Relendo o sempre ótimo Fads & Falacies in the Name of Science, de Martin Gardner, reparei que os ensaios sobre Lysenko e nazismo aparecem um em seguida do outro. Faz sentido: ambos tratam das consequências catastróficas de se tomar bobagem por ciência.
Trofim Lysenko (1898-1976) foi um agricultor soviético que caiu nas graças de Stálin e conseguiu impor à União Soviética, durante décadas, suas teorias infundadas sobre genética e produção agrícola.
Em linhas gerais, ele defendia a ideia de que uma mudança de ambiente poderia “destroçar” a herança genética das plantas — algo que talvez tenha parecido se harmonizar com o ideal socialista de criar um novo ser humano a partir da transformação social.
Sua obra é uma história de terror em duas partes. A primeira, feita pela perseguição, assassinato e intimidação dos geneticistas e agrônomos que se opunham a ele ou que tentavam manter alguma integridade científica e intelectual; a segunda, pelo atraso a que a agricultura soviética foi submetida durante seu período de graça.
O nazismo, claro, é um caso mais complicado. Sua matriz não foi apenas política e pseudocientífica, como também mitológica, cultural e religiosa.
Propostas para expulsar ou escravizar os judeus da Alemanha já apareciam em escritos de Martinho Lutero; Albert Einstein era ameaçado e atacado por fazer “física judia” bem antes da ascensão de Hitler; e o nacionalismo alemão fazia um apelo romântico à Idade Média e a tempos pagãos. Uma mixórdia.
De qualquer forma, o Reich não teve dificuldade para encontrar antropólogos dispostos a escrever rapsódias sobre a superioridade das “raças nórdicas”. Hans Günther(1891-1968), da Universidade de Jena, que segundo a Wikipedia continuou a publicar material racista e eugenista até 1959, é o exemplo mais destacado.
Gardner acerta o alvo ao escrever que os trabalhos de homens como Günther “são um testemunho contundente da facilidade com que uma ciência pode ser pervertida por fortes preconceitos emocionais que o cientista deriva não de seu objeto de estudo, mas das forças culturais que o cercam”.
Eu acrescentaria que a relação mantida entre a ciência real e trabalhos como os de Lysenko e Günther é a mesma que há entre aeroportos de verdade e as “pistas de pouso” e “torres de controle” de madeira que, em certa época, eram erguidas por moradores de ilhas do Pacífico para magicamente “atrair” aviões: alguma coincidência de forma, mas absoluta divergência de conteúdo.
A primeira vez que li a respeito de Lysenko foi em “O mundo assombrado pelos demônios”, do Sagan. Personagem assustador.
Temos um caso muito mais atual e brasileiro!!!
É a fraude científica escandalosa para “justificar” as mudanças criminosas no Código Florestal, que vão facilitar a destruição do meio ambiente em prol dos interesses ruralistas.
Os estudos COMPLETAMENTE FALSIFICADOS foram encomendados junto à Embrapa por Reinhold Stephanes e Dilma Rousseff, então ministros da Agricultura e Casa Civil.
Nos estudos fajutos, o pesquisador pilantra concluía que se a lei ambiental fosse aplicada ao pé da letra, não haveria área suficiente para expansão do agronegócio. A comunidade científica já denunciou essa FARSA nazi-stalino-pseudo-científica:
Se dependesse de gente que pensa como você e do resto dos ambientalistas e indigenistas e de todO o movimento socialista, o homem ainda não tinha saido das cavernas e não haveria agricultura. O terceiro mundo estaria vivendo no paleolítico, servindo de comida para feras e morrendo aos 20 anos de idade. Que mundo idílico o desses pobres revolucionários. Ainda bem que tem gente pensa, que aproveitou a seu favor a evolução da espécie, que fez a revolução industrial e que é capaz de mudar a natureza a seu favor.
responder este comentário denunciar abusoFabito,
ignorância sua.
A lei ambiental é estúpida e inviabilizaria, por exemplo, vinhos na Europa, arroz no Japão e toda a agricultura no Nilo (encostas e várzeas).
No Brasil, sugiro uma visita a qualquer agricultor de verdade (que plante ou crie algum animal como fonte principal de renda).
