- O Corinthians de todos os tempos
- Parabéns pelos 100 anos
- Qual é a seleção dos 100 anos do Corinthians?
- O dia em que a Terra parou
- Um corintiano do Forte Apache
- Grandes ídolos – Hércules
- Filmes e livros sobre o Corinthians
- Grandes ídolos – Luizão
- O fim da era Alberto Dualib
- Grandes ídolos – Ricardinho
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- corinthians.com.br - Vídeos históricos – 1998: Corinthians 2 x 0 Cruzeiro
Grandes ídolos – Luizão
SÃO PAULO – Dribles, jogadas desconcertantes ou lances de encher os olhos do torcedor não eram a praia de Luiz Carlos Bombonato Goulart. Seu negócio era empurrar a bola para o fundo das redes. Do jeito que fosse. De pé direito, esquerdo, canela, joelho, cabeça.
Assim, marcou 76 vezes em 109 jogos e foi fundamental em quatro importantes títulos do Corinthians, o Brasileiro de 1999, o Paulista de 2001, o Mundial de 2000 e o Rio-São Paulo de 2002. Luizão gostava também de marcar em jogos decisivos, principalmente naqueles em que a situação estava delicada para o time.
Festejava batendo no peito estufado. Foi assim, por exemplo, na final do Nacional de 99. Nos dois primeiros jogos contra o Atlético-MG, fez três. Em 2002, foi campeão do mundo com o Brasil.
Texto publicado em caderno especial do ‘Jornal da Tarde’ de 13/8/2010
O fim da era Alberto Dualib
ROBSON MORELLI
JORNAL DA TARDE
SÃO PAULO – Esta história deve ser contada de trás para frente. Dia 5 de agosto deste ano, quinta-feira da semana passada, Alberto Dualib foi condenado a três anos e nove meses de reclusão por crimes de estelionato contra o Corinthians. Cumprirá pena em regime aberto e poderá recorrer da decisão. Assim terminou a era Dualib no comando do clube mais popular de São Paulo e um dos maiores do Brasil. Ele foi presidente do Corinthians durante 14 anos, eleito pela primeira vez em 1993. Saiu pelas portas do fundo, ameaçado de sofrer Impeachment, condenado pela torcida, abandonado pelo amigos. Sozinho num mar de lamas, apresentou sua renúncia em 2007.
Mas nem tudo foi pesadelo na administração Dualib. Ele esteve à frente do time em momentos importantes, como a conquista do Mundial da Fifa, em 2000, os Brasileiros de 1998, 1999 e 2005, a Copa do Brasil de 2002. Sob sua batuta também, o Corinthians entrou na era das parcerias, primeiro com o Banco Excel, depois com os norte-americanos da Hicks Muse e na última fase, a da lama à mostra, com os russos e iranianos da MSI. O clube se afastou do cenário esportivo, caiu para a Segundona e virou assunto nas páginas policiais. Acumulou dívida de R$ 100 milhões até a chegada do sucessor Andrés Sanchez.
Texto publicado em caderno especial do ‘Jornal da Tarde’ de 13/8/2010
Grandes ídolos – Ricardinho
RAPHAEL RAMOS
JORNAL DA TARDE
SÃO PAULO – Ao longo dos quase 100 anos de história do Corinthians, muitos foram os craques que desfilaram talento e classe no meio de campo do time. Mas poucos desempenharam o papel de “maestro” tão bem como Ricardinho. Com toque de bola refinado e visão de jogo apuradíssima, ele conquistou nada menos do que sete títulos no Parque São Jorge. Com a camisa alvinegra, foi a duas Copas e entrou na seleta lista de corintianos campeões mundiais com o Brasil (2002).
Ricardinho chegou ao Timão em 1998, vindo do francês Bordeaux. Trazido pelas mãos de Vanderlei Luxemburgo, caiu como uma luva naquela equipe que já contava com outros craques. E foi com o senso de organização tática do seu camisa 11 que o Corinthians conquistou o Brasileiro no fim do ano. Depois, vieram títulos atrás de títulos. Só do Paulistão foram dois (1999 e 2001), além de mais um Brasileiro (1999), o Mundial (2000), a Copa do Brasil (2002) e o Rio-São Paulo (2002). “Foram muitos títulos seguidos em um curto espaço de tempo”, recorda-se Ricardinho.
“Montamos um grupo com muita qualidade e conseguimos impor isso dentro do campo. Não tinha segredo, o time tinha qualidade e todos os jogadores, independentemente do momento, estavam focados no mesmo objetivo, que era vencer. Tínhamos a consciência de que poderíamos ficar marcados na história do clube por cada conquista que alcançássemos.”
