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Histórias do Brasileirão – 3
Para relembrar, a final do Campeonato Brasileiro de 1999, contra o Atlético-MG, quando o Corinthians conquistou seu terceiro título nacional:
Lembranças da decisão por pênaltis do Mundial de Clubes
Cinco corintianos bateram pênalti na decisão do Mundial, contra o Vasco
SÃO PAULO – Estafados. Foi assim que Luizão, atacante do Corinthians naquela decisão, definiu a situação dos jogadores do time alvinegro após o apito final do árbitro holandês Dick Jol. Foram 120 minutos e nenhum gol. “A gente tinha acabado de conquistar o Brasileirão, fez três jogos difíceis no Morumbi. Nós estávamos estafados, no limite”, lembra o atacante.
Oswaldo de Oliveira sabia disso e só escolheu os cinco batedores depois de saber a situação de cada um dos seus comandados. “Eu queria muito bater. Falei para o Oswaldo. Tinha saído do Vasco com o Eurico (Miranda, então presidente vascaíno ) me devendo. Tinha de fazer aquele gol.”
O atacante não decepcionou e converteu a terceira cobrança do Corinthians. Rincón, o primeiro batedor, Edu e Fernando Baiano também foram precisos. “Eu era jovem. Entrei só no fim da prorrogação, mas ainda no banco virei para o Luiz Mário (jogador corintiano na época) e falei que se entrasse faria o gol de pênalti”, conta Fernando Baiano, hoje com 30 anos. “Tinha certeza de que se a gente fizesse nossos gols, o Dida iria pegar pelo menos um.”
E não deu outra. Após sofrer gols de Romário e Alex Oliveira, o goleiro defendeu a cobrança do lateral Gilberto e deixou o Corinthians mais perto da taça. Na última cobrança corintiana, Marcelinho falhou. “Fiquei apreensivo, mas tinha confiança no Dida. Só que ele nem precisou defender outro pênalti”, lembra Fernando.
O Corinthians vencia por 4 a 3. Edmundo tinha o último pênalti. Para fora. “Sonho até hoje com aquela bola para fora”, diz Luizão.
Texto publicado no ‘Jornal da Tarde’ de 14/1/2010, em caderno especial
Dez anos do Mundial de Clubes
Maior título da história do Corinthians veio em uma noite de calor de janeiro. Triunfo contra o Vasco, nos pênaltis, coroou um time que havia ganho o Brasileiro duas vezes seguidas, em 1998 e 1999
SÃO PAULO – Os rivais dizem que para conquistar o mundo é preciso antes conquistar o continente, mas o corintiano sempre dará de ombros. Há dez anos, em 14 de janeiro de 2000, o capitão do Corinthians, Freddy Rincón, recebeu de Joseph Blatter a taça de primeiro clube campeão do mundo pela Fifa. O planeta era alvinegro.
“Não é todo dia que se ganha um torneio desse tamanho. Ficam falando que foi torneio de verão, alguns desmerecem, mas isso vindo de rivais é normal. Se fossem eles os campeões do mundo, estariam comemorando igual a gente comemora até hoje”, cutuca Rincón.
A participação do Corinthians no Mundial da Fifa gerou controvérsias. Sem nunca ter vencido a Libertadores, o clube foi convidado a participar do torneio por ser campeão brasileiro de 1998, assim como o Vasco, vencedor da Libertadores do mesmo ano. O Palmeiras, campeão da América em 1999, queria a vaga, mas não conseguiu.
A organização do torneio pedia um time do Rio. O título brasileiro de 1999 acabou dando ao Corinthians o status de melhor time do país-sede do Mundial por dois anos seguidos, o que legitimou sua participação no torneio.
Passada a polêmica, o Corinthians disputou a primeira fase no Morumbi. Era cabeça-de-chave do Grupo A, com Real Madrid, da Espanha, Raja Casablanca, do Marrocos, e Al
No dia 5 de janeiro, duas semanas após a partida final do Brasileirão, contra o Atlético-MG, o Timão estreou contra o Raja. Venceu por 2 a 0, gols de Luizão e Fábio Luciano (neste, a bola tocou o travessão e quicou no gramado sem entrar no gol).
Dois dias depois, o maior desafio: o poderoso Real Madrid. “Aquele jogo foi demais. A gente sabia que para chegar à final não poderia perder o jogo”, lembra Luizão. Anelka abriu o placar para o Real aos 19 do primeiro tempo. Com passe de Luizão, empatou de novo.
