BLOGS TERRITÓRIO ELDORADO

08.02.11

Mitos e Verdades na contratação de jogadores veteranos pelo São Paulo Futebol Clube

por
Geraldo Nunes
, Seção: Sem categoria 14:00:41.

A contratação pelo São Paulo de Rivaldo com 38 anos, trouxe de volta ao Morumbi, a tradição de se levar jogadores veteranos para o elenco e se obter com eles resultados que entrarão para a história do clube.

Na maioria das vezes essa decisão na prática deu certo, embora em alguns casos esses craques não estivessem ainda, verdadeiramente,  em final de carreira.

Pesquisei o assunto e descobri que apesar da idade, ou da fama, a maioria de fato estava em final de carreira mas outros, até de maneira surpreendente tinham ainda muito futebol pela frente.

Quem não concordar poderá deixar um comentário neste blog.

Na foto aparece Rivaldo ao lado Rogério Ceni, os dois também compartilham da mesma idade 38 anos, com o mesmo peso e mesmo físico que tinham há dez anos. São dois atletas que daqui alguns anos serão tratados como mito pelos torcedores.

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Rogério Ceni e Rivaldo (Mitos)

Alterações apenas no cabelo dos dois e com o “canhotinha de ouro”, Gerson de Oliveira Nunes, aconteceu o mesmo. Suas madeixas estavam escassas quando chegou ao Morumbi, mas isto não significa que estivesse em final de carreira.

No São Paulo, Gerson foi tricampeão do mundo com a seleção brasileira, em 1970 e bi do Paulistão quebrando um jejum de treze anos. Craque que fazia lançamentos precisos, veio do Botafogo para o São Paulo em 1968 com 27 anos ao lado de Toninho Guerreiro, do Santos, com a mesma idade, mas somente Gerson é lembrado como veterano, o que de fato não ocorreu.

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Gerson     (Mito)

Diz a lenda que um jogador experiente impõe  respeito aos demais colegas de equipe se tornando o grande líder das conquistas inesquecíveis.

Com Zizinho, isto aconteceu e tudo o que se fala sobre ele é verdade, porque os especialistas o tratam como o mais completo jogador brasileiro depois do Rei Pelé.

Em 1957 com 36 anos chegou ao São Paulo, depois de passado brilhante no Flamengo e na Seleção Brasileira.

Seu nome era Thomaz Soares da Silva

Liderando o time o tricolor chegou à conquista do campeonato paulista daquele ano, muito elogiado por todos.

Continuou jogando e foi encerrar sua carreira, em 1962, no Audax do Chile, aos 41 anos.

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Zizinho (Mito)

Arthur Friedenreich é outro craque na linhagem dos “reis do futebol”.

Já estava com 37 anos quando jogou pelo São Paulo da Floresta que deu origem ao São Paulo Futebol Clube, entre 1930 e 1934.

Vestindo essa camisa ele conquistou o título paulista de 1931, o primeiro da história do tricolor “mais querido”.

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Friedenreich (Mito)

Apesar de sua idade, não se pode dizer que El Tigre, conforme os argentinos o chamavam, estava em fim de carreira.

Isto porque ele continuava atingindo marcas impressionantes, como no Campeonato Paulista de 1932, quando marcou 32 gols em 26 jogos.

Jogou 126 partidas pelo São Paulo, fazendo 106 gols e seu final de carreira se deu mesmo no Flamengo, em 1935, aos 43 anos.

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Leônidas da Silva em foto colorizada Repórter Otávio Muniz (pai)

Outro mito são – paulino é Leônidas da Silva que nasceu em 1913 e transferiu-se para o São Paulo em 1942.

Tinha portanto, 29 anos, quando veio do Rio para a capital paulista e não estava em final de carreira, como dizem.

Na verdade ele havia sido preso, por sinal injustamente, acusado de dívidas com o fisco. Chegou ao São Paulo contundido e pelo preço exorbitante de 500 contos de réis.

Ficou algum tempo sem jogar, falava-se que o São Paulo havia comprado um bonde de 500 contos.

Os bondes já naquele tempo eram considerados lentos e obsoletos, mas não foi  o caso de Leônidas.

Depois de se recuperar ajudou o “Mais Querido” na conquista de vários títulos durante a década de 1940, marcando 42 gols vários deles de bicicleta como nesta foto. Encerrou a carreira no São Paulo em 1949.

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Leônidas faz gol de bicicleta no Juventus (Mito)

Nome forte entre os lendários veteranos do “bem amado” é Bellini que foi para o clube com 32 anos.

Ao chegar, o zagueirão já consagrado por ter sido o primeiro a erguer a Copa Jules Rimet para o Brasil, no Mundial de 1958, veio para também no tricolor ser o “capitão do time”.

