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O Corinthians de todos os tempos

5 de setembro de 2010
por Milton Pazzi Jr.

Este  Blog do Centenário (em conjunto com o jornal O Estado de S. Paulo e em seu último post) convidou e os internautas elegeram os 11 melhores da história corintiana: Gilmar, Zé Maria, Domingos da Guia, Gamarra, Rincón, Wladimir, Oswaldo Brandão (técnico), Marcelinho Carioca, Sócrates, Ronaldo, Neto e Tevez.

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Parabéns pelos 100 anos

1 de setembro de 2010
por Milton Pazzi Jr.

Foto: Sergio Neves/AE
Foto: Sérgio Neves/AE

Chegou o dia. Nesta quarta-feira o Corinthians completa 100 anos de existência. A festa começou com um show no Vale do Anhangabaú, em São Paulo (SP), e termina com um abraço simbólico que os torcedores vão dar no Parque São Jorge. O Grupo Estado dá os parabéns. Aqui no blog você encontra histórias de todo este período. E você pode ler, abaixo, tudo o que envolve a comemoração:

linkComemoração reúne 100 mil
link‘Sou o mais feliz do mundo’, diz Ronaldo
linkLula recebe título de Torcedor Símbolo
mais imagens As fotos da festa do Centenário
linkPalmeirense conquistado pelo Corinthians
linkGols inesquecíveis
linkDe vitórias choradas e ídolos polêmicos
linkRepercussões
linkApelidos que marcaram craques e a história alvinegra
linkPara ganhar a torcida,vale mais a raça
linkSofredor, mas vitorioso
linkNasceu do povo e para o povo
link‘Era palmeirense, mas o Corinthians me conquistou’
linkFiguras folclóricas fazem parte da rica história
link‘O time pode perder, mas tem de perder lutando’
linkNo cinema, a paixão pelo clube também já ganhou espaço
som Território Eldorado: Atual elenco fala sobre o centenário

Qual é a seleção dos 100 anos do Corinthians?

30 de agosto de 2010
por Milton Pazzi Jr.

Está chegando o dia de comemorar 100 anos de existência do Corinthians. Para que esta data chegasse, não faltaram craques e pernas de pau que defendem a camisa alvinegra e conquistaram e perderam títulos. Mas, quais foram os melhores? E os piores?

Queremos saber sua seleção dos 100 anos. Pode ser tanto dos melhores, maiores, aqueles que valem o pôster na parede, quanto dos piores, aqueles que pareciam jogar para o adversário.  No dia do Centenário apresentaremos os mais indicados!

O dia em que a Terra parou

27 de agosto de 2010
por Milton Pazzi Jr.

Como foi a contratação de Ronaldo, que mexeu com o futebol brasileiro e fez o nome do Corinthians ganhar o mundo

SÃO PAULO – A mais badalada contratação do futebol brasileiro dos últimos tempos teve o martelo batido num tête-à-tête entre o presidente Andres Sanches e o atacante Ronaldo num hotel no Rio de Janeiro no final de 2008.

Enquanto o diretor de marketing Luís Paulo Rosenberg e o empresário Fabiano Farah discutiam a parte chata do assunto (cláusulas de contrato), o presidente convidou o jogador para levantar da mesa, dando uma pausa no café da manhã. Ele queira acender um cigarro. O papo, a sós, foi mais ou menos assim: “Ronaldo, eu não vou poder pagar”. O atacante rebateu: “Mas quem está falando em dinheiro é você, não eu.” Andres rabiscou num papel um valor que seria aceitável para ele e para o atleta, algo em torno de R$ 400 mil por mês. O resto, disse o cartola, a gente acerta com patrocínios. Ronaldo disse sim. O negócio estava fechado.

Assim, entre uma baforada e outra, bem ao estilo Andres Sanches, Ronaldo Fenômeno foi contratado. O que parecia impossível não era mais. As formalidades contratuais ficariam para depois, para Fabiano Farah e para o escritório de advocacia que cuida de tudo o que envolve a empresa chamada Ronaldo.

“Eu também imaginava que fosse só um sonho, mas acabou sendo possível. Não temos de perguntar o quanto ele vai ganhar. Temos de ver o quanto o Corinthians vai se dar bem”, afirmou Andres Sanches ao JT no dia do anúncio oficial da contratação, 9 de dezembro de 2008. Estava orgulhoso.