Na terceira partida, contra o Al Nassr, em 10 de janeiro, o Corinthians vencia por 1 a 0, gol de Ricardinho, até os 36 do segundo tempo. O resultado não era suficiente, já que o Real Madrid tinha o mesmo saldo, mas havia feito mais gols do que o time alvinegro. Um gol de Rincón, porém, deixou o Corinthians em vantagem sobre os espanhóis e levou o time ao Rio, onde, no dia 14, enfrentou o Vasco.
O maior título da história do Corinthians não teria acontecido se um ex-corintiano não tivesse falhado no momento da decisão por pênaltis. O vascaíno Edmundo, jogador do time alvinegro na temporada de 1996, tinha a chance de manter sua equipe na luta pela taça na última cobrança da série regular, mas acabou falhando. O Corinthians vencia por 4 a 3 e Edmundo mandou a bola para bem longe do gol de Dida. Estava encerrado o primeiro Mundial de Clubes da Fifa. Para azar de Edmundo.
++++ 8 clubes participaram do primeiro Mundial da Fifa. Além dos locais Vasco e Corinthians, vieram Real Madrid e Manchester United da Europa. Da África, veio o Raja Casablanca. O Al Nassr representou a Ásia e o Melbourne, a Oceania.++++
14 de janeiro de 2000 (noite)
VASCO (3) 0 x 0 (4)CORINTHIANS
VASCO - Helton; Paulo Miranda, Odvan, Mauro Galvão e Gilberto; Amaral, Juninho Pernambucano (Viola), Ramon (Donizete) e Felipe (Alex Oliveira); Romário e Edmundo Técnico: Antonio Lopes
CORINTHIANS - Dida; Índio, Adílson, Fábio Luciano e Kléber; Vampeta (Gilmar), Rincón, Marcelinho e Ricardinho (Edu); Edilson (Fernando Baiano) e Luizão. Técnico: Oswaldo de Oliveira
Pênaltis convertidos – Rincón, Luizão, Fernando Baiano e Edu; Romário, Alex Oliveira e Viola.
Pênaltis perdidos – Marcelinho; Gilberto e Edmundo.
Árbitro - Dick Jol (HOL).
Cartões amarelos – Felipe, Amaral, Rincón, Paulo Miranda, Adilson, Índio, Edmundo e Luizão.
Estádio – Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Texto publicado no ‘Jornal da Tarde’ de 14/1/2010, em caderno especial
O fim do jejum de 23 anos
O momento mais importante da história do Corinthians completa nesta terça-feira, 13 de outubro, 32 anos. Foi quando, aos 37 minutos do segundo tempo, Basílio, o “Pé de Anjo”, acertou o gol da Ponte Preta e libertou o time alvinegro do jejum de títulos.
Para comemorar essa data, o melhor é relembrar (ou conhecer) como foi o jogo. Abaixo, o texto da Edição de Esportes do Jornal da Tarde do dia 14/12/77.
CORINTHIANS, MEU CAMPEÃO
PEDRO AUTRAN RIBEIRO
JORNAL DA TARDE
SÃO PAULO – O Corinthians não completou os 23 anos sem título. Venceu a Ponte Preta no tempo normal, por 1 a 0. E foi uma vitória justa, porque, mesmo jogando de forma errada a maior parte do jogo, foi o Corinthians o time que procurou o gol com insistência, desde o início, enquanto a Ponte, nervosa, não exigiu nenhuma defesa de Tobias.
A derrota de domingo serviu de lição para o técnico Osvaldo Brandão: mesmo sem Palhinha, seu atacante mais perigoso, ele fez o Corinthians entrar jogando ofensivamente, prendendo a Ponte Preta em seu próprio campo.
E, o que era mais importante, o meio-campo do Corinthians, ontem, não dava liberdade a Vanderlei, Marco Aurélio e Dicá, os jogadores que organizavam os contra-ataques do time campineiro.
Assim, sem nenhuma opção ofensiva, a Ponte foi obrigada a aceitar o domínio do Corinthians, que já nos primeiros dez minutos de jogo havia mandado uma bola na trave e criado duas outras chances de gol.
Então, numa atitude inexplicável de Rui Rei – que visivelmente tocou a bola com a mão – reclamando do juiz até provocar sua expulsão, modificou o jogo: quando se esperava que a Ponte Preta, com apenas 10 homens, ficasse totalmente abalada, verificou-se um decréscimo de produção do Corinthians.
