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Carnaval 2013

Tiago Dantas – O Estado de S.Paulo

Um homem morreu na madrugada deste sábado, dia 9, após passar mal durante o desfile da X-9 Paulistana. A morte de Aparecido Fleuripes da Silva, integrante da velha guarda da agremiação, foi confirmada nesta tarde pela escola, que publicou uma nota de pesar no seu site.

O corpo do passista será velado a partir da meia-noite na quadra da escola. Aparecido passou mal por volta das 5h, quando a X-9 fazia seu desfile. Ele foi socorrido por uma viatura do Samu, que deixou o Anhembi assim que o desfile terminou.

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Com chuva e o dia amanhecendo, a Águia de Ouro entrou no sambódromo de São Paulo neste sábado, 09, homenageando o sambista carioca João Nogueira e fechou o primeiro dia de desfiles das escolas do Grupo Especial de São Paulo. Houve corre-corre para encerrar o desfile dentro do tempo regulamentar, mas não impediu a agremiação de ultrapassar um pouco o limite, o que poderá custar alguns pontos a menos.

A viúva de João Nogueira, Angela, desfilou no carro abre-alas. Ele morreu em 2000. A Portela, escola tradicional carioca e que era frequentada pelo sambista, também estava presente no desfile. Ela foi tema de um dos carros alegóricos. O último carro da escola fez menção à célebre música Espelho e abrigou amigos e familiares, como o filho dele, Diogo Nogueira. Joel Santana, que já foi técnico várias vezes do Flamengo, time do coração de Nogueira, também estava no carro.

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A arquibancada superior já estava totalmente esvaziada durante o desfile da agremiação, mas nas outras partes do sambódromo muitas pessoas acompanharam animadas a escola que tem origem no bairro da Pompeia, na zona oeste da capital paulista. A bateria, comandada pelo mestre Juca, entrou na avenida fantasiada de sambista: paletó, camisa listrada e chapéu.

Confira os destaques:

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06h51 - JULIANA DEODORO: A Águia de Ouro entrou na avenida as 6h49 com o dia clareando e debaixo de chuva. A escola, que é a última a desfilar no primeiro dia de carnaval, homenageia o sambista João Nogueira.

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06h59 – TIAGO DANTAS: O cantor Diogo Nogueira puxou o samba da Águia de Ouro na manhã deste sábado, dia 9. A escola, última a entrar no sambódromo, contará a história de João Nogueira, pai de Diogo. “Sou muito agradecido à escola. Vamos pra cima deles”.

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07h11 - JULIANA DEODORO: A bateria da Águia de Ouro conseguiu animar o público que permanece no Anhembi. As pessoas que se escondiam da chuva na parte coberta da arquibancada se levantaram para cantar junto da escola o samba enredo.

07h15 – TIAGO DANTAS: A chuva e a redução do público não intimidaram a Águia de Ouro. A escola arrancou aplausos da torcida com as paradinhas da bateria. Os percursionistas pararam de tocar por 10 segundos durante o refrão do samba enredo pelo menos três meses nos primeiros 20 minutos de desfile.

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08h06 - TIAGO DANTAS: A Águia de Ouro terminou o primeiro dia de desfiles de carnaval com um minuto de atraso. Vários componentes da escola choravam na dispersão.

Com informações da Agência Estado.

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Juliana Deodoro – O Estado de S.Paulo

Pelo menos duas brigas aconteceram dentro do camarote da Brahma por causa da fila de espera na chapelaria, no começo da manhã deste sábado, 09. A fila se estendia por quase 100 metros e, segundo os foliões, a espera era de mais de 2 horas. “Um evento como esse tem que ser mais organizado”, reclamou a nutricionista Bianca Correa, de 19 anos.

Pelo sistema de som, funcionários do camarote orientavam as pessoas a “dar uma volta, pegar algo para comer” e evitar a fila. O aposentado Luiz Deoclécio, de 58 anos, estava exausto. “De zero a dez, dou nota 2, porque sou benevolente.” Ele afirmou que não vai voltar no sábado para o segundo dia de desfile. “Deus me livre. Chega de sofrimento.”

