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Cinema

04.junho.2010 17:31:53

Luxo, parte 3

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Há dois anos, as salas vips do Bourbon Pompeia e do Cinemark Cidade Jardim empatam como as melhores da cidade na avaliação anual do Divirta-se, o Oscar das Salas de Cinema. Agora, um novo complexo deve entrar nessa briga. O Kinoplex Vila Olímpia liga seus projetores hoje (4), no Shopping Vila Olímpia. Além de cinco salas em formato stadium (uma delas, 3D), o cinema conta com duas especiais, batizadas como Platinum, com luxos como poltronas ultrarreclináveis (com apoios para os pés), bandejas móveis para quitutes gourmet e um lounge próprio.

A cartilha segue o padrão já estabelecido pelos concorrentes, com decoração sóbria e requintada. A bilheteria é exclusiva. Até mesmo a faixa de preços é similar à do Cidade Jardim: entre R$ 37 (de 2ª a 5ª) e R$ 49 (6ª, sábado, domingo e feriados, após as 17h). A promessa de distinção está no menu da bonbonnière, que lista petiscos como nachos com pasta de perdiz, grissinis com creme de pupunha e bagels com queijo branco e geleia de maçã. Mas ela só começa a funcionar a partir do dia 11.

Chamam atenção também as salas ‘comuns’, que têm assentos marcados e um custo-benefício talvez até superior ao das salas Platinum. Os ingresso varia entre R$ 18 e R$ 23 e a poltrona é aveludada, espaçosa, com braços acolchoados retráteis e encosto reclinável. Mais uma para disputar o nosso Oscar no ano que vem. (Marcel Nadale)

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A popularização das salas em formato stadium facilitou a vida de quem gosta de ir aos cinemas. Mas ainda tem gente que sofre quando alguém muito alto senta-se na cadeira da frente. É o caso da pedagoga Camila Pal, de 28 anos - a quinta convidada da série de posts ‘Meu Oscar’.

Camila mede 1,56 m  1,53 m “e meio centímetro”, ela faz questão de enfatizar. “Quando a gente é  pequenininha, isso faz uma enorme diferença”, brinca. Ela está 5 cm abaixo da média de altura das brasileiras (1m58) e passa maus bocados quando vai a um cinema sem muita inclinação. Não a convide, por exemplo, para ir ao Cine Bombril. “Lá é praticamente plano”, reclama. “Qualquer pessoa que sentar um pouco mais ereto, atrapalha. Aí, o jeito é dar uma viradinha para o lado e pegar o vãozinho entre as poltronas, sabe?”

Enquanto o Guia elege as melhores telas da cidade na edição especial Oscar das Salas de Cinema, que circulou na sexta (5), Camila tem seus próprios ‘Oscars’ para distribuir. Para outros cinéfilos com altura próxima à sua, ela recomenda: “Vá ao Shopping Metrô Boulevard Tatuapé e o UCI do Shopping Anália Franco. A inclinação é excelente, impossível não ver a tela. Depois que conheci os dois, não vou em outro”. (Dado Carvalho)

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A última parte da série sobre as sessões mais indicadas para crianças de diferentes idades  é dedicada aos quase pré-adolescentes.

Acima dos 8 anos
A partir desta idade, as crianças já começam a sentir o desejo de 1.’estar na moda’ e 2.ser aceito pelos amiguinhos. E não tem jeito: a moda agora é mesmo o 3D (confira a série de posts sobre o tema).

Alguns pais ficam preocupados se a técnica de projeção, que exige óculos especiais, força a visão. No caso de seu filho for do tipo que não para quieto, sim. O desconforto visual é maior para quem muda constantemente o ângulo. E quem tem estrabismo ou graus elevados de miopia e astigmatismo pode se sentir mais cansado após a sessão, já que pode haver mais dificuldade para focar as imagens que saltam da tela.

