Campeões que não deixam legado
- 21 de maio de 2012|
- 21h37|
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Estou cansado de ver troféus indo parar nas mãos de times que não acrescentam nada ao futebol nem deixarão saudade. O último a entrar para essa lamentável galeria foi o Chelsea, que ganhou a Copa dos Campeões se apegando à retranca e ao antijogo. Ousadia, zero. Bom futebol, zero. Criatividade, zero.
Cada vez que um Chelsea da vida ergue uma taça, os técnicos que se preocupam mais em manter seus empregos a qualquer custo do que em oferecer algo de bom ao futebol esfregam as mãos. Para eles, um time que triunfa sem jogar bola é um argumento a mais para reforçar a tese de que não é preciso “perder tempo” tentando fazer uma equipe jogar bem.
Levantar um muro do meio do campo para trás e ficar destruindo as jogadas do adversário é muito, mas muito mais fácil do que preparar um time para jogar com a bola no pé e envolver o adversário. E os “professores” preferem seguir por esse caminho fácil sem se dar conta de que ao fazer isso estão assumindo não ter capacidade para fazer o time jogar bem.
O Barcelona foi campeão europeu em 2009 mostrando um futebol bonito, técnico e ofensivo. No ano seguinte o título ficou com a vulgar Inter do José Mourinho, que jogou a semifinal no Camp Nou como se fosse a Inter de Bebedouro e não a Inter de Milão, de tanto que se retrancou, parou o jogo com faltas e fez cera. Em 2011 o Barça encantou de novo os torcedores de bom gosto. E agora a taça caiu de novo nas mãos de uma equipe entediante. O Di Matteo é um italiano retranqueiro, e levou o time ao título desse jeito.
O quadro não é diferente por aqui. O Corinthians campeão brasileiro de 2011 não deixou legado para o bom futebol. E continua jogando de maneira pragmática. Dizem que a força do Timão é o “jogo coletivo”, mas jogo coletivo para mim é o do Barcelona. O do Corinthians é sem graça mesmo.
Algum time do São Paulo dirigido pelo Muricy na conquista do tricampeonato brasileiro deixou saudade pela qualidade técnica de seu jogo? Claro que não. O que se exaltava daquelas equipes é que tomavam poucos gols.
O Inter do Abel Braga que ganhou do Barcelona do Ronaldinho na final do Mundial jogou bola? Não. Ficou na defesa esperando um erro do adversário e se deu bem num contragolpe que terminou no gol do Gabiru.
Já que por aqui os técnicos não reagem, rezo para que o Tito Vilanova não mude a concepção de jogo que o Guardiola deu ao Barcelona. Se o Barça abrir mão da beleza, vai ser um duro golpe para o futebol.
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O Fogão não ajuda o Jobson
- 16 de maio de 2012|
- 16h56|
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O afastamento do Jobson é mais uma demonstração de que os dirigentes gostam de “jogar para a torcida” e tomar sempre a decisão mais fácil. Vou citar dois casos que aconteceram na minha época de Botafogo para ilustrar o meu pensamento.
Em 1969, a diretoria achou que o Gérson – que era o cérebro do timaço que era base da Seleção junto com o Santos – pediu muito para renovar contrato, o taxou de mercenário e o vendeu para o São Paulo. Aí ele foi bicampeão paulista pelo Tricolor.
Em 1971, perdemos a final do Campeonato Carioca para o Fluminense, fui chamado de moleque por um dirigente, retruquei e fui vendido para o Flamengo. Na Gávea fui bi da Taça Guanabara e campeão carioca. E o Botafogo ficou de 1968 até 1989 sem ganhar um título.
Agora, os senhores Maurício Assumpção (presidente), André Silva (vice de futebol) e Anderson Barros (gerente de futebol que eu não sei de onde apareceu) saem detonando o Jobson pra fazer média com a torcida. Sei que o Jobson é um cara complicado, mas ele sabe jogar. E por isso o clube deveria fazer o possível e o impossível para colocá-lo nos trilhos.
Se ele for para um clube que o ajude a enxergar que pode fazer muito sucesso se tiver um comportamento mais profissional, aposto que ele vai arrebentar.
E aos torcedores do Fogão que estão detonando o Jobson, digo que vocês deveriam é detonar a diretoria. Porque o Jobson é do ramo, e se for bem orientado joga bola. Mas os dirigentes não são do ramo, e não fazem nada de bom pelo clube.
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A amizade que carrega o Santos
- 14 de maio de 2012|
- 21h43|
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Dizer que o talento de Neymar e Ganso faz a diferença no Santos é chover no molhado, mas há um detalhe que precisa ser destacado: se os dois não fossem tão amigos, não gostassem tanto um do outro e não tivessem prazer em se procurar dentro de campo, acho que a história seria diferente.