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Sabedoria, força, fogo, mistério… e chuva. No último dia do ano do dragão chinês, a Dragões da Real homenageou seu símbolo no carnaval paulistano. Com pouco mais de 10 minutos de desfile, a chuva caiu forte sobre a agremiação que surgiu de uma torcida organizada do São Paulo Futebol Clube. Por conta disso, boa parte do público procurou abrigo e as arquibancadas ficaram vazias durante o início da apresentação.

Chamou a atenção a boa apresentação da comissão de frente da Dragões, com uma trupe mambembe conduzida por um bobo da corte. O grupo realizava várias trocas de roupa ao longo do desfile. Uma ala de baianas veio na sequência, antecedendo o enorme carro abre-alas, com um enorme dragão cuspindo fumaça e vigiando um castelo.

A escola misturou histórias de vários cavaleiros, herois e vilões de culturas diferentes, como a grega, egípcia, asteca e indiana. As fantasias estavam caprichadas e com cores bem distribuídas pela avenida, como a da bateria, com chapéus de cabeça de dragão. Não faltaram menções aos romances de J.R.R. Tolkien e ao Conde Drácula. Nas referências mais infanto-juvenis, houve espaço para Harry Potter, Dragon Ball Z e Caverna do Dragão no desfile.

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Em contraste com a escola anterior, a X-9, que mostrou carros alegóricos com problemas de acabamento, a Dragões caprichou nas alegorias. Além do abre-alas, o carro dos cavaleiros da távola redonda, o do trem fantasma no parque de diversões e o do templo chinês se destacaram. O último carro trouxe o dragão coroado como rei do carnaval.

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Confira os destaques do desfile:

05h57 – THIAGO DANTAS: A chuva, que havia dado uma trégua no início dos desfiles do Grupo Especial, voltou a cair quando entrou a Dragões da Real entrou na avenida.

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06h07 - A bateria da Dragões da Real entra no recuo. A rainha é a Simone Sampaio.

06h23 - O carnavalesco responsável pelo desfile deste ano é André Cesari, que leva à avenida cinco carros alegóricos e cerca de 3.000 componentes.

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06h42 - Termina o desfile da Dragões da Real.

07h00 – NATALY COSTA: Mesmo com chuva, a recém-chegada ao grupo especial Dragões da Real não desanimou. “Que venha chuva. No ano que a gente subiu (2011) também choveu”. Uma das alas da escola era em homenagem a Harry Potter, com todos os integrantes de peruca e óculos imitando o personagem.

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Com informações de Roberto Lira, da Agência Estado. 

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Parte da arquibancada superior do sambódromo de São Paulo já estava vazia na madrugada deste sábado, 09, quando a X-9 Paulistana entrou na avenida. Um dos destaques da agremiação foi a rainha de bateria, Rosemeire Rocha, de 33 anos, que desfilou grávida de oito meses, no primeiro dia das escolas do Grupo Especial de São Paulo. “Eu acho que ela gosta de samba porque está sempre se mexendo”, disse a passista sobre a filha, que se chamará Raíssa. A escola terminou o desfile dentro do tempo regulamentar e sem incidentes que pudessem atrapalhar a apresentação.

Para simbolizar as nações da África, um carro alegórico mostrou um guerreiro africano acompanhado de animais de fauna. Outra alegoria privilegiou o respeito às diferenças, trazendo diversas drag queens. Com o verde prevalecendo, uma das alas retratou a harmonia dos índios com os quatro elementos: a terra, o fogo, a água e o ar.

A X-9 Paulistana, que ficou em 10º lugar no ano passado, foi a quinta escola a entrar no Anhembi nesta madrugada. Com o enredo Se pra ter diversidade basta viver com harmonia sorria… Pois São Paulo hoje é só alegria!, a escola representou a união das raças e povos e homenagear São Paulo como “berço da diversidade”.

