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Chris Mello

30.março.2010 23:29:58

Transparência Total

O que tem demais essa foto de Dilma? Teoricamente, nada - e passou despercebida pela press.  Só que o fato da candidata a presidência usar bolsa Kelly da Hermés provocou a ira dos Facebookers. Uma chuva incontrolável de posts negativos que, doa a quem doer, goste (ou não) quem gostar, mostra que os tempos são de Transparência Tirânica.

 CCBB / MINISTROS

Os posts do Facebook são do gênero: “Como assim uma ex-guerrilheira de Hermés?”; “Se ela disser que é falsa está estimulando pirataria; se for presente é caro demais para um ministro aceitar” e… o TIRO: “com o valor de uma bolsa dessa dá para pagar 273 bolsa- família.”

De fato, Calculo correto, se considerarmos o benefício de R$ 95 pago a uma família de 3 pessoas em situação de extrema pobreza. Uma Kelly custa R$ 26 mil na Hermès do Cidade Jardim.

Os posts são inegavelmente NEGATIVOS. Publiquei na coluna do jornal justamente para explicar o conceito de Transparência Tirânica e recebi de um leitor o seguinte email : “Vai para o tanque, Dona Chris. Somos Lulistas, Dilmistas. COM BOLSA ou SEM BOLSA é Dilma no primeiro turno. Você vai ter que engolir!” Claramente é um petista ofendido. E o que é que eu, Chris Mello, posso fazer? Sinal dos tempos. Tempos de… transparência tirânica.

A web deu a consumidores o PODER de opiniar. Pense como ficou mais fácil comparar preços; e no quanto você confia em posts de conhecidos – muitas vezes você mais do que em propaganda tradicional.

Esse movimento em direção a total transparência só tende a crescer porque O MUNDO está atrás do melhor, do mais barato, mais ético, mais legal.

Pesquisa da Nielsen Global Online feita com 25 mil consumidores de 50 países mostra que: “90% dos consumidores online confiam em recomendações de gente que conhecem; 70% confia na opinião de consumidores online.” Isso torna críticas uma poderosa arma de propaganda. Não é à toa: principalmente depois de uma crise econômica, queremos PODER CONFIAR. Quem não quer sentir-se em controle; saber de fato o que acontece para fazer a MELHOR escolha? Você, eu, TODO O MUNDO.

A tendência da transparência tirânica explica:

Porque artistas pop postam comentários no Twitter? para terem controle de sua imagem. Com um tweet é mais fácil neutralizar o efeito de uma mentira ou do que é ventilado por aí.

Meio mundo se acha viúvo de Curt Cobain e ama destruir Courtney Love. Só que enquantoesse povo insistia que o reboot do Hole seria um blefe… pelo Twitter,  Love mostrava o figurino, capa, pedia opiniões e dava as dela, mesmo que polêmcias. Tudo em Tweets. Foi num deles que ouvi  Samantha, a música de debut da nova fase do Hole que vai, sim, rolar. Só confio em info de Twitter.

Esse é o new look da C.L. Siga-a no courtneylove79

Esse é o new look da C.L. Siga-a no courtneylove79

Porque as marcas do mercado tradicional estão aumentando sua presença na web? para estar mais perto desses consumidores e, assim, corrigir mais rapidamente algum erro.

Porque o Axel Rose desse vídeo é genial? porque ele é Warren Buffet. Um dos mais poderosos empresários do globo, CEO da Berkshire Hattaway, dona da seguradora Geico. Na nova campanha da Geico, filmada na sede da seguradora, todos os empregados participam – e o próprio faz uma ponta no clipe. Dá a sensação de que ele é um boy-at-next-door. Abs fab

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29.março.2010 22:04:07

Alice, Alice, Alice

Já viu o filme do Tim Burton? Achei a atriz russa que faz Alice é a derrota do filme. Tem a mesmíssima expressão do incício ao fim. Uma decepção. Its all about looks do Chapeleiro Maluco e da Rainha de Copas. Fato é que desde que anunciada a versão de Tim Burton, o tema No País das Maravilhas virou… “o” tema de inspiração para produtos de consumo.