No Atlético Mineiro desde o ano passado, o meia orgulha-se do seu passado no Parque São Jorge, mas prefere não eleger o título mais marcante pelo clube. “Se eu escolher um, estaria sendo injusto com os outros”, diz. Mas não esconde o carinho especial que tem pelo Mundial da Fifa. “Apesar de alguns gostarem de desvalorizar, é real e reconhecido pela Fifa.”
E foi justamente naquele torneio que Ricardinho diz ter marcado o seu grande gol pelo Timão. No dia 10 de janeiro de 2000, o Corinthians enfrentou o Al Nassr no Morumbi. O jogo valia vaga na final e o meia abriu o placar aos 25 minutos do primeiro tempo. O Corinthians venceu por 2 a 0 – Rincón ampliou a vantagem. Mas o verdadeiro prêmio para o atleta veio horas depois da partida. Na madrugada do dia 11, nasceu o seu filho Bruno. “Foi especial, inesquecível”, recorda.
Ricardinho saiu do Corinthians após a Copa de 2002. Defendeu São Paulo e Santos antes de voltar em 2006 em busca da sonhada Libertadores. Fracassou e foi para o Besiktas, da Turquia. A timidez da segunda passagem pelo clube, porém, não apagou o sucesso da primeira. Especial, inesquecível.
Texto publicado em caderno especial do ‘Jornal da Tarde’ de 13/8/2010
Time que inspirou o Corinthians sonha com jogo no Brasil
Corinthian-Casuals vive no amadorismo e, ao contrário do xará brasileiro, sonha com futuro modesto
LEANDRO COLON
LONDRES – O marceneiro Kane Sergeant, 24 anos, é volante e capitão do Corinthian. É ele quem serve água aos colegas. O pedreiro Brian Adamson é uma espécie de “manager”. Carrega as bolas, os cones, comanda o treinamento e escala o time em dia de jogos. O treino, longe do Parque São Jorge, é num jardim público de Tolworth, pequeno distrito a uma hora e meia de Londres.
Atrás de uma larga avenida fica a modesta e escondida sede do Corinthian-Casuals Football Club, um time amador, que não paga salários e joga numa espécie de sexta divisão do futebol da Inglaterra. É o “Corinthians inglês”, como dizem os corintianos no Brasil.
O Estado visitou o treinamento do clube que, 100 anos atrás, era uma superpotência do futebol da Inglaterra, inspirando a criação do Sport Club Corinthians Paulista após uma visita de dez dias ao Brasil, em 1910. O saldo, naquele tour, não poderia ter sido melhor: seis jogos, seis vitórias e 38 gols – dez desses gols contra um único time, o Fluminense.
Os ingleses foram embora sem noção do que haviam deixado para trás. Entusiasmados com o que viram na arquibancada do Velódromo em São Paulo, em 31 de agosto de 1910, jovens operários do Bom Retiro decidiram criar um time de futebol no dia 1.º de setembro e homenagear os ingleses. Cogitaram chamá-lo de Santos Dumont ou Carlos Gomes, mas deram ao novo clube o mesmo nome do esquadrão inglês. Sonhavam em um dia chegar perto do que viram ali. Nascia, sob a luz do lampião, o Corinthians Paulista.
Aqueles operários só não sabiam que, um século depois, criador e criatura trocariam de papéis: enquanto o Corinthians “brasileiro” comemora seu centenário em 2010 com 25 milhões de torcedores e uma história de glórias, o Corinthians inglês virou um clube pobre e, por ironia do destino, formado por operários.
A relação histórica entre os dois Corinthians é nítida para quem chega ao clube inglês: no pequeno salão de festas, destaca-se um troféu que o time de Londres recebeu da Federação Paulista quando fez um amistoso festivo com o coirmão brasileiro, em 1988, no Pacaembu. No site oficial do clube, os ingleses destacam a fundação do time paulista, a quem chamam de “primeiro” campeão do Mundial de Clubes da Fifa, em 2000.
Sem uniforme. Tem de tudo no treino do time inglês: marceneiro, pedreiro, professor, estudante, garçom, especialista em computador, dono de loja. Não há uniforme nos treinamentos, realizados às terças-feiras e sábados. Prevalecem camisas de times ingleses, como Chelsea e Arsenal. O preto e branco passa longe da camisa oficial. Não há preocupação com estilo: a cor é salmão e marrom, e o calção, azul marinho.
Por amor. Aos 128 anos, o clube, que fundiu-se ao time Casuals em 1939, sobrevive da contribuição de antigos sócios e do aluguel do seu salão de festas, colado ao campo “Arena Rei George”. O “manager” explica a decadência do Corinthians inglês: “Há 100 anos, Manchester, Arsenal e Corinthians eram amadores e estavam no mesmo nível. Depois, eles passaram a pagar aos jogadores. Mas nós, não. Quem não pagou não cresceu. Jogamos por amor ao futebol”.
