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Cinema

19.novembro.2010 17:45:28

Porção dupla

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Duas mostras de cinema italiano exibem filmes contemporâneos e obras de Dino Risi (1916- 2008). A 6ª Semana Cinema Venezia, que começa 2ª (22), tem Perfume de Mulher na programação (foto). E a 6ª Semana Pirelli, a partir de hoje (19), no Belas Artes, inclui longas com o ator Ugo Tognazzi e Os Monstros, também de Risi.

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22.outubro.2010 19:00:54

Pesquise sua intenção

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Você tem nove dias para escolher o novo presidente da República. E 14 para decidir quais filmes da 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo vai ver. Esta é brincadeira que o guia Divirta-se, do Estadão, propõe para a o evento, que começa hoje e segue até o dia 4/11.

Para isso, a equipe do caderno levantou algumas estatísticas para você comparar os candidatos e escolher o mais adequado. Há, por exemplo, a lista dos mais compridos (um deles chega a ter 330 minutos (sim, cinco horas e meia). Ou uma relação dos atores que se aventuraram na direção dos longas.

O Divirta-se também fez o santinho dos principais adversários. São cinco capas diferentes (espalhadas pelas edições do Estadão São Paulo afora), para você ‘escolher’ o seu ‘diretor-candidato’ favorito.

Para acessar a versão digital da reportagem, clique aqui.

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22.outubro.2010 18:45:29

Veja quantos puder

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Clique para acessar o especial

Começou hoje a 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. São 467 filmes, que vão ser exibidos em 30 espaços da cidade até o dia 4.

Para ajudar você a escolher os  filmes e montar a sua agenda, o Estadão.com.br preparou um especial. Clique na imagem para acessá-lo.

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15.outubro.2010 18:06:03

Corrida por poltronas

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A 34ª Mostra Internacional de Cinema começa 5ª (21), com uma sessão para convidados de O Estranho Caso de Angélica (foto), de Manoel de Oliveira. Mas os pacotes de ingressos já começam a ser vendidos amanhã (16), na Central da Mostra (Av. Paulista, 2.073). Os preços vão de R$ 90 a R$ 390. (Luiza Pereira)

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22.abril.2010 19:05:18

Vida pré-You Tube

Hoje, se você pensa em ver um vídeo, quase instantaneamente pensa no You Tube (ou seja, pensa em vê-lo na internet). O famoso site completou cinco anos não faz muito tempo. Em tempos mais remotos da internet (diga-se: em 2000), disponibilizar o acesso a um vídeo em um site era algo que fazia os programadores quebrarem a cabeça. Foi assim que surgiu o Fluxus, Festival Internacional de Cinema na Internet, que completa 10 anos e começa amanhã no Museu da Imagem e do Som.

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Coma Cachorro Gato Rato – clique para assistir

Quando surgiu, em 2000, o Fluxus se chamava Brasil Digital. A ideia era juntar em um site filmes de curta duração, como uma mostra virtual. Na época, era algo bastante avançado, mal havia plugins para tal fim e os grandes portais existentes eram pouquíssimos. Deu certo, e os organizadores decidiram ampliar sua abrangência: a partir de 2003, filmes estrangeiros passaram a ser aceitos – afinal, sendo um festival digital, não fazia sentido a restrição de países.

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Diário de Viagem – clique para assistir

Mas com o surgimento do You Tube, em 2005, muitos hábitos mudaram. “A internet hoje é um grande lugar para assistir a filmes de um modo geral”, diz a crítica de cinema Francesca Azzi, uma das curadoras da mostra. Ainda assim, ela ressalta o papel da curadoria do evento: “No You Tube tem muita porcaria, muito filme caseiro, amador. É difícil para você encontrar coisas realmente interessantes. No Fluxus, tudo já está escolhido.”

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Estado Inexistente – clique para assistir

E a seleção é criteriosa. Neste ano, foram inscritos 1.200 filmes. Desses, apenas 40 foram selecionados. São considerados fatores como o experimentalismo da obra – filmes publicitários não entram, mas é comum entrar videoclipes.