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 A velha cena da Rainha de Copas jogando criquet? na versão de Tim a bola do jogo é um hedhog ou… ouriço pigmeu africano – um mamífero que mudou pouco em 15 milhões de anos e é da subfamília Erinaceinae, com 17 espécies naturais da Europa e Ásia. O nome hedghog apareceu em literatura por volta do ano 1450. Não tem a ver com porco-espinho porque não soltam espinhos venenosos. O pêlo é duro e arrepiado por excesso de queratina. Mas perdem os espinhos se estressados. Esse bicho fofo é boêmio. Se esconde de dia, se encolhe, corre que nem loucos e se alimentam de larvas. Ou melhor… se alimentavam… quem tem em apartamento pode dar tranquilo ração de gato. É… de gato porque o sistema digestivo é parecido. E eu sei tudo isso porque vasculhei o País e encontrei em BH o Zé Roberto de quem eu comprei um por R$ 500. Chega de avião daqui 5 dias. É o único criador, já que há 15 anos a importação dos pigmeus foi proibida como toda de animais exóticos. Olha só:

Hedhog se encolhe todinho para se proteger

Hedhog se encolhe todinho para se proteger

E esse de pata engessada?

E esse de pata engessada?

E indecente de gordo

Eu dou o telefone do Antonio criador: 0 X (31) 9168-2131

HStern

Os designers da H.Stren fizeram uma série de anéis, pois consideram mais difícil criar algo surpreendente nestas peças, já que a área de trabalho é sempre reduzida. Lewis Caroll criou uma Alice que cresce e encolhe, certo? Por isso, as joias da H.Stern foram criadas em dois tamanhos: “dimensão humana” e “dimensão extraordinária”. Os anéis extrapolam tudo o que já se viu em termos de joalheria, chegando a medir mais de 10cm de altura – e cheios de detalhes.

Cheshire Cat: o gato fictício de Alice foi reproduzido em detalhes numa pequena escultura de ouro com banho de esmalte azul e aparece sobre um emaranhado de galhos de ouro e diamantes. Detalhe: o sorriso do gato de ouro recebeu um tratamento especial com tinta fluorescente e, assim como no filme, brilha no escuro.

ALICE IN WONDERLAND

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Pássaro de Topiária: no filme, plantas recortadas artisticamente formam um jardim de topiárias. Dali, o time da H.Stern tiraram pássaro feito de folhinhas de ouro, soldadas uma a uma e recobertas por esmalte verde.

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Rosas Falantes: as rosas do jardim de Alice foram esculpidas em ouro nobre e têm acabamento em esmalt preto, salpicado de diamantes.

ALICE IN WONDERLAND

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Floresta de Cogumelos: A floresta de cogumelos mevou à criação de cogumelos de ouro esmaltado em cores e texturas que lebram as naturais. Para reproduzir os tons do filme, foram testadas dezenas de cores na parte interna e externa dos anéis. Alguns são recobertos por diamantes.

ALICE IN WONDERLAND

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As criações da H.Stern, cada uma disponível em dois tamanhos, estarão à mostra em meados de abril, na loja do Shopping Cidade Jardim. À venda apenas sob encomenda.

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24.março.2010 21:49:35

ZZTop num papo sobre poker

A voz dos três é haaaaaaaaaalucinante, uma loucura loka de boa. Nesse vídeo, durante um jogo de poker, os ZZTop lembram o começo da carreira, quando eram do American Blues, tinham cabelo azul e praticamente não podiam ir a nenhum lugar. Bill Gibbons entra na roda e… “Just walked all in, so…bet!”

“Cabelo azul nos 60’s? Era além da conta”, lembra Gibbons. “Lembro que tínhamos que voltar para o hotel e a tinta azul do cabelo acabava manchando as fronhas; isso nos custava U$ 2 extras. E não tínhamos os U$2!!” Joseph Dusty Hill, o baixista, emenda: “É…não podíamos pagar, então chamava Bill para hang out em casa e ele chegava com uma garrafa de um vinho trágico; ruim.” Hill chama os partners e, nessas de beber vinho bagaceiro, viravam a chave e… black out.

No papo lembram do primeiro show, do baixo esquecido na primeira gig, da influência de T.Moon Walker, BBKing, Freddie King, Keith Richards, do show com os Stones em 72, dos tempos de bota e blue jeans. E bla bla bla.

