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Cinema

O trailer oficial do próximo filme com a diva Megan Fox - que acaba de conquistar a injusta posição de 35º lugar na lista das cem pessoas mais bonitas de 2010 da revista People - foi liberado pela Warner. Jonah Hex – o Caçador de Recompensas, do diretor Jimmy Hayward, é baseado na HQ western de John Albano e Tony DeZuniga. Josh Brolin faz o protagonista, pistoleiro típico anti-herói que tem a parte direita do rosto toda deformada. Fox é Leila, única conexão entre Jonah e o resto do mundo. Ô que os dois têm em comum? Cicatrizes profundas: um na pele, outro na alma.

A previsão de estreia do longa é no dia 20 de agosto. Confira o trailer!

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Nem Julia Roberts aguenta essa história de viver entre um namoro e outro. Baseado no best-seller da americana Elizabeth Gilbert, Comer, Rezar e Amar já tem o seu trailer oficial. A história da mulher que, depois de duas grandes desilusões amorosas, resolve tirar um ano sabático entre Itália, Índia e Indonésia vai gerar ainda mais identificação quando protagonizada pela pretty woman mais querida de Hollywood. E, claro, com as participações especiais de Javier Bardem como mocinho e Brad Pitt na produção.

Confira uma amostra do que vem por aí. A estreia brasileira está prevista para o dia 24 de setembro.

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(Para ler os posts anteriores desta série, que explica em detalhes o processo de distribuição dos filmes, clique aqui.) 

Se você quiser transformar a vida de um atendente de videolocadora em um inferno, diga a ele que está procurando um filme, mas não se lembra de qual. Só sabe que talvez ele tenha as palavras ‘jogo’, ‘paixão’, ‘intriga’ ou ‘da pesada’ no título. O coitado vai achar uma lista imensa no sistema… 

Não tem jeito: as distribuidoras alteram os títulos originais sem hesitar. Em parte, para se adequar ao público brasileiro. Por aqui, não funcionam títulos com o nome do personagem, por exemplo. (Forrest Gump, uma das raras exceções, ganhou o subtítulo O Contador de Histórias). E títulos muito complexos ou metafóricos, que exigem preciosos segundos de interpretação, também são dispensados, em troca de expressões um pouco mais vagas, mas que não afugentem ninguém. E dá-lhe um “Fulano do barulho” ou “Não-sei-o-quê quase perfeito”.  

Mas não se engane, tudo isso acontece com a aprovação da produtora original, dona dos direitos da película. Só que, quanto mais forte é a marca, mais difícil é mudar o nome: Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Batman e A Saga Crepúsculo, com suas traduções literais, estão aí para provar isso.  


 
Outro elemento que pode confundir os fãs são os trailers. “Eles têm uma função de venda clara e um objetivo que não precisa nem ser dito: esconder os defeitos do filme, para evitar ao máximo a rejeição do público, e apresentar suas virtudes”, define o cineasta Paulo Sérgio (diretor do portal Filme B, que se ocupa do mercado cinematográfico).  

Anos e anos de pesquisa de marketing ajudaram a refiná-los de tal maneira que hoje todos parecem um clichê. Por exemplo: o público (no Brasil e nos EUA) costuma ser reticente com filmes de época. Logo, a narração evita determinar o período da trama, apelando para chavões vagos como: “Numa época… em que o amor era proibido… e a tirania estava no poder…”. Pelo mesmo motivo, o trailer costuma acabar com as surpresas do filme: seu poder de convencimento é maior se ele já incluir as melhores piadas da comédia ou os melhores sustos de um suspense. (É o caso do comercial de Entre Irmãos, acima, que conta praticamente o filme todo em 2 minutos e meio).  

Desta vez, porém, a distribuidora não tem culpa de nada. Ela apenas recebe os trailers já prontos, direto do produtor da película. Cabe a ela apenas fazer legendas – escolher entre as cores branca e amarela para ver qual cai melhor na tela – e produzir os cartazes.  

Amanhã, no último post da série, o Cinema fala do estágio final da distribuição: o mercado de DVDs e BluRay. (Renata Reps e Marcel Nadale)

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Alguma vez você já se perguntou por que determinado filme não chegou ao cinema que fica perto da sua casa? Ou quando é que a cidade da sua mãe, no interior do Estado, vai enfim exibir aquele longa que fez sucesso na capital faz algum tempo? Já se irritou com legendas erradas ou títulos que não têm nada a ver com o original? Foi assistir a um filme só porque achou o trailer sensacional?

Senhoras e senhores, eis a participação especial das distribuidoras. São elas as responsáveis por todo o processo que vai desde o momento em que o filme fica pronto até sua chegada aos aparelhos de DVD e BluRay – passando pela programação das salas de cinema, é claro. Pouca gente sabe como esse mundo funciona e quais fatores influenciam as decisões dessas empresas. Aqui, em posts diários, você vai conhecer um pouco mais sobre o mercado que organiza os bastidores das telonas.

Amanhã (sáb., 27), você vai conhecer os principais envolvidos nesse setor e também os dois eventos anuais que estabelecem o calendário de estreias que irá funcionar ao longo do ano. No domingo (28), descubra quem fica com a maior parte da grana que você deixa na bilheteria: o distribuidor, o exibidor ou o produtor do filme? E vem muito mais por aí. Aguarde! (Renata Reps)

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