Entre as dores de morar do outro lado do mundo, nenhuma é tão exaustiva quanto encarar a viagem de quase 30 horas que separa Pequim de São Paulo. O esgotamento é agravado pela confusão gerada por uma diferença de fuso horário de 11 horas, que força nosso pobre organismo a inverter o ritmo a que estava acostumado e passar a dormir quando há menos de dois dias ficava acordado e pedir deseperadamente uma cama, ainda que lá fora faça um sol de meio-dia. Durante a viagem, é difícil saber quando acaba um dia e começa o outro e a qual deles pertence aquele jantar (ou será almoço?) que a comissária de bordo coloca à sua frente. As horas intermináveis dão a sensação de que há um excesso de refeições no mesmo dia, com dois almoços ou jantares ou dois cafés-da-manhã, servidos às vezes no fim da tarde.
Desta vez vim pelos Estados Unidos, com escala em Nova Iorque, andando contra o tempo. Por uma dessas maravilhas provocadas pelo avanço tecnológico, sai de Pequim na terça-feira, às 17h, e cheguei em Nova Iorque na mesma terça-feira, às 17h30. Apesar de ter passado 13 horas dentro de um avião, ainda estava no mesmo dia que havia começado na China, com apenas 30 minutos a mais. Mas terei que devolver o tempo que ganhei quando voar de volta e chegar a Pequim dois dias depois de ter embarcado em São Paulo.
…ufa!
…só me resta descer e tomar mais um café!
rs.
Cláudia,
30h em viagem! isso é um pesadelo contemporânio. Adeus relógio biológico. Bom, nessas horas eu lembro o que me diziam sobre nossa localização geográfica: fim do mundo. Tudo é longe, distante e demorado. Se eu vou para Nova Iorque, é longe, se vou para China é longe também. Conhecer a Europa, é longe. Se serve de consolo, a Argentina fica mais longe ainda.
Este é um entrave à globalização, que estimaria a revoada de executivos por todos os sentidos do globo terrestre para atender à velocidade dos negócios. Impede, por exemplo, que um atleta substitua outro numa emergência às vésperas do jogo da seleção nacional lá do outro lado do mundo. Portanto, de alguma forma, valoriza o profissional deslocado para essa distância visto que os sinais que emite, ao contrário da viagem do seu corpo, chegam cada vez mais rápidos e incólumes.
Claudia eu particularmente sou doido pra fazer uma viagem desta, mas como não tenho recursos, faço a minha viagem aqui no Paraná mesmo, Curitiba – Maringa – Maringa – Londrina, Arapongas, Apucarana e cia depois dou uma chegadinha na minha cidade natal Rolandia e na minha cidade de vida Astorga.
Gostaria mesmo de ir pra um lugar distante de avião, é claro que já viajei de avião, mas pra São Paulo – Vitório – Porto Velho etc, são viagem curtas e turbulentas muitas das vezes.
Olha se pintar uma oportunidade estarei indo com o maior prazer, isso falo para fazer um teste comigo mesmo, se seria paciente e tranquilo permanecendo dentro de um avião por tanto tempo sem poder se movimentar além é claro do espaço ali a nossa disposição e 7 ou 10 mil metro de altura.
Não sei, mas certamente estaria lendo uns trocentos livros e revistas e degustando tudo o que vem em refeições e lanches.
Mas você é uma vencedora, primeiro por estar num pais totalmente diferente do nosso.
Deichando um monte de lazeres espetaculares aqui no Brasil pra ficar num pais totalmente fechado.
Parabéns, e seja bem vinda à nossa terrinha.
Ah, Cláudia, me patrocina uma viagem dessa e eu juro que não fico nem um pouquinho cansado, ok?
Ola Claudia,
Moro em Cingapura e sei bem como é complicado viajar até o Brasil (ano passado viajei 5 vezes!), no meu caso agravado por viajar em classe econômica apesar de meu 1,90m. Você passou pelo mesmo aperto ou foi uma afortunada viajando em classe executiva?
Abraços
Oi Claudia;
Sei bem o que você passa – já fui para China 2 vezes e 1 vez para o Japão – de classe econômica.
Da ultima vez fui via Londres, e depois de pegar a conexão para Shanghai, sentei na poltrona e só consegui acordar 2 horas antes da chegada no destino.
Para completar a viagem, fiquei retido por cerca de 40 minutos na Imigração, por suspeitarem do meu passaporte ser falso – a explicação que me deram, sem maior cerimônia: cara de chinês, sobrenome japonês e passaporte brasileiro? Deve ter algo de errado aqui … Daí foi um tal de folhear o passaporte, botar a página do visto contra a luz, conferir o conteúdo do passaporte com a cópia tirada no consulado chinês em São Paulo (tá achando que era só para arrecadar dinheiro?
)…
Tem coisa que só viajando para saber …
Edilson, viva a nossa diversidade! Já me disseram que o passaporte brasileiro é o mais cobiçado pelo crime organizado, pois podemos ser parecidos com asiáticos, africanos ou europeus. Boa sorte na próxima viagem! Cláudia Trevisan
QUE VERGONHA!!!
UM JORNAL COMO O ESTADÃO DEIXAR PASSAR UM ERRO GROTESCO DE PORTUGUÊS COMO ESSE!
REPAREM NO LINK DA CAPA, PARA ESSA NOTÍCIA, ESTÁ ESCRITO “CHINEZES …” COM “Z” !
Chinezes com z???? No título da reportagem.
Não acreditei quando vi, que erro grotesco.
Chinezes com “z”?
Por quê retiraram meu comentário anterior?
não tinha nada de ofensivo e/ou ilícito, não era de origem duvidosa, nem obsceno, nem ofensivo e ainda está totalmente enquadrado no contexto do blog.
Não é porque corrigiram que dá o direito de não deixar o meu comentário.
Isso é censura..
Mas tudo bem, logo logo isto estará divulgado em outros sites/blogs pela internet.
Danilo,seu comentário não foi retirado. Ele ainda não tinha sido aprovado por mim quando você deixou sua segunda mensagem. Com a diferença de fuso horário, só fui ver os comentários agora, 9h da manhã da sexta-feira em Pequim, 22h da quinta no Brasil. Obrigada por chamar a atenção para o erro. Infelizmente, pela mesma razão apontada acima, já estava dormindo quando a chamada apareceu na capa do jornal e não tive como avisá-los do erro. Felizmente, ele foi corrigido. Cláudia Trevisan
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