Grécia não está sozinha; Japão e EUA também estão perto do precipício
11 de fevereiro de 2010 | 13h32
Celso Ming
Já está confirmada a preparação de um pacote para a Grécia pelas grandes potências da União Europeia, principalmente Alemanha e França. Só não sabemos o que vai lá dentro. Em todo o caso, está reconhecido o forte desequilíbrio das finanças da Grécia e que alguma coisa precisa ser feita para não contagiar o euro e todo o bloco.
O problema é que a Grécia não está sozinha. Talvez ela seja o caso mais grave. Mas outros países, até mesmo fora da União Europeia – e não são tão pequenos como a Grécia -, estão em situação muito parecida.
Japão e Estados Unidos estão muito perto do precipício e não é gente interessada em tirar proveito com todo tipo de especulação financeira que está alardeando preocupações com isso. Há duas semanas, o próprio presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, entendeu que era preciso avisar que a situação desses dois países não está muito diferente da situação da Grécia e de Portugal.
Essa não foi apenas uma tentativa de tirar a União Europeia do foco dos holofotes. As más condições financeiras de algumas grandes potências não deixam de ser preocupantes.
Isso significa que, uma vez resolvido o caso da Grécia, o capital aproveitador vai procurar outra fonte de especulação para ver quanto pode lucrar com isso.
É esperar para ver.
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É, talvez o rémedio tenha que ser mais amargo mesmo. Se o sistema financeiro especulativo for deixado à solta, sem controles simples e inteligentes (como as 3 leis da robótica de Asimov), viveremos sempre às voltas com sobressaltos e sustos. Há que se consertar muita coisa na economia, mas o principal no momento é “mostrar o chinelo” para que as “crianças levadas” do mercado especulativo tenham um pouco de “vergonha” antes de jogar com o destino de bilhôes (pois é, hoje o impacto não é mais local, pois ainda que se aja localmente, o efeito é global…). Algo como um imposto social, para que os “excessos” sejam distribuidos (forçou a barra, paga, e o resultado é doado à países que necessitem). Só que aí entra a corrupção endêmica, principalmente em países como o nosso, e muitos da América das Bananas, África… Mas, isto é tema para outro comentário do Celso Ming.
Esta a grande interrogação.
Até quando os Estados Unidos vão conseguir rolar sua divida na escala dos trilhões de dolares ?
Até quando os Brasis da vida vão continuar a emitir Reais para comprar Dolares para aplica-los em Títulos do Tesouro Americanos a juros 0,25% ao ano ?
Até quando a China e o Japão vão estocar dolares ?
Acorda Lula.
Eu explico, Celso. Rico emprestar dinheiro a pobre é normal, o contrário nã só é imoral como também é deliquência. São 400 milhões de desgraçados (miserável é pouco) na China e 40 milhões no Brasil. Como ambos são credores do FMI, isso significa que o mendigo vai emprestar dinheiro pra eles não correrem o risco de ficarem sem andar de jato própio, helicóptero, sem poder mandar seus fraques pra lavagem a seco, etc. Não admitir que o mendigo é patrão do presidente cacteriza crime de discriminação de classe. Se pra constituição pedir é trabalho e essa realidade é dura de admitir, que se conceba os milhões de travalhadores com salários diversas vezes inferior aos que vão ser beneficiados…
O dinheiro do mundo vai ser o REAL.
É isso
Caro Miguel Carvalho, eu tb fico triste de ver isso, agente comprar dolares, essa moeda SEM LASTRO nenhum, que o “norte” imprime sem nenhuma responsabilidade…
Concordo com você, e vou além:
BRASIL e CHINA deviam imediatamente fazer suas transações comérciais em YUAN e REAL, suas próprias moedas, como já foi sugerido, pois já existe esse “barulhinho” por aí.
Não é à toa que o Banco Central e a Casa da Moeda irão lançar as novas cédulas de REAIS.
No mais, viva a nova era !!!
(e abaixo o dolar!! que o “norte” imprime sem parar, e sem nenhuma responsabilidade)
Simples, caro Celso Ming. A crise atual é igual à de 29 e a do final do séc.XIX, cuja causa foi excesso de dinheiro nas mãos de elites imorais e anti-éticas, e cuja solução foram duas Grandes Guerras. A atual está “ensaiando” desde a crise do petróleo, uma hora estoura mesmo, e explode a 3ª Guerra, que os milicos americanos já sabem há muito tempo, desde a época de Kennedy.
As soluções de “economistas” para as crises são as de um incêndio num posto de gasolina, que os “iluminados bombeiros” tentam apagar com a própria gasolina!
arioba.
Quando os dois país entram na crise, nosso país logo entrá na crise baseado na história. Não espere, vamos tomar ação preventiva.
quem quiser investir reservas em yuans em vez de dólares americanos ou euros, ja que estas duas moedas são de “economias em crise”, e o yuan é uma economia bem conduzida (democracia? ora, prá que?), que levante a mão!
O que está acontecendo é o seguinte: os Estados do mundo todo socorreram o setor financeiro e grandes empresas privadas que faliram com o colapso financeiro e econômico global.
Com isso, estes Estados também se endividaram fortemente. E vários deles já estão quebrados ou em vias de quebrar.
E as consequências disso estão aparecendo agora, com déficits públicos gigantescos e dívidas públicas crescentes.
Com isso, são cada vez maiores as dúvidas sobre a real capacidade destes Estados de honrar os seus compromissos.
E isso joga a crise numa nova etapa.
Veremos se os países mais ricos irão socorrer os países mais pobres que quebraram ou se irão jogar para eles toda a conta para ser paga. Se seguirem a segunda opção, ocorrerão revoltas populares em várias nações.
Esta crise ainda está longe de terminar.
Concordo com quem falou em guerras
Essa crise é tamanha e gera tantos conflitos de interesses díspares,que a solução bélica vai se impor