O presidente confessou que era só um sonho distante ter Ronaldo no clube porque, antes desse dia, ele já havia feito contatos com Farah, com advogados espanhóis, e tinha saído meio descrente das preliminares. Mas o próprio Ronaldo se dispôs a levar a negociação adiante e ligou para Andres marcando o tal café da manhã. Quase não deu certo. O dirigente não atendeu a chamada porque não sabia quem estava ligando. Minutos depois, ele foi avisado que o telefone confidencial que aparecia em seu celular era do Fenômeno.

Essa história desmente, em parte, o que o próprio atacante dizia sobre o que o havia levado a se acertar com o Corinthians, um projeto para ele, diferentemente do Flamengo, que o deixava treinar em seu CT, mas que não havia feito proposta alguma para tê-lo. O “projeto” ao qual se referia estava rabiscado num pedaço de papel qualquer.

Apresentado no Parque São Jorge no dia 12 de dezembro de 2008, Ronaldo levou pouco mais de 6 mil pessoas ao acanhado estádio corintiano, a Fazendinha. Mais que isso, o nome Corinthians explodiu na mídia – no Brasil e no mundo, exatamente como imaginava Andres. Não era para menos. O time tinha em suas fileiras o artilheiro de todas as Copas, com 15 gols.

O clube dava ainda seu passo à internacionalização. E Ronaldo, eleito três vezes o melhor do mundo, seria o patrona dessa caminhada.

Texto publicado em caderno especial do ‘Jornal da Tarde’ de 13/8/2010

Um corintiano do Forte Apache

26 de agosto de 2010
por Milton Pazzi Jr.

O raçudo Carlitos Tevez e a Fiel simbolizaram um casamento perfeito; há até hoje quem defenda a volta do argentino ao Parque São Jorge

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SÃO PAULO – As primeiras entrevistas do até então desconhecido iraniano Kia Joorabchian, o todo poderoso da obscura MSI, diziam que o Corinthians seria o “Number One” em pouco tempo. A primeira cartada da parceira que deixaria o clube dois anos depois foi a contratação de Carlitos Tevez, argentino com um currículo extenso para um jovem de 20 anos: ídolo do Boca Juniors, onde foi campeão nacional e da Libertadores em 2003, e medalha de ouro na Olimpíada de Atenas, em 2004, pela seleção. Carlitos ganhou o coração dos corintianos instantaneamente, e naquele começo de 2005, poucos torcedores se importavam se os quase US$ 20 milhões pagos – a maior contratação do futebol brasileiro em valores – pelo jogador tinham vindo da máfia russa ou de ações ilícitas de fora do País.

No dia em que se apresentou ao clube, 14 de janeiro de 2005, os conselheiros mais velhos do Corinthians diziam que só tinham visto uma mobilização daquela quando o time havia contratado Mané Garrincha, nos anos 60. Câmeras de TVs, transmissões ao vivo para o Brasil e para a Argentina, e uma penca de jornalistas estrangeiros estavam no Parque São Jorge na chegada de Tevez. Repórteres portenhos diziam que a vinda de Carlitos ao Brasil era o maior acontecimento do futebol sul-americano dos últimos anos. “Estou feliz por estar no Corinthians, que é um clube igual ao Boca”, foram suas primeiras palavras.

Nasceu e cresceu numa das favelas mais violentas de Buenos Aires, conhecida pelo nome de Forte Apache. Mas não se envergonhava disso.

“Eu me identifiquei muito com os corintianos. É gente humilde, sofrida, de bairros pobres como eu fui. Fico encantado que me vejam como um dos seus “, afirmou o jogador certa vez em uma entrevista à revista Placar.

No seu primeiro jogo, Carlitos levou 50 mil pessoas ao Morumbi para assistir à vitória de 1 a 0 do Corinthians sobre o América pelo Campeonato Paulista. Sentiu-se em casa. No dia em que completou 21 anos, fez seu primeiro gol dos 31 que marcou com a camisa corintiana na vitória diante da Inter de Limeira, também pelo Paulistão. Com Tevez, e o time batizado de Galácticos, o Corinthians conquistou o controverso título Brasileiro de 2005. O argentino foi o principal jogador da equipe, e teve sua grande atuação no histórico 7 a 1 em cima do Santos. Aquele dia ele fez três gols.

Sua saída do Parque São Jorge, no entanto, foi da pior maneira possível. Depois da eliminação na Libertadores de 2006 e da Copa da Alemanha, Tevez bateu de frente com o técnico Leão – foi a deixa para Kia levá-lo embora junto com o volante Mascherano, outro argentino bom de bola. A MSI, que prometeu transformar o time em Number One, começava a ruir – e a conta viria dois anos mais tarde, com o rebaixamento para a Série B do Brasileiro. Ainda há dirigentes que acham possível repatriar Carlitos Tevez, hoje estrela do Manchester City, da Inglaterra. Talvez ele volte um dia como todo bom corintiano.