Essa sua crença não passa de uma … crença. Toda a comunidade científica diz o contrário. Leia a matéria no link que eu coloquei acima.
Não é preciso derrubar NENHUMA árvore para aumentar a produtividade agrícola no Brasil. Basta usar os pastos degradados e investir em ciência séria.
Além disso, o Código Florestal não garante apenas as florestas e a biodiversidade. Ele GARANTE O AGRONEGÓCIO. É isso que a pesquisa séria concluiu. Querer lucrar rapidinho às custas das florestas vai ser um belo tiro no pé.
Ignorância é achar que a Europa, Japão e Egito são modelos de agricultura sustentável que devam ser imitados…
responder este comentário denunciar abusoWalter,
Condordo contigo.
É a falsa ciência que geralmente acompanha os ecologistas e ambientalistas, movidos sempre por paixões cegas, ainda mais daqueles com influência ideológica sinistra, sempre reverberando palavras de ordem antiquadas.
Na realidade qualquer ato que envolve a produção agrícola deve ser considerado como parte do agronegócio, seja a simples venda de uma penca de bananas ou de uma imensa boiada.
Zé Adolfo, ninguém falou de ecologistas e ambientalistas aqui não.
Quem está defendendo o Código Florestal são os PRINCIPAIS CIENTISTAS DO BRASIL de áreas como biologia e agronomia. Vá ler e se informar.
Além disso, a única paixão cega que estamos comentando aqui é a dos ruralistas pelo lucro inconsequente. É deles que você recebe a influência ideológica sinistra que o leva a reverberar essas palavras de ordem antiquadas contra quem se preocupa com o meio ambiente.
Abs.
Incrível a falta de informação ou má-fé. A Sbpc já se colocou contrária as mudanças propostas no Código. Nada mais, nada menos, a nossa classe científica! Simplesmente porque essa revisão passa batido por critérios científicos, é simplesmente política. Isso é fato.
responder este comentário denunciar abusoAinda sobre o Código Florestal, realmente é o caso em que uma revisão que deveria ser norteada pelo conhecimento de cientistas, pesquisadores e especialistas, foi solapada por interesses políticos reacionários. Fica fácil imaginar porque todas as instituições sérias, como o MPF, a SBPC entre outras, se posicionam contra essa reforma.
responder este comentário denunciar abusoFoi por isso que escrevi a uns posts atrás que é melhor a Ciência ficar separada da Política. Alguns entenderam errado e acharam que estava falando que um cientista deve ser apolítico ou isolado no seu laboratório.
O problema em sí não está nos pseudo cientistas e suas teorias absurdas, mas na censura que impede que cientistas de verdade contestem essas teorias e esclareçam as coisas para os povo.
Eu não tenho medo de teorias malucas de alguns cientistas. Temo muito o silencio imposto pelos que se julgam no direito de zelar pelo o que é divulgado ou não. Abaixo a falta de informação, não sou cientista, mas tenho plena capacidade de julgar e separar o joio do trigo se tiver a oportunidade de ouvir os dois lados. Sempre!
Você tem razão em parte, Mazé. No caso soviético, de fato os cientistas de verdade foram, censurados; mas na Alemanha, as teses racistas estiveram abertas à contestação durante muito tempo, durante a República de Weimar, o que não ajudou muito. Mas concordo que uma população com senso crítico afiado e bem informada é sempre a melhor vacina.
responder este comentário denunciar abusoPara variar enterram o passado. Enquanto o brasileiro culturalmente não mudar para o ecologicamente correto qualquer lei é inútil. Reclamam demais.
O problema da falsa ciência que ela pode parecer plausível, algumas vezes os cientistas falham em traduzir o que descobriram as massas-investidores.
