12:18


15 de Abril de 2010

 

Patrocinado por




Celso Ming
Filtro
Tamanho de texto: A A A A

Celso Ming

BUSCA NO BLOG >>

Grécia não está sozinha; Japão e EUA também estão perto do precipício

11 de fevereiro de 2010 | 13h32

Celso Ming

Já está confirmada a preparação de um pacote para a Grécia pelas grandes potências da União Europeia, principalmente Alemanha e França. Só não sabemos o que vai lá dentro. Em todo o caso, está reconhecido o forte desequilíbrio das finanças da Grécia e que alguma coisa precisa ser feita para não contagiar o euro e todo o bloco.

O problema é que a Grécia não está sozinha. Talvez ela seja o caso mais grave. Mas outros países, até mesmo fora da União Europeia – e não são tão pequenos como a Grécia -, estão em situação muito parecida.

Japão e Estados Unidos estão muito perto do precipício e não é gente interessada em tirar proveito com todo tipo de especulação financeira que está alardeando preocupações com isso. Há duas semanas, o próprio presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, entendeu que era preciso avisar que a situação desses dois países não está muito diferente da situação da Grécia e de Portugal.

Essa não foi apenas uma tentativa de tirar a União Europeia do foco dos holofotes. As más condições financeiras de algumas grandes potências não deixam de ser preocupantes.

Isso significa que, uma vez resolvido o caso da Grécia, o capital aproveitador vai procurar outra fonte de especulação para ver quanto pode lucrar com isso.

É esperar para ver.

10 Comentários Comente também
  1. Enviado por: Estevam Porto Góes

    É, talvez o rémedio tenha que ser mais amargo mesmo. Se o sistema financeiro especulativo for deixado à solta, sem controles simples e inteligentes (como as 3 leis da robótica de Asimov), viveremos sempre às voltas com sobressaltos e sustos. Há que se consertar muita coisa na economia, mas o principal no momento é “mostrar o chinelo” para que as “crianças levadas” do mercado especulativo tenham um pouco de “vergonha” antes de jogar com o destino de bilhôes (pois é, hoje o impacto não é mais local, pois ainda que se aja localmente, o efeito é global…). Algo como um imposto social, para que os “excessos” sejam distribuidos (forçou a barra, paga, e o resultado é doado à países que necessitem). Só que aí entra a corrupção endêmica, principalmente em países como o nosso, e muitos da América das Bananas, África… Mas, isto é tema para outro comentário do Celso Ming.

  2. Enviado por: Miguel Carvalho

    Esta a grande interrogação.
    Até quando os Estados Unidos vão conseguir rolar sua divida na escala dos trilhões de dolares ?
    Até quando os Brasis da vida vão continuar a emitir Reais para comprar Dolares para aplica-los em Títulos do Tesouro Americanos a juros 0,25% ao ano ?
    Até quando a China e o Japão vão estocar dolares ?
    Acorda Lula.

  3. Enviado por: jose macedo de brito

    Eu explico, Celso. Rico emprestar dinheiro a pobre é normal, o contrário nã só é imoral como também é deliquência. São 400 milhões de desgraçados (miserável é pouco) na China e 40 milhões no Brasil. Como ambos são credores do FMI, isso significa que o mendigo vai emprestar dinheiro pra eles não correrem o risco de ficarem sem andar de jato própio, helicóptero, sem poder mandar seus fraques pra lavagem a seco, etc. Não admitir que o mendigo é patrão do presidente cacteriza crime de discriminação de classe. Se pra constituição pedir é trabalho e essa realidade é dura de admitir, que se conceba os milhões de travalhadores com salários diversas vezes inferior aos que vão ser beneficiados…

  4. Enviado por: Mario

    O dinheiro do mundo vai ser o REAL.
    É isso

  5. Enviado por: Leonardo Starling

    Caro Miguel Carvalho, eu tb fico triste de ver isso, agente comprar dolares, essa moeda SEM LASTRO nenhum, que o “norte” imprime sem nenhuma responsabilidade…

    Concordo com você, e vou além:

    BRASIL e CHINA deviam imediatamente fazer suas transações comérciais em YUAN e REAL, suas próprias moedas, como já foi sugerido, pois já existe esse “barulhinho” por aí.

    Não é à toa que o Banco Central e a Casa da Moeda irão lançar as novas cédulas de REAIS.

    No mais, viva a nova era !!!

    (e abaixo o dolar!! que o “norte” imprime sem parar, e sem nenhuma responsabilidade)

  6. Enviado por: ARIOVALDO BATISTA

    Simples, caro Celso Ming. A crise atual é igual à de 29 e a do final do séc.XIX, cuja causa foi excesso de dinheiro nas mãos de elites imorais e anti-éticas, e cuja solução foram duas Grandes Guerras. A atual está “ensaiando” desde a crise do petróleo, uma hora estoura mesmo, e explode a 3ª Guerra, que os milicos americanos já sabem há muito tempo, desde a época de Kennedy.
    As soluções de “economistas” para as crises são as de um incêndio num posto de gasolina, que os “iluminados bombeiros” tentam apagar com a própria gasolina!

    arioba.

  7. Enviado por: Jalan Ken Tanaka

    Quando os dois país entram na crise, nosso país logo entrá na crise baseado na história. Não espere, vamos tomar ação preventiva.

  8. Enviado por: darci

    quem quiser investir reservas em yuans em vez de dólares americanos ou euros, ja que estas duas moedas são de “economias em crise”, e o yuan é uma economia bem conduzida (democracia? ora, prá que?), que levante a mão!

  9. Enviado por: Marcos Doniseti

    O que está acontecendo é o seguinte: os Estados do mundo todo socorreram o setor financeiro e grandes empresas privadas que faliram com o colapso financeiro e econômico global.

    Com isso, estes Estados também se endividaram fortemente. E vários deles já estão quebrados ou em vias de quebrar.

    E as consequências disso estão aparecendo agora, com déficits públicos gigantescos e dívidas públicas crescentes.

    Com isso, são cada vez maiores as dúvidas sobre a real capacidade destes Estados de honrar os seus compromissos.

    E isso joga a crise numa nova etapa.

    Veremos se os países mais ricos irão socorrer os países mais pobres que quebraram ou se irão jogar para eles toda a conta para ser paga. Se seguirem a segunda opção, ocorrerão revoltas populares em várias nações.

    Esta crise ainda está longe de terminar.

  10. Enviado por: odontobovespa

    Concordo com quem falou em guerras

    Essa crise é tamanha e gera tantos conflitos de interesses díspares,que a solução bélica vai se impor

Blogs do Estadão