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A escola foi vice-campeã nos anos de 2004 e 2005, primeiro com o enredo Se Vens à Minha Casa com Deus no Coração, Senta-se à Mesa e Coma do Meu Pão e, no ano seguinte, com o tema Nascemos para Cantar e Também Sambar – uma homenagem à dupla Chitãozinho & Xororó.

Veja os destaques da escola:

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04h35 - TIAGO DANTAS: A diversidade da cidade de São Paulo foi o tema escolhido pela X-9 para o carnaval deste ano. A escola de samba entrou na avenida às 4h30 desta deste sábado, dia 9. A ala das baianas, enfeitada com temas africanos, veio logo depois da comissão de frente, antes mesmo do carro abre-alas.

04h45 – EQUIPE AE: O desfile saúda cinco “reinos”, o da raça negra, o da amarela, o da branca, o da vermelha, e por último o “reino de todos os reinos”: São Paulo. O carnavalesco responsável é Flávio Campello. São 2.700 componentes e cinco carros alegóricos que entram na avenida neste ano.

04h56 - JULIANA DEODORO: A bateria da X-9 paulistana entrou no recuo. Liderando os ritmistas, a rainha de bateria Rosimeire Rocha exibia barriga do oitavo meses de gravidez. Sua fantasia, mais leve, era feita basicamente de cristais. “Fiquei feliz por poder cumprir todos os compromissos com a escola e viver isso é um presente” disse.

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05h21 - JULIANA DEODORO: A X-9 inovou trazendo uma ala formada por casais de mestres salas e porta-bandeiras. Cinco casais, sendo um deles mirim desfilaram pela avenida.

05h32 - JULIANA DEODORO: O último carro que a X-9 levou para a avenida era uma homenagem aos mais famosos edifícios da capital. Masp, Copan, Banespa e o Monumento às Bandeiras estavam representados na alegoria.

05h42 - JULIANA DEODORO: Depois de ficar 65 minutos na avenida, a rainha de bateria Rosimeire Rocha estava bem disposta, mesmo com os oito meses de gravidez. Para se cansar menos durante o desfile, sua fantasia foi adaptada. O salto, por exemplo, diminuiu 10 cm. “Não me senti segura com o salto muito grande”, conta. Pela primeira vez, seu marido desfilou ao sei lado: “ele estava receoso e decidiu me acompanhar”.

05h49 – TIAGO DANTAS: Embora tenha corrido nos últimos minutos para conseguir fechar o desfile nos 65 minutos, a X-9 fez um carnaval para brigar pelo título, na opinião do presidente da agremiação, José Manuel Gaspar. “Sempre entro pra disputar o título. Tecnicamente, fomos muito bem. Tudo correu dentro do planejado.”

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Com informações da Agência Estado.

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Nataly Costa – O Estado de S.Paulo

No camarote da Brahma, Zeca Pagodinho teve um acesso de estrelismo. Deixou formar uma fila de fãs, fotógrafos e jornalistas que queriam entrevistá-lo. Meia hora depois, passou direto sem falar com ninguém. Algumas fãs conseguiram burlar a segurança e entraram no camarim.

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Com medo de estourar o tempo regulamentar, o que não ocorreu, a Vai-Vai apressou um pouco a passagem das últimas alegorias e alas no desfile que falou do vinho, com o enredo Sangue da Terra, videira da vida: um brinde de amor em plena avenida – vinhos Brasil. A agremiação, com 3.800 componentes, é uma das maiores do carnaval paulistano.

A comissão de frente fez uma performance teatral da transformação de água em vinho, episódio bíblico em que Jesus Cristo fez o milagre em uma festa de casamento. As mulheres representaram a água, e os homens, o vinho. Em harmonia com a comissão, o carro abre-alas exibiu uma enorme ânfora decorada com 8 mil uvas de isopor.