Na íntegra, o papo in english:

E porque vale a pena, vamos ouvir Sharp Dressed Man? Aqui…

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Sensorialismo é um movimento que exige do homem total imersão em experiências para que encontre maneiras de mixar o atual a tecnologias para incrementar a vida real. É o desafio de toda indústria.

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O movimento está no ar – e trendsetters chapa quente, como WGSN, dizem que só em 2012 corrente popular terá consciência de que esse é caminho para o sucesso. É o desafio de TODAS as indústrias. A regra: usar tecnologia para melhorar o design e a funcionalidade de produtos que vão aguçar os cinco sentidos. Ou melhor, os seis. Confiar na intuição será necessário para quebrar barreiras e conseguir experimentos e resultados.

Como ha ceticos, essa conversa sobre intuicao pode parecer uma viagem nonsense. Entao, pesquei um video em que o filosofo indiano Deepak Chopra fala sobre intuição. Deepak ensina neste vídeo (o número 7 de uma série de 13) que intuição é uma inteligência a parte da mente racional. Segundo Chopra, existem tres tipos de comportamento em no drama-constrole: bom, avesso e indiferente. Para entender o que e como seguir intuicao, o homem deve observar o que esta por tras do que o estimula e provoca a reagir, para conseguir ler uma situacao sem julgamento do bom ou do ruim. Isso se consegur por meio de meditacao. O homem ha seis mil anos vem perdendo essa capacidade. Veja que isso coincide com a era pos-agricultura e os anos de Moises, Confucius, Socrates e todos os sabios que comecaram a criar explicacoes standard de comportamento. Para conseguir acessar a resposta intuitiva, segundo Chopra, o homem deve baixar a guarda e identificar o primeiro insigth de cosnciencia.

Aqui, o discurso de Chopra, na integra, em INGLES:

“Tenho medo do tedio, que ‘tapa a visao’”</strong>, Ron Arad

Ron Arad é “O CARA” cujo trabalho mostra exatamente o que o sensoralismo manda fazer. É um designer
israelense mega-respeitado, professor da Escola Real Inglesa de Artes. A mensagem de Arad é a de que o homem tem que correr riscos para derrubar verdades estabelecidas e conseguir o poder de inovar. Arad fez no MOMA em 09 a instalação No Disciplin.. Arad é um curioso compulsivo por tecnologia. Trabalha muito com poliuretano e produz objetos interativos, alguns plásticos; outros táteis. A maioria dos móveis de Arad – que eu amoooo – podem receber SMS e mensagens via Bluetooh. Há 25 anos ele vem construindo uma estética conectada à comunicação. “Ter ideias nao sao problema. Temos conseguir novos veículos para encaixar essas ideias. Quando penseo em uma cadeira, nada mais é do que um compartimento que tem que acomodar Twiggy a Pavarotti.”

Nesse vídeo, feito durante a montagem de sua expo no MOMA, Ron Arad conta como cria:

I

INTERAÇÂO É A PALAVRA DE ORDEM

Já ouviu falar do belga Win Delvoye? Win é o puro creme do sensoralismo. É um artista de projetos nao convencionais, super avant-garde. Nos anos 90, Wim Delvoye e um amigo, o artista Danny Devos, passaram vários meses na China para montar uma fazenda de arte. No site do artista, windelvoye.be, voce pode passear pela fazenda virtual – uma especie de Farmville – e conhecer tudo o que ele faz INTERAGINDO no cenário, onde há um banco, sala de computacao, fabrica de projetos goticos, esculturas, uma sala de Tatto e um chiqueiro high-tech, onde ele tatua porcos. E a Cloaca, uma sala onde uma máquina de produzir… fazes! A maquina é “alimentada” e nao final do dia produz fezes que sao embaladas a vacuo e vendida! Em 2001, Win chamou vários amigos e epdiu para que tomasse barium e que fizessem sexo em diferentes em clinicas medicas. Tirou raios-X dos amigos e os exibe em grandes quadros que lembram murais de igreja. Somente de perto, o espectador entende sobre o que sao as imagens.