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Sopro – clique para assistir

Para comemorar os 10 anos do evento, o Fluxus terá também uma plataforma fora da internet, no MIS. O público poderá ver todos os filmes em um dia só ou mesmo ver um pedaço de cada um. “Isso dialoga mais com o universo web, a ideia de tirar o filme do cinema”, explica Francesca. “Você vai poder comentar o que está vendo com o amigo do lado, como em uma exposição.”

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Ce Que Je Suis – clique para assistir

O Fluxus, que abre hoje para o público e vai até dia 20 de junho, tem filmes com duração máxima de 20 minutos - os filmes, aliás, estão disponíveis no site (é um festival de internet, afinal). No MIS, há uma pequena retrospectiva com 12 trabalhos de edições anteriores. Os vídeos que estão neste post são da edição anterior.

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Cinema conversou com alguns dos diretores que estão no festival Cinema de Bordas, que você viu neste post, e descobriu obras primas do cinema caseiro. Um dos diretores, o Felipe M. Guerra, até já apareceu no Fantástico, de tanto que seus filmes ficaram famosos. Outro diretor, Rodrigo Aragão, prepara efeitos especiais bastante realistas: já chegou a usar 700 litros de sangue artificial (leia-se: groselha, mel e corante alimentar) em uma produção, e fez algumas pessoas desmaiarem de pavor no teatro. Já o desafio de Igor Simões foi fazer a cidade de São Paulo se parecer com algo futurista. No ano de 2054, para ser mais exato. Em uma das cenas, tem até uma citação ao filme Stallone Cobra, com a antológica fala “Você é a doença. Eu sou a cura.” Confira um pouco do que você vai ver no festival (que começa hoje e termina domingo, 25).

Diretor | Felipe M. Guerra
Filme | Entrei em Pânico ao Saber o que Vocês Fizeram na sexta-feira 13 do Verão Passado

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O filme, lançado em 2001, é uma sátira aos filmes de terror do fim dos anos 90 e começo dos anos 2000, “especialmente às suas bobagens”, segundo o diretor Felipe M. Guerra. A ideia é parecida com a de Todo Mundo em Pânico, mas com humor ”menos chulo”. Todos os atores são seus amigos e – preste atenção no sotaque – moram no interior do Rio Grande do Sul.

Como todo filme de terror, há mortes bem sangrentas. “Nesse filme eu ainda não tinha descoberto um sangue ‘ideal’”, conta Guerra. “Então a cada morte, tem uma cor diferente. Usamos tudo que lembrasse sangue: suco de groselha, catchup, tinta pra carimbo vermelha”, enumera. A receita ficou ideal mais tarde, quando misturaram coca cola ao suco de groselha (o que, possivelmente, tomou boa parte do orçamento de R$ 250 da produção).

As vísceras de uma das vítimas são de verdade, mas não são de humanos. Foram obtidas de um amigo que faz salame (a cena aparece no trailer).

Apesar da diversão durante as filmagens, Guerra leva seus filmes a sério. “Não é muito avacalhado, a gente dá a maior atenção para roteiro, edição etc. e tal.” Mas, sim, ele sabe das limitações técnicas. “É um trash meio intencional. A gente tem consciência do que faz.”

Guerra é jornalista. Há outros filmes em seu currículo – todos “de borda” -, como a comédia romântica Canibais e Solidão e a sequência de Entrei em Pânico…: A Hora da Volta da Vingança dos Jogos Mortais de Halloween. Influências? Tarantino, oras.

*

Diretor | Igor Simões
Filme | Cyberdoom

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Foram gastos R$ 400 na produção, com equipamentos, gasolina e lanche (detalhe: para 15 pessoas. Em cinco meses de filmagem). Simões juntou os amigos da faculdade, bolaram um roteiro, mas não foi possível rodar o filme. “O roteiro ficou tão bom que se tornou inviável.” Após uma série de cortes, quem salvou o projeto foi um dos amigos, viciado em quadrinhos, que ‘trabalhou’ como continuísta. Os efeitos especiais foram feitos em Adobe Première.

“Primeiro motivador é o amor ao cinema”, diz Simões, que não tem pretensões comerciais. “A gente faz esse tipo de filme para a família, para os amigos.”