Martinho Lutero propondo escravizar judeus alemães ? por favor Carlos Orsi, faça bom jornalismo ao invés de ficar inventando…
O documento chama-se ‘Dos Judeus e Suas Mentiras’, e pode ser encontrado facilmente na internet. A Wikipedia tem um resumo: http://en.wikipedia.org/wiki/On_the_Jews_and_Their_Lies
responder este comentário denunciar abusoNada como uma boa fonte para sustentar idéias. É difícil se deparar com aquilo que não nos é conveniente. Ainda que Martinho Lutero possa ser admirado pelo conjunto de seus pensamentos, não devemos nos esquecer que ele era um homem de seu tempo e, como tal, portador de idéias e princípios que a vista das luzes de hoje, possam ser consideradas racistas. Parabéns Jornalista Carlos Orsi por seu artigo.
responder este comentário denunciar abusoAcho pouco científico taxar algo de verdade. Isto não combina com a dinâmica das instituições sociais, entre as quais se enquadram ciência, pecado, Deus, crime. Falar de uma ciência de verdade está supondo uma ciência não-verdadeira e parece-me que você equipara “ciência verdadeira” com “verdade absoluta”. Caro Colega, estamos falando e um modo de conhecer algo que interessa em determinado momento da história para um grupo de pessoas. Não estamos falando de um mundo que não foi criado por este grupo de pessoas. A ciência e o que ela nos permite conhecer não me parece descobrimento do que existe independentemente de quem cria. Penso que poucos cientistas atuais acreditam num mundo real (realismo), que não seja o deste momento. Verdade é o que é útil em algum momento. Talvez um dia Deus seja inútil como a alma vem se tornando.
Sim, estamos falando de um mundo que foi criado independentemente das pessoas e que continuará a existir quando elas se forem. Ou você está propondo que os cânions de Marte — escavados bilhões de anos antes do surgimento da espécie humana — apareceram de repente por lá quando a sonda Mariner sobrevoou o planeta, só para satisfazer as expectativas dos astrônomos aqui na Terra?
Ou o planeta Terra teria comçado a girar apenas quando Foucault ativou seu pêndulo?
As ciências físicas e biológicas interrogam uma natureza que existe fora da mente dos cientistas e das instituições sociais. As perguntas muitas vezes são determinadas por interesses sociais e econômicos, muitas vezes são mal formuladas, e as respostas nem sempre são muito precisas e nem sempre são bem interpretadas, mas estamos avançando. Se não estivéssemos, esta troca de mensagens, por exemplo, não seria possível.
Por fim: “verdade é o que é útil no momento”. Ok, acho que essa sua opinião é inutil neste momento. Logo, é falsa. Certo?
responder este comentário denunciar abusoFabito, tua ingnorância é demais. Já viu, em algum lugar do mundo, em qualquer tempo, um agricultor contra a natureza? Só no seus sonhos xiitas. Ou nazistas. Para voce a humanidade que se fu de fome. Um canavial, tá provado, sequestra vezes mais carbono que uma floresta (é uma simples questão de aritmética simples, lógico, pra quem aprenddeu a somar e diminuir). O gado produz metano, verdade, mas também aduba o solo. Bem, a lista é infindável. É só pensar. Lógico que isso exige um pouco de esforço.
Entendo. Estamos em posições distintas em relação à “verdade” científica. Minha verdade é transitória e pode ser que algum dia a tua visão me seja útil (entenda verdadeira). Você busca uma verdade final, absoluta, e a equipara com o mundo físico, sugerindo uma independência entre observador e o que é percebido. Quantos tons de branco você veria se visitasse o ethos esquimó? Veja, Orsi. Respeito a ciência natural e utilizo, hoje, seus postulados, mas não sou prisioneiro desta escolástica. Considero-me um cientista comportamental que procura utilizar o “método”, sem me esquecer que eu também fiz o método por conveniência e não o método me fez como se já existisse quando eu era ignorante dele. Não perso que o mundo é uma ilusão, apenas um consenso entre os que o percebem, contróem, seja lá em que domínio for, ciência ou religião. Um conjunto de realidades relativas. e nem por isto deixa de ser observado, controlado e previsível, transitoriamente. Não vejo superioridade de um sobre o outro, apenas conveniências em consenso. Estou sujeito às pressões culturais para os consensos de minha época e gosto de ter isto em conta para não me tornar um ditador de verdades, feito um fanático religioso que acha que o único Deus é o construído por ele. Não divido as ciências entre naturais e sociais. O objeto da ciência social e comportamental também é natural, para mim, sujeito às mesmas pressões no tempo e no espaço em que perbece-se sua interação com os demais. Nossas verdades são convenientes para nós dois, cada um na sua escola. Mas não existe apenas a sua escola. Só procuro entender que interesses fazem a minha e a sua tão distintas e não “reais”, como vê você, aceitas ou não aceitas. Parabéns pelo Blog que entrei por primeira vez. Ciência é pouco debatido e talvez eu tenha me desviado do centro. Abraço e obrigado pela resposta. Entendi muito bem e concordo que há interesses nem sempre conscientes subjascentes às nossas descobertas e não há como viver sem esta condição humana. O Método não nos purifica, apenas nos guia…
Lysenko está presente no Brasil, agora e sempre. A constituição de 1988 é obra que bem poderia ser dele. E nem é preciso falar das outras em nossa história e nosso presente, pois aquilo que temos de macunaímico é, na verdade, Lysenko com gingado e intelectualice de segunda mão. A “pureza” de nossa democracia sofre de permissividades destinadas a produzir seus gigolôs, que, no entanto, são tidos como “líderes”. “Invenção” assim, quem mais seria possível de engendrar senão algum redivivo Lysenko ou êmulo dele? O brasileiro que pensa que é culto, não se enxerga. E o brasileiro culto demais costuma enxergar para além de nossas fronteiras, considerando insolúvel o mistério de nossa mediocridade. Torna-se, assim, um “colaboracionista” “à son insu”, isto é, mais uma engrenagem na “lysenkisação” do país.
