O trailer oficial do próximo filme com a diva Megan Fox - que acaba de conquistar a injusta posição de 35º lugar na lista das cem pessoas mais bonitas de 2010 da revista People - foi liberado pela Warner. Jonah Hex – o Caçador de Recompensas, do diretor Jimmy Hayward, é baseado na HQ western de John Albano e Tony DeZuniga. Josh Brolin faz o protagonista, pistoleiro típico anti-herói que tem a parte direita do rosto toda deformada. Fox é Leila, única conexão entre Jonah e o resto do mundo. Ô que os dois têm em comum? Cicatrizes profundas: um na pele, outro na alma.
A previsão de estreia do longa é no dia 20 de agosto. Confira o trailer!

E eis que ela surge, de vestido branco básico, mas acessórios pra lá de dourados no site do Sex and the City 2. Sarah Jessica Parker, a protagonista da série mais fashion de todos os tempos, é Carrie Bradshaw na continuação da saga da escritora em busca de seu príncipe encantado Mr. Big. Samantha Jones (Kim Cattrall), Charlotte York (Kristin Davis) e Miranda Hobbes (Cynthia Nixon) estão de volta em um novo trailer divulgado hoje pela Warner. A estreia está prevista para o dia 28 de maio. Confira!
Nem Julia Roberts aguenta essa história de viver entre um namoro e outro. Baseado no best-seller da americana Elizabeth Gilbert, Comer, Rezar e Amar já tem o seu trailer oficial. A história da mulher que, depois de duas grandes desilusões amorosas, resolve tirar um ano sabático entre Itália, Índia e Indonésia vai gerar ainda mais identificação quando protagonizada pela pretty woman mais querida de Hollywood. E, claro, com as participações especiais de Javier Bardem como mocinho e Brad Pitt na produção.
Confira uma amostra do que vem por aí. A estreia brasileira está prevista para o dia 24 de setembro.
Algumas crianças têm cachorro. Outras, preferem gatos. Soluço, um garoto viking, tem um dragão. Mas o ‘bichinho’ não foi um presente do pai. Este, a propósito, nem desconfia da amizade do filho com seu maior inimigo. Estreia hoje (26) Como Treinar o seu Dragão, a nova animação da DreamWorks, inspirada no livro homônimo de Cressida Cowell. Inspirada mesmo, pois, da obra, o filme herdou apenas os personagens e a ideia central. O roteiro escrito por Chris Sanders é autoral, consistente e detalhista. E tudo isso você vai ver realçado pelos efeitos tridimensionais.
A aventura acontece na aldeia Berk, onde valentes habitantes aprendem desde cedo a arte de matar dragões. Soluço, filho do líder viking, bem que tenta seguir a tradição de seu povo, apesar de ser diferente de todos. Fraquinho e medroso, ele inventa armas malucas para combater os répteis medievais, até que um dia, consegue acertar um deles. Não é pela força, porém, que Soluço domina Banguela (apelido do bicho abatido), mas pela relação de amizade e respeito que estabelece com ele.
Tudo isso é previsível. A surpresa mesmo fica para o final: como poderia o garoto enfrentar a mais temida das feras e sair ileso? A resposta você não encontra nem nas páginas do livro. Só mesmo na telona. Como Treinar o seu Dragão valoriza a inteligência das crianças e alfineta a prepotência dos adultos, que insistem em impor aos pequenos seu ponto de vista soberano.
E não se assuste se seu filho identificar semelhanças entre Banguela e um certo alienígena. É que os diretores Dean DeBlois e Chris Sanders são os mesmos de Lilo e Stitch (2002).
Ele não puxou o pai | Stoico, o Imenso (com voz de Gerard Butler na versão original) é o líder da aldeia e um típico viking: valentão, forte e um excelente matador de dragões. Ele espera que seu filho seja tudo isso. Mas Soluço, contrariando os desejos do pai, encontra uma nova maneira de domar os voadores medievais: usando a cabeça. (Fernanda Araujo e Luiza Pereira)
(Este é o terceiro post da série de resenhas publicadas no Guia do Estadão sobre filmes que concorreram ao Oscar e estão em cartaz)
Coração Louco | Crazy Heart, EUA, 2009
Afiado: Jeff Bridges venceu o Oscar de melhor ator.
Afinada: ‘The Weary Kind’, ganhou o prêmio de melhor canção
Um grande coração embebido em uísque move – e retém – o protagonista de Coração Louco. Bad Blake é um cantor country lendário e decadente, que Jeff Bridges incorpora com perfeição. Fiel ao seu carro velho, à sua rabugice e às suas canções, ele segue executando sempre as mesmas melodias, em uma turnê que acontece em locais tão relevantes quanto um boliche de quinta categoria.
Mas a vida dá voltas. Em várias cidades, a banda que o acompanha é limitada e o público, desinteressado. Em Santa Fé, porém, o pianista é bom e tem uma sobrinha. Quando Jean (Maggie Gyllenhaal), que é jornalista, o entrevista, ela não tem ideia do quanto “faz a sala parecer feia” aos olhos de Bad. As bochechas da garota coram, mas só porque seus vasos capilares “ficam muito perto da pele”, diz ela – que tem um filho de bochechas mais cativantes ainda.
