A noite de 4ª (30) vai ser de lua nova – e não cheia. Mesmo assim, vampiros e lobisomens estarão à solta. Em função de um calendário global de lançamento, é nessa data que estreia A Saga Crepúsculo: Eclipse. No terceiro filme da série, Bella (Kristen Stewart) está prestes a se formar no colegial e segue dividida entre o sanguessuga Edward (Robert Pattinson) e o lobisomem Jacob (Taylor Lautner). As duas raças firmam, porém, uma aliança para enfrentar a vingativa Victoria. Vilã do primeiro filme, ela ressurge interpretada por uma nova atriz (Bryce Dallas Howard, de Homem-Aranha 3).
Não lembra da personagem?
A Cinemark exibe, na 3ª, os dois primeiros filmes na Maratona Crepúsculo. No Eldorado, o intensivo se alonga com sessões de Eclipse de hora em hora na madrugada de 3ª para 4ª.

Deu o cano no chefe? Faltou na escola ou na faculdade? Ganhou um dia livre? Ótimo! Vá ao cinema. Sessão no meio da tarde é mais gostoso: as salas estão vazias e você tem o ‘prazer bônus’ de saber que, enquanto todo mundo trabalha, você está se divertindo, de papo para o ar.
Incentivo extra: o Cinemark tem sessões especiais às 15h por apenas R$ 4 (mais barato do que a pipoca média). Por causa do horário, normalmente são filmes infantis. Mas há opções adultas – as desta semana incluem Um Olhar do Paraíso (foto), O Lobisomem e Avatar, entre outros. Confira algumas sugestões abaixo (e veja outras no site da rede).
E se você não puder driblar os compromissos, não precisa ficar com inveja. A promoção vale também aos sábados e domingos.
Premonição 4 | Cinemark Metrô Santa Cruz
Pandorum | Cinemark Villa-Lobos
Percy Jackson e o Ladrão de Raios | Cinemark Interlar Aricanduva
O Lobisomem | Cinemark Internacional Shopping (Guarulhos)
Avatar (2D) | Cinemark Interlagos
Um Olhar do Paraíso | Cinemark Tamboré (Barueri)
Alvin e os Esquilos 2 | SP Market
High School Musical – O Desafio | Cinemark Iguatemi
(Fernanda Araújo)

Pode ser que levar seu filho ao cinema seja um processo pouco fácil. E escolher qual sala ou tipo de filme em que ele ficará mais a vontade também necessite de certo planejamento. A partir de hoje, o Cinema começa uma série de posts sobre o complexo (ou sala) ideal para cada faixa etária. Convocamos Fernanda Araujo, repórter da seção ‘Crianças’, no Guia, para dar uma mãozinha.
De 0 a 18 meses| Batizadas de CineMaterna (ou Mamãe a Bordo, na rede Cinemark), as sessões para bebês são projetadas especialmente para o conforto dos pequenos: trocador de fraldas na sala, ar condicionado menos gelado, som mais suave e ambiente levemente iluminado. Levar os irmãos mais velhos não é permitido, mas, de tempos em tempos, a equipe do CineMaterna promove sessão familiares onde todos são bem-vindos.
As atividades em São Paulo ocorrem no Espaço Unibanco, Frei Caneca Unibanco Arteplex, Cine TAM e Cinemark Market Place. Hoje (4), estreia no Cinemark Villa-Lobos, às 14h, com o filme Simplesmente Complicado. E acontece também em outras cidades, como Santo André, Campinas, Santos, Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro. Escolher o filme também é possível: no site da ONG dá para votar nos títulos que serão exibidos. Quais títulos? Para adultos, claro, já que os pequeninos não podem comentar as cenas após a sessão. (Bem, pelo menos não na nossa língua.) (Fernanda Araujo)