Mas os efeitos colaterais costumam ser sutis – e não apagam a boa memória de uma divertida sessão em família. A boa notícia é que há mais de dez filmes agendados para serem exibidos em 3D ao longo do ano. Anote na agenda a estreia de alguns deles (as datas estão sujeitas a alterações). (Fernanda Araújo e Marcel Nadale)

Como Treinar Seu Dragão | 26 de março

Alice no País das Maravilhas | 23 de abril

Batalha por T.E.R.A. | 21 de maio

Fúria de Titãs | 21 de maio (pode ser um pouco assustador para os muito novos)

Toy Story 3D | 25 de junho

Shrek Para Sempre (foto) | 9 de julho

Meu Malvado Favorito | 6 de agosto

Cães e Gatos 2 | 3 de setembro

Around the World in 50 Years (título provisório) | 29 de outubro

Megamente | 3 de dezembro

Tron Legacy (título provisório) | 10 de dezembro

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Esta é a última parte da série de avaliações sobre as salas especializadas de São Paulo. Clique aqui para ver os posts anteriores.

Quem vai ao espaço cultural Crisantempo já sabe o que vai encontrar na telona. As sessões enfatizam a relação das pessoas com o meio ambiente. “É para quebrar a alienação dos artistas e a chatice dos ecologistas”, afirma Mônica Borba, educadora ambiental e uma das responsáveis pela programação.

A coordenadora Gisela Moreau afirma que a ideia é exibir “filmes de militância, ligados à verdade das minorias”. A causa é tão importante que o grupo tem um núcleo que traduz e legenda filmes internacionais ligados a temas como água, consumo e lixo, que jamais ganhariam cópias em português. É aqui que acontece também o ‘braço paulistano’ do Festival Internacional de Cinema Ambiental (FICA), originalmente realizado em Goiás.

Quando Gisela e Mônica assistiram à edição carioca do evento em 2008, ficaram inquietas pensando em como trazer o conteúdo para São Paulo. “Fiquei dias sem dormir, de tanta preocupação”, conta Mônica. Daí veio a ideia de utilizar a Crisantempo. Neste ano, o FICA acontece em setembro.

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O auditório tem capacidade para cem pessoas e os filmes são projetados em uma tela de tamanho 4×3. O som é o mesmo usado para as apresentações de teatro. Neste momento, o local ainda está em recesso, mas a programação do espaço volta a ser realizada normalmente no mês de abril, todas as quartas-feiras, às 20h. (Susan Eiko)

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Deu o cano no chefe? Faltou na escola ou na faculdade? Ganhou um dia livre? Ótimo! Vá ao cinema. Sessão no meio da tarde é mais gostoso: as salas estão vazias e você tem o ‘prazer bônus’ de saber que, enquanto todo mundo trabalha, você está se divertindo, de papo para o ar.

Incentivo extra: o Cinemark tem sessões especiais às 15h por apenas R$ 4 (mais barato do que a pipoca média). Por causa do horário, normalmente são filmes infantis. Mas há opções adultas – as desta semana incluem Um Olhar do Paraíso (foto), O Lobisomem e Avatar, entre outros. Confira algumas sugestões abaixo (e veja outras no site da rede).

E se você não puder driblar os compromissos, não precisa ficar com inveja. A promoção vale também aos sábados e domingos. 

Premonição 4 | Cinemark Metrô Santa Cruz

Pandorum | Cinemark Villa-Lobos

Percy Jackson e o Ladrão de Raios | Cinemark Interlar Aricanduva

O Lobisomem | Cinemark Internacional Shopping (Guarulhos)

Avatar (2D) | Cinemark Interlagos

Um Olhar do Paraíso | Cinemark Tamboré (Barueri)

Alvin e os Esquilos 2 | SP Market

High School Musical – O Desafio | Cinemark Iguatemi

(Fernanda Araújo)

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(Este é o quarto e último post da série sobre os desafios do 3D para o mercado nacional. Veja os anteriores aqui.)

Os entraves de popularização do cinema 3D são  semelhantes aos da digitalização das salas, processo que começou no Brasil em 2007 e ainda caminha vagarosamente. Mais de 20 mil cinemas no mundo trabalham com um sistema de redução de custos que ficou popular nos Estados Unidos, Europa e México. Mas que, na opinião de Luiz Gonzaga de Luca, autor do livro A Hora do Cinema Digital, não parece ter futuro no Brasil. “Aqui, os impostos são muito maiores do que lá fora, o que faz o preço dos equipamentos aumentar muito e, consequentemente, o tempo de financiamento do projetor completo passar de cinco para cerca de 12 anos”, explica.