Dali adiante, a história tem amor, álcool, revoluções pessoais e muitas canções (produzidas por T-Bone Burnett) para dar conta de tanto sentimento. E elas são lindas – como a cantada por Robert Duvall em um lago. E de novo, na sala escura, após os créditos, se você esperar para ouvir. (Ilana Lichtenstein)
Agora que os jurados do Oscar já anunciaram suas escolhas, é hora de você dizer se concorda ou não com os votos. Muitos dos filmes que concorreram ao prêmio estão em cartaz – e certamente valem o ingresso, mesmo que não tenham ficado com a estatueta. Para ajudá-lo a decidir o que ver primeiro, o Cinema vai (re)publicar o que os críticos do Guia do Estadão já disseram sobre os filmes.
Direito de Amar | A Single Man, EUA, 2009
Acerto: Colin Firth foi indicado ao Oscar de ator pelo papel.
Equívoco: o nome original, A Single Man, nada tem a ver com o título em português
George, o professor que protagoniza Direito de Amar, não consegue aceitar que o homem com quem viveu por 16 anos morreu em um acidente de carro. Você, por outro lado, pode ter dificuldade de aceitar que isso seja um motivo para que ele queira se matar, considerando o que vemos do seu suposto último dia de vida.
A favor da decisão de George, há a impressão de que ele e o amante tinham uma relação agradável e o fato de que não lhe restam muitos amigos em Los Angeles – onde mora desde deixar Londres. Há ainda o argumento de que George vive em 1962 e não está ‘autorizado’ a expressar o seu luto. Por outro lado, assistir ao filme é um pouco como ver um homem sofrer por 99 minutos em um comercial da Mercedes-Benz.
Diretor estreante, o estilista Tom Ford adaptou o livro de Christopher Isherwood como quem faz um editorial de moda. Nada no filme (da torradeira de George aos dois rapazes que tentam se aproximar dele em uma mesma tarde) é menos do que deslumbrante. E sua única amiga é vivida por Julianne Moore. Nem um ator talentoso como Colin Firth poderia nos convencer de que ele tem, de fato, motivos para sofrer. (Rafael Barion)

(Para ler os posts anteriores desta série, que explica em detalhes o processo de distribuição dos filmes, clique aqui.)
Se você quiser transformar a vida de um atendente de videolocadora em um inferno, diga a ele que está procurando um filme, mas não se lembra de qual. Só sabe que talvez ele tenha as palavras ‘jogo’, ‘paixão’, ‘intriga’ ou ‘da pesada’ no título. O coitado vai achar uma lista imensa no sistema…
Não tem jeito: as distribuidoras alteram os títulos originais sem hesitar. Em parte, para se adequar ao público brasileiro. Por aqui, não funcionam títulos com o nome do personagem, por exemplo. (Forrest Gump, uma das raras exceções, ganhou o subtítulo O Contador de Histórias). E títulos muito complexos ou metafóricos, que exigem preciosos segundos de interpretação, também são dispensados, em troca de expressões um pouco mais vagas, mas que não afugentem ninguém. E dá-lhe um “Fulano do barulho” ou “Não-sei-o-quê quase perfeito”.
Mas não se engane, tudo isso acontece com a aprovação da produtora original, dona dos direitos da película. Só que, quanto mais forte é a marca, mais difícil é mudar o nome: Harry Potter, O Senhor dos Anéis, Batman e A Saga Crepúsculo, com suas traduções literais, estão aí para provar isso.
Outro elemento que pode confundir os fãs são os trailers. “Eles têm uma função de venda clara e um objetivo que não precisa nem ser dito: esconder os defeitos do filme, para evitar ao máximo a rejeição do público, e apresentar suas virtudes”, define o cineasta Paulo Sérgio (diretor do portal Filme B, que se ocupa do mercado cinematográfico).
Anos e anos de pesquisa de marketing ajudaram a refiná-los de tal maneira que hoje todos parecem um clichê. Por exemplo: o público (no Brasil e nos EUA) costuma ser reticente com filmes de época. Logo, a narração evita determinar o período da trama, apelando para chavões vagos como: “Numa época… em que o amor era proibido… e a tirania estava no poder…”. Pelo mesmo motivo, o trailer costuma acabar com as surpresas do filme: seu poder de convencimento é maior se ele já incluir as melhores piadas da comédia ou os melhores sustos de um suspense. (É o caso do comercial de Entre Irmãos, acima, que conta praticamente o filme todo em 2 minutos e meio).
Desta vez, porém, a distribuidora não tem culpa de nada. Ela apenas recebe os trailers já prontos, direto do produtor da película. Cabe a ela apenas fazer legendas – escolher entre as cores branca e amarela para ver qual cai melhor na tela – e produzir os cartazes.
Amanhã, no último post da série, o Cinema fala do estágio final da distribuição: o mercado de DVDs e BluRay. (Renata Reps e Marcel Nadale)
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