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Garoto Patrimônio

  • 20 de outubro de 2009
  • 18h32
  • Por marcelolima

Sob o nome de Heritage Boy _ou garoto patrimônio, a coleção de Bloom, apresentada em Covent Garden, apresentou Parquet, mesa com tampo em marchetaria, reproduzindo o desenho de pisos londrinos; Carpetry, armário de madeira, revestido interna e externamente em carpete, além de Tile, abajur com base revestida em cerâmica esmaltada, produzida pelo mesmo fornecedor das estações de metrô londrino.

mesa

cabinet

abajur

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Túnel do Tempo

  • 20 de outubro de 2009
  • 18h22
  • Por marcelolima

Ex-ator da Royal Shakeaspere Company,o britânico Lee Broom prefere mergulhar fundo na tradição industrial britânica, para dela extrair inspiração e frescor para compor seus móveis e luminárias. Peças que combinam expressão contemporânea e técnicas tradicionais de produção como a carpintaria, a tapeçaria e a azulejaria e causaram sensação em Londres.

le bloom

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Talento premiado

  • 20 de outubro de 2009
  • 18h12
  • Por marcelolima

Na nova coleção de Benjamin, a preocupação com materiais e técnicas sustentáveis ganha evidência. Caso da coleção d pendentes Labware, em vidro leitoso, premiado como o melhor projeto em mostra pela revista britânica, Icon. Além da madeira torneada, a última coleção do designer revisita materiais como a cortiça, a cerâmica, o cimento e o metal.

lab

cortiça

heavy

geral

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A estrela sobe

  • 20 de outubro de 2009
  • 18h01
  • Por marcelolima

Em uma cidade onde o talento jovem é regra _e não exceção_ se destacar em meio a tantos nomes inéditos não é tarefa das mais fáceis. Mas já é uma realidade, ao menos para Benjamin Hubert. Com pouco mais de 2 anos atividade, o inglês já colabora com diversas empresas internacionais do primeiro time, além de produzir para sua marca própria. Em todos os seus produtos, a manutenção de uma qualidade íntrinseca: móveis e luminárias de desenho limpo, que retomam técnicas tradicionais, mas falam um vocabulário universal, sem tempo. Como, aliás, convém a todo design que pretende vir. E ficar.

benjamin

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No final do arco íris, o design

  • 20 de outubro de 2009
  • 17h57
  • Por marcelolima

Uma a uma, as cadeiras foram pintadas pelo próprio Martino, em seu estúdio londrino. Depois, sob a chuva intensa que atingiu Londres na semana que antecedeu ao festival, o arco de cadeiras foi montado. Finalmente pronta, a escultura trouxe o sol de volta à cidade, que viveu dias ensolarados durante a festa do design.

montagem2montadopintura

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Façam suas apostas

  • 20 de outubro de 2009
  • 17h10
  • Por marcelolima

Um dos espaços mais emblemáticos da capital inglesa _nos dois últimos anos palco das instalações criadas por Tom Dixon_ coube ao espanhol Jaime Hayón, o atual “enfant terrible” do design internacional a tarefa de fazer da Trafalgar Square no centro do circuito Design Festival. Não longe dali, o Victoria & Albert Museum _outro sério candidato ao posto de sede do design londrino_ também investiu na fórmula modernidade X tradição: concebido pelo italiano Martino Gamper, dois gigantescos arcos de cadeiras, montado nos jardins do museu, celebravam o festival, tendo como inspiração um símbolo da Inglaterra vitoriana.Na forma de um gigantesco tabuleiro de xadrez, aberto a torneios, a instalação agradou a todospresentes ao torneioVoluntarios movimentam as peçashayon

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LONDON CALLING

  • 20 de outubro de 2009
  • 16h34
  • Por marcelolima

Vibrante e cosmopolita, Londres caminha a passos largos para se transformar em referência no mundo o design. Além de duas mostras oficiais, a 100% e a Tent, este ano, nada menos que 215 eventos, instalações e exibições movimentaram a cidade durante os dias do festival de design. Um circuito para “design victim” nenhum botar defeito, que você conhece com maior profundidade nesta nova fase do blog, que muda de nome. Mas não perde o foco.

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Mundos aquáticos

  • 24 de setembro de 2009
  • 19h47
  • Por marcelolima

Algo que sempre me inquietou é a aparente dificuldade que os estudantes de design brasileiros têm de se desprender das questões imediatas do cotidiano na hora de projetar. Isso, mesmo no espaço dos concursos, onde tenho atuado como jurado e me deparado com muitas propostas focadas excessivamente no mercado, quando não flagrantes cópias.

Claro, não pretendo generalizar, mas fato é que raras vezes encontro nelas algo verdadeiramente inovador. Culpa do sistema de ensino, da falta de apoio do governo? Pode ser, mas confesso que nenhuma destas justificativas me satisfaz.

