Por que as tartarugas vivem tanto? Como elas conseguem ficar com pouco oxigênio ao hibernar? O que as distingue de outros seres vivos? Pesquisadores norte-americanos acabam de decodificar o genoma de uma das espécies mais abundantes no planeta (C.p.bellii) e encontraram respostas para alguns de seus enigmas.
Na verdade, a tartaruga é bem mais parecida geneticamente com os vertebrados – e humanos – do que se supunha. Além disso, está mais relacionada com os pássaros do que com os lagartos e cobras. Finalmente, ela não dependeu de novos genes para suas adaptações fisiológicas ao longo de seu lento processo evolutivo. Em vez disso, soube usar antigos recursos de uma forma diferente, adquirindo características invejáveis: resistência ao envelhecimento, possibilidade de reprodução em idades avançadas e capacidade de congelamento e descongelamento sem dano a órgãos e tecidos.
Ao identificar 19 genes no cérebro e 23 no coração que são ativados na privação de oxigênio, a equipe descobriu que a expressão do gene APOLD1 aumenta 130 vezes em tartarugas em estado letárgico. Como o homem também possui esse gene, os cientistas estão animados com a possibilidade de ter em mãos um novo alvo para a prevenção e o tratamento de algumas doenças, especialmente as cardiovasculares (o infarto, por exemplo, é causado pela necrose de parte do coração pela falta de nutrientes ou oxigênio).
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Pesquisadores da Universidade Georgetown, nos EUA, descobriram uma anomalia no cérebro que poderia explicar a dificuldade de pacientes com autismo em reconhecer rostos e interagir. A principal característica do transtorno global de desenvolvimento é a inabilidade para se adaptar socialmente.
Em um artigo publicado no periódico científico especializado NeuroImage: Clinical , a equipe afirma que os neurônios na região cerebral responsável pelo reconhecimento de faces estariam ‘sintonizados demais’, o que impediria – ou dificultaria – a diferenciação de traços do rosto. Em um cérebro normal, dados coletados seletivamente seriam sintonizados apenas em certo momento para dar o parâmetro que leva à identificação.
Além de indicar um possível alvo para terapias que melhorem a sociabilidade de pessoas com o distúrbio, o trabalho mostrou que a plasticidade do cérebro adulto – ou a capacidade de aprender e de se adaptar às mudanças – é maior do que se supunha. Experimentos realizados com os voluntários indicaram que o reconhecimento melhorou quando imagens faciais muito diferentes foram gradativamente substituídas por imagens faciais similares.
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Pesquisadores dos EUA (Mayo Clinic e Bunner Sun Health Research Institute) prometem uma verdadeira revolução no diagnóstico do mal de Parkinson nos próximos anos: um estudo divulgado nessa quinta-feira e que será apresentado no próximo encontro anual da Academia Americana de Neurologia, em março, descreve como a doença poderia ser detectada em um simples teste feito em glândulas salivares.
Não há atualmente um único exame para detectar a doença. O diagnóstico é realizado basicamente por exclusão depois que sintomas – como os conhecidos tremores nas mãos – começam a se manifestar de forma mais dramática. Entretanto, autópsias revelaram que proteínas associadas à doença são comumente encontradas em glândulas salivares, sugerindo que elas podem ser usadas para indicar o problema com precisão e de forma pouco invasiva.
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Até agora, a incrível capacidade de regenerar membros só tinha sido observada em anfíbios, insetos, répteis e crustáceos. Mas pesquisadores da Universidade da Flórida, nos EUA, afirmam que um pequeno mamífero, um ratinho africano, também pode recuperar tecidos danificados de forma surpreendente: partes ‘perdidas’ de suas orelhas, incluindo a cartilagem, ressurgem – e não apenas como ocorre quando a cicatriz preenche o vazio criado por uma ferida. Um artigo sobre o assunto foi publicado na Nature.
O processo parece ser uma resposta à autotomia, capacidade de abandonar uma parte estratégica do corpo diante de uma ameaça (quem foi criança lembra bem do espanto ao ver uma lagartixa perder o rabo!), mecanismo de defesa também muito raro em mamíferos. Ao ser encurralado, o Acomys kempi (Foto: Universidade da Califórnia/Ashley Seifert) pode soltar até 60% de sua pele para escapar do predador. E, diferente de outros ratos que apresentam tecido cicatricial no local da lesão, a espécie recupera até folículos pilosos (ou capilares).
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Esqueça o Instagram e o Photoshop. Para conseguir uma bela foto do Universo, muitas vezes o que um astrônomo precisa mesmo é de paciência. Que o diga a equipe da Nasa que preparou uma imagem extremamente detalhada do espaço depois de combinar dez anos de material coletado pelo telescópio espacial Hubble. Nela milhares de galáxias de uma região na constelação de Fornalha ganham mais cor e luminosidade, revelando características que seriam imperceptíveis ao olho humano.