A surpresa veio com o segundo carro alegórico, em que uma arca de Noé exalava cheiro de uva, perfumando o sambódromo. Rainhas e princesas da Festa da Uva de Caxias do Sul, evento tradicional do Rio Grande do Sul, estavam no carro que destacou Baco, o deus do vinho, pisando em frutas de verdade. Balões da cor vinho também foram soltos na avenida pelo carro.

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A bateria de Mestre Tadeu representou no desfile os sommeliers, especialistas em vinhos. O maestro João Carlos Martins esteve à frente da bateria da escola. Ele foi o homenageado da Vai-Vai em 2011, ano em que a escola do Bixiga, bairro da boemia no centro de São Paulo, levou seu último título.

A modelo e apresentadora Ana Hickmann, madrinha da escola fundada em 1930, disse neste sábado que fez questão de desfilar no chão porque a emoção é maior. É o terceiro ano que defende a escola paulistana. A fantasia da modelo também simbolizou a transformação da água em vinho.

Confira os destaques do desfile da Vai-Vai:

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03h21 – ARTUR RODRIGUES: Na disputa pelo 15° campeonato da sua história, a Vai-vai entrou na avenida com um samba homenageando a cultura do vinho. O carro abre-alas da escola é um enorme jarro da bebida. Antes de entrar no sambódromo, o presidente da escola, Darly Silva, o Neguitão, tentou motivar os componentes: “Vamos atropelar! Vamos rachar essa avenida!”

03h27 – JULIANA DEODORO: A Vai-Vai é a primeira escola a empolgar a torcida no Anhembi. Bastou o samba-enredo da escola começar a tocar, que milhares de bandeirinhas tremularam na arquibancada. O movimento era, inclusive, coordenado, com as bandeirinhas sendo jogadas para frente e para trás.

03h33 – SUZANA INHESTA: A modelo e apresentadora Ana Hickmann, madrinha da Vai Vai, disse neste sábado, 09, que faz questão de desfilar no chão porque a emoção é maior. Este é o terceiro ano em que ela entra no Sambódromo do Anhembi defendendo a escola paulistana. A fantasia da modelo representa a transformação da água para o vinho, o primeiro milagre de Jesus Cristo.

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03h34 – TIAGO DANTAS: O ator Marcos Frota chamou a atenção no carro abre-alas da Vai-Vai. O ator usa túnicas romanas e acenava para o público a quase 15 metros de altura. Os dançarinos da primeira ala da agremiação sobem e descem do carro como parte da coreografia.

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03h42 – ARTUR RODRIGUES:
 Um dos destaques da Vai-Vai foi o maestro João Carlos Martins, que desfilou a frente da bateria da escola, com a rainha Camila Silva.

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Com informações de Fabíola Girardin, Marcelo Galli e Suzana Inhesta, da Agência Estado. 

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Com ampla fonte de inspiração na vida e arte de Mario Lago, a Mancha Verde passou pela passarela do samba em São Paulo em 62 minutos, dentro do tempo regulamentar, depois de um susto com cerca de 30 minutos de desfile na madrugada deste sábado. Houve um pequeno foco de incêndio no carro abre-alas que foi apagado rapidamente pelos bombeiros. Um membro de apoio da escola teve queimadura leve em uma das mãos.

A comissão de frente inovou, com uma figura central que, inicialmente, parecia uma estátua-viva de cobre de Mario Lago. Pouco depois, o representante do artista saía de sua posição quase inerte para dançar e fazer acrobacias.

A ala das baianas também emocionou, já que as mulheres representaram o grande amor de Mario Lago que foi casado por 50 anos, depois de conhecer a futura esposa em um comício do partido comunista. Aliás, política sempre esteve presente na vida do artista, cujo avô era italiano e anarquista. Seus dois avôs ganharam uma alegoria em sua homenagem.

Trechos das arquibancadas pareciam as de um estádio durante os jogos do Palmeiras, com faixas estendidas de cor verde e branca.

A bateria, comandada pelo Mestre Caju, representou os malandros da Lapa, ambiente frequentado por Lago e grande parte da boemia carioca na primeira metade do século 20. A rainha de bateria da escola Mancha Verde, Viviane Araújo, estava vestida da mítica Dama da Noite, uma fantasia com plumas e ornamentos dourados. Uma ala lembrou a primeira prisão do homenageado, que aconteceu em 1932.

