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Cinema

Sherlock Holmes, famoso personagem do escritor Arthur Conan Doyle, marcou presença no cinema diversas vezes (o ator Basil Rathbone já interpretou o detetive em catorze filmes). Hercule Poirot e Miss Marple, ambos criados por Agatha Christie, também apareceram na telona. E, mais recentemente, os romances policiais O Código Da Vinci e Anjos e Demônios, de Dan Brown, ganharam versões cinematográficas. Agora é a vez do escritor sueco Stieg Larsson: na última sexta-feira (14) estreou nos cinemas Os Homens que Não Amavam as Mulheres ­- a obra original é o primeiro livro da trilogia Millenium, que já vendeu 28 milhões de cópias pelo mundo. O filme fala do jornalista Mikael Blomkvist e da investigadora particular Lisbeth Salander, unidos por um crime cometido há quase 40 anos e nunca solucionado: o desaparecimento de Harriet Vanger, a sobrinha de um rico empresário.

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O longa-metragem produzido na Suécia, sob a direção de Niels Arden Oplev, é muito fiel ao livro. É claro que o roteiro de cinema teve que ser mais sucinto (e, mesmo assim, o filme tem duas horas e meia de duração), mas as cenas e os diálogos essenciais estão todos ali. Assim como os personagens, que carregam as mesmas características que Larsson lhes designou no livro. O protagonista Mikael Blomkvist continua sendo um jornalista investigativo que foi contratado para solucionar um crime. E, assim como na obra literária, nos transmite a ideia de que acabou envolvido no desparecimento de Harriet quase por acaso: ele simplesmente não tem as habilidades necessárias para lutar contra um vilão e nem mesmo para dirigir um carro.

A fidelidade aos personagens que vemos em O Homem que Não Amavam as Mulheres não se repete na maioria das adaptações de romances policiais.

Robert Downey Jr. interpretou recentemente um Sherlock Holmes muito peculiar, no filme dirigido por Guy Richie. Os fãs de Conan Doyle repararam que algumas características de Holmes foram conservadas: o seu faro infalível por pistas e seu raciocínio rápido. Mas o detetive aprendeu a lutar durante o processo de adaptação do roteiro. Disse adeus ao chapéu e ao sobretudo e ficou mais desleixado e engraçado.

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O protagonista de O Código Da Vinci, Robert Langdon, também ganhou algumas características heroicas. Interpretado por Tom Hanks no cinema, o personagem deixou de ser um professor de Harvard para ser “um professor de Harvard que sabe usar um revólver”. E não foi só o protagonista que virou herói – em Anjos e Demônios, o personagem de Ewan McGregor é galã e até seu nome foi modificado: os fãs do livro o conheciam por Carmelengo Carlo Ventresca. Devem ter estranhado ao ver um certo Carmelengo Patrick McKenna assumir o personagem.

Mikael Blomkvist permanece fiel ao seu livro de origem. Pelo menos por enquanto. É que a Sony Pictures já comprou os direitos autorais de Os Homens que Não Amavam as Mulheres e lançará a versão americana do filme. A estreia é prevista para 2012. Precisamos, portanto, esperar dois ou três anos para saber se Mikael Blomkvist ainda será Mikael Bomkvist (ou, até mesmo, se ainda terá este nome). (Luiza Pereira)

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(Este é o 11º post da série de resenhas publicadas no Guia do Estadão sobre filmes que concorreram ao Oscar e estão em cartaz)

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Sherlock Holmes | Sherlock Holmes, Reino Unido/Austrália/EUA, 2009

Indicações | Melhor Direção de Arte; Melhor Trilha Sonora

Não se engane com o cenário de Sherlock Holmes: o detetive e seu parceiro, John Watson, continuam a viver no século 19, mas viraram homens do século 21. Além de ter capacidades dedutivas e praticar boxe e esgrima, o herói de Arthur Conan Doyle agora domina lutas marciais – e gosta de usá-las. Já Watson ganhou trajes impecáveis e físico de herói de guerra. Viraram sujeitos fortes, inteligentes, descolados – o homem que Guy Ritchie (de RocknRolla) gosta de idealizar.

Eles estão às voltas com Lorde Blackwood, assassino em série que mata as vítimas em rituais. O criminoso é enforcado, mas volta para continuar seus planos. Tudo tem uma explicação lógica. Deduzi-la, porém, é tarefa de Holmes – e não sua. Nos bons filmes de detetive, o público é chamado a ir resolvendo o mistério com os protagonistas(nem que seja para ser passado para trás no fim). Ritchie capricha nas cenas de ação, mas resolve a trama com passes de mágica – resta a você apenas esperar pela solução. Procure se ater ao outro tema da história: a relação de Holmes com seu parceiro. Watson vai casar e o detetive não está gostando. Suas disputas irônicas são o melhor do filme. (Rafael Barion)

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08.março.2010 00:55:14

Melhor Trilha Sonora

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O vencedor é Up – Altas Aventuras (Up, EUA, 2009).

Outros indicados:
Avatar| Avatar, EUA, 2009
O Fantástico Sr. Raposo| Fantastic Mr. Fox, EUA, 2009
Guerra ao Terror| The Hurt Locker, EUA, 2008
Sherlock Holmes| Sherlock Holmes, Reino Unido/Austrália/EUA, 2009

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08.março.2010 00:09:36

Melhor Direção de Arte

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Avatar (Avatar, EUA, 2009) é o vencedor desta categoria.

Outros indicados:
Mundo Imaginário do Dr. Parnassus| The Imaginarium of Doctor Parnassus, França/Canadá/Reino Unido, 2009
Nine| Nine, EUA, 2009
Sherlock Holmes| Sherlock Holmes, Reino Unido/Austrália/EUA, 2009
The Young Victoria| The Young Victoria, Reino Unido/EUA, 2009

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