O absurdo dos absurdos
- 9 de outubro de 2012|
- 17h03|
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Categoria: Seleção Brasileira
É impossível se calar diante do absurdo dos absurdos que é o comando da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). É uma pouca vergonha o que estão fazendo com o País que conquistou praticamente tudo dentro do futebol.
A maneira como a Seleção Brasileira vem sendo tratada mais se parece com um time de várzea e, para falar a verdade, acho que realmente esse é o termo mais adequado para se referir ao selecionado brasileiro.
Julio Grondona, o monarca da Federação Argentina que está no comando do futebol dos nossos vizinhos há mais de 30 anos, conseguiu humilhar o Brasil com a marcação daquela pelada terrível em Resistencia, semana passada. Esse Superclássico é uma competição de péssimo gosto e tem a proeza de reunir o que há de pior nos dois países. Atitudes como essa só servem para continuar diminuindo o valor de duas das seleções mais tradicionais do mundo.
É uma vergonha terem marcado um jogo entre Brasil e Argentina num lugar tão horroroso como aquele Estádio Centenário, casa de um time da Quarta Divisão do Campeonato Argentino. Isso sem falar que no voo de ida poderia ter acontecido uma tragédia – ainda bem que temos pilotos excepcionais.
O nível dos jogadores das duas seleções é triste, com apenas algumas exceções que não precisamos nem mencionar porque todos nós já conhecemos. Até quando vamos aturar esse tipo de dirigente mandando no futebol brasileiro? Eles são bem remunerados, trabalham pouco e, para completar, quando a Seleção Brasileira viaja ainda curtem o exterior.
Para que servem esses próximos amistosos, contra Iraque e Japão? A CBF coloca o jogador dentro de um avião, manda pra cima e pra baixo, desgasta os atletas e prejudica os clubes. Isso é uma vergonha. Mas continuo achando que o maior culpado é quem joga, é o atleta que não reage, que não fala nada. A sensação que eu tenho é que os jogadores encaram essas partidas como mais um passeio pela Europa. Lamentável.
Sentimos a ineficácia desse tipo de amistoso na hora que vamos disputar Copa do Mundo e Olimpíada. Na primeira fase, a Seleção enfrenta times fracos e ganha fácil. Mas quando tromba com equipes de nível, quem dança é o Brasil. Foi assim contra o México em Londres e diante da Holanda na África do Sul.
Isso é reflexo da falta de talento e de qualidade do futebol brasileiro e desses péssimos amistosos. Se o Brasil continuar achando que vai ganhar competição de peso só na base da eficiência, sem jogar bem, vamos continuar sofrendo.
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A dupla que está afundando a Seleção
- 1 de outubro de 2012|
- 22h03|
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Categoria: Seleção Brasileira
Que saudade dos tempos em que a Seleção era amada pelos torcedores, temida pelos adversários e não precisava fazer campanha para pedir apoio e aplausos pelos campos do Brasil… A realidade hoje, em que somos obrigados a aturar o professor de educação física Mano Menezes e o cartolão Andres Sanches – que fez o desserviço ao futebol brasileiro de colocar o ex-técnico do Corinthians no lugar do Dunga –, é triste e preocupante.
Cada vez que o Mano divulga uma lista de convocados nos deparamos com nomes estranhos que não deviam estar ali. Em dois anos no cargo ele já convocou quase um time inteiro do Corinthians, como se o Timão fosse uma máquina de jogar futebol que enchesse os olhos de quem gosta de espetáculo: Cássio, Leandro Castán, Ralf, Paulinho, Fábio Santos, Elias, Jucilei e Douglas. Quem vai ser o próximo? “Maestro” Danilo? Jorge Henrique? Faça-me o favor…
Na última lista apareceu o nome do Kaká, o bom moço que mal joga no Real Madrid. Fico pensando aqui com os meus botões que o Mano deve ter um olheiro infiltrado no clube espanhol que enxerga muito…
O José Mourinho vê o Kaká treinar todo dia e o considera o reserva do reserva na posição, atrás de Özil e Modric, mas o olheiro do Mano cantou que ele está voando nos treinos e o “professor” acreditou. O presidente do Real Madrid deveria mandar o Mourinho embora e botar o informante do Mano pra dirigir o time, porque esse sim sabe das coisas. E deve ser bem mais barato do que o treinador português.