O parcelamento a que ele se refere é um acordo que exibidores e distribuidores já firmaram em outros mercados para facilitar a compra de equipamentos digitais – e que também funciona para projetores 3D:

O fornecedor da tecnologia | instala o sistema na sala, providencia o sinal e cuida da manutenção.

O exibidor | é responsável por pagar pelo equipamento, financiado em até 5 anos.

O distribuidor | se compromete a ajudar o exibidor a quitar a conta. Essa participação é rara, mas tem uma explicação: com o sistema digital implantado, a empresa distribuidora passa a economizar o custo das películas. Elas são caras para copiar (cerca de US$ 1500), para distribuir (chegam a pesar 30kg) e para armazenar (pois exigem certos cuidados, como a climatização do ambiente).

Devido à impossibilidade de aderir a esse sistema e à fila que existe com a enorme demanda e pouca oferta de equipamento, o mercado brasileiro não espera um boom de salas 3D, mas um aumento gradual e seguro. Ainda que os ingressos para tridimentionais sejam cerca de 30% mais caros e a lotação das salas seja quase duas vezes maior, os gastos com compra e manutenção de equipamentos por aqui são ainda mais altos.

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Por causa do pequeno número de salas, o público faz fila para comprar ingressos para os filmes. No Imax 3D do Shopping Bourbon (foto), em São Paulo, a espera para Avatar segue uma semana desde a estreia do filme em dezembro. Para se ter ideia, ao todo, 4.559.675 pessoas assistiram Avatar 2D até o fim de fevereiro nas 2.376 salas do país. Para as 101 salas 3D, o público foi apenas 15% menor: 3.915.858, segundo a Fox e o site do mercado cinematográfico Filme B.

A tecnologia veio para ficar e só tende a evoluir para aumentar, cada vez mais, a sensação de sentir-se dentro do filme. “Essa diferenciação pode chegar a associar, além da projeção 3D, cheiros, movimentos de poltronas e simulação de chuva e nuvens através da emissão de água e gases como já se vê na tecnologia Xpand”, afirma a teórica Alessandra Medeiro. Mas, no Brasil, a julgar pelo ritmo da implementação, ainda vamos levar um bom tempo para entrar nessa fase. (Renata Reps)

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O Cinema continua ajudando a os papais-cinéfilos, com recomendações de salas em São Paulo ideais para cada faixa etária de seus filhos. Ontem (4), falamos dos bebês entre 0 e 18 meses. Agora chegou a vez de uma turminha só um pouco mais velha. 

De 18 meses a 4 anos | Posso levar meu filho de três anos ao cinema? Pode, claro, e não se culpe se ele não entender o filme inteiro: a experiência com a telona já é um bom programa. Apenas não crie a expectativa de que o fofinho – cheio de energia – permanecerá colado à poltrona por mais de uma hora. Se ele ficar, ótimo. Mas, para facilitar a vida do pequeno (e a sua), prefira programas cinematográficos mais interativos.

O Dia da Família, no Centro Cultural Banco do Brasil (R. Álvares Penteado, 112, Centro, 11-3113-3651), por exemplo, é uma boa opção (a foto acima é de uma das atrações do ano passado). Antes mesmo de começar a sessão, um palhaço introduz pais e filhos na história e dá uma boa razão para que todos prestem atenção no filme. No final, há sempre uma criativa oficina de artes baseada no roteiro. O próximo Dia da Família será em 21/4, às 15h. E como sempre, grátis.

Vale conhecer também a Sessão Infantil da Biblioteca Viriato Corrêa (R. Sena Madureira, 298, V. Mariana, 5573-4017 – confira o post que avalia a sala). A programação acontece no domingo (7), às 16h, e no próximo (14). Após a exibição da fita ‘A Ratinha Valente’, haverá oficinas na salinha ao lado, um espaço exclusivamente infantil, com livros em estantes mais baixas, cadeirinhas e almofadas. O projeto também é grátis. (Fernanda Araujo)

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(Este é o terceiro post da série sobre o mercado e os desafios do 3D. Veja os anteriores.)

Existe um problema financeiro na ampliação do cinema tridimensional em vários países do mundo, inclusive o Brasil. Para montar uma sala desse tipo, três equipamentos de alta complexidade são necessários:

Um projetor especial | com softwares específico (Real D, Dolby 3D ou X Band, a depender da escolha da cadeia exibidora) e também um servidor que armazena as imagens.

