Pesquisadores do Projeto Genoma do Câncer do Instituto Wellcome Trust Sanger, no Reino Unido, completaram o sequenciamento dos genomas de dois tipos de câncer: o melanoma maligno (pele) e pulmão (carcinoma). Os resultados revelam que o sol e o cigarro deixam verdadeiras “marcas registradas” no DNA das pessoas. As duas doenças matam quase 250 mil por ano em todo mundo.
Um tumor se desenvolve quando uma célula normal de DNA é danificada, desencadeando a multiplicação descontrolada de células. Ao sequenciar e catalogar estas mutações de um tipo específico de tumor de vários indivíduos, cientistas esperam identificar os genes que são mais suscetíveis ao dano, compreendendo os processos de reparo do DNA e, consequentemente, desenvolvendo drogas mais potentes contra o câncer.
Uma mutação a cada 15 cigarros
Peter Campbell, hematologista e especialista em genomas do câncer Instituto Sanger afirma que o número de mutações genéticas identificadas – 33.345 no melanoma e 22.910 no câncer de pulmão – é notável. Estas mutações não estão distribuídas uniformemente pelo genoma; muitas estavam fora das regiões de codificação, o que sugere que as células reparam danos em algumas regiões-chaves do DNA.
Os resultados podem ajudar a solucionar a perguntas sobre se os agentes cancerígenos causam a maioria das mutações diretamente ou se o câncer, em si, desequilibra as funções de reparo do DNA. Além disso, a evidência é de que a cada 15 cigarros fumados, uma mutação no DNA aconteça. Alguns danos serão reparados, outros não. Por este motivo, ele diz que cada maço de cigarros é um jogo de roleta-russa.
Astrônomos do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics anunciaram a descoberta de uma Super-Terra que orbita uma estrela anã vermelha, a 40 anos-luz do nosso planeta, com pequenos telescópios terrestres – muito similares ao equipamento que astrônomos amadores têm em seus quintais. Apesar de o planeta identificado ser muito quente para permitir a vida, possui atmosfera e tem características muito parecidas com a da Terra.

“Super Terra” é o nome dado a planetas que têm entre duas e dez vezes mais massa que a Terra. O novo planeta, GJ1214b, tem cerca de seis vezes mais massa que o nosso e orbita a GJ1214, uma pequena estrela vermelha do tipo M, um quinto menor do que o Sol. Sua superfície tem apenas 2700 graus Celsius (o Sol tem uma temperatura de superfície de aproximadamente 6 mil graus Celsius) e uma luminosidade de apenas três milésimos do Sol.
O GJ1214b orbita sua estrela a cada 38 horas em uma distância de apenas milhões de quilômetros (a distância entre a Terra e o Sol é de cerca de 150 milhões de quilômetros). Os cientistas especulam uma temperatura de 204 graus Celsius no planeta descoberto. Embora seja bem quente para parâmetros humanos, a temperatura deste planeta está bem abaixo dos demais planetas já localizados, uma vez que a sua estrela é fraca.
Assim que o planeta descoberto “passou na frente” de sua estrela, os astrônomos puderam medir o seu raio – quase três vezes o da Terra -, o que faz dele o segundo menor planeta já identificado. As análises apontam que seja composto de três quartos de água. Os astrônomos também sugerem que possa haver uma atmosfera gasosa. Apesar da alta temperatura, tudo indica que a água seja uma de suas características mais relevantes.
Uma descoberta de cientistas da University of East Anglia, na Inglaterra, pode contribuir para o desenvolvimento de sistemas que usam resíduos domésticos ou agrícolas para gerar energia limpa. Os resultados do estudo, publicado hoje pela revista científica Proceedings of the National Academy of Science (PNAS), demonstram pela primeira vez a forma pela qual algumas bactérias sobrevivem na ausência de oxigênio e se alimentam de metais sólidos.
A novidade pode ser aplicada no desenvolvimento de um novo micróbio baseado em tecnologias como as células de combustível, ou biobaterias, alimentado por dejetos humanos ou animais, funcionando como agentes de limpeza de áreas poluídas por petróleo ou urânio. A utilização destas bactérias em células a combustível microbiana alimentadas por esgotou ou estrume de vaca também está sendo explorada.
Uma célula a combustível microbiana funciona quando micróbios se alimentam de algum tipo de material orgânico e liberam elétrons e prótons, que são atraídos pelo oxigênio de outro compartimento. Nesta “passagem”, uma espécie de tela impede a passagem dos elétrons, que são obrigados a usar outro escape: um fio metálico. Este fluxo consiste na eletricidade gerada pelas bactérias.
A pesquisa mostra que as bactérias podem construir minúsculos fios na parede celular que permitem a condução direta dos elétrons para um mineral. Isto significa que há liberação de carga elétrica a partir do interior da célula.
Talvez a sua avó tenha mesmo razão: vale aquele saltinho alto para a entrevista de emprego. Um time de pesquisadores da Universidade da Georgia e da Universidade do Kansas acaba de publicar um estudo que garante que pessoas com um visual bacana tendem a ser mais sociáveis e melhoram a sensação de bem estar. Até aí, nada além do que você já sabia.