Cyberdoom é uma espécie de Mad Max ecológico. No ano de 2054, a cidade de São Paulo vive um grande problema de escassez de água e epidemias (que na verdade são criadas secretamente por indústrias farmacêuticas ligadas ao governo, a fim de venderem suas vacinas). Há influências de Stanley Kubrick, George Lucas e Matrix, além de toques de pornochanchada. “Por causa dos palavrões”.

A indumentária dos ciborgues é composta por óculos de sol, conduíte de instalações elétricas, roupas de motoqueiro e algumas outras sucatas. Um dos cenários (utilizado clandestinamente, já que ”é um filme cyberpunk, né”) é um trem da CPTM abandonado perto da estação Presidente Altino, em Osasco. Além da fala de Sylvester Stallone em Stallone Cobra, há outra referência a filmes do estilo Rambo: “Vermes como você eu como no café da manhã.”

*

Diretor | Rodrigo Aragão
Filme | Chupa Cabra

É um curta-metragem de 17 minutos. Custou R$ 300. O diretor é fã de filmes de terror dos anos 80, como A Coisa, Um Lobisomem Americano em Londres, A Hora do Arrepio e outros com fantasias feitas de espuma. Ele queria fazer algo neste estilo, mas com a cara brasileira, contando lendas regionais. E lá estava o Chupa Cabra, presente nos noticiários no fim da década passada e até hoje no imaginário de pequenas cidades interioranas.

A fantasia de Chupa Cabra é feita de silicone. No filme, foram usados dez litros de sangue artificial – groselha, chocolate, mel e corante alimentar.

O que Aragão faz, segundo ele próprio, é “Terror de Perocão”, referindo-se a uma região capixaba de pescadores (Aragão é do Espírito Santo). Ele fazia efeitos especiais em peças de teatro – sim, com bastante sangue também. “Em dois meses, fizemos 19 pessoas da plateia desmaiar por causa da peça”, lembra, com certo orgulho. Para fazer os filmes, os amigos do teatro ajudam. “É tudo mambembe, em regime de mutirão”, conta.

O filme Chupa Cabra está virando longa-metragem. O orçamento previsto é de R$ 100 mil – obtidos através da iniciativa privada. O processo já não é mais tão mambembe. Mas o diretor garante: seu cinema ainda é de bordas.

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Cinema é uma arte cara. Se Eu Fosse Você 2 e 2 Filhos de Francisco, as maiores bilheterias do cinema nacional, custaram R$ 6 milhões e R$ 10 milhões, respectivamente. E repare que os filmes brasileiros gastam apenas uma fração do valor de produções hollywoodianas – Avatar despendeu US$ 237 milhões. Agora imagine fazer um filme com três notinhas de R$ 100. Tem gente que consegue. E é para mostrar o resultado de ideias assim que surgiu o festival Cinema de Bordas, que começa sua segunda edição hoje e vai até domingo (25) no Itaú Cultural.

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O projeto é dos professores Bernadette Lyra e Gelson Santana, da Escola de Comunicação e Artes, da USP. O casal, junto com um grupo de professores cinéfilos, costumava garimpar pérolas cinematográficas Brasil afora em eventos esporádicos. “Muitas vezes o diretor do filme não sabe nem ler”, conta Bernadette. “A vontade de fazer filme é tão grande que eles fazem mesmo, na garra. Improvisam.”

São produções completamente amadoras e com os devidos ajustes. “Às vezes, a mocinha é a filha do diretor e o mocinho é o próprio diretor”, conta. Os gêneros são bem variados: às vezes mesclam velho oeste e kung fu com comédia romântica e pronto. “Vão juntando sem o menor constrangimento. É um barato”, diz. Não é difícil ver uma ou outra cena de algum filme famoso também entrar no meio. “Mas aí não é um imitação. É uma recriação.”

Apesar de tanta mistureba, há os gêneros mais visados: terror (com muito xarope de groselha para fazer de sangue), humor escrachado e até pornô. A estética trash é caprichada. No final, quem faz esse tipo de trabalho quer mesmo é se divertir. Bernadette arremata com uma frase de um conhecido: “O cinema brasileiro tem salvação. E eu vou provar isso com meus filmes bagaceira”, ri.

