
Tio Boonmee, que Pode Recordar suas Vidas Passadas venceu a Palma de Ouro no Festival Cannes de 2010 (e foi exibido aqui na 34ª Mostra de Cinema). O tailandês Apichatpong Weerasethakul, diretor do filme, também participou da Bienal de São Paulo, no ano passado, com o vídeo Fantasmas de Nabua. Seus trabalhos no cinema convidam, de fato, a uma disposição parecida com a que se tem diante de uma obra de arte.
Entender a história de Boonmee, um homem que sofre dos rins, mora em uma casa na mata e é visitado por espíritos, pode ser complexo. A jornada é contada de uma forma diferente dos padrões usuais do cinema. Mas talvez entender seja secundário – até porque, muito do que ele tem de melhor está em suas narrativas complementares, como o encontro entre uma princesa e um bagre.
Maravilhar-se com essas narrativas, porém, é fácil. As imagens, muitas delas filmadas nas chamadas ‘horas mágicas’ da fotografia (o amanhecer e o entardecer), ajudam. Há o verde claro e intenso das árvores, o lilás transparente de um véu em torno de uma cama. E os olhos vermelhos de um homem que se tornou um macaco. Deixe-se intrigar por este universo.
2011
2010
Para continuar lendo o Estadão, faça já o seu cadastro. É rápido e fácil.
Seus dados serão guardados de forma segura e não serão compartilhados.
Quero me cadastrar Sou assinante Já sou cadastradoEm instantes, você receberá uma mensagem no e-mail .
Clique no link fornecido e crie sua senha.
Importante!
Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail está ativado.