Futebol é um meio em que há muita vaidade e competição. Um acha ruim de o outro ganhar mais, outro acha sacanagem não ser titular, o fulano quer aparecer mais que o beltrano, tem jogador que não passa a bola para o outro por birra… Mas para sorte do Santos o Neymar e o Ganso adoram jogar juntos e se ajudar em campo sem se importar se um vai brilhar mais do que o outro.
Quando você é muito amigo de um craque e o admira como jogador, dentro de campo você se motiva para correr por ele e trocar figurinhas com ele.
Quando comecei a jogar no time principal do Botafogo, meus ídolos eram o Gérson e o Jairzinho. E eu logo me tornei muito amigo deles. Os dois tinham um grande carinho por mim, me orientavam e isso só fazia crescer a minha admiração por eles.
Na hora do jogo, como eu tinha muito pulmão, corria como um louco para ajudá-los e para trocar passes com eles. Não estava nem aí se eles ganhavam mais do que eu ou se iam aparecer mais, eu queria era ter o prazer de jogar com esses dois craques.
Se você não se dá muito bem com um companheiro de time, muitas vezes não faz questão de se esforçar para facilitar a vida dele. E aí dá uma bola cheia de rosca para o cara ter dificuldade de dominar.
Voltando aos meninos de ouro da Vila: discordo do Muricy quando ele diz que hoje em dia até os torcedores de outros times gostam de ver o Santos jogar, como acontecia nos tempos do Pelé. Na verdade os torcedores gostam de ver o Neymar e o Ganso. Se eles não estiverem em campo, não tem graça.
Os dois se completam. Um é cerebral, o outro é atrevido. Um cadencia o jogo, o outro é um azougue. Um arma, o outro conclui. E os dois são fora de série. O passe do Ganso para o segundo gol do Alan Kardec foi uma obra de arte. A bola deslizou pela grama como se fosse numa mesa de sinuca.
E o Neymar? Depois que parou de tentar cavar faltas, cresceu ainda mais. Ele apanha e vai em frente, apanha e na jogada seguinte vai de novo pro drible. E está finalizando cada vez melhor, pegando cada vez mais gosto de fazer gol.[/IP8,0,0] Esses dois vivem alegrando os meus domingos.
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Santos e Flu, pelo bem do futebol
- 7 de maio de 2012|
- 20h45|
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Dois times que se destacam em meio à mediocridade do futebol brasileiro ficaram muito perto de colocar mais uma taça em suas galerias: Santos e Fluminense. E embora eu seja torcedor do Botafogo, acho que o título ficará em melhores mãos indo para as Laranjeiras.
Falar da qualidade técnica de Neymar e Ganso é chover no molhado. Os dois deram um recital domingo, principalmente no segundo tempo, e destroçaram o animado e recuperado time do Guarani. A vida dos dois craques foi facilitada pelo fato de a partida ter sido disputada num campo grande e de gramado impecável. Se o jogo tivesse sido em Campinas talvez o Bugre conseguisse ver a bola.
Depois que o Santos abriu o placar o jogo ficou ainda mais fácil, porque começaram a brotar espaços. E dar espaço para Neymar e Ganso é pedir para dançar. Eles deixaram a defesa bugrina em polvorosa no segundo tempo.
No Rio, ganhou fácil o time que tem melhores jogadores. E o Fogão ainda carrega o peso de ter um treinador que não enxerga o jogo. O senhor Oswaldo de Oliveira, cria do Luxemburgo, cometeu erros absurdos que influíram muito no resultado.
O lateral-direito Lucas é muito impetuoso e chega com agressividade nas jogadas. Tomou um amarelo com 20 minutos e continuou chegando com vontade, se arriscando a ser expulso a cada falta que cometia.
Um técnico com juízo o sacaria no intervalo, mas o Oswaldo, com seu visual de pai do Harry Potter, não fez isso. Aí o Lucas levou o vermelho aos dois minutos do segundo tempo e dali em diante a casa desmoronou.
E a situação ficou ainda pior com a “solução tática” que ele inventou. Ao invés de botar o Marcello Mattos como lateral, puxou o Fellype Gabriel – que não sabe marcar. E deixou o poste Loco Abreu lá na frente à espera de um cruzamento pelo alto, quando o melhor seria tê-lo trocado por um homem de velocidade para ter a opção do contra-ataque. Resultado: o Flu ficou à vontade e o Deco deitou e rolou.
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O que há com a elite?
- 7 de maio de 2012|
- 20h44|
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A penúria do futebol brasileiro fica evidente quando vemos vários times da Série B nas finais dos Estaduais: Guarani, Avaí, Goiás, Atlético-PR, América-MG, Vitória… No Rio Grande do Sul e em Pernambuco há representantes da Série C: Caxias e Santa Cruz. E para dar uma provocada, o Fluminense é convidado na Série A desde que foi beneficiado por uma virada de mesa quando subiu da C para a B.