O time inglês não esconde que gostaria muito de participar das celebrações do centenário do Corinthians. Chegou a acertar a realização de um amistoso no Brasil no primeiro semestre, mas desistiu da empreitada por falta de patrocínio. Agora, faz um último apelo à diretoria da equipe paulista. “Se pagarem o voo e hospedagem, nós vamos a qualquer momento. Paramos tudo e vamos”, diz Brian Adamson.
Edu é o corintiano mais famoso
Ao descobrir a origem brasileira da reportagem e o interesse pelo centenário do Corinthians, jogadores e comissão técnica do time da Inglaterra logo citam Ronaldo e Roberto Carlos, famosos na Europa. Mas os “operários” do Corinthian-Casuals destacam um nome em especial: o volante Edu, revelado no Parque São Jorge e ídolo do londrino Arsenal, por onde jogou por cinco temporadas.
“Sou torcedor do Arsenal e ele foi um grande jogador. Eu jogo como Edu, no meio de campo”, diz o capitão Kane. Ele é quem serve o galão de água no intervalo do treino, comandado pelo “manager” Brian Adamson e pelo treinador de goleiros, Allan Winnett.
A reportagem pergunta a Kane a sua profissão na Inglaterra. “Eu monto cozinhas customizadas. Vou à sua casa e faço a cozinha”, explica. “Eu gostaria de ser jogador profissional, mas é muito difícil, especialmente porque, se você tem uma chance, precisa pegá-la, senão fica difícil depois”, lamenta.
Titular e reserva. O elenco do Corinthians inglês tem cerca de 40 jogadores. Um time titular representa o clube salmão e marrom no campeonato oficial da sexta divisão, enquanto um grupo de reservas participa de amistosos. A maioria da equipe sabe do centenário “co-irmão” brasileiro neste ano. Não é por menos. “Sempre aparece uns corintianos aqui, que moram em Londres. Eles vêm conhecer o clube e trazem aqueles equipamentos para bater e fazer barulho”, diz Brian Adamson.
Ao contrário do xará brasileiro, que sonha com um futuro de grandeza, o Corinthian prefere viver do passado e não almeja muitos progressos. “Queremos ficar nessa divisão, talvez subir, no máximo, uma”, diz Adamson.
Texto publicado no ‘O Estado de S. Paulo’ de 15/8/2010
A programação de comemorações do centenário
SÃO PAULO – As festas pela comemoração dos 100 anos de fundação do Corinthians terão início em 27 de agosto, quando será realizada uma sessão solene na Câmara Municipal de São Paulo.
No dia 29, um evento será realizado no ginásio do Parque São Jorge. Primeiro será exibida a partida entre Corinthians e Vitória e, na sequência, o filme “23 anos em 7 segundos”, sobre o título paulista de 1977. Por fim, haverá um show da dupla sertaneja Fernando e Sorocaba.
E na noite da véspera do centenário, a partir das 19h30, haverá o Show da Virada no Vale do Anhangabaú, com queima de fogos e contagem regressiva. Animarão o evento os shows de Exaltasamba, Maria Cecília e Rodolfo, Paula Lima, Rappin Hood, Xis e a banda do ex-goleiro corintiano Ronaldo, entre outros.
Para o dia do centenário, a diretoria convocou os torcedores a saírem às ruas com a camiseta do clube, no que foi nomeado como o Dia do Corinthians. (AE)
2 de dezembro de 2007: um dia para esquecer
ROBSON MORELLI
JORNAL DA TARDE
SÃO PAULO – Os corintianos contam com certeza absoluta que o jogo que derrubou o Corinthians para a Segundona de 2008 foi contra o Vasco, pela penúltima rodada do Campeonato Brasileiro de 2007. Eurico Miranda, desta vez, tentou ajudar. O presidente mandou o seu time do Rio para São Paulo pela Dutra, quase seis horas de ônibus. O Vasco não tinha mais o que fazer na competição a não ser evitar o WO. Veio para perder, pode-se dizer. Conseguiu ganhar no Pacaembu por 1 a 0 com gol do atacante Alan Kardec.
