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Cláudia Trevisan

23.outubro.2009 06:48:25

As melhores universidades do mundo

Há pouco mais de 40 anos, a China embarcou no delírio coletivo da Revolução Cultural (1966-1976), que levou ao fechamento das universidades e ao envio de milhões de jovens à zona rural para serem “reeducados” pelos camponeses. O ensino superior só foi retomado de maneira regular depois da morte de Mao Tsé-tung, em 1976, e o primeiro exame de seleção de alunos ocorreu em 1977.

Hoje, a China tem seis universidades na lista das 200 melhores do mundo preparada pela Times Higher Education, com sede na Inglaterra. O Brasil não tem nenhuma. A Universidade de São Paulo estava na lista no ano passado, na 196ª posição, mas foi excluída do ranking de 2009.
Dos quatro países que compõem o BRIC, o Brasil é o único que não está representado no levantamento deste ano da Times Higher Education. A Índia aparece com duas instituições, mesmo número da Rússia.

A China adotou nos últimos anos uma política agressiva de criação de um grupo de elite de universidades, com a atração de intelectuais chineses que trabalhavam em outros países e a contratação de professores estrangeiros. Em 2004, o país já tinha cinco universidades entre as 200 melhores do mundo e emplacou seis no ano seguinte. Outros países e regiões da Ásia avançaram ainda mais em anos recentes. A ex-colônica britânica de Hong Kong, que voltou ao domínio chinês em 1997, emplacou cinco instituições no ranking deste ano, uma a mais que em 2008. O Japão ampliou seu número de 10 para 11 instituições, seis das quais estão entre as 100 melhores do mundo.

A ascenção da Ásia tem relação direta com o recuo dos Estados Unidos, que passou de 58 para 54 instituições no ranking entre 2008 e 2009. Sob o impacto da crise econômica mundial, a posição do país deverá enfrentaquecer ainda mais nos próximos anos, na medida em que tenha de conter gastos públicos para amenizar o enorme e crescente déficit fiscal. Com sobra de caixa muito maior, a China deverá continuar sua ascenção e é bastante provável que amplie o número de instituições no ranking, do qual já fazem parte as seguintes universidades: Tshinghua, Pequim, Fudan, Shanghai Jiaotong, Ciência e Tecnologia e Nanjing. A única representante da América Latina é a Universidade Autônoma do México.

O ranking pode ser consultado no site:
 http://www.timeshighereducation.co.uk/Ra…

comentários (22) | comente

22 Comentários Comente também
  • 23/10/2009 - 12:05
    Enviado por: Ricardo

    Não surpreende a China ter mais universidades melhores cotadas que o Brasil, nem o fato de Rússia e Índia tem 2 cada e o Brasil nenhuma.
    Aqui falta investimento em tecnologia, em pesquisa, em educação de verdade.
    Não sei como são os políticos desses países, mas se depender dos nossos… ainda ficaremos fora dessa lista por um bom tempo.

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  • 23/10/2009 - 12:47
    Enviado por: Luciano

    É verdade que as instituições de pesquisa no Brasil carecem de verbas e recursos. Porém, vale lembrar que o Reino Unido é grande parceiro comercial da China e de Hong Kong desde os tempos do Império Britânico, mantendo hoje em dia intercâmbios e parceirias em todas as áreas, inclusive na de pesquisa acadêmica. Isso se reflete em diversas consultorias e atividades entre esses dois pólos. Logo, um ranking fornecido pela Inglaterra tende a pender para essa parceiria, sem dúvida. Uma forma de valorizar e justificar o próprio trabalho. A Índia também se enquadra nessa… Já as instituições do Brasil precisam trabalhar em dobro para obter o mesmo reconhecimento…

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  • 23/10/2009 - 12:51
    Enviado por: Caio Márcio Rodrigues

    Parabéns pela matéria, Cláudia.
    A China, com seus mais de 4.000 anos tem mesmo muita coisa para nos ensinar.
    Pena que a ignorância arrogante de uns encardidinhos, que “optaram pela pobreza”, tem atrasado tanto o progresso dos brasileiros sérios.