Já escrevi no meu blog e vou repetir aqui: se o Kaká negou fogo em 2006 e 2010, alguém acha que em 2014, mais velho e com um monte de lesões na bagagem, ele vai arrebentar?
A volta de um veterano que já queimou a lenha que tinha para queimar mostra que o “professor” está perdido, e que sempre recorre a um medalhão quando sente o nó apertando seu pescoço. Daqui a pouco vai chamar o irresponsável Felipe Melo, Maicon, Lúcio…
Para completar o quadro tenebroso, o Mano não define o time, não dá padrão de jogo e não gosta de futebol bem jogado. Aquele show de bola em cima dos Estados Unidos na sua estreia foi sorte de principiante, porque de lá para cá o time nunca chegou perto do que fez naquele dia. O “professor” gosta mesmo é de operários.
E os adversários que a CBF arruma para a Seleção? Gabão, Egito, China, África do Sul, Iraque, Japão… Um pior do que o outro.
Alguém aí consegue ver uma luz no fim do túnel?
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Kaká já deu o que tinha que dar
- 27 de setembro de 2012|
- 18h14|
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Categoria: Seleção Brasileira
Cada vez que o Mano Menezes faz uma convocação ou escala o time ele mostra que está perdidinho no comando da Seleção. Para que trazer de volta o Kaká? Ele é bom de bola, mas foi titular em duas Copas do Mundo e não brilhou em nenhuma. Será que o “professor” acha que em 2014, com 32 anos e um monte de problemas físicos na bagagem, ele vai jogar o que não jogou em 2006 e 2010?
O Kaká não está conseguindo se impor no Real Madrid, tanto que nesta temporada só entrou em campo no amistoso contra o Millonarios, uma baba de time. Nos jogos do Campeonato Espanhol, da Supercopa da Espanha e da Copa dos Campeões não saiu do banco nem para fazer aquecimento.
A verdade é que sempre que a água chega no seu pescoço o Mano recorre a um medalhão para desviar a atenção e dividir a responsabilidade. Isso mostra sua falta de personalidade e seu despreparo para o cargo. Se ele não tem convicção de que o caminho é dar rodagem para Neymar, Lucas, Oscar, David Luiz, Marcelo e outros, então pega o boné e cai fora.
Como ele não vai fazer isso, caberia ao presidente da CBF se tocar de que com o Mano não vamos a lugar nenhum. E que quanto mais demorar para trocá-lo, menor será nossa chance de ganhar a Copa em casa.
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Do jeito que está, eu jogo fácil
- 24 de setembro de 2012|
- 21h13|
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Categoria: Sem categoria
Vendo o baixo nível técnico do Campeonato Brasileiro e o sucesso dos veteranos que sabem jogar bola, estou pensando seriamente em me internar por dois meses num spa para perder 20 quilos. Quando estiver fininho, mesmo com 63 anos, vou procurar um clube grande e topo até fazer teste se for preciso para voltar a jogar. Garanto que se eu jogar hoje, do jeito que está fácil para quem sabe das coisas, não erro um passe e coloco os atacantes na cara do gol toda hora.
Digo isso porque em quase todos os times os “professores” escalam volantes brucutus para correr, marcar e truncar o jogo. E aí quem sabe o que fazer com a bola se destaca mesmo que já esteja em fim de carreira. Sabem aquele ditado que diz “em terra de cego quem tem um olho é rei”? Pois bem, é por aí. Zé Roberto, Juninho Pernambucano, Felipe, Marcos Assunção, Seedorf e Deco são exemplos de veteranos que sobram na turma.
Sempre tive uma condição física excepcional e nunca fui operado nem tive lesão séria. Então, se perder a barriga e treinar um pouco aposto que me crio. O Falcão, que não tem barriga, também jogaria fácil de volante. Um brucutu tomava a bola por ele e lhe entregava rápido. Com certeza o Rei de Roma arrumaria tudo e tocaria redonda no pé de alguém lá no ataque.
Se Falcão, Júnior, Zico, Tostão, Riva, eu e outros que tratavam bem a bola jogássemos hoje íamos querer atacar com e envolver o adversário, e não fazer o que Atlético Mineiro e Grêmio fizeram domingo. Estavam em campo dois candidatos ao título, ambos sabendo que precisavam ganhar para não deixar o Fluminense abrir, e o que tivemos foi uma partida feia, truncada, de muitas faltas, muita correria e pouquíssima emoção.