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O carro alegórico que fechou o desfile da Mancha Verde homenageou a presença de Mario Lago nas novelas brasileiras. A enorme barriga de uma grávida fez alusão a Barriga de Aluguel, de autoria de Glória Perez e exibida em 1990, quando o ator fez o papel de doutor Molina. Outro carro que exibia a figura de um lagarto era alusivo ao apelido do artista, “Lagartão”, principalmente entre os boêmios na noite carioca.

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Veja os destaques do desfile da escola de samba Mancha Verde:

02h19: Atrás da comissão de frente, que trouxe uma “estátua-viva” de Mário Lago, vem o carro abre-alas da escola fazendo referência à imigração italiana no Brasil, origem da família do homenageado da noite.

02h44 – WLADIMIR D’ANDRADE: Os integrantes da Mancha Verde e o público do Anhembi passaram por um grande susto há pouco. Com cerca de 30 minutos de desfile, foi observado um pequeno foco de incêndio no carro abre-alas da escola que homenageia Mário Lago. Os bombeiros apagaram o fogo rapidamente e agora acompanham de perto o carro alegórico, que já chegou à dispersão do sambódromo. Um membro de apoio da escola teve queimadura leve em uma das mãos.

03h03 - Termina o desfile da Mancha Verde.

03h17 - WLADIMIR D’ANDRADE: Depois de dar seus últimos passos na avenida do Sambódromo do Anhembi, o modelo Daniel de Paula, que representou Mário Lago no carro abre alas no desfile da Mancha Verde, se apressou a tirar a máscara de silicone de seu rosto. “É como estar dentro de um outro corpo. Até dá para respirar bem, mas ela fica presa ao rosto”, disse, sentindo-se aliviado. Ele contou que foi escolhido para ser Lago pela organização da escola pelo seu biotipo (alto e magro). Mas disse que teve que estudar o personagem por meio de vídeos da época em que o homenageado compunha e atuava. “Estudei muito o jeito como ele andava para reproduzir na avenida”.

03h56 – NATALY COSTA: O presidente da escola, Paulo Serdan, afirma que os fogos que saíram do carro abre-alas eram permitidos e que uma brigada de incêndio estava a postos. “A nossa diferença (em relação a boate Kiss de Santa Maria) é que usamos fogos que são permitidos para a ocasião”.

A Mancha Verde perdeu o barracão que tinha em setembro, quando a Fábrica do Samba começou a ser construída no mesmo espaço e eles tiveram de sair. “Nossa nova quadra só ficou pronta dia 5 de janeiro e foi aí que começamos a ensaiar”, disse Paulo Serdan. Mesmo com as dificuldades, ele estava confiante. “Acho que arrebentamos”.

Viviane Araújo, rainha de bateria, distribuía beijos na diretoria da Mancha. “Ainda vou desfilar na Salgueiro do Rio. O Carnaval para mim está apenas começando”.

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Com informações de Fabíola Girardin, Marcelo Galli e Wladimir D’Andrade, da Agência Estado.

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Artur Rodrigues e Nataly Costa – O Estado de S.Paulo

O ministro da Justiça José Eduardo Cardozo esteve no sambódromo e garantiu que não estará na disputa para o governo do Estado. “Eu não sei quem será o candidato (do PT), só que eu não serei”, disse.

Ele disse também que o governo federal disponibilizou a Guarda Nacional e vagas em presídios federais para ajudar com a crise da segurança em Santa Catarina. Agora, a decisão sobre aceitar ou não as ofertas é do governo catarinense.

Na crise envolvendo São Paulo, no ano passado, o governo federal fez oferta parecida. Ao final, o Estado aceitou vagas em presídios federais e a criação de uma agencia de inteligencia. “Está dando muito certo. Só que de inteligencia a gente não fala para não atrapalhar”, disse.

