Se o inglês dos funcionários do International Media Center for uma mostra do que vai imperar durante a Olimpíada…Houston, we have a problem! Falei com seis pessoas diferentes hoje e apenas uma tinha um inglês fluente. Infelizmente, ele me deu apenas o seu nome inglês, Boris, e quando liguei de novo a pessoa que atendeu o telefone não tinha a menor idéia de quem se tratava _obviamente, ela o conhece por seu nome chinês, que deve ser algo como Wang, Li ou Wei. “Boros? Borus?”, perguntava, enquanto eu dizia “Boris, Boris”. “Ah! Talvez você queira falar com o nosso BOSS”, falou, em um inglês capenga. Poderia ser, mas obviamente o boss não estava disponível.
Desisti do Boris e decidi começar tudo de novo, dizendo que gostaria de falar com alguém sobre visto para jornalistas estrangeiros _”visa”, em inglês, provavelmente uma das palavras mais pronunciadas no INTERNATIONAL Media Center. “Visa?!?!”, perguntava meu interlocutor. E eu: “Yes! Visa! Passport!”. Depois do terceiro “Visa?!?!”, desisti e decidi tentar mais tarde.
Finalmente consegui falar com outra pessoa que tinha um inglês razoável e tomei o cuidado de anotar seu nome em chinês. Quando liguei de volta para uma informação banal ela não estava na sala. Como queria apenas o número do fax do INTERNATIONAL Media Center, perguntei para a pessoa que havia atendido o telefone e recebi uma resposta com o mesmo tom de perplexidade da que está no primeiro parágrafo deste texto. “Fax?!?!”. “Yes, fax”, dizia eu, várias vezes, sem talento para repetir meu amigo Gilberto Scofield e começar a imitar o som do sinal de fax para tentar ser entendida. Desisti de novo, para finalmente conseguir o número quase no fim da tarde com a única pessoa com a qual era capaz de me comunicar.
INTERNATIONAL?!?!?!?!
Você não se sentiu no Brasil ligando para um call center qualquer, daqueles que ninguém dirime suas dúvidas? Cabidão de emprego cheio de operários de escritório?
A diferença é que no Brasil, apesar dos pesares, em serviços como estes, a maioria dos funcionários tem condições de atender estrangeiros, e quando algum não tem, passa imediatamente a quem tenha.
Por mais que alguns não queiram, o inglês é a atual língua franca, e eventos de monta como as Olimpíadas não se fazem somente de espetáculo, mas de infra-estrutura a começar da comunicação.
Coitadinhos dos jornalistas: vão ter que aprender mímica…
Aprender mimica, ou – como no caso na nossa querida jornalista que ja vive ha tanto tempo na China – aprender algo de mandarim… Uma vergonha para o Estadao ter uma correspendente que nao consiga se comunicar com a populacao local.
Tenho plena certeza que vamos passar muitos apuros por aki..Vc está sentindo o que tenho passado por quase um ano…Mas parabéns por mostrar aos brasileiros como vai ser nossas Olimpíadas …
Esta amiga escriba ainda não entendeu pra que serve blog.
Deixe pauta jornalistica pra seu patrão e mande texto pessoal e curto.
Falta feedback !
Esta pauta ficaria mais atraente em texto curto e pessoal. Tah mais para agradar o editor chefe da revista de fim-de-semana ou medo de perder o cargo de correspondente. Querer ser intelectual dah nisto, fazer o quê! Guenta!
“”Fax?!?!”. “Yes, fax”, dizia eu, várias vezes, sem talento para repetir meu amigo Gilberto Scofield e começar a imitar o som do sinal de fax para tentar ser entendida.”
huahuahuaa
Claudia, nao estou achando em lugar nenhuma a cartilha das boas maneiras, so tem umas 10 traduzidas jogadas por ai, sabe aonde eu consigo todas?
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