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  • 23/10/2009 - 13:08
    Enviado por: Alexandre

    Complementando o que o Ricardo disse acima:
    - E os milhões que os fundos mantenedores de pesquisa gastaram com pesquisadores que foram ao exterior e não voltaram? como o próprio ESTADÃO já noticiou?
    Vai ficar por isto mesmo ou vamos começar já a mudar esta situação, pois bons alunos já não querem ficar dentro das universiadades, apenas aqueles que não conseguem se adequar ao regime brutal que impera no setor privado.
    Que tragam de volta a “elite intelectual extrangeira” bancada por nós, ou que ao menos divulguem seus nomes.
    - E que recomecem a tratar do assunto dinheiro público+privado x pesquisa de maneira estratégica para (num cenário otimista) começarmos a tirar vantagem disto na próxima década.

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  • 23/10/2009 - 13:39
    Enviado por: Daniel Cóstola

    Convido os leitores interessados na matéria a lerem a descrição da metodologia empregada neste estudo e tirarem suas próprias conclusões sobre a seriedade deste estudo: http://www.timeshighereducation.co.uk/story.asp?storycode=408562

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  • 23/10/2009 - 15:39
    Enviado por: Luiz

    Pesquisa anglófila,

    Das seis primeiras colocadas, seis britânicas? Mente que eu gosto, rsss…

    Esta é mais confiável (governo espanhol) e a USP está em 38º

    http://www.webometrics.info/top100_continent.asp?cont=latin_america

    Se você, no entanto, não consegue se livrar do
    sentimento de 3º mundo, fique com a inglesa…

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  • 23/10/2009 - 16:23
    Enviado por: visitante

    Só os políticos tem culpa nisso? Então está fácil a solução, elejam outros.
    Não sei se o problema é só verbas!!!

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  • 23/10/2009 - 17:25
    Enviado por: Heraldo

    Para os que não gostaram da pesquisa, porque acham que é distorcida, sugiro uma verificação fácil: façam uma lista dos equipamentos que você tem – carro, televisão, computador, celular, dvd, etc. Depois, levante com cuidado quantos deste foram desenvolvidos no Brasil. Descarte todas as multinacionais, porque sempre trazem a tecnologia de fora. Descarte também aqueles produzidos em Manaus (Zona Franca), pois são, em geral, cópias de produtos do exterior, ou até simplesmente maquiados. Ou pesquise quem desenvolveu e fabrica as turbinas, os trens de pouso e os avionics da Embraer. Isto lhe dará uma medida do nosso avanço (ou atraso) teconológico, e não depende de nenhuma pesquisa estrangeira…

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  • 23/10/2009 - 17:25
    Enviado por: CapEnt

    O ranking do Luiz não é de qualidade acadêmica, é de visibilidade na web. É um web crawler que sai contando a quantidade de links na web em determinados sites para cada universidade.

    Luciano, se o Brasil não favoreceu a criação de laços com instituições internacionais, de preferencia com as melhores do mundo em vez de pobrismo favorecendo intercambio com universidades irrelevantes, o problema é do Brasil. Nenhuma universidade séria trabalha em regime de isolação total ou de share com universidades que não tem nada a acrescentar no pool de conhecimento dela.

    Brasil não possui nenhum programa integrado ou politica nacional de pesquisa de verdade, multi-setorial, com participação de todas as partes do governo e entidades privadas.

    Nossas empresas raramente se beneficiam de nossa pesquisa acadêmica, nosso exército só enxerga o próprio umbigo, e nosso executivo no governo ainda tem a mentalidade que universidade é só para despachar diploma para aparecer bonito nas estatísticas.

    Nós não temos programas voltados para transformar pesquisa high-tech em produtos high-tech, não temos programas voltados para favorecer laboratórios engajados em ciência básica (que não trás lucro), não temos uma politica para incentivar empresas privadas se engajarem em pesquisa cientifica.