Olha só – e entre no site dele windelvoye para dar uma passeada

X-Ray - The Biss

X-Ray – The Biss

X-Ray: A little blow job

X-Ray: A little blow job

Tattoed Pigs

Win na fazenda na China

Win na fazenda na China

Porco Tatuado

Porco Tatuado

Resultado final do trabalho

Resultado final do trabalho

Win é avant-gard. Já está completamente familiarizado com a trend de usar 3D. No caso, em fotos.

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O portal de tendencias WGSN deschava a ideia sensorialista de forma super didatica, apontando caminhos imediatos para insdústrias que produzem móveis e fashion.

1. Usar cores intoxicadamente vibrantes. Em tecidos, processos quimicos possibilitam efeitos de brilho, texturas minerais, movimento de luz , sons e ondas, cujo resultado é a sensacao de uma nova energia. Formas devem ser organicas.

Mary-Katrantzou
Looks do desfile de Mary Katrantzu

Na prática?
O artista americano Nick Cave está imerso na trip de açucar os sentindo por meio da indumentária. Faz costumes inspirados em rituais xamânicos. E apresenta em performances.


Macetes? manipulação digital, alterando estados por meio de fragmentações, criação de proporções estranhas e formatos abstratos. O uso de cores ácidas e pigmentos coloridos evocando uma neo-psicodelia. O diretor de video Reay Tintori criou uma séries de video lo-tech no estilo da nova psicodelia. Kanye West usa a técnica do clipe Welcome to The Heartbreak. Ouça:

Reilustrar a estética global será um processo interessante que envolverá obrigatoriamente storytelling (contar histórias) por meio de produtos para que seja possível prender o consumidor através de memórias, cheiros, texturas, imagens e sensações. Ao inserir memórias em formas digitais, o risco é brincar com fragilidade das imagens mapeadas através dos tempos. A tecnologia será usada para preservar a história e criar novas existências e novas estéticas à medida que forem injetados em materiais elementosd reconhecíveis.

A música já entrou na nova psicodelia. “Com espaço cósmico e uma nova visão radical, o The Future Sound of London, sob o pseudônimo Amorphus Androgynous, está à frente dessa onda.

Sensorialismo é uma das megatendências apontadas pelo portal WGSN. Uma senha de acesso para o portal custa US$ 10 mil. Para ter uma? Faça um vídeo ou texto que mostre novos caminhos e poste na página do WGSN no Facebook. Em 10 de abril sai o resultado.

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Pandoro é uma relíquia adorada da cidade.  Só que,

desde a abertura, o negócio seguia complicado, com brigas entre sócios, perrengues por conta de processos trabalhistas herdados do passadoe falta de direção artística. Só que semana passada começou uma nova história. o Pandoro Clube.

Sem ufanismos? Basicamente o psicólogo Dado Salem mandou colocar uma cortina de veludo e dividir o bar em dois. Da cortina para frente, Pandoro normal. Da cortina para tráz? luz baixa, música não tão alta - e permite uma conversaaaa!!!  Numas noites  DJs, noutras o próprio Dado e às terças acústicos com curadoria do George Freire, que é um dos Heartbreakers.  

Escondido nesse chapéu Fedora, o diretor de arte Ricardo Athayde e Geanine Marques fazem o som da terça. Tocaram também som acústico

Escondido nesse chapéu Fedora, o diretor de arte Ricardo Athayde e Geanine Marques fazem o som da terça. Tocaram também som acústico

Tá rolando. Por tudo isso e, dois, porque há uma varanda para você fumar até cansar. E tres: Roberta Lowndes pesquisou o DNA do Pandoro e recriou um cardápio – que já era corretinho.

Aninha Strumpf, blogueira, faz uma intervenção no bar

Aninha Strumpf, blogueira, faz uma intervenção no bar

Chico |Lowndes, um dos responsáveis ppelo novo momento do Pandoro, de papo com amigos

Chico |Lowndes, um dos responsáveis ppelo novo momento do Pandoro, de papo com amigos

Sabe onde é o Pandoro? onde senpre foi. Na Av. Europa, 60

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Quero saber sua opinião, leitor,  sobre o clube porque fui uma vez. E estou  sofrendo para ir de novo. Chato parar o carro nos estacionamentos mequetrefes em torno do clube. Hoooras para pegar o carro. E não ando com paciência para lugar sem bom serviço. Mas está sou eu hoje. Amanhã? tudo pode mudar.  E vamos combinar? o lugar tem seu charme. E ninguém merece a cruz quando abre portas porque aberturas são caóticas.