 Era tratado com tanto respeito pelos demais jogadores que alguns jovens atletas o chamavam de “seo Bellini”.

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Bellini e Didi (Mito e Verdade)

Na foto temos Bellini com a Copa do Mundo ao lado de Didi que também jogou no tricolor do Morumbi.

Hederaldo Luiz Bellini seguiu para o clube em 1960, ano da mudança do Canindé para o Morumbi em construção.

A inauguração parcial do Estádio Cícero Pompeu de Toledo aconteceria aquele ano, tendo Bellini em campo.

Já Valdir Pereira, o Didi, foi para o São Paulo em 1964, ficando só três meses. De volta em 1966 não ficou nem seis meses, marcando apenas um gol, infelizmente contra.

No São Paulo, Didi encerrou em definitivo a sua trajetória cheia de clubes, glórias e saudades, aos 37 anos.

Depois do São Paulo, Bellini ainda jogou pelo Atlético Paranaense onde pendurou as chuteiras em 1968.

Tanto Didi quanto Bellini não trouxeram títulos, era a fase das vacas magras onde quase todo dinheiro era investido na conclusão do Estádio Cícero Pompeu de Toledo.

Cláudio Cristóvão Pinho (verdade) foi ponteiro direito e passou pelos quatro grandes do futebol paulista.

É ainda hoje o maior artilheiro da história do Corinthians com 305 gols e encerrou a carreira no São Paulo aos 37 anos, em 1960 onde disputou 35 partidas e fez 10 gols.
 
Quanto a Jair da Rosa Pinto, este chegou com 40 anos e jogou pelo Tricolor entre 1961 e 1962. Atuou em 31 partidas (20 vitórias, quatro empates, sete derrotas) e marcou  2 gols.

Concluiu sua passagem pelo “bem amado” dirigindo a equipe em janeiro de 1963, mas contratado pela Ponte Preta como técnico, acabou jogando naquela equipe onde terminou a carreira aos 43 anos, na cidade de Campinas.

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Jair da Rosa Pinto (Verdade)

Após a Copa do Mundo de 1970, Pedro Rocha de 30 anos, destaque da seleção uruguaia naquele mundial foi contratado.

O "El Verdugo" fez parte do elenco do primeiro título brasileiro de 1977.  Após aquele campeonato a torcida ostentou faixas com os dizeres "São Paulo é Raça o resto é fumaça".

Pedro Rocha não chegou veterano tanto que atuou 375 vezes, marcando 113 gols, com a camisa branca, preta e vermelha mais famosa do mundo.

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Pedro Rocha (Mito) e o Rei Pelé

Marinho Chagas, melhor lateral esquerdo da copa de 1974 chegou com 29 anos e fama de indisciplinado.

Mas no Sampa se deu bem, jogou de 1981 a 1983.
Foram 85 partidas com 46 vitórias, 16 empates, 23 derrotas e um bi-paulista.

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Marinho Chagas (Mito)

Com Leivinha a história foi diferente. Embora tivesse 29 anos, quando chegou ao time das três listas, já estava em declínio profissional por problemas no joelho. Ainda assim tentou jogar.

Fez apenas 11 partidas com a camisa do São Paulo e resolveu parar em definitivo.

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Leivinha (Verdade)

Paulo Roberto Falcão, o “Rei de Roma”, chegou em 1985 como unanimidade nacional, mas teve passagem apagada.

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Falcão (Verdade)

Ainda assim, aos 32 anos, Falcão que não se dera bem com o então técnico Cilinho, sagrou-se campeão paulista com o tricolaço e foi carregado nos braços por torcedores e dirigentes.

Em meados de 1992 chega Toninho Cerezo que participou de duas decisões do campeonato mundial interclubes disputadas no Japão pelo "Soberano". Chegou procedente da Sampdoria da Itália, para marcar gols importantes, como o segundo na vitória memorável sobre o Milan por 3 a 2.

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Cerezo (Verdade)

Cerezo tinha 38 anos quando marcou esse, mas o Memorial Tricolor informa que apesar da idade, não é ele o jogador mais velho a marcar com a camisa do São Paulo e sim o ponta esquerda Teixeirinha, aos 42 anos.

Assim como Rogério Ceni, o craque Teixeirinha tem sua história ligada unicamente ao Tricolor Paulista. 

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Teixeirinha (Verdade)

Em meados de 1998, aos 33 anos, Evair teve a oportunidade de defender o clube que o rejeitou quando ainda era jovem.

Mas a torcida são – paulina pegou no pé, o acusando de continuar palmeirense e no mesmo ano Evair, transferiu-se para o Goiás.
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Evair (Mito)

O último experiente a anteceder Rivaldo, foi justamente Raí que aos 33 anos depois de jogar no Paris Saint Germain, voltou ao tricolor em 1998.