Ah! Tem gente que não está me entendendo?
Pois me entenderão quando se consumar o “processo eleitoral” em que estamos mergulhando.
Puxa, o Philomeno é superior, é diferente do “resto”, fala com distanciamento desse mundo horrível de incultos pretensamente cultos que se constrói à sua volta…
Viva o Philomeno!
Sr. Orsi. Dentro da ideologia que dominou radicalmente a U.R.S;S., houve muitas coisa certas e outras erradas. Como sempre ocorre em qualquer lugar. A idéia de Lysenko deriva do darwinismo, que também tem contestações pontuais, mas que é de valor inegável, como toda teoria que faz avançar o conhecimento. É´preciso também colocar-se no momento histórico. É fácil criticar agora, aqui. No ar condicionado e bem alimentado. Na ocasião e lugar referido era preciso dar o “salto”. Vinham de um situação desesperadora. Tudo arrasado. Indústria incipiente. Inimigos se armando por todos os cantos. É admirável o que realizaram. Tanto que venceram, praticamente sòzinhos, a maior máquina de guerra de toda a história, a nazista. Os ingleses e americanos só entraram quando viram que a guerra estava perdida pelos alemães. Basta ver que na decantada invasão da Normandia os aliados tinham 80 mil soldados e todos aviões necessários. Os alemães eram uma minoria insignificativa, e tinha só UM avião (dito pelos próprios americanos). No mesmo momento se travava na Ucrania a olvidada batalha do “S”, a maior batalha de guera de toda história da humanidade, envolvendo 4 (QUATRO) MILHÕES de soldados. Canhões lado a lado, de ambos os contendores. Toda a aviação alemã e soviética. O comandante alemão disse que a frente vibrava como a corda de um violino. Vale a pena estudar essa batalha, o maior momento na história do homem.
Dears ;
Basta que a haste do pêndulo do conhecimento se entorte para um lado e
a parcialidade tornar-se parceira do jogo e da história .
Gto
Otavio
Sobre o tema poderiamos por a teoria(não lei) da evolução, não é mesmo?
Quando, onde, como aconteceram os processos evolutivos do homem, e outros seres, com dados comprovados, e onde vemos EVIDÊNCIA REAL E SÓLIDA com provas científicas de macroevolução e transição de uma espécie inferior para outra superior? Porque não há fósseis de transição? Deveriam haver trilhões espalhados por ai não é mesmo; mas esta teoria se baseia apenas em dados generalizados com expressões tipo: talvez, ocorreu, entendemos, sucedeu, em algum momento …
E ainda hoje, ha muitos exemplos de falsa ciencia.
Criacionismo é um deles.
Colega, na verdade esta disputa de evolução x criação entendo ser puramente ideológica.
Os evolucionistas acham que as mutações fizeram tudo, mas cientistas de vanguarda já provaram que mutações são raríssimas e quando acontecem são degenerativas ou impeditivas no desenvolvimento dos organismos pois haveria a limitação do código genético; e ainda combinações aleatórias de partículas não poderiam formar a mais simples molécula de proteína …enfim.