O clube é de fato bem cenográfico. E lindo. Fabrizio Rollo, editor de estilo da Casa Vogue fez. A vista é es-pe-ta-cu-lar do balcão, de onde se vê uma bem iluminada cúpula da Catedral da Sé. E é muito interessante o fato de não haver placa na porta e de ter sido mantida a entrada original do prédio, que foi constrído por Guilherme, irmão de Anita Malfati. Daí suspeita da história dos azelejos… que o Iphan analisa serem ou não de autoria de Anita. E bem que podem ser porque, quando o prédio foi construído, as indústrias Matarazzo estavam produzindoséries de azulejos-de-artista.  

 

Se passase por ali sem saber.. imaginaria que nesse prédio há um clube com uma ferveção loka?

Se passase por ali sem saber.. imaginaria que nesse prédio há um clube com uma ferveção loka?

E a vista da Sé? é ou não é um escândalo de linda?

E a vista da Sé? é ou não é um escândalo de linda?

Os azulejos em estudo pelo Iphan são estes, ao fundo no camarote onde está o Augusto

Os azulejos em estudo pelo Iphan são estes, ao fundo no camarote onde está o Augusto

A surpresa, quando entramos no lugar, é ainda melhor. Fui ao Lions um dia antes de abrir – e acho que ficaria mais simpático com menos gente. Acreditei que Facundo, Cacá e Augusto tivessem punch para reunir gente mais diversa. Mas seja pelas imagens que chegam à redação ou comentários, têm ido ao Lions a turma do mailling society – aqueles que entram para os maillings de promoters e muitas vezes não têm NADA . Até agora o que senti é que o lugar é um bem-bolado do público do Vegas com o do Royal. E ponto.  E acho isso uma pena porque com  aquela vista e a ambiance, seria incrível se em parte do bar o som fosse easy-listening . Para bater bater-papo e tomar um Dry Martini, sabe? A pista ferveria de qualquer maneira na sala 3-D pensada pelo Facundo.
Esse é o Facundo Guerra, um dos iniciadores do movimento do Baixo Augusta. Está na pista projetada por ele usando jogo de espelhos para criar efeito 3D. Aviso: Facundo é um ótimo papo

Esse é o Facundo Guerra, um dos iniciadores do movimento do Baixo Augusta. Está na pista projetada por ele usando jogo de espelhos para criar efeito 3D. Aviso: Facundo é um ótimo papo

Eu realmente acreditei nesse projeto. Os donos, Caca Ribeiro, Facundo e Augusto A. Botelho são caras que sabem de noite porque produzem festa, criaram a movimentação do Baixo Augussta e a Clash, respectivamente. Só que por mais lindo que seja o lugar, se alguém pretende, de fato, ter um lugar que funcione como ‘Baretto jovem’ tem que ter… serviço premium e uma boa cozinha.

Posto que há pessoas que estão amando o lugar… aviso que sexta tem a Buati, uma das festas produzidas pelo stylist carioca José Camarano. Na cabine de som, o residente Gustavo Tatá apresenta a dupla formada por Rodrigo Peirão e Badenov (ou Alexandre Ostrovsky para os íntimos). O artista plástico Rick Castro e a stylist Renata Abade completam o line up com um set animado recheado de música pop. Então imagine o deboche abravanation. O Rick é óóóóóótemo.

Argento e Camarano. Foto boa, sensorial, não é?

Pelo sim, pelo não… endereço é Av. Bridadeiro Luiz Antônio, nº 277, 1 andar. Se você for, plisssss, gostaria de saber o que achou….

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Kate Moss fez para a Longchamp uma coleção de bolsas pautada por seu lifestyle boho-rocker. A criação foi pontuada perla diretora artística Sophie Delafontaine

Os modelos você vê nesse vídeo de backstage da campanha:

Gostou? quer saber os preços:

Ladbroke – R$2.255,00
Gloucester travel – R$3.055,00
Gloucester – R$4.035,00
Soho Clutch – de R$1.855,00

LONGCHAMP fica Shopping Cidade Jardim
Tel: (11) 3552 1555

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17.março.2010 21:47:14

Os Potencialistas

Você é um  Potencialista?