Sua reestreia foi contra o Corinthians, já na final do Campeonato Paulista daquele ano: ele fez um gol de cabeça e foi campeão no mesmo dia em que desembarcou no país.

Raí está na galeria dos heróis que ajudou a conquistar os três títulos mundiais interclubes que entre as equipes brasileiras só o São Paulo tem.

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Raí (Verdade)

Na condição de jornalista quero avisar que sou o dono da marca “São Paulo de Todos os Tempos”, nome de um programa que foi ao ar por mais de dez anos na Rádio Eldorado.

Como pesquiso assuntos ligados à história e à memória,  me aventurei nas coisas do futebol porque afinal o esporte também trás boas recordações.

Todas as fotos foram retiradas de sites públicos disponíveis na web.

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ÍDOLOS DE TODOS OS TEMPOS

04.02.11

Passar férias em Cuba é um bom negócio?

por
Geraldo Nunes
, Seção: Sem categoria 17:14:06.

Cuba ainda desperta fascínio impressionante nas pessoas.

Caiu o muro de Berlim e a União Soviética já não existe mais, Cuba entretanto teimosamente resiste com o mesmo sistema de governo.

O escritor e jornalista Fernando Moraes chegou a anunciar nova visita à Cuba para uma reedição de seu best-seller.

 "A Ilha" , livro publicado na década de 1970, contava como era o país governado por Fidel Castro no tempo em que no Brasil tínhamos a ditadura militar.

A obra inspirou compositores que fizeram canções à Cuba. 

Me lembro sempre de uma música de Caetano Veloso que diz ...“mamãe quero ir a Cuba, vou conhecer a vida lá...” 

Recebi pela web a mensagem de um antigo ouvinte que gosta de viajar pelo mundo: Wanderley Duck, me passou e-mail dizendo que estava passando férias em Havana.

Pedi a ele para que fotografasse os carros antigos, que circulam por Havana, importados que foram antes da revolução de 1959 e tiveram que continuar rodando devido ao boicote norte-americano.

Mas Wanderley, que já foi para lá outras vezes, reclamou que todos sempre pedem isso e tais pedidos hoje em dia não passam de uma grande bobagem.

Ele explicou que os veículos que ainda restam estão em mal estado e muito longe de seu formato original, mas que se visse algo interessante me mandaria  em baixa resolução para não ficar pesado na web.

Ainda sobre carros me disse que os antigos “rabos de peixe”,  dos anos 50, foram na maioria comprados por colecionadores europeus, que aportaram na ilha pela década de 1990. 

Levaram quase tudo embora pagando bem e em dólar americano, ou ainda oferecendo em troca um veículo simples, mas zero quilômetro.

Mesmo assim, depois de todo discurso, acabou me mandando uma foto bem interessante.

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(Wanderley Duck)

O próprio ouvinte me informou que se trata de um Buick 1946 de fabricação norte-americana.

 Achei o desenho avançado  para a época e para confirmar o modelo,  me mandou foto de época de um carro semelhante que pertenceu ao pai de um amigo dele.

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(Reprodução)

 Wanderley Duck reclamou das dificuldades de acesso à internet na ilha de Fidel Castro. Isto também não é novidade, pois a web naquele país é somente discada e cheia de restrições.

Mas a Agência Estado noticiou que a habilitação da banda larga em Cuba, se dará a partir do segundo semestre deste ano e a ligação de fibras ópticas será feita via cabo submarino partindo da Venezuela em um trajeto de 1600 km. 

 O acesso à banda larga pela população cubana, entretanto, só será disponível em centros públicos e o governo diz que não há verba para se colocar internet nas casas.

 A rede de banda larga ainda assim,  será direcionada somente a um único servidor que é estatal e pode impedir o acesso a sites considerados “perigosos”.

 Ao contrário do que alguns pensam, Cuba não é um país triste.  A maioria dos cubanos canta e dança, como em Salvador na Bahia.

 Em extensão territorial, Cuba é maior do que Portugal, Panamá, Áustria, Dinamarca, Coréia, Suíça e outros.

 Cuba tem quase o tamanho da Inglaterra e como toda ilha caribenha, é paradisíaca na parte do litoral e pouco atraente no seu interior.

Se bem que a ilha de Fidel tem áreas de preservação ambiental de uma biodiversidade riquíssima, dentro de 55 parques “nacionales”, que são um espetáculo.

Estou saindo em férias, mas em dúvida se seguirei a Cuba ou não, mas como diz a canção de Caetano Veloso.... ..."mamãe quero ir a Cuba e quero voltar”.

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(Anúncio de lançamento)

01.02.11

Nem todo subprefeito conhece o bairro onde pisa tornando mais lenta a máquina pública

por
Geraldo Nunes
, Seção: Sem categoria 16:56:24.

