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Cláudia Trevisan

16.março.2009 12:09:28

A vida em duas rodas

Com a brutal queda na venda de carros nos Estados Unidos, a China vai assumir neste ano o posto de maior mercado automobilístico do mundo, com vendas de quase 10 milhões de unidades, acima das 9,8 milhões que os norte-americanos devem comprar. Depois da conquista da casa própria, o grande sonho de consumo dos jovens é o carro próprio, o que deixa os ambientalistas de cabelo em pé. Se os chineses tivessem a mesma relação de carros por habitante que os norte-americanos, haveria mais carros no país do que em todo o restante do mundo.

Apesar do avanço das quatro rodas, uma legião de chineses continua a usar suas bicicletas para ir ao trabalho ou ganhar a vida. Pequim já tem mais que 3 milhões de carros, mas continua a ser uma cidade ideal para a proliferação das bikes. Plana e com ciclovias em todas as grandes avenidas, a cidade abriga milhões de ciclistas, que participam do caos coletivo que se instaura em cada semáforo, quando pedestres, bicicletas e carros disputam a primazia das ruas, com evidente vantagem para os motorizados.

O número de ciclistas é menor a cada ano e as estatísticas oficiais indicam que a maioria dos moradores da capital utilizam carros ou transporte público para se dirigir ao trabalho. Mas as duas rodas continuam a fazer parte da paisagem de Pequim e garantem a sobrevivência dos bicicleteiros que vendem seus serviços em toda a cidade. Alguns são ambulantes e carregam sua oficina sobre pequenos triciclos. Outros possuem endereço fixo e anunciam o negócio com pneus colocados na calçada, como os borracheiros no Brasil. Só que os pneus são de bicicleta.

Aí vão algumas fotos deste mundo em extinção:

Ciclistas aproveitam a interrupção do trânsito em razão do Congresso Nacional do Povo, na semana passada, para ocupar uma das pistas da principal avenida de Pequim

As bicicletas também continuar a ser usadas para o transporte de quase tudo, incluindo móveis e geladeiras

Bicicleteiro trabalha no bairro de Ho Hai, uma das áreas antigas de Pequim

Biciletas em uma das ruas de Ho Hai

Mão leva filho na caçamba de triciclo normalmente usado no transporte de cargas leves

Vendedor ambulante leva frutas caramelizadas na garupa de seu triciclo

Outra bicicleteira do Ho Hai

Bicicleteiro anuncia seus serviços

comentários (5) | comente

5 Comentários Comente também
  • 22/03/2009 - 14:13
    Enviado por: Otavio

    …quem vai pagar a conta da poluição mundial?

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  • 31/03/2009 - 13:00
    Enviado por: valdeci

    O que sera do povo chines,com a falta de emprego no pais,com uma das maires população do planeta.

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  • 26/04/2009 - 16:19
    Enviado por: Luiz Guilherme

    É uma pena que a o uso das bicicletas seja considerado um “mundo em extinção”. O que vemos, na Europa e mesmo nos EUA, é um forte incentivo ao uso da bicicleta, em detrimento do transporte individual. A relação no. de carros / no. de habitantes ainda é muito baixa na China,e talvez por isso esse entusiasmo com a “motorização” da sociedade. Vamos ver quanto tempo vai demorar para que a China comece a desencorajar o uso do carro e volte a defender o uso da bicicleta.

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  • 26/04/2009 - 21:41
    Enviado por: claudiatrevisan

    É Luiz, o entusiasmo com os carros ainda é enorme. Mas com uma população de 1,3 bilhão, é difícil imaginar que a China venha a ter a mesma proporção de carros por habitantes que a dos Estados Unidos, por exemplo. Se isso ocorresse hoje, o país teria mais carros do que todos os existentes no mundo. Vai chegar um momento em que o país terá que encontrar uma alternativa às quatro rodas e o mais provável é que seja uma boa estrutura de transporte público.
    Cláudia Trevisan

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  • 05/04/2010 - 12:30
    Enviado por: Moilpaiwuye

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