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Quinta-feira, 24 de Maio de 2012
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O clássico não fugiu à regra

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[IP8,0,0]Um clássico entre times dirigidos por técnicos pragmáticos e disputado sob um calor tremendo como o de domingo em Presidente Prudente só podia dar no que deu: um jogo chato, com muito mais jogadores defensivos do que ofensivos, e de baixo nível técnico.[/IP8,0,0]
Felipão e Muricy são técnicos vitoriosos, com muitos títulos no currículo, e merecem respeito por isso. Mas ambos armam seus times de maneira pouco atraente.
No Palmeiras, até se machucar só o Valdivia fazia alguma coisa diferente. Quando ele saiu, o Daniel Carvalho entrou e mostrou que sabe jogar. Mas na cabeça do Felipão os dois não podem jogar juntos porque o meio de campo perderia marcação…
O coitado do Valdivia pegava a bola e tinha de segurar ou partir para os dribles, porque não tinha com quem dialogar. Ia tabelar com quem? Com o Luan? Com o Fernandão? E ficando com a bola no pé ou tentando driblar o cara apanha mais.
Cada vez que vejo o Palmeiras jogar me convenço de que a função do Luan no time é ser mensageiro ou garoto de recados. “Luan, vai lá na direita e leva um copo d’água pro Cicinho.” E ele corre pra obedecer. “Luan, agora leva um boné pro Deola.” E lá vai ele sem reclamar. “Luan, leva um recado pro Fernandão, depois volta depressa, pega esse pacote, guarda no vestiário, sobe a escada e vai ver se o Assunção precisa de alguma coisa lá do outro lado do campo.” E o cara faz tudo correndo. Mas quando tem a bola, não joga.
No Santos, o Ganso carrega o piano sozinho na criação e o Neymar tenta resolver com seus dribles. Não por acaso, um procura o outro quando quer trocar passes ou fazer uma tabela.
O Palmeiras entrou em campo com três volantes e acabou o jogo com os três. É duro de o Felipão mudar o jeito de jogar, quaisquer que sejam as circunstâncias… O Muricy também não gosta de abrir mão da cautela e da marcação. É aquilo que vivo repetindo: o primeiro objetivo dos técnicos quando armam os times é não perder.
Como ex-jogador, não me conformo de ver os jogadores de hoje serem tão passivos diante de decisões absurdas como levar um clássico entre Santos e Palmeiras para uma fornalha como Presidente Prudente. Por que não jogar no Morumbi, no Canindé ou na Arena Barueri? Por que os jogadores não abrem a boca para reclamar? Até quando vão ser comandados por dirigentes incompetentes que não se importam se o jogo é num campo ruim ou debaixo de sol inclemente a 600 quilômetros da capital?
É muito pra minha cabeça.

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