No ano passado, Cardozo trocou farpas com o ex-secretário estadual de segurança pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, que minimizou a ajuda do governo federal durante os ataques do PCC. O ministro diz que tem uma boa relação com o atual secretário, Fernando Grella, que conhece há muito tempo. “Ele é uma pessoa próxima e o respeito muito. Também tinha uma boa relação com o Ferreira Pinto, mas existiram alguns momentos de tensão”

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A Rosas de Ouro entrou para a lista de candidatas ao título deste ano em São Paulo, ao levantar o público e fazer a arquibancada do sambódromo no Anhembi cantar seu samba. Dentro do tempo regular para o desfile e segunda na primeira noite de apresentações em São Paulo, a atual vice-campeã e tradicional por trazer o luxo para a avenida surpreendeu pelas fantasias ricas em detalhes.

Com o enredo que contou sobre as festas da folia ao redor do mundo, a comissão de frente sinalizou a força da evolução da agremiação representante da zona norte de São Paulo. Bailarinos e dançarinos de diferentes estilos faziam a corte a um enorme Rei Momo, o carro de abre-alas.

Antes de pisar na passarela, a presidente da agremiação, Angelina Basílio, havia destacado o carro de número quatro, que encenou “com alegria” a festa dos mortos no México. “O diretor de teatro da escola, Regis Santos, foi ao México conhecer a celebração in loco e trazer elementos para cá”, disse à Agência Estado. E a alegoria realmente emocionou a plateia.

Para defender as cores azul, rosa e branco da “comunidade roseira”, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Luisinho e Sueli, também teve uma performance impecável.

Indo até o outro lado do mundo com um festival na Samoa e passando pela África do Sul, homenageando a etnia zulu e seus tambores, outro destaque foi para a bateria, que impressionou com a ginga de seus integrantes vestidos com uniformes da guarda real da Inglaterra.

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Confira os destaques do desfile da escola de samba Rosas de Ouro:

00h52 – JULIANA DEODORO: O desfile da Rosas de Ouro começou exatamente às 00h52. Na saída da escola, a rainha de bateria Ellen Roche, que usa uma fantasia que representa a guarda oficial da rainha, disse estar emocionada. “Meu coração não aguenta. Já são 13 anos desfilando e a emoção é sempre a mesma”, conta.

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01h10 - Luiz Antonio e Sueli Costa, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, apresentam o pavilhão da escola ao público presente no Anhembi.

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01h15 – JULIANA DEODORO: Neste ano a Rosas de Ouro vem com uma comissão de frente brilhante. Os 15 dançarinos que desfilam pela escola usam fantasias com cerca de 8 mil cristais swarovski. A comissão é formada por 7 capoeiristas e 7 dançarinos de bebop. A 15ª integrante é a ginasta Taiana Freitas. Representando a alegria, ela dá saltos de uma base móvel. ” Farei o salto da Rosas de Ouro para o mundo”, disse.

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01h30 - JULIANA DEODORO: Com 26 integrantes, a velha guarda da Rosas de Ouro homenageia as escolas dos grupos especiais do Rio e de São Paulo. Cada um dos integrantes desfila com uma faixa no peito que traz o nome de outra escola. Representante da Águia de Ouro, Adriano Quirino de Oliveira, de 47, disse que a homenagem era merecida. “Todas as agremiações merecem respeito”. Na Rosas de Ouro há 41 anos, Celso Santos, 65, conta ter escolhido a Vila Isabel. “É a minha escola no Rio. Tirei o nome dela e disse: essa é minha”.

01h57 - JULIANA DEODORO: A Rosas de Ouro encerrou seu desfile a três minutos do tempo máximo. Os portões fecharam quando o cronometro marcava 62 minutos. Assim que as grades fecharam, os integrantes da escola se abraçaram, e começaram a gritar “é campeã”.

Com informações de Fabíola Girardin, Roberto Lira e Gabriela Lara, da Agência Estado. 

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    Equipe do jornal O Estado de S. Paulo

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