O resultado é um conjunto de cerca de 5.500 aglomerados bem delineados, como a galáxia em espiral que lembra a forma de nossa própria Via Láctea. O mais interessante, porém, é que a figura assume o papel de túnel do tempo: considerando que a luz de estrelas distantes demora milhares de anos para chegar até a Terra (a unidade “anos-luz” se auto-define, pois corresponde à distância percorrida pela luz em um ano), formações primitivas do universo com mais de 13 bilhões de anos podem ser observadas com maior clareza.
PS: Se você ainda não se convenceu de que é um mero pontinho em um vasto território após observar o ‘retrato’, basta olhar a ilustração que compara os tamanhos da área captada na imagem (XDF, ou eXtreme Deep Field) e da Lua.

Créditos:
Figura 1 - NASA; ESA; G. Illingworth, D. Magee, and P. Oesch, University of California, Santa Cruz; R. Bouwens, Leiden University; and the HUDF09 Team
Figura 2 - NASA; ESA; and Z. Levay, STScI; Moon Image Credit: T. Rector; I. Dell’Antonio/NOAO/AURA/NSF
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Pesquisadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido, descobriram duas variantes genéticas que podem indicar se uma gestante é mais propensa a desenvolver a depressão pós-parto, transtorno psiquiátrico que afeta uma em cada cinco mulheres no Brasil. De difícil diagnóstico, o problema é negligenciado em muitos países e a criação de um exame de sangue capaz de evidenciar a suscetibilidade para o problema pode ter impactos muito positivos sobre a mãe e o bebê.
Os pesquisadores avaliaram a resposta de 200 mulheres grávidas a um teste conhecido como Escala de Depressão Pós-Natal de Edimburgo (Edinburgh Postnatal Depression Scale – EPDS)*, largamente utilizada como instrumento de triagem para identificação de quadros de depressão pós-parto. Elas foram submetidas ao teste na primeira consulta do pré-natal e entre duas e oito semanas depois do parto. Ao comparar os resultados com o exame de sangue, a equipe observou que as gestantes com depressão pós-parto eram mais propensas a ter duas variantes genéticas que alteram a forma como receptores agem na regulação do eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal – parte do sistema endócrino que é ativado na resposta ao estresse.
Estudos anteriores já haviam indicado uma associação entre a depressão pós-parto e o eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal, mas a novidade fica a cargo da identificação de variantes específicas. ‘Demos um passo importante na caracterização dos riscos potenciais e, portanto, estamos pavimentando o caminho para o tratamento médico adequado às mulheres que estão propensas a desenvolver a depressão pós-parto‘, afirma Dimitris Grammatopoulos, professor de medicina molecular envolvido no trabalho.
Os pesquisadores planejam agora realizar um estudo multicêntrico maior para buscar novas variantes genéticas, detalhando como atuam as alterações hormonais e a predisposição ao transtorno.
*Escala de Depressão Pós-Natal de Edimburgo. Composto por dez itens divididos em quatro graduações (0 a 3), o teste mede a intensidade de sintomas depressivos. Embora rápido, autoaplicável e simples, o método é incapaz de identificar mulheres no grupo de risco.
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Pode ser o empurrão que faltava para você aprimorar o inglês. O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e a ONG Khan Academy estreitaram a amizade com o objetivo de oferecer explicações didáticas e divertidas sobre ciência aos internautas. A ideia, chamada de MIT+K12, é que os alunos do MIT produzam vídeos de cinco a dez minutos de duração sobre temas variados.
Quer dar uma olhada no que já foi produzido até agora? Comece entendendo como um avião consegue voar:
Para acessar outros vídeos, visite o site do projeto ou acompanhe as atualizações no canal do YouTube. Até agora, a ‘parceria’ já resultou em 75 vídeos.
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Desde que foi descoberta em 1767, a galáxia Sombrero, localizada a 28 milhões de anos-luz na constelação de Virgem, chama a atenção de astrônomos por sua forma nada convencional: um disco achatado rodeia seu núcleo protuberante, de forma que sua estrutura se assemelha a um chapéu de largas abas. Agora, novas observações do telescópio espacial Spitzer, da Nasa, revelam que a galáxia tem, na verdade, ‘dupla personalidade’.
Embora cientistas ainda precisem responder muitas questões sobre a forma das galáxias, atualmente dispomos de um bom entendimento acerca dessas incríveis organizações cósmicas. Há basicamente três tipos de galáxias – as espirais (Via Láctea), as elípticas (Virgo A) e as irregulares (Grande Nuvem de Magalhães) -, formadas originalmente como um disco em espiral. Quando interagem com outras, acabam assumindo a forma elíptica (do que se conclui que galáxias elípticas são as mais antigas no universo). Isso se deve a interação de gases, influência da gravidade, presença da invisível matéria escura, entre outros fatores, que estão sendo testados em diferentes modelos e simulações.