De carro ou a pé, os 31 subprefeitos de São Paulo precisarão agora percorrer cinco quilômetros por dia em busca de problemas na cidade.

Sou absolutamente a favor dessa obrigação definida pelo prefeito Gilberto Kassab, embora entenda que por alguma razão tal ordem não vá pegar.

Nesses anos todos de jornalismo já entrevistei muita gente que trabalha na administração pública e não presta atenção em nada.

Lixo nas calçadas, bocas de lobo entupidas que originam alagamentos, falta de varrição, etc. estão entre os problemas que percebo diariamente em qualquer lugar da cidade.

Reparo que boa parte da população também não percebe determinadas mazelas, a não ser que esteja próximo ou em frente à sua casa.

Percebo até mesmo termômetros públicos que marcam a temperatura de maneira errada e fica por isso mesmo.

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(Devanir Amancio)

Situações semelhantes se repetem em locais diferentes. Árvores em condição de risco de cair sobre os carros, raízes que arrebentam as calçadas.

Antes quem respondia sobre reclamações eram os administradores regionais, mas a partir da gestão Marta Suplicy a nomenclatura mudou para subprefeitos.

Deu quase na mesma porque os subprefeitos trabalham na dependência das verbas do orçamento municipal, não há outra fonte de receita e o combate às enchentes segue regras específicas ditadas pelo executivo, cabe a eles limpar os bueiros.

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(AE)
Quanto mais rica for a subprefeitura em termos de arrecadação de IPTU, melhor é a verba destinada.

Ainda assim todas trabalham com o cobertor curto e difícil também é entender a abrangência de uma subprefeitura.

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(GN/Cmte. Anderson)

O Parque do Ibirapuera pertence à subprefeitura de Vila Mariana, já o Itaim Bibi pertence à subprefeitura de Pinheiros e o bairro do Morumbi à subprefeitura do Butantã.

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(GN/Cmte. Anderson)

Os subprefeitos geralmente são escolhidos por indicações políticas e não pela vivência administrativa em algum bairro.

 Nunca soube de algum presidente de sociedade amiga de bairro ter sido escolhido para subprefeito.

Houve épocas em que os prefeitos barganhavam com vereadores a indicação dos administradores regionais em troca da aprovação de projetos na Câmara Municipal.

Ainda hoje existem gestores de subprefeituras que nunca antes haviam estado na região que administram.

Cito como exemplo, um subprefeito de São Miguel Paulista que entrevistei anos atrás na Rádio Eldorado.

Não me lembro mais o seu nome, nem quem era o prefeito, mas ele morava no Morumbi e contou que acordava todos os dias às cinco horas da manhã para não pegar trânsito no trajeto de sua casa até São Miguel.

Eram mais de 30 quilômetros de distância e cheguei a perguntar se não era difícil trabalhar em um lugar tão distante, onde ele nunca havia pernoitado.

Sua resposta foi que geralmente as pessoas não trabalham perto de suas casas e nem por isso são más profissionais. Tive que engolir.

Agora os subprefeitos estarão obrigados a fazer vistorias pessoalmente e de publicar o resultado das visitas, a cada semana, na internet.

Tomara que essa lei pegue, mas há também questões burocráticas que atrapalham a administração pública.

Existem áreas limítrofes entre as subprefeituras, um dos exemplos que podemos citar é a Marginal do Tietê.

Por exemplo, se o rio transbordar de um lado é subprefeitura da Vila Maria quem responde, se for do outro é a subprefeitura da Penha e um administrador não envia máquinas e nem pessoal para o outro lado, de jeito nenhum.

Quem paga o pato nessa hora é o prefeito que vive dizendo ser obrigação das subprefeituras combater as enchentes.

Só que é preciso diminuir a “burrocracia” e aumentar o diálogo entre os gestores.

A Prefeitura também quer que os subpreitos saiam às ruas para ouvir a população.

Me lembro que em 2005, a administração municipal estudava importar aparelhos chamados de pedômetros, que contam os passos dados por uma pessoa.

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(Divulgação)

A ideia era estimular o subprefeito a sair do seu gabinete e andar para ver problemas nas ruas.

Por que tal ideia não vingou? Porque muitos protegidos políticos que ocupam o cargo, mas são incompetentes teriam que se mexer.

Como se sabe, tem ainda muita gente que não quer tirar o traseiro da cadeira, por isso o prefeito autorizou que se ande de carro pra observar melhor os problemas.

Sabe-se que apesar disso sempre haverá aqueles que acreditam que melhor mesmo é ficar quietinho e esperar.

Daqui a pouco a chuva passa,  tudo isso se acalma voltando como era antes, até o próximo janeiro.