O time de Osvaldo Brandão não soube aproveitar a superioridade numérica, insistindo em lançamentos altos pelo meio, sem aproveitar as jogadas pelas pontas, principalmente do lado direito, onde o nervosismo de Ângelo era visível. Além disso, sem ter a quem marcar, Zé Maria também apoiou pouco, sem se valer do corredor que se abria à sua frente.
A única chance corintiana nesse período do jogo ficou com uma meia bicicleta de Geraldo, muito bem defendida por Carlos. À Ponte Preta, que com 11 não conseguia atacar, nada sobrou em termos ofensivos, pois Tuta caiu para o meio, assim como Lúcio, sem conseguir receber uma bola que fosse.
E o primeiro tempo terminou com o domínio corintiano, mas um domínio raramente transformado em perigo de gol.
Nada se modificou no segundo tempo: o Corinthians voltou dominando o jogo, insistindo num esquema totalmente errado, lançando bolas altas sobre a área da Ponte Preta, onde Oscar e o goleiro Carlos dominavam tantas jogadas.
As rebatidas da defesa campineira eram todas dominadas por Russo, mas ele não conseguia, com sua excessiva lentidão, criar novas opções de jogada: insistia pelo meio, justamente onde a Ponte Preta concentrava seus jogadores.
Dificilmente o Corinthians conseguiria furar o bloqueio da Ponte, a não ser num lance de bola parada. E foi exatamente assim que o gol surgiu, aos 37 minutos, depois de uma cobrança de falta da direita, feita por Zé Maria.
Depois, o jogo acabou: nos poucos minutos restantes, os nervos dos jogadores dos dois times explodiram e até que o juiz desse o apito final, determinando o fim da longa angústia corintiana, não se viu mais futebol no campo do Morumbi.
13 de outubro de 1977 (noite)
CORINTHIANS 1 – Tobias; Zé Maria, Moisés, Ademir e Wladimir; Ruço, Basílio e Luciano; Vaguinho, Geraldão e Romeu. Técnico: Osvaldo Brandão.
PONTE PRETA 0 - Carlos; Jair, Oscar, Polozzi e Ângelo; Vanderlei, Marco Aurélio e Dicá; Lúcio, Rui Rei e Tuta (Parraga). Técnico: Zé Duarte.
Gol - Basílio, aos 37 minutos do segundo tempo.
Árbitro - Dulcídio Wanderley Boschillia.
Cartões amarelos - Ângelo, Vanderlei e Geraldão.
Cartão vermelho – Rui Rei, Oscar e Geraldão.
Público - 86.677 pagantes
Renda - Cr$ 3.325.470,00
Estádio - Morumbi, em São Paulo (SP).
Para guardar, este é o pôster do campeão daquela histórica edição. Clique na foto e faça o download!
Todos os títulos do futebol do Corinthians
Em seus 99 anos de história, o Corinthians tem taças e conquistas no futebol e em várias modalidades, como basquete, vôlei, remo, natação, futsal, etc. A lista abaixo é a das conquistas do futebol e, ao longo do tempo, vamos contando as histórias destas aqui no Blog do Centenário do Corinthians.