Depois de Laís Bodanzky, Carlos Reichenbach e Uli Burtin, a produtora Rita Buzzar é a convidada do Cinema para discutir a qualidade das salas de São Paulo. Ela sabe muito bem que cinema não pode se parecer com TV: já trabalhou em novelas, como Ana Raio e Zé Trovão (1990), e em filmes, como Olga (2004) e Budapeste (2009).
Qual cinema de SP fez a melhor projeção de um filme seu?
As melhores sessões do Budapeste que vi foram no Arteplex Frei Caneca, no Shopping Jardim Sul e no Reserva Cultural.
E qual deixou a desejar nesse item?
Faz tempo que não vou em um cinema ruim e, quando tive experiências desagradáveis, procurei não voltar. Evito até pensar neles.
Quais salas da cidade você costuma frequentar?
Vou ao Cinemark Iguatemi e ao Frei Caneca pela proximidade com a minha casa. Quando estou aborrecida, vou ao Bourbon Imax, assistir aos filmes 3D e esquecer da vida. E gosto do Reserva, que tem projeção de qualidade e programação diferenciada.
Que dicas você daria para o público avaliar a qualidade de projeção de um filme?
Acho importante checar, nos primeiros minutos, se a cópia não está riscada, se está tudo focado e se a projeção não é muito escura. E verificar o som: se tem chiados, se há áreas da plateia em que se ouve pior e se as vozes dos atores estão muito graves. Outra coisa que perturba é quando o sistema de isolamento sonoro não é bom e o áudio da sala ao lado invade. Um outro detalhe que me incomoda é quando o cinema acende as luzes logo depois que o filme termina. Acho meio estraga-prazer. O tempo dos créditos finais é bom para prestigiar o elenco e a equipe técnica, além de dar aquela primeira refletida sobre o filme. As sensações e emoções desses momentos são sempre importantes. (Renata Reps)

O mercado de cinemas de luxo em São Paulo continua a se expandir. Depois do Cinemark Cidade Jardim e do Espaço Unibanco Bourbon apostarem em salas premium, com menos lugares e serviço especial, agora a rede Kinoplex quer sua fatia do nicho também. Em maio, o Shopping Vila Olímpia (foto) ganha um multiplex com sete salas stadium – duas delas vip, com 98 poltronas reclináveis, mais largas e confortáveis, e muitos outros mimos.
A novidade vai seguir a cartilha do Cidade Jardim: terá uma área exclusiva, com café e bonbonnière próprios, e garçons que levarão os pedidos ao assento do cliente (antes do filme começar, claro). Luiz Gonzaga de Luca, diretor-superintendente do Grupo Severiano Ribeiro (que administra a rede Kinoplex), promete ainda “serviços alimentícios diferenciados”, mas adianta que os assentos não terão bandeja acoplada (como é o caso no Cidade Jardim).
Os preços de tanta comodidade ainda não foram definidos. Nas outras cinco salas (que terão em média 200 lugares, uma delas equipada com Dolby 3D Digital), Luca afirma que os valores seguirão o padrão da rede – entre R$ 17 e R$ 28, segundo a tabela do Kinoplex Itaim, ali perto. Aliás, o executivo diz que não teme competição entre os dois endereços. “Quem vai ao Itaim não está afim de ir para shopping. É um outro público. Na Vila Olímpia, a intenção é ter um cinema onde as pessoas possam ir depois de sair do trabalho, para fugir do horário de pico.”
As obras estão avançadas – mas devidamente protegidas dos curiosos. Nem a imprensa foi liberada para fotografar o local ainda. A programação, pelo menos, não é segredo: cheia de blockbusters. “Curadoria é coisa de cinema de arte”, justifica Gonzaga. (Dado Carvalho)

Caio Caruso, de 33 anos, tem as credenciais ideais para participar da nossa série de posts ‘Meu Oscar’ (que já teve o depoimento do deficiente físico Anderson Santana e do aposentado Alfredo Abdalla). Com 1,96 m, Caio é um bom representante de outro grupo que sofre nos cinemas: os altos.
“Toda vez que vejo um filme, saio da sessão com dores na região lombar”, reclama. Isso porque ele considera quase todas as cadeiras da rede Cinemark pequenas para seu tamanho. Como o encosto é ‘curto’, se ele escorrega para a frente, as costas ficam tortas. Se fica na posição correta, ouve comentários ácidos vindos da fileira de trás. “A solução, para mim, seria uma regulagem de altura ou cadeiras maiores”, afirma.
Formado em artes visuais, Caio tem olhar crítico: sentar perto do corredor para esticar as pernas, nem pensar. “Meu lugar preferido é o centro, tanto vertical como horizontalmente, que é o mais favorecido pelo sistema de som e tela.” A solução? O Kinoplex Itaim. “É o único onde não me sinto apertado”, afirma. “As cadeiras são mais confortáveis e o encosto é um pouco mais alto, o que me dá mais apoio para as costas.” (Susan Eiko)