Potencialismo é um novo lifestyle. Total tendência. “Não esconde grandes ideologias nem palavras de libertação inspiradas em figuras revolucionárias; não é a esquerda de hoje, apesar de ter ideia de oposição à manipulação e à sociedade de carências humanas.” Assim prega o Manifesto Potencialista – cujo autor… Bom, não há um autor do manifesto. Essa é uma declaração de princípios e intenções que se espalhou virótica e wikipedianamente via internet. Ou seja: é um manifesto de conteúdo colaborativo; uma ideologia niilista coletivista. Há na rede textos que descrevem potencialismo como “uma corrente e um casamento da faceta estética nietzschiana com marxismo”. Nooonsense! ‘Ismos’ à parte, o conceito potencialismo faz sentido à medida que há a necessidade de descobrir para onde vão o mercado e a sociedade de consumo. Estamos numa época pautada pela velocidade de informação – que leva à perda de controle das regras do mercado tradicional. A turbulência financeira de 08/09 fez executivos da American Express contratarem agências caçadoras de tendências em vários países para pesquisar, identificar e quantificar os potencialistas. O estudo da consultoria inglesa The Future Laboratory aponta potencialismo como novo modo de vida. Pessoas não constroem mais sua existência em torno de uma só carreira. O caminho é detectar múltiplas aptidões – e explorá-las. Pense um publicitário-gourmet-esportista. Num banqueiro-piloto; numa editora-marchande-iogue. Sendo que cada um leva a sério todas atividades. “Potencialistas não são preocupados em melhorar unicamente seu status social; são pessoas em busca de crescimento e satisfação pessoais”, diz Ivonne Fluchaire, VP de mercadotécnica e publicidade da Amex. O canadense Jeremy Gutsche, da TrendHunter, diz que 1/4 da população de seu país se encaixa no perfil. Por quê? “Dois fatores: demografia e economia. É lógico assumir que boomers, à medida que chegam perto da aposentadoria, queiram tirar o máximo da vida. Isso os leva a priorizar o tempo com família, viagens e hobbies”, diz. “Já as novas gerações, a dos filhos de boomers, é de jovens urbanos que cresceram com uma rede de segurança. Isso significa que não têm que ir atrás de um trabalho para se estabelecer imediatamente, então optam por uma vida em que a satisfação pessoal vem em primeiro lugar”, sintetiza. No Brasil, Adriana Tommasini Risk deixou o direito para abrir a Axiom, empresa que desenvolve projetos ligados à expansão da consciência para que, inspirados, indivíduos e organizações desenvolvam suas potencialidades por meio de debates filósofos. Chegou ontem ao Brasil pela Axiom, o professor da Pepperdine Business School e filósofo japonês Yasuhiko Kimura, fundador do The Evolution of Science Group. Ele alia zen budismo ao método socrático de questionar e dialogar para abrir a mente à reflexão. Para achar o caminho da… potencialidade.

O filosofo Yasuhiro Kimura veio à redação do Estado para um bate papo sobre Paixões. O caminho para felicidade e potencialismo é, segundo ele, por meio da criatividade que florescence quando potencializamos paixões. Editamos uma versão curta legendada. E na íntegra em inglês. Assista

Versão legendada:

Vesão na integra:

Basicamente? encaixa aqui perfeitamente o Manifesto Be Stupid da Diesel. Eles pregam que não há nada de ruim em ser estúpido. “Tem coisa mais estúpida do que vender calças novas rasgadas? mesmo assim veja onde chegamos”, diz o CEO Renzo Rosso. Faz sentido, já que a idéia é não encher a cabeça com o pre-estabelecido para… conseguir criar o novo. Veja o manifesto:


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Olha a tendência: no fatídico e recessivo 2009 houve um êxodo de marcas da região nobre dos Jardins. Na quadra da Consolação, entre Oscar Freire e Lorena, há um movimento interessante: a formação de um polo de cultura. Lojas de fashion dão lugar a espaços de arte. Leitor, vamos chamar essa região de Mid Jardins? Tudo é muito novo. Isabella Capeto abre com Felipe Dmab a Acervo Aberto. Converteu metade de seu imóvel do Mid Jardins em um espaço de investigação artística – e deu ao agitador e produtor cultural Felipe Dmab o trabalho de encontrar ‘coisas’ e pessoas interessantes ligadas à arte, ao design e à literatura. Para mostrarem e venderem o que fazem. Batizado Acervo Aberto, o espaço está de portas já escancaradas e tem inauguração oficial dia 20. “Há muita gente produzindo arte na paralela de seus trabalhos e gente jovem a fim de testar a reação do público e seu potencial”, explica Dmab. “Não haverá um compromisso burocrático ou institucional com o artista. Acervo Aberto é uma loja de oportunidades e coisas legais de arte e cultura.” Não é galeria; é um hotel para obras e situações. No menu? Desenhos de nanquim de Beatriz Chaimovitz e arte de Bruno Faria, Filipe Berndt, Gustavo Ferro e Renata Terepins, livros da Prólogo, que pinça da web seus escritores, o fanzine Amarello e arte do ‘Beco’.

  

Felipe Dmab no espaço de arte. A abertura oficial é dia 20. Foto: Rodrigo Almeida Prado

Felipe Dmab no espaço de arte. A abertura oficial é dia 20. Foto: Rodrigo Almeida Prado

 

Faux/Real é um achado da Acervo Aberto para a loja da Isabela Capeto
 
A loja do Dmab vai ser babado. Ele conseguiu trazer para o País as emo-bijoux Faux/Real, feitas pos designers Luis DeChicco e Mariko Ouichi. Ele, colombiano; ela, japonesa. Para criam os dois brincam com dicotomias e usam materiais não ortodoxos , como meias de seda, vidros e metais encontrados por aí.

Louis DeChico e Mariko Ouchi: designers da Faux/Real

Louis DeChico e Mariko Ouchi: designers da Faux/Real

 
 
O quê diferente da Faux/Real é fazer jóias-emocionais; que tem uma história. “As pessoas tem vazios e a necessidade de preenchê-los com coisas”, diz De Cicco. “Temos essa ideia de que a fachada dessa época está desmoronando e pessoas querem entender o que há por traz ou dentro do que gostam.” Contar uma história agrega valor, e isso é tendência. A coleção que chega a Acervo Aberto foi criada num momento de luto dos designers, que pesquisaram a estética de filmes de terror e shows de mágicas. O resultado?: peças de sensação cinética e bem arquitetônicas. “Os fios de colares remetes à cordas de piano usadas para estrangulamento”, Mariko explica. As jóias têm movimento. Para entender, assista a o vídeo da coleção Death Instructions:

O vizinho
Na casa vizinha ao Acervo Aberto na Isabela Capeto tem o Cezanno.  É um american-bistrô da chef fabiana Cesanna, que pretende fazer no topo do lugar um micro-hote. A base já foi erguida pelo arquiteto Roberto Loeb. O plano de Fabiana é ter os três quartos do micro-hotel boutique em funcionamento. Antes disso, abre a loja de design da Galeria Mendes-Wood. Se você passar por lá vai ver um scratch do que será o lugar. Na parede há a foto do lutadorzito de box do ensaio Birthday Party de Vee Speers. E está à venda.

 

Fabiana no Cezzano: vá que o lugar é uma delícia. Foto: Rodrigo Almeida Prado

Fabiana no Cezzano: vá que o lugar é uma delícia. Foto: Rodrigo Almeida Prado

 

Entrada do Cezzano. Ao fundo a loja de design da Mendes-. Foto: Rodrigo de Almeida Prado

Entrada do Cezzano. Ao fundo a loja de design da Mendes-. Foto: Rodrigo de Almeida Prado

 

Boxer da série Birthday Party, de Vee Speers: está à venda na loja da Mendes-Wood

Boxer da série Birthday Party, de Vee Speers: está à venda na loja da Mendes-Wood

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17.março.2010 20:58:07

Pacote gagaístico

Lady Gaga? just wonderfull. O vídeo Telephone tem roteiro e direção feitos por ela com o sueco. “Sorry, I cannot hear you,/I’m kinda busy…” & “Once you kill a cow, you’ve gotta make a burger” são frases ótimas. Já viu?  