Já que a forma de uma galáxia tende a seguir um processo mais ou menos regular ao longo de milhares de anos, por que então algumas, como a Sombrero, exibem características tão peculiares? A primeira resposta seria uma gigantesca galáxia elíptica ter engolido um pequeno disco espiral. Mas isso é improvável. Num processo como esse, a estrutura do disco seria destruída. É mais realista pensar que a imensa galáxia elíptica foi inundada com gás há 9 bilhões de anos. Em órbita pela força gravitacional, o material injetado no centro do anel galáctico teria, por fim, se transformado no disco achatado que observamos hoje (na imagem acima é possível ver claramente a galáxia elíptica em azul com o disco vermelho ao redor. Crédito: NASA/JPL-Caltech).
A hipótese, no entanto, não encerra o debate. Como um disco tão grande foi formado – e sobreviveu! – dentro de uma galáxia elíptica tão maciça? Esse processo é tão incomum quanto se supõe? Para os cientistas, responder essas perguntas pode dar boas pistas de como galáxias evoluem, como o universo foi formado e como outras galáxias podem ter se comportado há alguns bilhões de anos.
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Pesquisadores do Instituto Médico da Universidade Charité, na Alemanha, debruçaram-se sobre mais de 100 estudos sobre acupuntura para produzir mapas do cérebro de pacientes que receberam aplicações de agulhas em 18 diferentes pontos do corpo. As imagens em vermelho correspondem às regiões cerebrais estimuladas durante a prática. Os pontos em azul mostram partes do órgão que foram desativadas pela prática. Os resultados mostram que o estímulo provocado pela acupuntura age sobre uma ampla rede, responsável não apenas pelo sistema sensorial somático (aquele que dá a percepção do mundo pelo tato e temperatura), mas também afetivo e cognitivo. Um artigo descrevendo o trabalho foi publicado no periódico científico especializado PloSOne.
Muitas pesquisas já foram realizadas para avaliar o impacto da acupuntura no corpo humano, mas ainda não se sabe exatamente os mecanismos que fazem com que o paciente se sinta bem. O efeito placebo é considerado por muitos especialistas, embora animais também respondam aos estímulos da terapia, o que abre a porta para outras questões: roedores ou cães poderiam estar sendo alvos do ‘placebo ativo’ – com ação própria, mas não específica para a doença em questão – ou estariam, como humanos, reagindo exclusivamente ao toque ou aos cuidados? Seja como for, há efeito, admitem estudiosos. E seria interessante saber detalhadamente como isso funciona no corpo.
Neutralizando a dor. Em 2010, uma equipe de Rochester, nos EUA, demonstrou que os efeitos da acupuntura poderiam ser triplicados em ratos com o uso de medicamentos analgésicos. As agulhas chegariam aos tecidos mais profundos da pele atuando sobre o sistema nervoso periférico, fazendo uma molécula – adenosina – enviar os sinais necessários ao cérebro para a liberação da endorfina, uma substância química responsável pelo ‘prazer’. Outro estudo conduzido na Universidade de York, na Inglaterra, mostrou que a acupuntura é capaz de atuar sobre estruturas neurais específicas que desativam as regiões associadas à dor, sustentando a mesma ideia de que os seus efeitos são potencialmente (e sobretudo) analgésicos.
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Atire a primeira pedra quem nunca vacilou fazendo um cálculo simples ao dividir a conta com os amigos. Embora compartilhemos com outros animais o chamado ‘senso para o número’ – uma noção primária e inata de quantidade que dá a hienas o poder de avaliar os riscos durante um ataque e aos sapos a medida mais ou menos exata de quantas moscas se deve comer -, nem todos têm uma boa relação com a (mal) dita matemática formal. E somar ou subtrair, ainda que os valores sejam tão baixos a ponto de poderem ser transformados em imagens mentais de picolés, é, para muitos, uma das tarefas mais árduas do mundo. Mas não é falta de inteligência, não senhor. Na verdade, medo demasiado. A tal da ansiedade matemática, sensação de tensão e apreensão que simplesmente torna a realização de operações numéricas um sacrifício.
Popularizado em meados da década de 1960, o termo ganha força agora que um mapeamento do cérebro realizado por uma equipe da Universidade de Stanford, nos EUA, conseguiu provar (por A + B) que a ansiedade matemática: 1 – existe; 2 – deixa rastros bem definidos na mente. A análise de ressonâncias magnéticas de crianças entre sete e nove anos mostra que o cérebro de indivíduos que reagem com apreensão a desafios matemáticos funciona da mesma maneira que em pessoas com outros tipos de ansiedades. A atividade é mais acentuada nas amígdalas, um pedacinho do cérebro considerado a matriz do medo, e também em uma região do hipocampo, envolvido com a formação de memórias. O mais importante, porém, é que áreas relacionadas a memória de trabalho e processamento numérico atuam com uma intensidade menor. Em outras palavras: uma vez disparado o gatilho do medo em relação aos números, fica bem difícil saber que 2 + 2 = 4.