Parece que hoje em dia ser ousado e jogar ofensivamente é uma afronta. É como se existisse um pacto silencioso para ninguém atacar muito. O Luxemburgo está se rendendo ao estilo gaúcho, além de adotar um discurso pouco ambicioso que não combina com seu passado. Toda hora diz que está feliz em estar no G-4, como se lutar pelo título fosse um objetivo supérfluo. O negócio é ir pra Libertadores, ser campeão fica em segundo plano.
O Atlético vem me decepcionando nas últimas rodadas. O Cuca tem feito algumas escolhas rodadas (insistir no Guilherme, que entrou mal no time, é uma delas) e alguns jogadores importantes caíram de rendimento, como o Danilinho, o Bernard e o Ronaldinho. O Gaúcho, por sinal , deu uma patada no Kleber indigna de seu talento.
Até tu, Ronaldinho?
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Lembra do Hernanes, Mano?
- 21 de setembro de 2012|
- 15h21|
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Categoria: Seleção Brasileira
Gostaria de saber se o Mano Menezes anda vendo os jogos do Campeonato Italiano. Se não estiver, é um erro. Se estiver, não dá para entender a ausência do Hernanes na Seleção.
O cara está jogando muito na Lazio, mostrando qualidades que os Rômulos, Sandros e Paulinhos da vida não têm. O Hernanes sabe passar, sabe chutar de fora da área, sabe driblar, tem visão de jogo e é daqueles meio-campistas que defendem e saem para o jogo. E quando digo que ele sai para o jogo quero dizer que ele sabe o que faz com a bola, e não que corre para o ataque.
O Hernanes foi titular no primeiro jogo do Mano, aquela vitória sobre os Estados Unidos que nos deu a ilusão de que a Seleção ia passar a jogar um futebol bonito e ofensivo. E deveria ter sido fixado no grupo, e não sido esquecido.
Se o “professor” tem algum problema pessoal com ele, deve tratar de resolver como resolveu com o Marcelo. O que não pode é deixar de convocar um jogador talentoso por birra. Se quer castigar alguém vá trabalhar de bedel num colégio interno e deixe o seu cargo para alguém que chame os melhores jogadores. E o Hernanes tem bola para ser titular da Seleção.
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O Palmeiras pensa pequeno
- 20 de setembro de 2012|
- 18h01|
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Categoria: Sem categoria
Os cartolas fazem cada uma… Não consigo me conformar com o fato de o Palmeiras não ter contratado o Falcão num dia e fechado com o Gilson Kleina no dia seguinte.
Pelo que li e ouvi, o Verdão ofereceu só três meses de contrato para o Rei de Roma, que queria assinar até dezembro de 2013. Mas no dia seguinte deu ao Gilson Kleina os 15 meses de vínculo que se recusou a dar para o Falcão. Só pode ser brincadeira…
Quem é o Kleina perto do Falcão? Dá para comparar a história dos dois no futebol? Alguém colecionou figurinha do Kleina? As hienas dirão que o Falcão foi um monstro jogando, mas não têm um grande currículo como treinador. Ok, currículo tem o Gilson Kleina, que nunca chutou uma laranja e treinou times do “porte” de Coruripe, Duque de Caxias, Ipatinga, Gama… Ele começou a carreira como auxiliar do Abel, que não jogava nada como zagueiro. O que pode ter aprendido com ele?
É incrível a má vontade dos dirigentes em dar espaço a ex-jogadores de alto nível como o Falcão. Ele jogou muito, tem ótimas ideias, mas os cartolas não lhe dão tempo para fazer o trabalho que gostaria de fazer.
Eu estava torcendo para o Palmeiras se salvar do rebaixamento, mas depois dessa acho que merece ir para a Série B. Fazer um esforço para contratar o Kleina (pagaram multa pra Ponte, prometeram prêmio especial se o time não cair…) e não fazer para fechar com o Falcão é coisa de quem pensa pequeno.
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O futebol precisa do talento do Ganso
- 18 de setembro de 2012|
- 12h16|
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Categoria: Sem categoria
Não vejo a hora de que chegue ao fim a novela sobre o destino do Paulo Henrique Ganso, porque estou com saudade de vê-lo em ação motivado. Ele é uma ave rara no futebol brasileiro infestado de brucutus, um meia-armador da estirpe de Gérson, Rivellino e Ademir da Guia, um meia canhoto habilidoso e inteligente como Tostão, Pita, Aílton Lira e Alex (que por sinal acaba de ganhar uma estátua na Turquia, honraria que jamais caberá a quem só corre e dá trombada…).