Mais incrivel foi a rapidez com que as gay fizeram essa versão de Telephone. Aqui, a paraense Ximbica com participação especial de Nany People. Como Beyoncé com Gaga

Ximbica e Nany People – Telefone (dubladas por Lady Gaga e Beyonce) from ogurizao on Vimeo.

E se você gosta de Gaga vai amar Semi Precious Weapons. O fato de SPW abrir shows de Stephanie Germanota faz pensar que a banda – hot ticket – é apadrinhada por ela. Mas é exatamente o contrário. SPW faz buzz no circuito indie de NY há dois anos e foram os primeiros a dar espaço a Gaga. “Enchíamos clubes com 300 pessoas e ela pediu para deixarmos que fizesse a performance Lady Starligth, que era muuuito melhor que qualquer bandinha de NY”, lembra o frontman Stevie Trainer. Grata, Gaga retribui colocando SPW para abrir Monster Ball. Justin Traner é bem bom e está “ressuscitando” o glam-rock. “I can’t pay my rent, but I’m fucking gorgeous”, canta. Carisma? Ele tem. Star quality, também. A banda está lançando músicas no iTtunes. Da Irlanda, o debochado Trainer falou ao Estado.

Onde tudo começou?
Em 2004, em Berklee. Montamos a banda enquanto fazíamos a escola de música. Mudamos para NY e… boom! Acredita que estejam mesmo revivendo o glam-rock? Não é um rock-glam da antiga escola. Sei que parece que sou fã, mas nunca prestei atenção até ser comparado. Quando chequei o que diziam, entendi. Mas acho que sou uma pessoa do velho rock do AC/DC, Zeppelin, Guns N’ Roses (tem show dia 13 no Palestra Itália) e Metallica. De qualquer maneira, o momento é superexcitante. Passamos muito tempo convencendo agentes de que os fãs de pop, que gostam dos top 40, podem gostar de rock se a música for boa. Ainda bem, estão a-man-do a banda. Meio que virei uma celebridade, uma loucura.

O que faz você ter certeza disso?
Preciso ganhar dinheiro. Quero muitos sapatos, joias. Pensa que tudo aconteceu desse jeito, assim, do nada? Eu trabalhava numa joalheria e fiz uma linha de badulaques para vender na Urban Outfitters e pagar as contas. Incrivelmente, as pessoas amaram, então pensei: vou fazer as coisas da Fetty, minha marca, com diamantes e bater na portas da Barney’s. Estão lá. Continuo não tendo onde morar, mas pelo menos posso dormir dentro do nosso ônibus. Este é nosso ano, você vai ver. Não tem como… O disco We Love You foi produzido para download.

E agora?
Em dezembro terminamos de gravar com o produtor Jack Joseph Puig (Green Day, Beck), com produção executiva de Gaga. Estamos colocando no Itunes algumas músicas e, quem comprar os EPs agora, poderá ter o restante do disco em breve.

O The Village Voice elegeu o SPW como a melhor banda de NY, certo?
É uma questão de tempo para o mundo amar a gente. Não tenho culpa se fico melhor do que Gaga nos vestidos dela.

Agora, ouça:

Semi Precious Weapons from Ito Partners on Vimeo.

Ah… sabe os looks de látex de Gaga? a designer é Atsuko Kudo, uma japonesa radicada em Londres, que faz os looks de Grace Jones, meias para Houssein Chalayan, Vivienne Westwood e… fez as meias que compuseram o styling do desfile da estilista Juliana Jabour. Fiquei com a preta. As que sobraram estão à venda na Surface to Air.

Atsuko com latex padronizado com filigranas; é um luxo da marca. Foto: Wireimage

Atsuko com latex padronizado com filigranas; é um luxo da marca. Foto: Wireimage

Na imagem enviada por Atsuko, as meias à venda na Surface to Air. Foto: Atsuko Kudo Design

Na imagem enviada por Atsuko, as meias à venda na Surface to Air. Foto: Atsuko Kudo DesignUnderwear de filigranas da designer japonesa

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