Cadê a elite?
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O Santos não pode ser só Neymar e Ganso
- 4 de maio de 2012|
- 17h12|
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Santos e Botafogo deram no domingo um grande passo para conquistar os títulos dos seus Estados. Em São Paulo, como eu já havia dito, os meus favoritos eram o Peixe e o Tricolor. E, na semifinal entre os dois, deu Neymar e companhia, em pleno Morumbi. Em um gramado com espaço para quem gosta de desfilar talento, o moleque endiabrado de cabelo moicano exibiu todo o seu repertório de jogadas sensacionais.
Nessa formação cautelosa do Santos, que arma um bloco eficiente para se defender (uma característica dos times dirigidos pelo Muricy Ramalho, que se preocupa primeiro em levar poucos gols), sobra um pouco de espaço para que Neymar e Ganso possam jogar soltos. E isso tem dado certo no Paulista, no Brasileiro e, às vezes, na Libertadores. Mas não custa lembrar que na primeira vez que o Peixe pegou um time grande europeu, dançou. O Santos não pode ficar dependendo só do talento desses dois craques. Quando perder Neymar e Ganso para a Europa, o que vai ser do Peixe?
Já no São Paulo, o Leão vai ter de encontrar uma maneira de reerguer o moral do time no Brasileirão e na Copa do Brasil depois de perder a chance de disputar a final do Paulista. Mas acho que o Leão vem fazendo um bom trabalho. Após muitos anos sob um esquema conservador, principalmente quando foi dirigido pelo Muricy, o São Paulo agora joga leve e é uma equipe agradável de se ver.
Só espero que o Leão não mude a forma de jogar apenas por causa dessa derrota para o Santos. Ele perdeu para um time que está no mesmo nível do dele. A diferença do Peixe é o Neymar, que ultimamente desequilibrou contra todo mundo, menos contra o Barcelona. Sem ele, o Peixe é um time comum.
É por isso que aposto que o São Paulo tem condições de ir bem no Brasileiro. O Tricolor não depende mais tanto do jogo aéreo, das bolas paradas e de jogadores de estatura elevada. O Leão está com um time de jogadores habilidosos, como Jadson, Lucas e Casemiro, que é um volante que sabe jogar, além do Luis Fabiano, que está recuperando a boa forma.
Em relação ao Botafogo, que eu fui ver jogar domingo contra o Vasco, no Engenhão, e vai pegar o Fluminense na final do Carioca, eu não acredito no plantel. Acho que o time não tem um elenco de qualidade para disputar o Brasileirão. Apesar de o campeonato ser muito equilibrado, o Fogão não tem craques que possam fazer a diferença. O craque do time é o goleiro.
Enquanto isso, no Vasco, o Felipe o único jogador talentoso e que tem clarividência.
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O Bayern mostrou como se faz
- 25 de abril de 2012|
- 19h18|
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Se terça-feira fiquei triste com a vitória do retrancado Chelsea sobre o Barcelona, posso dizer que festejei o triunfo do Bayern de Munique sobre o Real Madrid no Santiago Bernabéu. Ficou com a vaga o time que sempre tenta jogar bola e ganhar limpamente, e que não renunciou ao ataque mesmo enfrentando a pressão de um estádio lotado por torcedores merengues – só no segundo tempo da prorrogação, quando o Real também não quis se arriscar, o que é natural nessas circunstâncias.
O Bayern, como o Barça, vai a campo para tentar ganhar se impondo ao adversário em qualquer estádio. E ontem foi assim. Tomou dois gols logo de cara e não saiu de seu estilo. Foi tocando bola, atacando e acionando Robben e Ribéry pelos lados. Não se retraiu depois de marcar o seu gol, diferentemente do que fez o Real quando abriu 2 a 0, e merecia ter levado a vaga já nos 90 minutos.
Eu torceria pelo Real se tivesse chegado à final, porque querer ver o vulgar time do Chelsea ser campeão é uma afronta ao futebol. Mas felizmente vou poder torcer para o Bayern. Não suporto a arrogância do senhor José Mourinho nem a do Cristiano Ronaldo.
Respeito a opinião de todos os que defenderam a postura do Chelsea nos dois jogos contra o Barcelona. Mas estratégia por estratégia, prefiro sempre a de quem mostra mais coragem e respeita os valores do futebol bem jogado.
