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Domingo, 26 de Maio de 2013
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Pitacos sobre a Eurocopa

Vendo o jogo da Inglaterra contra a Suécia pela Eurocopa me veio à cabeça uma pergunta que me faço constantemente: por que os “professores” deixam para recorrer aos jogadores de talento só quando o time está perdendo?

Pensei nisso depois de ver como a entrada do Walcott fez a Inglaterra engolir o time do mascarado Ibrahimovic. Com dribles e jogadas pela ponta ele deu vida a um ataque que não incomodava mais os suecos. Um cara assim tem de jogar, mas o tal do Roy Hodgson preferiu escalar um jogador “tático” como o Milner… Tomara que ele acorde no próximo jogo, mas como a Inglaterra joga pelo empate para se classificar não duvido que o Milner continuará no time…

Nesta rodada do Grupo D o que mais me agradou foi o estilo de jogo da França. Toque pra lá, toque pra cá, dribles, posse de bola, jogo coletivo… Isso dá gosto de ver.

Menez, Nasri, Benzema e Ribéry são jogadores de bola, e se dão muito bem juntos. Para ficar melhor ainda eu gostaria de ver o Ben Arfa no meio de campo. Ele é um meia fino, habilidoso, com visão de jogo e se encaixaria fácil com os outros.

Ainda bem que existe o Barça

Será que alguém que viu o concerto que a sinfônica do Barcelona deu na vitória por 7 a 1 sobre o Bayer Leverkusen consegue bater palmas para um time que ganhe jogando um “futebol eficiente”, essa praga que tomou conta do futebol brasileiro e é tão apreciada por técnicos como Tite e Felipão?

O Barça ganha jogando um futebol que dá gosto de ver, com toque de bola envolvente e facilidade para chegar toda hora na cara do gol. E joga coletivamente, algo que o “professor” Mano Menezes  deveria implantar na Seleção. O Messi sobressai, mas todo mundo joga bola e participa das manobras para abrir a defesa adversária.

E o Messi joga todas, hein? Não tem essa frescura de ser poupado para essa ou aquela partida. Quando o time tem muita gente que bate um bolão ninguém quer saber de descanso. O jogador tem prazer de entrar em campo e jogar no ataque junto com bons parceiros. O que cansa é jogar só marcando e correndo atrás da bola.

Perguntem para o César Maluco se ele cansava de jogar quarta e domingo na Academia do Palmeiras? Ou se o Coutinho reclamava de jogar todas as partidas no Santos do Pelé… Claro que não, esses times jogavam por música e mandavam em campo. No grande Botafogo em que joguei no fim dos anos 60, com Jairzinho, Gérson, Roberto Miranda e Rogério, eu queria jogar todos os minutos de todos os jogos. E sabem por quê? Porque era uma delícia jogar naquele timaço.

É por isso que fico revoltado quando vejo um treinador dizer que dois jogadores talentosos não podem jogar juntos para não sobrecarregar os marcadores. Técnico bom bota os bons em campo e treina o time para jogar no ataque. Escalar três volantes brucutus e ficar na retranca para ganhar de 1 a 0 é assinar atestado de incompetência. E deixa o jogo muito chato.

Viva o Barça!