A derrota fez o Corinthians cair antes do tempo. Não havia mais forças para reagir. E o último compromisso era diante do Grêmio, no Olímpico. O Corinthians tinha 43 pontos, um a mais que o Goiás, também na corda bamba. O time goiano media forças com o Inter, também de Porto Alegre. Os gaúchos dariam as notas finais ao último degolado. O Corinthians empatou por 1 a 1. O Goiás ganhou de 2 a1. Foi salvo com 45 pontos. O Timão caiu com 44, na 17ª posição. Um dia para esquecer. Uma temporada para não ser lembrada nunca mais, tanto dentro quanto fora de campo. Foram meses tempestuosos aqueles no Parque São Jorge, com um time horroroso e uma administração cheia de denúncias e acusações de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
A campanha inteira começou torta. Leão deixou o comando do time antes de o Brasileiro começar. Entregou o posto a Paulo César Carpegiani, que também não foi bem. Aí a diretoria ‘inventou’ Zé Augusto, um ex-jogador com passagem pelas categorias de base. Não deu certo da mesma forma. O então presidente Alberto Dualib foi buscar Nelsinho Baptista, técnico do primeiro título brasileiro do clube em 1990. Se soubesse que acabaria como acabou, não teria manchado seu currículo no Parque São Jorge. Mas ele não sabia e aceitou a responsabilidade.
Os corintianos se iludiram em dois momentos daquele ano, em duas vitórias em clássicos. O time bateu o Santos por 2 a 0 e achou que a partir dali tudo seria diferente. Não foi. Também usou a vitória diante do São Paulo por 1 a 0 para acreditar na virada.
Foi apanhando e se aproximando do rebaixamento. Terminou a campanha (vexatória) com 44 pontos. Venceu apenas dez partidas das 38 que disputou. Perdeu 14 e empatou outras 14. O goleiro Felipe, esse mesmo que deixou o clube há poucos dias após devolver parte das luvas adiantadas, foi buscar a bola nas redes 50 vezes. O ataque corintiano formado por Finazzi e mais um, às vezes Clodoaldo, às vezes Everton Santos, marcou 40 gols. No meio da temporada, o Corinthians também perdeu um jogador que poderia ter feito alguma diferença. O meia Willian foi vendido para o Shakhtar Donetsk por US$ 18,5 milhões. Dualib recebeu a oferta, viu o tanto de dinheiro que era e não teve dúvidas, assinou a liberação do jogador imediatamente. O Corinthians caiu dia 2 de dezembro de 2007.
O ano seguinte, já com Mano Menezes no comando, foi para resgatar a paixão do corintiano. E isso se deu em grande estilo. O Timão deu outra condição à Série B. Foi campeão em disputa irreparável. E sempre com a Fiel ao seu lado. Renascia das cinzas para reescrever sua centenária história.
Texto publicado em caderno especial do ‘Jornal da Tarde’ de 13/8/2010
Grandes ídolos – Casagrande
Atacante forjado no terrão do Parque São Jorge rodou o mundo, mas atendeu ao apelo da Fiel e voltou ao time
RAPHAEL RAMOS
JORNAL DA TARDE
SÃO PAULO – A Fiel se notabilizou por ser uma das torcidas mais exigentes do Brasil. Mas quando vai com a cara de um jogador, nunca mais o esquece. Com Walter Casagrande Júnior, ou simplesmente Casão, foi assim.
O atacante de 1,91 m e cabelos encaracolados saiu do Corinthians em 1986, rodou o mundo e retornou ao País em 1993 para defender o Flamengo. Foi então que no dia 3 de outubro daquele mesmo ano, ele regressou ao Pacaembu. Mas ainda com a camisa rubro-negra. E protagonizou uma história pra lá de insólita. Milhares de corintianos entoaram o coro “Volta Casão, teu lugar é no Timão.” Foi de arrepiar.
Aquela declaração de amor tinha motivo. Casagrande era assumidamente corintiano, como aqueles milhares de torcedores na arquibancada. Desde 1970, com apenas sete anos, acompanhava o time nos estádios. Em 1975, começou a jogar no terrão do Parque São Jorge. Rebelde, atuava com a camisa para fora do calção e as meias arriadas. Não por acaso, em 1981, entrou em rota de colisão com o técnico linha-dura Osvaldo Brandão e foi para a Caldense de Minas.
No ano seguinte, voltou ao Corinthians para começar a escrever a sua história de sucesso. Logo na estreia, contra o Guará-DF, pela Taça de Prata, marcou quatro gols na goleada por 5 a 1. “Eu tinha uns amigos em Minas Gerais que me falaram bem dele. O América do Rio queria levá-lo, mas eu não deixei e disse para o pessoal da diretoria que ele tinha de voltar para o Corinthians. Logo no primeiro jogo, fez quatro gols e depois não parou mais”, relembra o ex-técnico Mário Travaglini.
Casagrande foi bicampeão paulista em 1982 e 83. Em 84, foi negociado com o São Paulo, mas ficou pouco tempo no Morumbi. Voltou para o Corinthians e, em 1986, foi para o Porto. A passagem pelo Fla foi curta e Casão não demorou para atender ao apelo da Fiel. Em 1994, lá estava ele de volta ao seu clube do coração para confirmar que os torcedores estavam certos naquele 3 de outubro de 1993.
Texto publicado em caderno especial do ‘Jornal da Tarde’ de 13/8/2010
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