O relatório apresentado ao Congresso Nacional do Povo quinta-feira pelo poderoso ministério responsável pelo planejamento na China foi mais cauteloso que o primeiro-ministro Wen Jiabao ao avaliar a capacidade do país de alcançar a meta de 8% de expansão da economia neste ano.
“Considerando a desaceleração da economia mundial, o complexo e volátil ambiente externo e o aumento considerável dos problemas domésticos, esta não é uma meta baixa e exige o apoio de fortes políticas macroeconômicas e trabalho prático e efetivo”, diz o documento de 38 páginas da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento (CNRD) sobre desenvolvimento econômico e social em 2009 entregue aos quase 3.000 representantes reunidos ontem no Grande Palácio do Povo.
A sessão do Congresso Nacional do Povo termina no dia 13 de março, quando Wen Jiabao dará uma entrevista coletiva, a única de cada ano.
Os problemas domésticos não são poucos e alguns, como o excesso de capacidade produtiva, foram evidenciados pela desaceleração da economia mundial. Entre os desafios que ainda estão diante do governo de Pequim, a CNRD listou os seguintes: baixa capacidade de inovação tecnológica, estrutura industrial inadequada, desequilíbrio entre demanda doméstica e externa, o pesado impacto do crescimento sobre os recursos naturais e o meio ambiente, a desproporção entre investimento e consumo e os desequilíbrios entre os desenvolvimentos econômico e social, entre áreas urbanas e rurais e entre diferentes regiões do país.
O documento destaca que o efeito da crise sobre o emprego é devastador e reconhece que os esforços do governo para aumentar a eficiência energética e reduzir a poluição encontrarão mais resistência em um cenário de baixo crescimento.
“Pelo fato de as empresas enfrentarem mais dificuldades e algumas não estarem operando em plena capacidade, elas investem menos em aperfeiçoamento tecnológico e redução da poluição, o que leva a uma queda na eficiência energética e operação ineficaz de seus equipamentos de controle da poluição”, observa o texto.
Mas a CNRD sustenta que o governo chinês pode transformar o desafio atual em oportunidade e realizar os ajustes necessários na estrutura produtiva e na economia do país. Entre os objetivos para 2009 está a consolidação de setores extremamente fragmentados, como o siderúrgico e o automobilístico, que passarão por um processo de fusão de empresas.
Em se tratando da China é possível acreditar, não num crescimento de 8%. Essas metas de crescimento são ficções com vestimentas quase técnicas, mas que não levam em consideração, a meu ver, o imponderável. Justamente o imponderável é que, antigamente, norteaava as taxas de risco, os cálculos atuariais, as taxas de juros, e vários outros componentes de qualquer economia um pouco desenvolvida. Hoje não existe maisk tal o índice de socialização que os países adotaram para protegerem o capital dos outros. Mas a China , com a desvantagem de ser um país totalitário, agora tem essa mesma vantagem. Pode colocar em prática políticas para limpar o ar, investir na infra-estrutura, nas políticas habitacionais e de preparo técnico, nas políticas empresariais , mediante cortes em impostos ou na marra mesmo, de tal forma que em dois ou 3 anos, tempo em que o resto do mundo ainda estará derrapando na lama, a China poderá, sim, ressurgir, arrumada e pronta, não mais só para o mercado externo, mas principalmente para a inclusão do mercado interno. Não esquecer que o EUA eram o 1o. país em poder de compra em moeda local, a China é o 2o. , se já não for o primeiro, o Brasil o terceiro. Será uma pena deixar passar um tipo de vantagem competitiva desse tamanho , como o Brasil está deixando passar quando eles têm uma situação muito apertada, com origem no montante populacional. Tudo o que é problema, penso, é também oportunidade. Ninguém diria que o Japão ficaria de pé até 1953, mas graças á Guerra da Coréia ele foi beneficiado pela sua posição logística e….e….a vida é assim mesmo. A china tem gente. Precisa preparar essa gente. É uma tarefa descomunal, mas tudo é descomunal na China. A falta de infra-estrutura é terrível para boa parte da população, mas isso se resolve com gente e tecnologia moderna, e eles tem como providenciar os dois. Nova política industrial que não gere superavits externos grandes, porque eles não ocorrerão mesmo, pode nortear sábias decisões, etc., etc. Eu Acredito que a China pode aproveitar o momento para se reorganizar. As crises são válidas por isso. O americano é que não terá jeito. Não sabe ganhar para consumir. Toda uma geração aprendeu a consumir para depois ganhar. Mudar o padrão de pensamento de um povo tão ignorante , metido, prepotente, e absudamente burro será uma tarefa muito ingata. O Japão já está se arrumando. os Europeus estão se reorganizando. Em e4 ou 5 anos todos eles terão um pequeno crescimento e uma forte vigilância, decorente da reorganização. Os EUA estarão tentanto pegar o Osama, talvez na Malásia, ou em Guarujá, quem sabe? pois o complexo industrial militar, além de inútil, caríssimo , tem no partido republicano seu maior defensor. Eles ainda não perceberam que todos estão deixando as armas para depois. Mas a distribuição de ihnteligência pragmática é inversamente proporcional, a meu ver, à força do armamento !
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