Texto publicado em caderno especial do ‘Jornal da Tarde’ de 13/8/2010

Grandes ídolos – Hércules

25 de agosto de 2010
por Milton Pazzi Jr.

SÃO PAULO – Hércules de Miranda chegou ao Corinthians já no fim da carreira, beirando os 30 anos. Mas nem por isso jogou pouco ou mal. Em 73 partidas, marcou 56 gols. Mineiro de Guaxupé, despontou no Juventus, passou pelo São Paulo até ganhar destaque nacional no Fluminense.

Pelo time das Laranjeiras, foi titular da Seleção Brasileira na Copa de 1938. Em 1942, pediu para jogar no Corinthians, onde reencontrou em 1944 Domingos da Guia, um dos zagueiros que mais sofreram para marcá-lo. Sua principal característica era o chute forte com a perna esquerda e, por isso, ganhou o apelido de “Dinamitador”.

Segundo o cronista esportivo Geraldo Romualdo da Silva, Hércules tinha “um canhão no pé esquerdo e um míssil no direito”. Morreu em 1982.

Texto publicado em caderno especial do ‘Jornal da Tarde’ de 13/8/2010

Filmes e livros sobre o Corinthians

24 de agosto de 2010
por Milton Pazzi Jr.

Esta lista foi extraída do canal do Corinthians no Wikipedia (clique aqui para ver):

DVDS
- Todo Poderoso: O Filme – 100 Anos de Timão
- Corinthians – 23 Anos em 7 Segundos
- Fiel

LIVROS

- CITADINI, Roque – Neco, o primeiro ídolo. Editora Geração.
- EDMAR, J. – Corinthians, uma paixão em prosa e verso, edição de autor.
- GOLDIM, Nailson – Corinthians, paixão do povo, Editora Global
- KFOURI, Juca – Corinthians, paixão e glória. Editora DBA.
- KFOURI, Juca – A emoção Corinthians. Editora Brasiliense.
- DUARTE, Marcelo – O dia em que me Tornei Corintiano. Editora Panda Books.
- NALESSO, Renato e BOSIO, Fabrício – Eterno Xodó – A verdadeira história de Neto, um dos mais irreverentes e polêmicos ídolos do futebol brasileiro. Editora Grypus.
- PUGLIESE, Osvaldo Pascoal. Sai da Rua, Roberto! A verdadeira história de um dos maiores jogadores de futebol do mundo.
- OLIVETTO, Washington – Corinthians X Outros: Os melhores nossos Contra os Menos Ruins Deles. Editora Leya
- ARNS, Paulo Evaristo – Corintiano Graças a Deus. Editora Planeta do Brasil.
- LALAU – FIEL – 100 anos. Editora Panda Books.
- ZIRALDO – Todo-Poderoso Timão em quadrinhos. Editora Globo.
- GROISMAN, Serginho – Meu Pequeno Corintiano. Editora Belas-Letras
- RAMOS, Luís Carlos – Vicente Matheus: quem sai na chuva é para se queimar. Editora Brasil.
- UNZELTE, Celso Dario – Almanaque do Timão. Editora Abril.
- UNZELTE, Celso Dario – Almanaque do Corinthians – 2.ª Edição. Editora Abril.

REVISTAS
- Série L! Grandes Clubes 2005 – Corinthians, o poder do povo no futebol. Editora Geração.
- DIAFERIA, Lourenço – Grandes clubes do futebol brasileiro e seus ídolos. Coração corintiano. Fundação Nestlé de Cultura.
- GOZZI, Ricardo e Sócrates – Democracia corintiana, a utopia em jogo. Editora Boitempo.
- GONDIM, Nailson – Corinthians, modéstia à parte. EMW Editores
- ARNS, Dom Paulo Evaristo – Corinthians graças a Deus. Editora Planeta.
- Sócrates e Ricardo Gozzi – Democracia Corintiana. Boitempo Editorial.
- MORAIS, Carlos – Vingança do Timão, Editora Quinteto.
- NAPOLEÃO, Antônio Carlos – Corinthians vs. Palmeiras, uma história de rivalidade. Editora Mauad.
- OLIVETTO, Washington e BEIRÃO, Nirlando – Corinthians é preto no branco, Editora DBA.

OUTROS
- CD-Rom Corinthians 90 anos. Editora Panini e DPK Esportes. Ano 2000

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