O aposentado Alfredo Abdalla, de 75 anos, vê pelo menos um filme toda semana há mais de 25 anos e já visitou projeções em vários países. Na capital paulista, nem mesmo o despreparo dos cinemas para atender o público da terceira idade o intimida (clique aqui para ver a série de posts ‘Meu Oscar’). E olha que os percalços são muitos: salas cheias de degraus, longas filas de espera, som desregulado.
Antes das sessões do Central Plaza, por exemplo, Alfredo sabe que tem de proteger os ouvidos. É que lá, os trailers e comerciais passam em um volume exagerado. Aliás, os funcionários também costumam pesar a mão no termostato do ar-condicionado. Mas isso, pelo menos, tem solução: “Eu reclamo mesmo com os atendentes. Normalmente eles atendem”.
Para enfrentar outros problemas, melhor contar com uma ajuda mais próxima – como a de sua mulher, Janice, 72 anos, que sempre o acompanha. “As salas do Bristol, por exemplo, não têm boa iluminação no chão. Quando ficam escuras demais, um se segura no outro para não cair”, reclama. No geral, porém, ele aprova o multiplex localizado no Center 3 – e recomenda para outros cinéfilos de sua faixa etária. “A qualidade da projeção é muito boa.”
E ele acrescentaria mais vencedores em sua lista se os cinemas retomassem dois bons hábitos do passado. O primeiro é proibir comida na sala de exibição. “Sempre passo a mão no assento para ver se está limpo, pois um amigo até já sentou em uma cadeira úmida de refrigerante um dia desses”, afirma. O outro é a volta da sessão às 20h: “Agora só há horários às 19h e às 21h. Uma é muito cedo e a outra termina muito tarde”. (Susan Eiko)
Seguimos nossa série sobre como funciona o processo de distribuição de filmes no Brasil. Para continuar o papo, é importante apresentar quem são os “protagonistas” desta história.
Há dois tipos de distribuidoras:
Majors | São empresas internacionais que têm filiais aqui no país. É o caso da Warner, Fox, Disney, Columbia Pictures e Paramount. Mas há também as…
Independentes | Não são ligadas a qualquer companhia maior, como a Mais Filmes, Pandora, Europa, Downtown Filmes e MovieMobz, por exemplo.
“As majors fazem contratos com produtores que incluem distribuição em vários países, inclusive o Brasil. As independentes compram seus filmes no exterior e os trazem para cá”, explica Paulo Sérgio, cineasta e diretor do portal Filme B.
O namoro entre distribuidores (que detêm os direitos dos filmes) e exibidores (que possuem as salas onde o público poderá vê-los) tem hora e lugar para acontecer.
Duas grandes feiras de negócio anuais ajudam a definir o calendário de estreias do ano: o Festival de Inverno de Campos do Jordão, em maio, e o Show Búzios, em novembro.
A data em que cada filme entra em cartaz não é imposta pela distribuidora. Depende de um acordo com o circuito, cuja agenda é também regulada pela concorrência entre as diferentes empresas (Cinemark, UCI, Grupo Serveriano Ribeiro, etc). Ninguém quer ficar para trás se o rival decidir lançar antes um filme importante, como Homem de Ferro 2.
Esse equilíbrio de forças também define as praças (cidades ou regiões) onde cada filme chega primeiro. Claro que, para as distribuidoras, o interessante é que sua obra vá onde houver mais dinheiro – no caso, os grandes centros urbanos.
Neste domingo (28), na terceira parte da série, saiba quem leva a maior parte do dinheiro que você deixa na bilheteria – a distribuidora, o exibidor ou o produtor do filme. (Renata Reps)