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09.abril.2010 08:00:15

Trilhas de filme

Ora, é tudo verdade. Inclusive a lama, a chuva e os mosquitos. A 15ª edição do maior festival de documentários do país, o É Tudo Verdade, estreia para o público hoje (9), em São Paulo e no Rio. Mas a aventura dos cineastas que fizeram os 71 filmes selecionados – que serão todos exibidos em sessões grátis – começou bem antes. Em outros lugares.

Veja também:
link Um Big Mac sem queijo e alguns nazistas triturados, por favor
link Protagonista de filme adora aparecer no jornal

Por trás das câmeras, há quem atravessou selvas e oceanos. O Divirta-se documentou suas histórias. Você vai conhecer um chileno que teve tempo de se perder (e se reconhecer) entre japoneses, uma jornalista paulistana que reconheceu conterrâneos em Londres graças a uma marmita de arroz e feijão, uma americana e um ucraniano que se ‘internaram’ em um museu do Usbequistão e um carioca que teve uma aula prática de política no meio da selva. Eles e tantos outros protegeram os equipamentos das intempéries para que você pudesse ver os resultados confortavelmente, em uma sala de cinema.

Deserto Fértil | Rota da Seda, os passos de Marco Polo, as cúpulas azuis das mesquitas de Samarcanda. Tudo isso enfeitiçou o ucraniano Tchavdar Georgiev e a americana Amanda Pope ao longo do caminho. Mas seu destino era Nukus, uma cidade desértica do Usbequistão, onde fica a coleção de Igor Savitsky. São mais de 40 mil obras de artistas perseguidos pela KGB e de uma escola que fundia modernismo europeu com tradição islâmica.

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O deserto da arte proibida

A erudição dos curadores era tão fascinante que os diretores de O Deserto da Arte Proibida se internaram no museu, almoçando os ensopados que sua anfitriã preparava. Tchavdar nasceu na União Soviética. “Mas o Usbequistão era tão estrangeiro para mim quanto seria para um brasileiro”, garante. “ Foi alucinante.” Para a americana Amanda, a experiência também foi surpreendente. Ela se lembra, rindo, do momento em que precisou dirigir um camelo, para que o bicho ficasse bem em cena.

Cinema na Garupa | A jornalista Flávia Guerra, do Estado, foi a Londres fazer um mestrado sobre documentários. Na escola, ela encontrou a educação formal que esperava. Mas foi nas andanças pela metrópole que surgiu o curta-metragem Karl Max Way, codirigido por Maurício Osaki. Ela trombou com o tema. “No trânsito, reparei que os motoboys praguejavam em português. Nas pracinhas, cruzava com turmas comendo marmita de arroz e feijão.”

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 Karl Max Way

Depois, ela precisou contratar uma van. Por uma coincidência, o motorista era do Capão Redondo. Foi ele que lhe apresentou o notável Karl Max (escreve-se assim mesmo), o motoqueiro que conduz o filme. “Há um substrato de Terceiro Mundo em Londres que não se vê em Harry Potter”, diz Flávia, para quem não interessava ir à Inglaterra fazer um filme de glamour. “Aprende-se muito sobre o mundo em Londres”, diz. “E não há jeito melhor de sentir a cidade do que em uma moto.” 

Achados e perdidos | Durante oito anos, o chileno Cristián Leighton procurou pistas sobre o cinema misterioso de Naomi Kawase (Floresta dos Lamentos). Escreveu cartas e e-mails sem resposta, até que um projeto sobre o desenvolvimento industrial no Japão permitiu que ele atravessasse o oceano para estar em Nara. Na cidade, pôde conviver enfim com Naomi, a responsável pelos filmes “estranhos e atraentes” que o encantaram. O relato está no longa Kawase-san. “São diários de um homem que viaja, suas impressões e seus sentimentos. Perder-se pode ser uma fonte de energia.”