Os criacionistas acham que tudo teve uma causa ou Causador Inteligente, visto que o universo é tão complexo, mas muito organizado, ou seja o desenho requer um DESENHISTA a obra de arte um ARTISTA, os órgãos nos seres e também os sentimentos, emoções, pensamentos, idéias, não poderiam ser fruto do mero acaso de uma evolução …enfim.
Países como EUA, Rússia e outros, algumas escolas deixam os alunos optarem naquilo que quiserem crer, o que é válido e mais democrático. Abc.
responder este comentário denunciar abusoCientistas não passam de hipócritas…a alguns anos atrás falar de energia atômica era sacrilégio…agora com a crise de energia…é a solução….não acreditam em Deus…mas passam por eles quando explição a criação do universo ( existia uma singularidade(nada) …depois veio a explosâo ai o universo passou a existir)…Não acreditem neles não eles só querem ser “doto”…da bunda suja é claro.
FLERTANDO COM A MORTE.
Após a ressaca da eliminação da nossa seleção, o Brasil volta a atenção para os noticiários que denunciam o desaparecimento/morte da ex amante do goleiro Bruno, do Flamengo, confirmada e relatada por um menor infrator, que, segundo ele próprio, teria participado do crime, suscitando detalhes estarrecedores.
Os componentes humanos dessa tragédia, chamam a atenção para os aspectos materialistas que dirigiram suas vontades: dinheiro, sexo e fama, manejados por um “favelado emergente” uma “maria chuteira” e um “menor infrator” – por força legal do eufemismo.
Todos eles, atraídos pelos “flashs” da fama e pelo dinheiro, por cuja busca frenética, não mensuravam os “meios”, abandonando todo senso racional e moral que deveria nortear atos de pessoas civilizadas.
O fruto espúrio desse pecado, que do ponto de vista materno, proveria sua libertação financeira, acabou cimentando seu túmulo de concreto em lugar ignoto, encerrando assim uma saga anunciada e recorrente que só teve tal exposição midiática devido a fama de um dos envolvidos.
Nesse ínterim, à luz dos holofotes flamejantes, eis que aparece a avó materna pleiteando a guarda do neto, declarando-lhe amor sublimado, apesar de confessar o abandono da filha aos três anos de idade, da qual, só tinha notícias por telefone. Figura-se-nos tenebroso o espírito de emulação que dá força para a cara de pau dessa senhora. Tal mãe, tal filha. Aforismo à parte, caberá a justiça evitar que essa pobre criança seja contaminada pelos vícios que mancharam o caráter da avó e da mãe.
Trata-se de um caso emblemático que desperta reflexão para valores perdidos em uma sociedade moralmente decadente. É a emergência de um lixo social indesejável, que teima obstinadamente em ressurgir de debaixo do tapete retalhado dos sistemas: social, econômico, jurídico, institucional, construídos por uma política cega em um país de dirigentes e líderes descompromissados com princípios e valores sociais relevantes.
Em uma nação onde a educação divorciou-se da disciplina; a lei não reflete a justiça; a ética foi travestida e a moral esquecida, não poderia produzir melhores frutos.
Nesse deprimente enredo, onde os interesses materialistas contracenam em um palco encenado por fantoches, fica mais uma vez estampada a triste lição, evidenciando os limites humanos, se guiados sem controle, pela força do materialismo. Como dizia o evangelista “o salário do pecado é a morte”. Fim de linha para a Cinderela desossada.
Roberto Marques de Souza.
Calma Antonio, voce parece estar muito estressado, há muitos cientistas que crêem em Deus hoje em dia, Albert Eisntein até disse: “Deus não joga dados no universo”.
