São Paulo ficou sem atrativos e que falta faz um xodó
Aos poucos a cidade de São Paulo vai perdendo tudo de bom que possui.
Desculpem meu pessimismo "trash", mas depois dessa última enchente onde o prefeito da terceira maior cidade do mundo virou as costas à população, fiquei desanimado.
Digo isso porque na entrevista coletiva que concedeu após tanta chuva, Gilberto Kassab, disse que estava tudo bem porque os bueiros tinham sido limpos e os piscinões, segundo ele, deram conta do recado.
Ou seja, como Pilatos, lavou as mãos com as águas do Tietê mesmo sabendo que a Marginal havia ficado interditada por mais de seis horas, após o transbordamento do rio.
Depois dessas declarações comecei a achar que de fato estamos sós e que os administradores enxergam as coisas com olhos diferentes do povo.
Como diz uma música do Paulinho da Viola, "cada um trata de si, irmão desconhece irmão". É triste se falar assim, bem agora que está chegando o Natal.
Mas já que estou lembrando letras e canções que tal aquela de Dominguinhos e Anastácia chamada "Que falta me faz um xodó".
Em São Paulo não há mais do que se orgulhar, está faltando um xodó para a cidade.
Os paulistanos sempre tiveram um carinho especial pelo Aeroporto de Congonhas, embora até ele ultimamente esteja causando mais dissabores do que alegrias.
Congonhas nos tempos em que era o "xodózinho" da cidade, transmitia glamour e alegria.
Tudo começou assim:

(Foto tirada antes da inauguração em 1936)
Depois ficou deste jeito:

Lembram-se da "prainha" de Congonhas? Quantos de nós não fomos para lá, levados pelos pais? Até o grupo Joelho de Porco cantou: "Aeroporto de Congonhas, passar todos os domingos, só prá ver avião descendo, só prá ver avião subindo".

Havia dissabores, embarques e desembarques aconteciam na chuva e depois todos eram levados ao saguão por ônibus como este:

Essa era a fila do sofrimento.
Congonhas Antigo-09

Mesmo assim valia a pena, o saguão era primoroso com aquelas lojas e restaurantes.
CongonhasAntigo-06

Até para pegar táxi era mais fácil.

Em certos desembarques na ala oficial havia até banda de música.

Saudades em branco e preto dos meus tempos de criança.

(Fotos do acervo Paulo Fernando Kasseb, estudioso da aviação, que diz não ser parente do Gilberto Kassab)
O importante é que a vida segue sempre voando. Por favor, não deixe de fazer seu comentário.





Comentário by ANGEL G.G.JUNIOR
SENHOR GERALDO NUNES
ESTOU TRISTE DESDE QUE A LINHA 4634 (PRAÇA DA REPÚBLICA-PARQUE BRISTOL) FOI EXCLUÍDA,PARA
CHEGAR AO PARQUE BRISTOL SÓ PAGANDO DUAS PASSAGENS E PERDENDO TEMPO COM BALDEAÇÕES NO TERMINAL SACOMÃ,ALÉM DA LOTAÇÃO (TRISTE TRANSPORTE).
ESPERO QUE O PRÓXIMO PREFEITO QUE SUBSTITUA O
ATUAL SEJA MAIS HUMANO E QUE TENHA MAIS RESPEITO PELA NOSSA SÃO PAULO DE TODOS OS TEMPOS !!!
SEM MAIS
ATENCIOSAMENTE
ANGEL G.G.JUNIOR
Comentário by Eduardo Britto
Gerald. Fazia tempo que não ía a Congonhas, mas fui buscar a filhona outro dia, estacionei numa ruazinha do outro lado da Washington Luiz, e precisei usar a … horrorosa passarela oficial do aeroporto! Incrível a imundice, e talvez mais insólito o fato de que faltava um lance de corrimão na escadaria do lado do aeroporto. De falta tá faltando alguns xodós pra cidade, que por outro lado ganha mil carros por dia (manchete de HOJE do Diário de São Paulo). Será que um xodó especial que está chegando é a Formula Indy em suas ruas, daqui a três (sic) meses? Abração!