    Em suma: pesquisa cientifica no Brasil é de pequeno porte, feito por equipes pequenas, isoladas, com pouca ou nenhuma integração com pesquisadores de áreas diferentes da que o pesquisador trabalha, muitas vezes a pesquisa é feita por alunos de TCC em bacharelado (que não possuem nenhum estimo de continuar para um mestrado mesmo tendo potencial), mal financiada, e nunca sai das paredes da Universidade. E quando o aluno tenta correr atrás de uma parceria privada para um projeto maior, ainda é desestimulado por gente dizendo que ele “está dando conhecimento de graça para porcos capitalistas”.

    Para piorar um pouquinho mais, existe uma estranha falta de incentivo no Brasil para pessoas irem trabalhar na área de exatas por conta de nossa péssima educação fundamental, que obriga o aluno ter que gastar 1 ou 2 anos da universidade tendo que reaprender o que foi porcamente ensinado na escola, e cria o estigma que área de exatas “é difícil”.

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  • 23/10/2009 - 17:42
    Enviado por: Heraldo

    Escolha o seu ranking:
    Um leitor indicou outra pesquisa, onde a USP aparece bem cotada. O ranking mencionado, entretanto, é função da presença na Internet, e ligado a extensão e intensidade de consulta do website da universidade, não é uma pesquisa de qualidade do ensino, ou performance em pesquisa. Claro, pode-se escolher o ranking que dê o resultado que se quer. Quando não se gosta de um resultado, diz-se que a pesquisa é tendenciosa. Pode tranquilizar o ego, mas não resolve o problema…

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  • 23/10/2009 - 17:50
    Enviado por: Flavia

    Engraçado como os uspianos entram aqui para defender com unhas e dentes sua instituição. Ninguém nega que é a melhor da América Latina, mas temos que considerar que poderia ser melhor.
    Sempre que a USP fica fora de algum ranking surge alguém para questionar a metodologia.Temos uma universidade para privilegiados que não dão o devido retorno à sociedade que custeou seus estudos.
    Cláudia, desculpe se vc já escreveu sobre isso, mas eu gostaria de saber como os alunos chineses encaram o retorno que devem dar para a sociedade.

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  • 23/10/2009 - 19:50
    Enviado por: Fey

    Passado o choque dos ufanistas que não viram a USP dentro da lista vamos colocar alguns fatos na mesa primeiro:

    1- O comentarista Luiz está errado em dizer que das 6 primeiras colocadas, todas são britânicas. A número 1, Harvard, e a Yale são americanas (melhor ler direito a legenda ao lado da tabela). O seu site indicado também não é necessáriamente “mais confiável”, uma vez que ela se baseia demasiadamente na quantidade de material que pode ser encontrado na internet, e não há uma mesura da qualidade dos alunos formados, o qual a Time’s inclui na forma de docentes por alunos e empregabilidade dos mesmos.

    2- Não existe sistema perfeito de ranking. Há inúmeros quesitos intangíveis para considerar. Não precisamos olhar o posicionamento como uma verdade absoluta. Porém se a queixa é da falta de conexões internacionais das nossas instituições e por isso a falta de sua menção, isso não se deve apenas pela razão de um país ‘X’ ter sido colonizado no passado pelo país ‘Y’, mas pelo fato do país ‘X’ mesmo após se tornarem independente como Hong Kong, e Índia, saberem atrair cérebros de outros países valorizando sempre o ensino.

    Esse ranking aponta isso. A capacidade das instituições de cada país de atrair as melhores cabeças. E infelizmente não temos esse magnetismo (a não ser o lado repulsivo de mandar os cérebros para outros países). Estudiosos não querem permanecer ou até mesmo trazer o seu talento aos campus nacionais, não pelo preconceito de 3o mundo, mas sim pelo descaso completo a educação e ciência pelo governo e sua população. Há países que tem PIB menor doque o nosso investindo mais nesses setores.

    A análize da Cláudia está correta. Os EUA podem perder algumas posições. Mas eles ainda tem mais de 50 universidades dentro desse ranking. Oque mostra também uma distribuição mais homogênea da alta qualidade de ensino nos seus 50 estados. Em comparação, na China ainda há problemas de alcance dessa qualidade para todos os seus habitantes, oque é compreensível, dado ao “retrocesso cultural” de Mao Tsé-tung. A importância real que esse povo dá a educação, apesar da antiga política totalitária do partido comunista, é a melhor evidência/ razão para o crescimento de suas universidades. Não colocaria uma previsão deque haverá necessáriamente uma decadência dos EUA. Apesar de haver certos problemas com a mensalidade atualmente, há incentivos concretos nesta área. Em tempos de crise como esses, inacreditavelmente professores e seus assistentes estão entre os mais remunerados na sociedade americana, junto com profissões ‘verdes’, tecnologia de ponta, e serviço público.