Esse comentario de Albert Eisntein referia-se a mecânica quântica, que ele teve que engolir. O que claro não quer dizer que Deus jogue dados
responder este comentário denunciar abusoDeduzir pretensamente a religião de alguém por uma figura de linguagem é um ótimo exemplo do raciocínio criacionista, baseado em retórica para justificar uma conclusão a priori e não em análise de fatos e posterior explicação. Daí vêm pérolas tais como considerar espécies como “superiores” ou “inferiores”, confundir “lei” normativa com descritiva, confundir “teoria” com “hipótese”, confundir “evolução” com “progresso”, confundir “homólogo” com “análogo”, limitar-se a pensar que só existem dois modos de se criar uma proteína (dirigido por um criador ou totalmente aleatório), usar citações inventadas ou fora de contexto, pensar que há implicações morais e éticas na evolução e inúmeras outras falácias. O que fica muito claro, pelas questões sem sentido comumente colocadas (porquê ainda há macacos…), é que os criacionistas não estão criticando a evolução (e a ciência por tabela), mas apenas uma caricatura falsa das mesmas que eles tomam pela coisa real. O que eu acho curioso e instigante é a necessidade de alguém (e cientistas não estão imunes a isso, como ilustra o Orsi no texto) montar tamanha quimera intelectual para justificar sua fé ou ideologia para si mesmo.
Olá Pensador td bem? então vejamos:
1. Vc acha que eu disse que Einstein era religioso? Aquela frase dele mostra a mente brilhante em deduzir um pré-esboço do mundo por Alguém, assim como um engenheiro faz a planta antes da construção, porém quem somos nós para entender por completo esta construção? Veja que a mecânica quântica ainda está em debate.
2. Existem sim, seres inferiores e superiores na “escala evolutiva” unicelular-bactérias-protozoários-invertebrados-vertebrados-anfibios ….vc sabe melhor que eu.
O problema é provar que de fato isto aconteceu.
3. Quando falei em Lei é algo comprovado cientificamente: veja a segunda lei da termodinâmica por exemplo (entropia) ela diz que “o total de energia utilizável no universo está diminuindo”, ou seja devido ao calor o universo está se desfazendo, degradando, então houve um tempo em que toda a energia foi feita, se houvesse uma quantidade infinita de energia, ela não estaria decaindo no universo. Portanto, o universo teve um principio, tal como diz em gênesis 1:1.
4. No caso das proteinas e não só elas, mas enzimas, aminoácidos etc, foram tentados criar em laboratorio por Stanley Muller nas condições primitivas da Terra, até surgiu alguns aminoácidos, mas eram impróprios para vida e logo se dissociaram. Qual seria a outra maneira então meu amigo, de se criar a vida se não for o Criador, como você sugeriu?
A ciência verdadeira sempre ficará a favor dos que tem o pensamento livre para aceitar o sobrenatural quando o natural é incompreendido. Seria o mesmo que uma xícara perguntar ao seu fabricante, porque me fizeste assim?
Foi um prazer debater com vc. Sds.
Ola, Cicero.
1 – Não, Einstein não era religioso no sentido da religião organizada, nem cria num deus pessoal (“alguém”), como os do cristianismo, judaísmo ou islamismo, entre outros tantos. Isso ele fez questão de deixar bem claro, várias vezes, até chamando o conceito de um deus pessoal de “infantil”. Também deixou claro que a sua religiosidade se resumia à profunda admiração pela ordem aparente do Universo, e tão sómente isso – algo mais parecido com a crença de Spinoza. Tenho em minha biblioteca alguns livros de sua autoria, são uma leitura muito prazeirosa. Mas mesmo que ele acreditasse num criador pessoal, isso não faria a menor diferença, a questão aqui é a fidelidade ao seu pensamento como ele mesmo deixou explicitamente escrito, seja lá qual fosse.
Quanto à mecânica quântica estar em debate, ora, benvindo à ciência! Tudo na ciência está em debate constante, ou não seria ciência. Por sinal, o próprio Einstein nunca aceitou bem a mecânica quântica, mas nunca conseguiu uma explicação alternativa satisfatória para seus efeitos. Em ciência, a rigor, não se tem certeza absoluta de nada, mas há diferentes graus de incerteza, e a evolução está no mesmo patamar da gravitação. É considerada na prática um fato, explicado pela teoria (conjunto de conhecimento, não hipótese) da seleção natural, entre outras.
2 – Não na biologia moderna. Pode haver seres mais ou menos complexos, mas não “inferiores”ou “superiores”; esse é um conceito exclusivamente criacionista que liga errôneamente o conceito de evolução ao de progresso. E a complexidade não precisa necessáriamente indicar a sequencia evolutiva, pois há casos em que a mesma diminui quando oferece vantagem seletiva. Evolução não é sinônimo de progresso, é sinônimo de descendência com modificação, apenas e tão sómente isso. Já há provas de monte, o problema é reconhecê-las.