Essa gente desfilava (o verbo vai para o presente nos casos de Alex e Ganso) pelos gramados com uma classe admirável.
Entendo perfeitamente suas preocupações com o futuro e a carreira. Acho que ele está certo em não dar mole para os dirigentes santistas, e que deve fazer o mesmo com relação aos seus agentes. Porque essas pessoas – tanto no clube como os empresários – só querem saber do craque enquanto podem sugá-lo. Quando acaba o suco, não hesitam dois segundos em lhe dar um pontapé no traseiro. Escrevo isso por experiência própria, porque fui chutado do Botafogo em 1972 – como o grande Gérson havia sido em 1969.
Nessa briga que vem de longe com os cartolas da Vila quem mais perdeu foi o futebol brasileiro, que se viu privado do futebol refinado e inteligente do Ganso. As lesões o atrapalharam muito, é verdade, mas se ele estivesse com a cabeça tranquila – ou se tivesse sido vendido antes – teria tido mais condições de jogar toda a bola que sabe.
A Seleção precisa de gente como ele no meio de campo para pensar e organizar o jogo. Esse negócio de jogar com só um homem de criação é uma roubada, porque se o adversário anula esse homem amarra o time.
Sempre defendi e vou continuar defendendo que o meio de campo tenha dois meias que saibam passar, tabelar e finalizar, e é por isso que acho que o Ganso vai se dar muito bem ao lado do Jadson se for para o São Paulo.
Fiquei animado com a formação que o Ney Franco colocou em campo contra a Lusa, com um volante que sabe jogar (Denílson), dois meias (Maicon e Jadson), dois atacantes velozes abertos (Lucas e Osvaldo, que é bom de bola) e um fazedor de gols que também tem recursos (Luis Fabiano). É uma luz no fim do túnel num futebol em que predominam o pragmatismo e a “eficiência”.
Imaginem o Ganso ao lado do Jadson metendo passes para os três da frente e fazendo o time rodar a bola para desgastar o adversário e manter o resultado. Vai ser uma beleza.
Torço muito por você, Ganso. Mostre seu talento e cale as hienas que querem te ver por baixo.
NOTAS
‘Professor’ tem cada uma…
A torcida do Cruzeiro não aguenta mais o Celso Roth e deixa isso claro a cada jogo, mas o “professor” não perde a pose. Depois do empate com o Vasco, ele soltou a seguinte bobagem: “A torcida tem o direito de protestar, mas estamos em oitavo lugar mesmo tendo carências sérias no elenco.” Puxa, que bom, o time está em oitavo lugar… Quer dizer, o cara dá a entender que se não fosse por seu trabalho o time estaria pior. Então, tá…
Cenas lamentáveis
Fiquei abismado com as imagens de descontrole de jogadores e torcedores que vi no clássico entre Palmeiras e Corinthians no Pacaembu. Os jogadores palmeirenses entraram muito pilhados, mais preocupados em brigar e discutir do que em tentar jogar bola. O Luan, então, estava alucinado. O que me incomoda é ver que nenhum jogador do Verdão tentou acalmar o time e botar na cabeça dos companheiros que aquela postura não levaria a nada. Faltou um líder para gritar com os companheiros e mostrar a eles que o caminho era botar a cabeça no lugar. Fora de campo, o comportamento de alguns palmeirenses foi uma barbaridade. Invasão das tribunas, tentativa de agressão a dirigentes, depredação do restaurante do Frizzo… Será que com a ajuda das imagens a polícia não consegue prender esses valentões? É preciso punição severa para os vândalos que se dizem torcedores.
O show do Barça não para
Depois de apenas quatro rodadas do Campeonato Espanhol, o Barcelona já tem oito pontos de vantagem sobre o Real Madrid. Que delícia! A filosofia de jogo que deu tão certo com o Guardiola foi mantida pelo Tito Vilanova, e o time continua asfixiando os adversários com seu jogo coletivo e sua absurda posse de bola. O time que ataca e tem qualidade sempre terá mais chance de ganhar, mas nossos “professores” parecem não entender isso…
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Felipão não respeitou a tradição palmeirense
- 13 de setembro de 2012|
- 18h21|
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O Palmeiras demorou para demitir o Felipão. Ele vive do título mundial de 2002 há anos e não se preocupou em se renovar. Continua sendo o técnico “copeiro”, que monta “times guerreiros”, que forma a “família Scolari”, que “motiva os jogadores”… Essa receita é batida.
