
Deu o cano no chefe? Faltou na escola ou na faculdade? Ganhou um dia livre? Ótimo! Vá ao cinema. Sessão no meio da tarde é mais gostoso: as salas estão vazias e você tem o ‘prazer bônus’ de saber que, enquanto todo mundo trabalha, você está se divertindo, de papo para o ar.
Incentivo extra: o Cinemark tem sessões especiais às 15h por apenas R$ 4 (mais barato do que a pipoca média). Por causa do horário, normalmente são filmes infantis. Mas há opções adultas – as desta semana incluem Um Olhar do Paraíso (foto), O Lobisomem e Avatar, entre outros. Confira algumas sugestões abaixo (e veja outras no site da rede).
E se você não puder driblar os compromissos, não precisa ficar com inveja. A promoção vale também aos sábados e domingos.
Premonição 4 | Cinemark Metrô Santa Cruz
Pandorum | Cinemark Villa-Lobos
Percy Jackson e o Ladrão de Raios | Cinemark Interlar Aricanduva
O Lobisomem | Cinemark Internacional Shopping (Guarulhos)
Avatar (2D) | Cinemark Interlagos
Um Olhar do Paraíso | Cinemark Tamboré (Barueri)
Alvin e os Esquilos 2 | SP Market
High School Musical – O Desafio | Cinemark Iguatemi
(Fernanda Araújo)

(Esta é a quarta parte da série ‘Meu Oscar’, em que cinéfilos escolhem os melhores – e os piores – cinemas segundo suas necessidades).
Filmes infantis são um dos segmentos mais rentáveis para as distribuidoras. Para se ter uma ideia, até o lançamento de Avatar, o filme mais visto de 2009 no Brasil havia sido A Era do Gelo 3. Mas parece que os exibidores ainda não se deram conta da importância desses ‘miniclientes’. Guloseimas pouco nutritivas há aos montes nas bonbonnières. Mas assentos especiais para a estatura das crianças, por exemplo, são uma raridade.
Quando Tatiana Galli, de 34 anos, vai ao Cinemark Center Norte com os filhos Eduardo, 12, e Igor, 5, já sabe que terá de aguentar a sessão quase sem se mexer. É que o caçula não consegue ver direito a tela e prefere se sentar no colo da mãe. “Ou então no braço da cadeira, mas não é bom”, diz o garoto. Só não tente convencê-lo a usar o buddy seat, aquele suporte especial para deixar a criançada mais alta na poltrona. “É duro demais! Ele volta para casa todo dolorido”, diz Tatiana. E, segundo ela, o acessório é difícil de ser encontrado. Por isso, na hora de pegar um filminho em família, ela checa antes se o cinema tem formato stadium. Um dos que ela recomenda é o Cinemark Metrô Santa Cruz.
Na hora da comida, é aquela farra. “O Igor come toda a pipoca e eu bebo todo o refrigerante”, confessa Eduardo. Tatiana concorda que poderia haver opções mais saudáveis no cardápio, mas se diz tranquila porque os filhos têm bons hábitos alimentares no dia a dia. “Uma pipoca de vez em quando não faz mal a ninguém”, brinca. (Susan Eiko)

Na edição especial do Guia que avalia as 45 salas de São Paulo e que circula na próxima sexta (5), ganharam pontos extras os exibidores com boa acessibilidade. Mas, para facilitar a vida de um cinéfilo portador de necessidades especiais, não bastam rampas ou elevadores. Para começar a série de posts ’Meu Oscar’, na qual pessoas com perfis fora do padrão indicam os endereços que melhor atendem às suas exigências, o blog pediu ao deficiente físico Anderson Santana, de 22 anos, a indicação dos melhores (e os piores) cinemas para quem tem problemas de mobilidade.
O auxiliar de enfermagem usa muletas desde a infância e diz que as dificuldades costumam começar logo na entrada dos multiplex. “Às vezes, os funcionários ficam inibidos de oferecer ajuda, com medo de me constranger”, afirma. Mas constrangimento maior ocorre quando ele precisa mostrar as muletas a alguém na bilheteria, para “provar” que merece desconto (há uma política, não legislada, de conceder meia-entrada a deficientes).

Quando vai ao cinema com amigos cadeirantes, o problema são os assentos reservados a eles – geralmente nas primeiras fileiras, com péssima visibilidade. “No Cinemark Aricanduva é assim. Nem todos os meus amigos couberam no espaço. A gente mesmo que teve de se ajeitar, sem ajuda de ninguém”, relembra. Outro problema: lá, os funcionários se recusaram a dar preferência para Anderson e sua turma na fila, para “evitar represálias de outros clientes”.
O auxiliar de enfermagem diz que o Cinemark até já participou de encontros com pacientes da AACD, onde ele trabalha, para saber como oferecer mais conforto a deficientes. Em uma das filiais, a iniciativa está rendendo: se tivesse de dar um Oscar de “melhor cinema para portadores de necessidades especiais”, Anderson elegeria o do Shopping Metrô Santa Cruz. “A equipe de funcionários é a que mais ajuda”, diz. E, para levar usuários de cadeiras de roda, ele recomenda o Cinemark Pátio Paulista: “A área reservada é ótima e você não paga estacionamento”. (Dado Carvalho)

A diretora Laís Bodanzky (Bicho de Sete Cabeças) não tem medo de sair de uma sessão de cinema para reclamar sobre a qualidade da projeção. Segundo ela, tem horas que “só mesmo chamando o gerente”. Prestes a lançar seu mais novo filme, As Melhores Coisas do Mundo, Laís é também a organizadora do projeto Cine TelaBrasil, que leva salas móveis até comunidades carentes. Está, portanto, duplamente qualificada para identificar os melhores projetores de São Paulo.
Qual cinema da cidade fez a melhor projeção de seu filme?
No caso de Chega de Saudade, meu filme mais recente, a melhor exibição que acompanhei foi no Cinemark Metrô Santa Cruz. Mas é aquela história: quando eu assisto na sala do laboratório de projeção, sei que nunca mais vai ser igual, porque lá está tudo regulado exatamente como deve ser.
Qual cinema você gosta de frequentar?
Vou ao Cinemark Villa Lobos porque moro perto, na Vila São Francisco. Mas gosto muito da sala Imax do Bourbon. Acho fantástico esse fenômeno de lotação esgotada, ingressos tendo que ser comprados com uma semana de antecedência. Parece teatro, é muito interessante. Além disso, costumo preferir cinemas que misturam exibições de blockbusters e filmes alternativos.
Que dicas você daria para o público avaliar a qualidade de projeção de um filme?
Primeiro, uma coisa que as pessoas precisam saber: nenhum filme é escuro naturalmente. Ele sempre sai do laboratório equilibrado. Se a imagem está escura, é problema da projeção. Uma lâmpada fraca ou distância errada do projetor pode ocasionar essa falha. Mas, para mim, o pior é quando o som está baixo. Não sei por que criou-se o mito de que filmes brasileiros têm som estourado, então as salas baixam o volume na projeção e informações sutis do filme acabam se perdendo. Inúmeras vezes já tive que sair da sala para pedir para aumentarem o som. Para resolver na hora da exibição, só chamando o gerente. (Renata Reps)
2011
2010