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  • 23/10/2009 - 21:17
    Enviado por: Débora L. S. Y.

    De acordo com o texto: “…o primeiro exame de seleção de alunos ocorreu em 1977.” , sendo que passados 32 anos a China pode entrar no ranking de melhores faculdades do mundo, não é por acaso, pois passou por vários acontecimentos e privações. Por aqui podemos dizer que passamos sim por vários acontecimentos e privações também, mas pouco se tem investido em educação e saúde, o que é uma vergonha para nós brasileiros. Que pena!
    Se cada um fizer um pouco pela educação e saúde, podemos pensar em melhorar e muito diante de outros países que já passaram por tudo isso.

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  • 23/10/2009 - 21:46
    Enviado por: Luiz

    Por que será?
    Só o Diabo ousou criticar a Deus; seguiu-se entāo que aos poderosos, bons agrados; óbvio que sim, há mérito, mas sempre num contexto de potência, poder; por que nós nāo? porque o docente nāo quer e o discente menos ainda, e, falando timidamente, somos muito mal educados, preconceituosos, superficiais (por conveniência) arrogantes e desrespeitosos.

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  • 24/10/2009 - 02:44
    Enviado por: claudiatrevisan

    A itenção do post não era estabelecer uma disputa sobre rankings, mas sim estimular uma reflexão sobre as razões pelas o Brasil não tem mais universidades de altíssima qualidade. Gostemos ou não, o Times Higher Education é um dos mais respeitados do mundo.
    Outro ponto que merece discussão, mencionado por CapEnt e Heraldo, é a ausência de conexões entre as universidades e o setor privado, que leve ao desenvolvimento de pesquisa científica que possa ser transformada em invenções e produtos industriais e tecnológicos. Existe um enorme preconceito na comunidade acadêmica brasileira em relação a essa aproximação, sob o argumento de que ela pode transformar as universidades em uma extensão do mercado. Mas não há na experiência internacional indícios de que a colaboração entre setor privado e universidades empobrece a qualidade da pesquisa e do ensino acadêmicos. Ela é fortíssima nos Estados Unidos, por exemplo, onde estão as mais respeitadas instituições de ensino superior do mundo. Esse modelo também teve um papel fundamental no desenvolvimento de países asiáticos, como a Coréia do Sul. À diferença do Brasil, na Coréia do Sul os carros, celulares e televisões são nacionais. Está na hora de o Brasil deixar de pensar o ensino superior em termos ideológicos. A China já fez isso.
    Cláudia Trevisan

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  • 24/10/2009 - 06:08
    Enviado por: Fey

    Cláudia,

    Permita-me desviar um pouco do assunto.
    Mas qualquer um que já estudou numa das universidades listadas neste ranking, percebe algo diferente até mesmo no ambiente cotidiano do campus.

    Oque vejo muito nessas universidades, ao contrário da USP, por exemplo, são os alunos que trabalham em serviços humildes como na cantina, lanchonetes, secretarias, e alguns até mesmo na limpeza, mesmo em universidades como Harvard e Princeton. Carro em muitas delas, é permitido apenas apartir do segundo ano, com muitos alunos aderidos a locomoção por tranporte público e bicicletas. Oque é um contraste com o comportamente elitista de muitos uspianos que vão de carro a universidade já no primeiro ano, emporcalham a sala de aula, amontoam carteiras, etc. e deixam tudo para o servente e faxineiros limparem.