3 – Não é isso o que diz a segunda lei. A segunda lei da termodinâmica diz que a entropia total de qualquer sistema termodinâmico isolado sempre aumenta com o tempo, ou em outras palavras, nenhum processo é possivel cujo único resultado seja a tranferência de calor de um corpo mais frio para um corpo mais quente. Refere-se à conservação de energia, não necessáriamente ao arranjo ordenado de matéria. Portanto, o Universo não está perdendo energia, nem se desfazendo ou se degradando por conta disso. Outro argumento criacionista baseado na falta de entendimento (intencional ou não) de um conceito básico da física.
4 – Pelo contrário, os resultados da experiência de Miller foram reanalisados em 2008 e encontraram ainda mais compostos orgânicos complexos. O que Miller e Urey provaram foi que é perfeitamente possível a síntese de moléculas orgânicas complexas em condições abioticas. Desde então muitas outras hipóteses para o surgimento da vida surgiram e estão em debate e experiência; a questão está ainda em aberto. Novamente, benvindo à ciência.
A possibilidade esquecida é que nem tudo que não é dirigido precisa ser totalmente aleatório – há muitas restrições de ordem natural para se combinar átomos ao se montar uma proteína (ou mesmo um floco de neve); e nem tudo que é dirigido precisa sê-lo de modo intencional, por uma consciência – papel que a seleção natural também exerce muito bem, e não apenas na biologia. A seleção natural não-aleatória e também não-intencional e não-consciente, é o conceito fundamental sempre (convenientemente) esquecido quando se invoca o argumento da aleatoriedade.
Não sei o que você toma por ciência, mas pelo comentário, óbviamente não é a ciência como compreendida pelos cientistas. E as xícaras (assim como os relógios) são projetadas e fabricadas para sua função. Não conseguem se reproduzir sózinhas nem passar suas características para as gerações subsequentes, enquanto os organismos são evoluídos por seleção natural sem função premeditada mas não aleatóriamente – coisas completamente diferentes.
Novamente, reforço que há muita literatura de qualidade fartamente disponível, e portanto a ignorância da ciência e argumentos baseados nela não costumam ser bem aceitos, e pessoalmente – minha opinião – não creio que prestem qualquer serviço de valor à fé.
Eis um bom site que responde melhor do que eu jamais poderia a muitas questões (mal) colocadas: http://www.talkorigins.org/origins/faqs-qa.html
Abs.
Oi Pensador,
Entendo e respeito seu ponto de vista sobre os assuntos e não quero me impor, mas o que me intriga e pergunto, é como pessoas inteligentes como você aceitarem tudo que os evolucionistas dizem sem contestar; voce mesmo disse:”em ciência, a rigor, não se tem certeza absoluta de nada”, …aqui um parentese – sobre Eisntein dizer do deus pessoal “infantil”, no final da wikipedia menciona “esta validade da carta ainda está passando a exame de provas históricas.” bem isso não importa se ele morreu crendo ou não num Deus pessoal.-
O principal assunto é:
- Na evolução o processo que gera descendência com MODIFICAÇÃO seria a seleção natural como voce disse, certo? mas estas modificações seriam feitas como os evolucionistas gostam de citar pelas mutações, mas essas são raras e destrutivas. Você disse que “nem tudo que é dirigido precisa sê-lo de modo intencional”, mas se há uma direção deve haver um impulso que guia o processo com intenção para isso, ou será que forças cegas fariam isso tudo? Forças cegas se dispersariam sem direção alguma para criar uma nova espécie.
Entendo que a seleção natural só é capaz de mudar os animais dentro das restrições de seu potencial genético original. Ela age também como um freio, para eliminar muitos dos indivíduos que foram enfraquecidos e assim diminuir as forças destrutivas que se originam da mutação.