Na edição especial do Guia que avalia as 45 salas de São Paulo e que circula na próxima sexta (5), ganharam pontos extras os exibidores com boa acessibilidade. Mas, para facilitar a vida de um cinéfilo portador de necessidades especiais, não bastam rampas ou elevadores. Para começar a série de posts ’Meu Oscar’, na qual pessoas com perfis fora do padrão indicam os endereços que melhor atendem às suas exigências, o blog pediu ao deficiente físico Anderson Santana, de 22 anos, a indicação dos melhores (e os piores) cinemas para quem tem problemas de mobilidade.
O auxiliar de enfermagem usa muletas desde a infância e diz que as dificuldades costumam começar logo na entrada dos multiplex. “Às vezes, os funcionários ficam inibidos de oferecer ajuda, com medo de me constranger”, afirma. Mas constrangimento maior ocorre quando ele precisa mostrar as muletas a alguém na bilheteria, para “provar” que merece desconto (há uma política, não legislada, de conceder meia-entrada a deficientes).

Quando vai ao cinema com amigos cadeirantes, o problema são os assentos reservados a eles – geralmente nas primeiras fileiras, com péssima visibilidade. “No Cinemark Aricanduva é assim. Nem todos os meus amigos couberam no espaço. A gente mesmo que teve de se ajeitar, sem ajuda de ninguém”, relembra. Outro problema: lá, os funcionários se recusaram a dar preferência para Anderson e sua turma na fila, para “evitar represálias de outros clientes”.
O auxiliar de enfermagem diz que o Cinemark até já participou de encontros com pacientes da AACD, onde ele trabalha, para saber como oferecer mais conforto a deficientes. Em uma das filiais, a iniciativa está rendendo: se tivesse de dar um Oscar de “melhor cinema para portadores de necessidades especiais”, Anderson elegeria o do Shopping Metrô Santa Cruz. “A equipe de funcionários é a que mais ajuda”, diz. E, para levar usuários de cadeiras de roda, ele recomenda o Cinemark Pátio Paulista: “A área reservada é ótima e você não paga estacionamento”. (Dado Carvalho)

A diretora Laís Bodanzky (Bicho de Sete Cabeças) não tem medo de sair de uma sessão de cinema para reclamar sobre a qualidade da projeção. Segundo ela, tem horas que “só mesmo chamando o gerente”. Prestes a lançar seu mais novo filme, As Melhores Coisas do Mundo, Laís é também a organizadora do projeto Cine TelaBrasil, que leva salas móveis até comunidades carentes. Está, portanto, duplamente qualificada para identificar os melhores projetores de São Paulo.
Qual cinema da cidade fez a melhor projeção de seu filme?
No caso de Chega de Saudade, meu filme mais recente, a melhor exibição que acompanhei foi no Cinemark Metrô Santa Cruz. Mas é aquela história: quando eu assisto na sala do laboratório de projeção, sei que nunca mais vai ser igual, porque lá está tudo regulado exatamente como deve ser.
Qual cinema você gosta de frequentar?
Vou ao Cinemark Villa Lobos porque moro perto, na Vila São Francisco. Mas gosto muito da sala Imax do Bourbon. Acho fantástico esse fenômeno de lotação esgotada, ingressos tendo que ser comprados com uma semana de antecedência. Parece teatro, é muito interessante. Além disso, costumo preferir cinemas que misturam exibições de blockbusters e filmes alternativos.
Que dicas você daria para o público avaliar a qualidade de projeção de um filme?
Primeiro, uma coisa que as pessoas precisam saber: nenhum filme é escuro naturalmente. Ele sempre sai do laboratório equilibrado. Se a imagem está escura, é problema da projeção. Uma lâmpada fraca ou distância errada do projetor pode ocasionar essa falha. Mas, para mim, o pior é quando o som está baixo. Não sei por que criou-se o mito de que filmes brasileiros têm som estourado, então as salas baixam o volume na projeção e informações sutis do filme acabam se perdendo. Inúmeras vezes já tive que sair da sala para pedir para aumentarem o som. Para resolver na hora da exibição, só chamando o gerente. (Renata Reps)
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