com um mercado consumidor gigantesco que ninguém além do Itamaty parece desprezar.
As baratas, rachaduras e maus tratos de brasileiros na embaixada de Beijing são apenas um reflexo das ambições do Brasil em relação ao maior parceiro comercial que tem. Nunca na historia deste país vimos uma política externa tão mal feita.
Hermes Caires
http://dentrodachina.blogspot.com/
Como faço para formalizar uma denuncia a uma empresa chinesa.
empresas chinesas lezam empresas brasileiras com o envio de produtos falsos.
fomos lesados com empresa chinesa que enviou um produto que achamos que é varredura ao invés de enviar o que contratamos.
o que fazer? alguem pode ajudar?
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