TODOS OS TÍTULOS DO FUTEBOL DO CORINTHIANS
Internacionais
I Mundial de Clubes da Fifa (2000)
Nacionais
Campeonato Brasileiro (1990, 1998, 1999 e 2005)
Campeonato Brasileiro Série B (2008)
Copa do Brasil (1995, 2002 e 2009)
Supercopa do Brasil (1991)
Interestaduais
Torneio Rio-São Paulo (1950, 1953, 1954, 1966 e 2002)
Estaduais
Campeonato Paulista (1914, 1916, 1922/23/24, 1928/29/30, 1937/38/39, 1941, 1951/52, 1954, 1977, 1979, 1982/83, 1988, 1995, 1997, 1999, 2001, 2003 e 2009)
TORNEIOS
Internacionais
Copa Presidente Marcos Pérez Gimenez/Pequena Taça do Mundo (Venezuela, 1953)
Torneio Internacional Charles Miller (Brasil, 1955)
Copa do Atlântico (1956)
Copa Cidade de Turim (Itália, 1966)
Torneio Costa do Sol (Espanha, 1969)
Troféu Apolo V (Estados Unidos, 1969)
Copa São Paulo (Brasil, 1975)
Torneio Feira de Hidalgo (México, 1981)
Copa das Nações (Estados Unidos, 1985)
I Torneio Internacional de Verão Cidade de Santos (Brasil, 1986)
II Torneio Internacional de Verão Cidade de Santos (Brasil, 1987)
XLII Troféu Ramón de Carranza (Espanha, 1996)
Interestaduais
Taça Supremacia/Torneio Quinela de Ouro (1942)
Torneio de Brasília (1958)
Pentagonal do Recife (1965)
Triangular de Goiânia (1967)
Torneio do Povo (1971)
Taça Cidade de Porto Alegre (1983)
Estaduais
Torneio Início do Campeonato Paulista (1919, 1920, 1921, 1929, 1936, 1938, 1941, 1944 e 1955)
Taça Cidade de São Paulo (1922)
Taça Cidade de São Paulo (1942/43, 1947/48 e 1952)
Taça Cidade de São Paulo (1978)
Taça Competência (1922/23/24)
Taça Ballor (1923/24 e 1928)
Troféu Fasanello (1938)
Taça Henrique Mundel/Festival do São Paulo Futebol Clube (1938)
Taça Prefeitura Municipal de São Paulo (1953)
Torneio das Missões/Taça Tibiriçá (1953)
Taça Charles Miller (1954 e 1958)
Taça dos Invictos (1956, 1957 e 1990)
Torneio de Classificação do Campeonato Paulista (1957)
Taça São Paulo (1962)
Taça Piratininga (1968)
Torneio Laudo Natel (1973)
Taça Governador do Estado (1977)
Copa Bandeirantes (1994)
TAÇAS E TROFÉUS
Internacionais
Taças Cittá de Firenze, Ao Empório Toscano, Sudan Ovais e Professor Caputto (1929)
Copa dos Campeões (1986)
Nacionais
Taça Mais Querido do Brasil (1955)
Troféu Osmar Santos (2005)
Interestaduais
Char de la Victoire e Taça Vada (1928)
Taça Apea (1930)
Taça Aliança da Bahia (1936)
Taça Prefeitura de Salvador (1936)
Taça Linha Circular (1938)
Taça de Campeões Rio-São Paulo (1941)
Estaduais
Taça Beneficência Espanhola (1915, 1916)
Taça Cronistas Esportivos (1916)
Taça oferecida pelo dr. Alcântara Machado (1916)
Taça oferecida pelo sr. Celinho Ambrósio (1917)
Taça Amílcar Barbuy (1919)
Taça União Brasil (1919)
Taça 47 (1919)
Taça Neco (1920)
Taça Doutor Arnaldo Vieira de Carvalho (1920)
Taça Prefeitura Municipal de Guaratinguetá (1920)
Taça Ida (1921)
Taça Antarctica (1921)
Taça ao Preço Fixo (1921)
Taça Sacadura Cabral e Gago Coutinho (1922)
Taça Cântara Portugália (1922)
Taça Joalheria Castro (1925)
Taça Guido Giacominelli (1925)
Taça Agência Ford (1925)
Taça Studebaker (1925)
Taça Lacta (1926)
Taça Centenário do Uruguai (1926)
Taça Guanará Espumante (1926)
Taça Francisco Rei (1926)
Taça Apea (1926)
Taça De Callis (1926)
Taça Elixir de Cabo Verde Composto (1926)
Taça Adamastor (1926)
Taça Fábrica de Gelo Vila Mathias (1927)
Taça Sarmento Beires (1927)
Taça Ribeiro de Barros (1927)
Taça Tipografia Carvalho (1927)
Taça O Comerciário (1927)
Taça Almirante Sousa e Silva (1929)
Troféu Washington Luís (1930)
Taça Ministro do Chile (1928, 1931)
Troféu Liga Paulista (1939)
Taça Duque de Caxias (1941)
Taça Manoel Domingos Corrêa (1942)
Troféu Bandeirante (1954)
Troféu Lourenço Fló Júnior (1962)
Taça da Solidariedade (1994)
TÍTULOS HONORÍFICOS
Galo da Várzea (1910, 1913)
Campeão do Centenário (1922)
Campeão dos Campeões do Brasil (1929)
Tri tricampeão paulista
Campeão Honorário do Brasil: Torneio Rio-São Paulo (1950)
Fita Azul do Futebol Brasileiro (1952)
Campeão Internacional dos Invictos (1954)
Campeão dos Centenários (1922 e 1954)
Campeão Paulista do Século XX I
(lista extraída do site oficial do Corinthians)
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