    Não vejo trotes bestas para calouros, a não ser em algumas fraternidades o qual o indivíduo se enturma por escolha própria. Nunca ví greves e “movimentos sociais” (leia-se piquetes), até mesmo na Berkeley, conhecida pelo seu posicionamento demasiadamente liberal. A carteira estudantil serve apenas para acesso a laboratórios, ginásio e biblioteca. Não há essa história de pagar meia em cinema pra assistir “Harry Potter” a não ser que o corpo estudantil decida criar tal programa com a autorização devida da diretoria de finanças. Também noto que há menos estudantes falando em “depês” e mais estudantes lamentando com notas ‘B’ (notas entre 80% e 90%) em algumas matérias.

    Observo também a alta quantidade de clubes esportivos, acadêmicos, organizações, e serviços sociais praticado pela maioria dos alunos fora do horário de trabalho e aula, a medida que na USP aqui perto da minha casa, vejo mais uma reunião para cervejas de fim de semana. Oque é claro vem do fato das empresas estrangeiras exigirem notas, e atividades extra-curriculares do candidato nos seus curriculum vitae’s.

    O meu ponto é: Se não temos nem sequer uma postura de vencedor, como querer vencer numa corrida global como essa?

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  • 24/10/2009 - 19:09
    Enviado por: Fey

    Flavia,

    A Cláudia não lhe respondeu, mas permita-me informá-la que na China apesar das universidades receberem o termo ‘públicas’, são cobradas anuidades dos seus estudantes. Assim como no restante do Leste Asiático, logo quando nasce uma criança, as famílias colocam normalmente no seu plano financeiro, o pé-de-meia para custear a universidade dos filhos.

    Técnicamente portanto esses estudantes não teriam ‘senso de obrigação para dar retorno a sua sociedade’ já que pagam do próprio bolso. Porém, isso não é necessáriamente verdade. Na minha opinião, a grande diferença está na empregabilidade desses graduados.

    Num curriculum vitae brasileiro, geralmente se dá peso as habilidades de um candidato. Frases curtas, dizendo oque ele sabe fazer e nome das instituições portanto, enchem os seus currículos. Mas no mundo de grandes empresas que procuram candidatos dessas universidades listadas no ranking, só isso não basta. É preciso demonstrar que já fez algum tipo de serviço social, ou algum projeto edificante na sua carreira, detalhando como foi usando as suas habilidades, oque significa para o diretor de recursos humanos, que o candidato sabe trabalhar em grupo com solidariedade, e tem iniciativa própria. Esses alunos sabem disso e portanto são incentivados a dar esse retorno social.

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  • 27/10/2009 - 20:18
    Enviado por: alexandre

    Sou “uspeano” e concordo com a Claudia,principal mente quando diz da visão ideologizada da universidade brasileira,mas principalmente concor do com Fey quando diz do elitismo do universitário brasileiro. Esssa é a ideologia da Universidade brasileira,em geral: o elitismo, no sentido mais negativo,o do desprezo pelo resto da sociedade .

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  • 02/11/2009 - 14:59
    Enviado por: Guy Fawkes

    Concordem ou discordem do ranking, a tendência é inegável a China está cumprindo os passos necessários para ser a maior potência mundial. Ter as melhores cabeças é indispensável e para isso, deve-se ter as melhores universidades. Já aqui, uma discussão ideológica – anacrônica e errada em seus fundamentos – que insiste em discutir o que seriam as melhores cabeças. Lá, já esqueceram Mao faz tempo. Aqui há quem sonhe com ele. Os sindicatos e portadores do seu discurso panfletário vazio vão nos levar para o fundo do poço. Antigamente vivíamos a sombra dos EUA e Europa. Amanhã viveremos à sombra da China. E prestem atenção: A sombra da china é bem menos generosa.

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  • 03/11/2009 - 10:18
    Enviado por: Flavia

    Obrigada, Fey!

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  • 19/11/2009 - 00:31
    Enviado por: Leonardo

    kkk a sombra de um país que se torna potência em cima da fadiga dos trabalhadores e da população? kkkkk fail

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  • 29/06/2010 - 07:12
    Enviado por: ernesto mahalambe

    provavelvente daki ha alguns anos, china tera todas as suas universidades no ranking das melhores do mundo. china aposta na educacao e nos quadros que forma. se todos os paises fossem assim ou investissem mais nos seus quadros, o mundo estaria mais desenvolvido do que seta hoje.

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