Para mim, é da curiosidade e do exercício criativo continuado – livre, mas nem por isso inconsequente – que nascem as grandes soluções. Ainda mais no design, onde o conhecimento empírico conta tanto, ou mais, que o adquirido: Campanas Brothers que o digam…

Por isso, me alegra ver o impulso criativo se transformando na própria essência do projeto, como acontece neste aquário, algo exótico, desenhado por Benjamin Graindorge: jovem designer em ascensão, premiado pelo VIA com um Assistance Grant em 2007 por seu “Paysage domestique”.

Para ele, o aquário é, nada mais, nada menos, que um microcosmo que reflete uma questão crucial para o homem contemporâneo, dividido, fatalmente, entre o espaço limitado de sua arquitetura e a necessidade de bem manejar as trocas com o meio ambiente para garantir sua própria sobrevivência. Pode ser mais atual?

Dessa simples constatação, nasce a ideia central de seu “Floating Garden”, apresentado no Fórum Difusion de design: um aquário doméstico equipado com um engenhoso sistema de filtragem no qual a água é reciclada por um jardim natural.

Assim, o aquário permanece em condições estáveis, com um mínimo de manutenção: apenas a limpeza das paredes, para remover algas e, claro, fornecer comida para o peixe. “Com o Floating Garden dou vazão à minha paixão de trabalhar com a água”, declara Graindorge, que, apesar do exotismo de sua criação, antevê uma real demanda pelo produto.

“É um fato pouco conhecido que os peixes são os pets domésticos mais comercializados no mundo”, argumenta. Ok, Graindorge: que sejam, portanto, alvo da atenção dos designers, por meio de produtos viáveis. Mas nem por isso menos poéticos como o seu.

Forum Diffusion: www.forumdiffusion.fr

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ENO

  • 24 de setembro de 2009
  • 19h13
  • Por marcelolima

A ENO é uma editora de design parisiense que sempre atraiu minha atenção, desde minha primeira visita à Maison & Objet, a tradicional feira francesa de decoração, que aconteceu no inicío deste mês no parque de Villepinte, arredores de Paris.

Despretensiosos, calmos e tranquilos, seus objetos têm como foco o cotidiano. Respondem com pertinência – e poesia – à evolução dos hábitos de vida, e, além disso, contam com um algo mais: uma rara interação entre design e artesanato. Tudo isso de forma sustentável e acessível, apresentada com grande bossa na loja parisiense do Marais. Precisa mais?

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VIA Design

  • 24 de setembro de 2009
  • 19h07
  • Por marcelolima


Vista geral do setor da exposição dedicado ao programa Carte Blanche do VIA, que este ano privilegiou propostas capazes de “naturalizar” o habitat doméstico

Por aqui, a palavra inovação rima com design. E não se trata de mera retórica. Em 29 anos de existência, o VIA – Valorisation e l’Innovation dans l’Ameublement (Valorização e Inovação no Móvel), principal órgão promotor do design francês, já distribuiu 64 “cartas brancas”, ou seja, o pleno financiamento de projetos inéditos. Entre os contemplados, o hoje consagrado Philippe Starck.

Selecionados por um comitê de notáveis – composto por figuras de destaque da indústria, criação, educação e jornalismo franceses – os designers, em sua maioria recém-graduados, podem se submeter a três programas de incentivo. O principal deles, o “Carte Banche”, neste ano conduzido pelo designer Philippe Rahm, teve como proposta estimular a reflexão sobre o espaço vital.


Suporte universal, em aço com pintura epóxi: projetado para se adaptar a tampos de diferentes materiais, espessuras e dimensões. De Philippe Negro


Unidade de biblioteca: estante de tamnho ilimitado, mo ntada a partir de um componente único de madeira. De Itamar Burstein


Dancing Chair: uma interpretação contemporânea da cadeira de balanço, em madeira torneada. De Constance Guisset

Colocando em evidência conceitos antagônicos, mas ainda assim complementares – como interiores X exteriores e meio natural X artificial – a seleção privilegiou propostas capazes de “naturalizar” o habitat doméstico, sem conspirar para o aumento da poluição e do aquecimento global. Condição também enfatizada pelo Partnership Project, programa que premia novas tecnologias e materiais já em produção.

Por sua vez, o projeto Assistance Grants, que provê a produção de novos projetos até a fase de protótipo, apresentou 13 móveis, que surpreendem pela atualidade e vigor. Apresentados em mostra, pela oitava vez na zona Tortona, em Milão, são prova definitiva do sucesso de um programa de inserção profissional que merece ser observado de perto. Mais ainda, em ano de França no Brasil.

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