O que chama a atenção no estudo é que a importância do aspecto não é universal. É determinada pelo meio em que a pessoa vive. Lugares mais cosmopolitas tendem a valorizar mais o físico, as roupas e a postura das pessoas do que em regiões rurais. Portanto, se for viver na cidadezinha do interior, mais vale um conhecido que apresente você para a comunidade do que um batom na bolsa.
A injeção de corticosteroide triamcinolone dentro do olho pode retardar a evolução da retinopatia diabética, lesão na retina causada por complicações da diabetes mellitus – podendo resultar em cegueira. A progressão da retinopatia diabética acontece quando se formam vasos sanguíneos no disco óptico ou outro componente da retina.
Apesar dos avanços nos tratamentos para a diabetes, cerca de 70 mil americanos têm o problema. Mais de 60 mil casos novos são contabilizados anualmente. O controle dos níveis de glicose no sangue pode ajudar a prevenir a retinopatia e tratamentos a laser podem reduzir o risco de perda da visão, mas outros tratamentos são desejáveis.
O estudo conduzido por Neil Bressler, da Johns Hopkins University School of Medicine em parceria com o Diabetic Retinopathy Clinical Research Network, envolveu 693 participantes e 840 olhos com edema macular (vazamento de fluido em parte da retina prejudicada pela retinopatia). Alguns receberam o tratamento a laser que destruía os vasos sanguíneos. Em outros foram injetados de 1 a 4 miligramas de triamcinolone acetonide a cada quatro meses. Após dois anos, a retinopatia progrediu em 31% dos 330 olhos tratados a laser, 29% dos 256 olhos tratados com doses de 1 miligrama de triamcinolone e 21% dos 254 olhos tratados com 4 miligramas.
Ao que tudo indica, corticosteróides interferem na criação de novos vasos sanguíneos. Por outro lado, esteróides são normalmente associados a outros tipos de problema de visão, como glaucoma e catarata.
Veja também:
- Parar de fumar aumenta fator de risco para diabetes 2 nos primeiros anos de abstinência
- Glicose baixa em diabéticos pode não diminuir chances de ataque cardíaco
Faz tempo que o urso polar levanta a bandeira contra o aquecimento global. Mas agora a Wildlife Conservation Society (WCS) anunciou novos parceiros para a campanha. Mais uma dúzia de espécies e grupos está sendo seriamente afetada pelo desflorestamento e mudanças climáticas.
Entre os novos garotos-propaganda estão Bicknell’s Thrush, um pássaro cujo ninho é feito em alturas elevadas nas montanhas do nordeste da América do Norte; os flamingos, grupo de aves de habitat úmido do Caribe, América do Sul, Ásia e África; o Golfinho de Irrawaddy, uma espécie costeira que depende do fluxo de água doce dos estuários asiáticos; o boi almiscarado, espécie que fica nas tundras árticas; a tartaruga-de-pente, altamente vulnerável a mudanças de temperatura (águas mais quentes resultam em mais filhotes do sexo feminino, o que pode afetar a sobrevivência das espécies em longo prazo).
Ainda acha exagerada a preocupação com o aquecimento global?
Os gases que formaram a atmosfera terrestre – e provavelmente os oceanos – não chegaram de uma viagem direto do centro da Terra. Cientistas da Universidade de Manchester mostram que isso que você chama de lar veio de fora: do espaço. Portanto, é hora de esquecer aquela antiga e espalhada ideia de um planeta em seus primórdios sendo formado, em partes, por incríveis vulcões gasosos. “Tanto a atmosfera quanto os oceanos devem ter sido formados de outra forma, possivelmente por um bombardeio de gás e água de cometas”, aponta Greg Holland, responsável pela pesquisa.
Uma pesquisa internacional envolvendo 96 cientistas de 63 centros da Europa e Austrália lança uma nova luz sobre os problemas como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e a asma: variantes de cinco genes relacionados às funções do pulmão foram identificadas. A descoberta é um passo para o desenvolvimento de novos remédios para as doenças, uma vez que será possível compreender melhor o funcionamento do corpo e a predisposição a problemas.
A pesquisa consistiu no estudo genético de 2,5 milhões de sites em todo o genoma humano, envolvendo amostras de 20 mil pessoas de todo o planeta. O trabalho foi encabeçado pelo Dr. Martin Tobin da Universidade de Leicester e pelo professor Ian Hall, da Universidade de Nottingham.
Não é o mundo moderno. Os antigos peruanos que habitavam Machu Pichu também tinham lá os seus dias de fúria. Estudos da University of Western Ontario mostram que o estresse já era problema recorrente há centenas e, talvez, milhares de anos. Um estudo publicado no Journal of Archaeological Science mostra que o cortisol, hormônio que está envolvido na resposta ao estresse, foi achado no cabelo de indivíduos que viveram na região entre 550 e 1532 d.C.
Para o estudo piloto, foram colhidas amostras de dez indivíduos de diferentes sítios arqueológicos do Peru e feitas análises dos níveis de cortisol. Enquanto muitos mostraram altos níveis de estresse imediatamente antes da morte, muitos apresentaram níveis de estresse nos últimos anos de suas vidas.
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