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O Fogão merecia um presidente melhor
- 24 de abril de 2012|
- 19h53|
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Como botafoguense de coração, fico desanimado ao ver que o clube está entregue a uma pessoa tão mesquinha e incompetente como o presidente Maurício Assumpção. Ele pensa pequeno, não entende nada de futebol e vive tomando atitudes infantis por causa de picuinhas que não deveriam pesar no dia a dia do clube.
A última das suas foi tomar a vaga de estacionamento e as duas credenciais que davam direito ao presidente eleito do Conselho Fiscal, Antônio Carlos Mantoano, de ver os jogos no camarote da diretoria no Engenhão. Parece coisa de criança birrenta.
Assumpção não respeita quem não é da sua patota, e isso não é postura de um presidente de um clube com a história e a tradição do meu querido Fogão.
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Treinadores, não imitem o Chelsea
- 24 de abril de 2012|
- 18h34|
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A classificação do Chelsea para a final da Copa dos Campeões me deixou chateado porque sou admirador do estilo de jogo do Barcelona. E me deixou preocupado com o que a vitória do antifutebol pode trazer de consequências para o Brasil.
Os treinadores que vivem de montar times fechados e cheios de brucutus – o que é muito mais fácil do que prepará-los para jogar um futebol solto, técnico e ofensivo – ganharam um argumento para defender o modelo medíocre que seguem.
O Chelsea jogou de maneira covarde, fez cera, parou as jogadas com faltas (não por acaso quatro jogadores terão de cumprir suspensão na final) e se deu bem em dois contragolpes aproveitando erros do Barcelona. Já tem muito time por aqui privilegiando a marcação à criação e jogando no erro do adversário, e temo que o número de adeptos dessa vulgaridade aumente.
Time pequeno jogar assim eu até admito, mas time grande fazer isso é inaceitável. E podem apostar que na final o Chelsea vai se retrancar de novo, ainda mais com tantos desfalques.
O Barça caiu sendo fiel ao seu estilo em todos os jogos. Estilo que, por sinal, era o do futebol brasileiro dos bons tempos. Agora vou torcer por Real Madrid ou Bayern de Munique, porque são times fortes no ataque e que fazem muitos gols. Se o Chelsea ganhar vai ser péssimo para o futebol e para quem gosta de um jogo agradável.
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Os bons ficaram,os ruins rodaram
- 23 de abril de 2012|
- 20h37|
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Fiquei muito feliz com os resultados das quartas de final do longo e chato Campeonato Paulista. Respeito demais a história de Corinthians e Palmeiras, mas seria um desserviço ao futebol se um dos dois fosse campeão. O cenário só não é perfeito porque Santos e São Paulo, os dois únicos times que têm jogadores de qualidade e mostram um estilo agradável, não podem fazer a final.
O Peixe e o Tricolor não ficam se apoiando no futebol “eficiente” e amarrado para vencer seus jogos, e sim no estilo ofensivo e em jogadores de qualidade técnica. O Jadson sabe jogar, e mostrou isso no lindo passe que deu para o Fernandinho fazer o primeiro gol. O Luis Fabiano é goleador, o Lucas é habilidoso e incisivo, o Fernandinho sabe chegar à linha de fundo… No Santos, Neymar dá uma aula de genialidade e objetividade a cada partida, e tem um parceiro de alto nível como o Ganso. Os dois times têm artistas e dão espaço para eles decidirem, e é por isso que torço para um deles levar o título. A taça ficaria em boas mãos.
O Corinthians tem um time bem arrumado, mas com poucos recursos para sair de uma marcação bem feita. O Danilo é lento e jogador para compor o elenco, não para ser o cérebro do time nem para resolver. O trio de frente não tem ninguém diferenciado ou acima da média. Se a coisa aperta, quem vai botar a bola embaixo do braço e mostrar o caminho? Sem falar que na minha opinião o Tite erra ao deixar o Alex e o Willian no banco.
A Ponte se deu bem domingo fazendo o arroz com feijão. Ficou fechada em seu campo, amarrou um adversário que não tem criatividade e ganhou o jogo explorando os contra-ataques e os erros do Timão. Nada que justifique os comentários que ouvi de que o Gilson Kleina fez um trabalho do outro mundo…
No jogo do Brinco de Ouro, o Palmeiras mais uma vez mostrou que não tem time para brigar por nada na temporada. E para piorar ainda viu seu goleiro cometer erros inaceitáveis. Guarani e Ponte tiveram grandes times entre o início dos anos 70 e a metade dos 90, mas de uns tempos para cá viraram “ioiôs”, que ficam subindo e descendo no Brasileirão.
Espero que seus dirigentes tenham vergonha na cara para fazer um trabalho que leve esses clubes a serem respeitados novamente como equipes de ponta e se firmarem na elite do Campeonato Brasileiro. Fazer uma boa campanha de vez em quando é pouco para a tradição dos campineiros.
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