‘É esperado mesmo que o avanço da neurociência esclareça e evidencie com maior precisão vários aspectos do funcionamento do cérebro’, avalia a psicóloga Márcia Regina Ferreira de Brito, autora do livro ‘Psicologia da educação matemática: teoria e pesquisa’ (Ed. Insular, 2005). ‘Mas isso já aparece na literatura (científica) faz muito tempo. Integrante do grupo de pesquisa da Unicamp ‘Psicologia e Educação Matemática‘, cujo objetivo é investigar os processos relacionados à formação de conceitos matemáticos, ela ressalta a influência do psicólogo soviético Vadim Kruteskii, autor de ‘The Psychology of mathematical abilities in schoolchildren’, sobre a questão: nas páginas finais de seu livro, ele afirmou que certas pessoas carregam características inatas na estrutura e no funcionamento cerebral que seriam extremamente favoráveis (ou muito desfavoráveis) ao desenvolvimento de habilidades matemáticas. ‘Esses aspectos que antes eram evidenciados e inferidos a partir de outros métodos de investigação hoje são reforçados pelos avanços da neurociência’, completa Márcia.
Contudo, como a questão do ovo e da galinha, ainda é impossível determinar se dada estrutura do cérebro define o comportamento, ou vice-versa. ‘Não se sabe se as alterações cerebrais ocorrem antes ou após um evento traumático. A ansiedade matemática pode ser resultado de uma série de eventos: fatores socioculturais e medo de fracassar, por exemplo’, explica Vinod Menon, professor de psiquiatria e ciências do comportamento na Stanford e autor do artigo sobre o assunto publicado no periódico científico especializado Psychological Science. O que se pode constatar é que essa ansiedade pode prejudicar inclusive mentes brilhantes. ‘Todas as crianças avaliadas tinham uma inteligência acima da média e mostraram habilidades matemáticas normais em um teste padronizado’, explica Menon. Só que quem sofria de ansiedade levava mais tempo para resolver o problema, chegando a resultados menos precisos.
Márcia observa que crianças começam a apresentar ansiedade matemática a partir do momento que percebem que fracassam em tarefas envolvendo aritmética: ‘Não é uma simples reação de causa e efeito, e envolve uma ampla gama de fatores que desencadeiam o processo’. No entanto, ela é enfática em um ponto: a dificuldade para trabalhar com números pode gerar ansiedade matemática, mas não se pode confundir uma coisa com a outra. Menon explica: ‘Crianças com discalculia (desordem neurológica que afeta a capacidade de compreensão e manipulação dos números) têm pobre senso numérico e fracas habilidades aritméticas. Elas podem ter ou não ansiedade matemática. Por outro lado, muitas crianças com ansiedade matemática não têm discalculia.’
Guerra e paz – Para Menon, a ansiedade matemática pode, sim, ser tratada como uma espécie de fobia, pois em alguns casos as pessoas passam a evitar os números. Márcia prefere evitar essa abordagem: ‘Eu não veria isso como uma fobia. Alguns autores usam o termo mathphobia para se referir à ansiedade e, no Brasil, isso foi traduzido como matofobia – o que é totalmente inadequado, já que fobia é um grau extremo de aversão e são poucos os casos de aversão extrema à matemática, diz ela. ‘É mais adequado referir-se às atitudes negativas em relação ao desempenho em matemática, e não à matemática em si’. E estas atitudes negativas seriam em grande parte motivadas pela cultura, como a crença infundada de que homens são mais hábeis para fazer contas.
Seja como for, saber que a postura se expressa no cérebro da mesma forma que outras ansiedades pode levar a soluções mais efetivas para o problema. ‘Esta pesquisa é importante porque mostra que a ansiedade matemática é real e não pode ser deixada de lado. Ela precisa de atenção e tratamento’, explica Menon. O primeiro passo, garante Márcia, é elevar a autoestima, tornando crianças e adultos confiantes para encarar números como amigos, e não inimigos. A tarefa, que depende não apenas dos professores, mas do próprio ambiente familiar, pode ter um impacto significativo na vida de uma pessoa. Afinal, no dia a dia ou no exercício de qualquer profissão, é muitas vezes a (bem) dita matemática que nos salva quando contamos as horas para ir para casa, planejamos o dinheirinho para as férias ou simplesmente conferimos o troco depois de comprarmos um café lá na esquina.
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