Um painel | colocado na frente do projetor, constituído por 2 milhões de espelhos móveis e uma lâmpada xenon de 7.500 watz – que produz um calor ao qual o chip do projetor tem de ser suficientemente resistente. Esse painel polariza as imagens que vão para o olho esquerdo e direito e, sucessivamente, dão a impressão tridimensional.

Óculos especiais | sejam eles descartáveis ou reutilizáveis como os distribuídos pelo Cinemark.

Cada equipamento completo custa em torno de US$ 120 mil. Somado a isso, há o preço da manutenção, que também é extremamente cara.

Há mais de 20 mil cinemas digitais pelo mundo, sendo cerca de 2.500 em 3D. Destes, 1.800 ficam nos EUA, que detém o monopólio da produção da tecnologia pela empresa Texas Instruments.

Ninguém, no entanto, previu o sucesso imediato do 3D. Alguns exibidores brasileiros que pensaram na instalação dessas salas depois de setembro de 2009 não conseguiram acompanhar o lançamento de Avatar, devido à enorme demanda e pouquíssima oferta. “Se a frequência de lançamentos se mantiver no mesmo ritmo, haverá a necessidade de cerca de dez mil telas 3D até 2013”, explica Alessandra Medeiro, pós-doutora em Film Studies pela Universidade de Londres.  Será que é possível?

Amanhã (6), no quarto post da série, as medidas do mercado para popularizar a novidade. (Renata Reps)

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A equipe do Guia visitou os 46  cinemas do circuito paulistano e inspecionou cada detalhe – da qualidade da projeção à limpeza dos banheiros; da simpatia da equipe à variedade de quitutes na bonbonnière. O resultado é o especial 6º Oscar das Salas de Cinema, que circula hoje (5) com o Estadão.

Quem sagrou-se o grande campeão? Você pode conferir o resultado no nosso site especial, que mostra a pontuação de cada concorrente nas seis categorias avaliadas – sala, poltrona, bonbonnière, instalações, bilheteria e equipe. Cada valor é acompanhado dos prós e contras apontados por nossos jurados.

Você também pode fazer sua própria avaliação – virtual – com os vídeos de todos os cinemas e dizer se concorda com o nosso resultado. Confira o tamanho da tela, a qualidade da poltrona, a beleza do saguão – tudo sem sair de casa. Assim, da próxima vez que for ao cinema, só vai ter surpresas com a trama do filme, e não com a qualidade da sala. Mas, antes, deixe aqui sua opinião.

 

 

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No sábado (6), a Matilha Cultural estará à solta mais uma vez. A equipe do núcleo de arte, cinema e música (R. Rego Freitas, 542, República, 11-3256-2636) esteve de férias nos últimos meses, mas volta à ativa com o evento 1ª Mixtape Matilha Cultural. É uma boa hora, portanto, para incluirmos o espaço na nossa avaliação das salas de cinema especializadas de São Paulo.

Embora tenha ares ‘multimeios’, o Matilha tem uma origem intimamente ligada à telona. O diretor de cinema e fotografia Ricardo Costa conheceu o edifício durante as filmagens do curta de 16mm Subcutâneo. Logo bateu a vontade de transformá-lo no centro cultural que é hoje – um ‘abrigo’ para as produções independentes, especialmente as que abordam temas urbanos ou ligados ao meio ambiente. Em 2010, porém,  filmes do circuito regular também terão chance. O excelente misto de documentário e animação Valsa com Bashir será o primeiro, neste sábado (6), às 21h30. “Queremos fazer três sessões por dia”, conta Nina Liesenberg, uma das responsáveis pela programação.

A sala é de padrão profissional:  são 68 poltronas de cinema, com porta-copos, elevador e espaço para dois cadeirantes, carpete em todo o piso e paredes, tela de 4,48 x 2,70, sistema de som 7.1 e projetor digital e de 35 mm. Por isso, recebe também pré-estreias e mostras. E, se bater uma fominha, há um café, que conta com um cardápio vegetariano. Confira a agenda completa de atrações no site da Matilha. (Susan Eiko)

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