Mesmo que a mutação realmente pudesse produzir algo verdadeiramente novo, para que sobre isso a seleção natural agisse, essa novidade quase certamente seria rapidamente eliminada. Uma nova característica estrutural ou orgânica que conferisse uma vantagem verdadeira na luta pela existência – por exemplo, uma asa para um animal anteriormente terrestre, ou um olho para um animal até então sem olhos – seria inútil ou até mesmo prejudicial, enquanto não estivesse plenamente desenvolvido. Não haveria razão para que a seleção natural favorecesse uma asa inicial ou um olho ou qualquer outra característica inicial. Indivíduos com órgãos incipientes sem utilidade estariam em desvantagem, e poderiam ser eliminados pela seleção natural. Além disso, um órgão não precisa apenas estar completo: ele precisa trabalhar em harmonia com outros órgãos. Que vantagem haveria se um olho pudesse ver um inimigo se aproximando mas se não houvesse conexões nervosas para produzir uma resposta?
Assim vejo que mutação e seleção natural podem modificar informações, mas elas não podem criar NOVAS informações.
- Sobre a segunda lei da termodinamica o exemplo do sol e outras estrelas se desgastando; pois estão consumindo sua própria massa; não seria um exemplo? Todos os cientistas dizem que ele viverá por mais alguns milhões de anos apenas, antes de virar uma anã branca. A própria Terra também está se resfriando.
- Sobre a experiencia de Muller, mesmo que hoje tenham todos os elementos possiveis para formar uma pequena vida, de onde viriam os instintos para animar esta matéria? Será o homem meramente uma pequena porção de matéria formada por elementos quimicos. O fôlego de vida (espirito) é imprescindivel, pois simples barro ou um punhado de componentes quimicos não tem vida por si só, pois são abióticos, por mais que se misture os elementos, apenas ficará uma sopa sem vida. pouco tmpo. abcs
é meu caro, não adianta
simplesmente taxam de “falácia” qualquer crítica ou questionamento, e ao mesmo tempo escorregam como quiabo escapando de perguntas esquadrinhadoras.
Curiosamente se esquecem de que os principais dogmas ateus são como prédios sem os alicerces.
Os principais exemplos:
1-origem inexplicável e sobrenatural do universo físico com suas dimensões, matéria e energia à partir do absoluto nada.
2-A origem da vida à partir de matéria abiótica. Um dogma dado como certo porém sem teoria e muito menos sem demonstração. Ao contrário, a lógica simplesmente demonstra que a vida mais simples é algo muitíssimo complexa para ter surgido de acidentes químicos cegos e desorientados.
3-mesmo sérios cientistas ateus e evolucionistas (por “falta de outra opção” na comunidade) questionam muitas coisas na teoria da evolução, como estabilização de genes que anulam grandes mutações, ou ausência de elos transicionais. Porém são suprimidos pelos colegas.
é uma questão simples: tudo tende ao caos, à desordem, à inutilidade.
Mas observe tudo em nossa volta: organismos que limpam o ar, o mecanismo de reciclagem natural da água, as estrelas nascendo, formando novos compostos necessários para a química. Resumindo, tudo na “natureza” é auto sustentável, projetado de forma muito superior às tecnologias humanas (consideradas inteligentes) que consomem os recursos até o fim.
Todas as regulagens das forças elementares da física demonstram inteligência muito superior à humana.
Tudo exibe complexidade, inteligência e beleza.
Mas para alguns simplesmente não adianta…
responder este comentário denunciar abusoCaro Cícero, como já disse antes, não vou debater detalhes sobre o que já foi explicado à exaustão, nem tenho a pretensão de ensinar-lhe física ou biologia. A questão aqui é mais simples: se você já tem uma conclusão “a priori”, uma verdade revelada, e pensa por qual motivo seja que essa conclusão é imutável e precisa adequar os fatos à ela para justificá-la, como parece ser o caso, então não há o que debater nem aprender. Mas se você tem uma genuína curiosidade a respeito do mundo e está preparado para deixar que as evidências se imponham, mesmo que as conclusões não lhe agradem, que possam mudar conforme o que se aprende, mesmo que tenha que deixar muitas perguntas sem uma resposta imediata, ainda vai descobrir muita coisa.
Abs e boa sorte!
Valeu a grande força Felipe!! JD 3.
É Livre Pensador, valeu a força! Mais alguns milhões de anos e as coisas melhoram. O problema é que não faz muito tempo que a humanidade estava na Idade Média… Não podemos exigir muito agora. Mas, valeu a força!
2010
2009
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