Garotos que nunca tinham atuado antes têm sido os melhores atores dos filmes brasileiros recentes. É o caso de Francisco Miguez e Gabriela Rocha, de As Melhores Coisas do Mundo, e também de Henrique Larré e Samuel Reginatto (foto), de Os Famosos e os Duendes da Morte, que se manteve em cartaz por mais esta semana.
O filme de Esmir Filho deve muito a Paranoid Park, de Gus van Sant. E quem está atento às novidades do cinema mundial pode sentir ares do tailandês Apichatpong Weerasethakul e do português Miguel Gomes aqui e ali.
Mas Esmir usa essas referências para contar uma história que você nunca viu no cinema – como ser jovem do interior (do sul) do país. As duas coisas (as referências e o tema) o tornam bastante único. Veja depois de As Melhores Coisas do Mundo e você vai experimentar duas formas de fazer cinema – e de ser adolescente. (Rafael Barion)
Queria poder recomendar Insolação, de Felipe Hirsch e Daniela Thomas. Queria também poder não recomendá-lo, se fosse o caso. Mas não deu tempo: foram sete dias em cartaz antes de passar a uma única sessão diária – e sumir. Já Os Famosos e os Duendes da Morte, de Esmir Filho, só teve duas semanas – antes de voltar, agora, em sessões únicas. É um dos motivos por que você deveria ver As Melhores Coisas do Mundo logo. Ainda que tenha mais do que 15 anos, não vá mais à escola ou não tenha um blog. Os outros motivos não têm a ver com a rapidez com que os filmes nacionais têm saído de cartaz. Têm a ver com os efeitos que esta história de Laís Bodanzky sobre a adolescência pode ter sobre você. Francisco Miguez e Gabriela Rocha vão fazê-lo se lembrar de quando tinha 15 anos, ia à escola e não tinha um blog (e você vai sentir saudades). (Rafael Barion)
Falta pouco mais de uma semaninha para o novo filme As Melhores Coisas do Mundo, de Laís Bodanzsky, estrear nas salas de todo o Brasil. Agora, o Cinema apresenta um vídeo exclusivo, feito durante a gravação do longa, que mostra toda a animação do protagonista Francisco Miguez ao ver uma reportagem sobre o filme no Caderno 2 do Estadão. Afinal, foi a primeira vez que ele apareceu em um jornal!
No vídeo, também vibram juntos a diretora Laís Bodanzky, o produtor Caio Gullane e o ídolo teen Fiuk, que faz parte do elenco. Tudo isso para aumentar as expectativas para a estreia, na sexta-feira (16), do filme que vai mostrar uma fase de maturidade na carreira da diretora. E o clichê é verdadeiro: os cinéfilos de plantão não perdem por esperar.

A diretora Laís Bodanzky (Bicho de Sete Cabeças) não tem medo de sair de uma sessão de cinema para reclamar sobre a qualidade da projeção. Segundo ela, tem horas que “só mesmo chamando o gerente”. Prestes a lançar seu mais novo filme, As Melhores Coisas do Mundo, Laís é também a organizadora do projeto Cine TelaBrasil, que leva salas móveis até comunidades carentes. Está, portanto, duplamente qualificada para identificar os melhores projetores de São Paulo.
Qual cinema da cidade fez a melhor projeção de seu filme?
No caso de Chega de Saudade, meu filme mais recente, a melhor exibição que acompanhei foi no Cinemark Metrô Santa Cruz. Mas é aquela história: quando eu assisto na sala do laboratório de projeção, sei que nunca mais vai ser igual, porque lá está tudo regulado exatamente como deve ser.
Qual cinema você gosta de frequentar?
Vou ao Cinemark Villa Lobos porque moro perto, na Vila São Francisco. Mas gosto muito da sala Imax do Bourbon. Acho fantástico esse fenômeno de lotação esgotada, ingressos tendo que ser comprados com uma semana de antecedência. Parece teatro, é muito interessante. Além disso, costumo preferir cinemas que misturam exibições de blockbusters e filmes alternativos.
Que dicas você daria para o público avaliar a qualidade de projeção de um filme?
Primeiro, uma coisa que as pessoas precisam saber: nenhum filme é escuro naturalmente. Ele sempre sai do laboratório equilibrado. Se a imagem está escura, é problema da projeção. Uma lâmpada fraca ou distância errada do projetor pode ocasionar essa falha. Mas, para mim, o pior é quando o som está baixo. Não sei por que criou-se o mito de que filmes brasileiros têm som estourado, então as salas baixam o volume na projeção e informações sutis do filme acabam se perdendo. Inúmeras vezes já tive que sair da sala para pedir para aumentarem o som. Para resolver na hora da exibição, só chamando o gerente. (Renata Reps)
2011
2010