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Kawase-san

Selva Parlamentar | “Uma malinha ridícula.” Foi o que Felipe Lacerda, codiretor de Ônibus 174, teve tempo de preparar quando decidiu, em cinco dias, filmar Os Representantes na Amazônia. Por que a urgência? Os jornais só falavam do furacão Katrina. Nova Orleans parecia mais perto do que a Amazônia, que passava pela maior seca da sua história. E você foi registrá-la. Buscava uma imagem síntese da crise. Viajamos, eu e um fotógrafo, em aviões de distribuição de alimentos e embarcações, Pegamos carona no bote de um pescador (foto). Compramos redes e mosquiteiros e partimos sem saber para onde.

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Os Representantes

E o que encontraram? Uma comunidade com menos de cem casas. O primo do pescador nos hospedou. Por coincidência, no dia seguinte, havia o plebiscito sobre as armas. Observei um líder comunitário, que era vereador, e resolvi seguir seus passos. Os diálogos entre os parlamentares eram surreais. O filme mudou? Encontrei uma metonímia da política no país. O filme também tem ecologia. Mas olhar tudo de perto nos ajudou a entender como as coisas funcionam em larga escala na política.

Viagem interior | Um senhor de quase 80 anos decide filmar, em 2009, sentimentos e memórias sobre a esposa, morta em um acidente de carro em 1972. O filme Irène é uma viagem no tempo, nas não só isso. Alain Cavalier, o renomado ‘filmador’ francês – ele não se diz documentarista – homenageado no festival, também nos leva a uma viagem interior de significados múltiplos. Tudo narrado com simplicidade. Além de Irène, a retrospectiva estimula outras jornadas introspectivas com os curtas da série ‘Retratos’, sobre profissões femininas em extinção, e os longas Esta Secretária Eletrônica não Grava Recados, O Encontro e O Homem-Cinema. Veja para não esquecer.

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Irène

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05.abril.2010 15:34:00

Um ano em 22 dias

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Como uma escola de língua estrangeira de qualidade duvidosa, o Cinesesc garante que vai lhe ensinar tudo sobre a produção cinematográfica de 2009 em 22 dias. Nesse caso, vale acreditar na promessa: os 36 longas do Festival Sesc Melhores Filmes 2010, que vai de 5ª (8) ao dia 29, foram escolhidos com base nos votos de 70 críticos e espectadores de todo o país. O resultado não é uma seleção completa, mas serve como uma boa amostra do que passou no ano passado – entre blockbusters (Lua Nova), títulos premiados (Entre os Muros da Escola) e nacionais que passaram voando pelo circuito (A Erva do Rato). Se você quiser um intensivo ainda mais curto, escolha o primeiro dia. O melhor – Anticristo (foto), de Lars Von Trier, e Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino – está ali. Até o início da mostra, o cinema fica fechado para reformas. (Rafael Barion)

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Esta é a última parte da série de avaliações sobre as salas especializadas de São Paulo. Clique aqui para ver os posts anteriores.

Quem vai ao espaço cultural Crisantempo já sabe o que vai encontrar na telona. As sessões enfatizam a relação das pessoas com o meio ambiente. “É para quebrar a alienação dos artistas e a chatice dos ecologistas”, afirma Mônica Borba, educadora ambiental e uma das responsáveis pela programação.

A coordenadora Gisela Moreau afirma que a ideia é exibir “filmes de militância, ligados à verdade das minorias”. A causa é tão importante que o grupo tem um núcleo que traduz e legenda filmes internacionais ligados a temas como água, consumo e lixo, que jamais ganhariam cópias em português. É aqui que acontece também o ‘braço paulistano’ do Festival Internacional de Cinema Ambiental (FICA), originalmente realizado em Goiás.

Quando Gisela e Mônica assistiram à edição carioca do evento em 2008, ficaram inquietas pensando em como trazer o conteúdo para São Paulo. “Fiquei dias sem dormir, de tanta preocupação”, conta Mônica. Daí veio a ideia de utilizar a Crisantempo. Neste ano, o FICA acontece em setembro.

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O auditório tem capacidade para cem pessoas e os filmes são projetados em uma tela de tamanho 4×3. O som é o mesmo usado para as apresentações de teatro. Neste momento, o local ainda está em recesso, mas a programação do espaço volta a ser realizada normalmente no mês de abril, todas as quartas-feiras, às 20h. (Susan Eiko)

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