Tudo bem, ele ganhou a Copa do Brasil. Mas foi um torneio de baixo nível, sem os melhores times do Brasil e que o Palmeiras conquistou sem jogar um futebol de ficar na memória do torcedor.
Na minha opinião ele só resistiu tanto tempo no cargo por causa do seu currículo e pelo que ganhou na primeira passagem pelo Verdão. Se fosse um técnico iniciante ou de currículo modesto, teria rodado há um tempão.
Lembram de quando o Jorginho dirigiu o time depois da saída do Luxemburgo? Ele estava indo bem, ganhando jogos e fazendo a equipe jogar no ataque e com a bola no chão – como manda a tradição alviverde. Mas a diretoria achou que ele era muito “verde” e apostou num medalhão como o Muricy, que não deu certo.
O Felipão deixa terra arrasada no Palmeiras. O elenco que está aí foi montado por ele, e tem pouca qualidade. O legado da Academia não foi respeitado.
A diretoria agora tem a chance de contratar alguém que queira fazer o Verdão jogar como manda a sua história. E o Leão seria um bom nome por três motivos: tem personalidade, se identifica com o clube e sempre tenta encontrar a melhor formação para fazer o time jogar no ataque. Quem me acompanha aqui no blog e nas colunas que escrevo no JT sabe que gosto do trabalho dele.
Discordo dos que dizem que na situação em que se encontra o Palmeiras precisa jogar como pequeno para tentar se salvar, ficando fechadinho para não levar gol e tentando um gol de contra-ataque ou numa bola parada. É preciso mostrar coragem e jogar no ataque. E com certeza a torcida vai apoiar muito mais um time assim do que um que entra para tomar sufoco durante 90 minutos.
O meu medo, agora que o Felipão está sem desempregado, é que o Marin se anime a colocá-lo no lugar do Mano. Se fizer isso, não vai mudar nada. Vai sair um técnico que não gosta de futebol bem jogado e entrar outro. E seria a continuidade da escola gaúcha, aquela que vem acabando com a graça do futebol brasileiro. Depois de Dunga, Mano. Depois de Mano, Felipão? A Seleção não merece isso…
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O fundo do poço se aproxima
- 11 de setembro de 2012|
- 15h54|
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Não me canso de falar e opinar sobre o momento tenebroso vivido pelo futebol brasileiro já há alguns anos. Alguns leitores me mandam email dizendo que sou repetitivo, mas para essas pessoas digo que nada mais faço do que retratar a realidade do nosso futebol. E não estou sozinho nas críticas à pobreza que vemos em campo hoje nem na cruzada pela volta do jogo bonito e ofensivo. Tostão em suas colunas, Gérson e Casagrande em seus comentários, Rivellino e Carlos Alberto Torres em suas entrevistas – só para citar alguns – também vivem mostrando a decepção que sentem com o que têm visto. Não sou de fazer média com ninguém nem de dourar a pílula, por isso vou continuar dando pancada enquanto o quadro não mudar.
O futebol brasileiro está caminhando a passos largos para o fundo do poço porque está ruim em todos os aspectos.
Dentro de campo, nunca vi tanto jogador de baixa qualidade técnica vestindo a camisa de times grandes. São poucos os que tratam bem a bola, poucos os que sabem se posicionar em campo, raros os que dominam os fundamentos. E o resultado é que vemos partidas cada vez mais feias e violentas, com jogadores que são melhores no antijogo do que no jogo…
Como pode um clássico entre Santos e São Paulo ter mais de 80 passes errados num gramado bom como o da Vila? Deviam devolver o dinheiro para quem pagou ingresso…E como pode um cara como o Pierre, que é escalado para não deixar o adversário jogar, fazer sete faltas só no Valdivia e só receber o cartão amarelo aos 45 minutos do segundo tempo?
Aí entramos em outro problema do nosso futebol: o nível das arbitragens. A safra é muito ruim, com apitadores incompetentes, despreparados e mal orientados.
Também estamos a pé de treinadores. Os “professores” tentam manter seus empregos jogando para não perder e dando mais espaço a quem corre e dá carrinho do que a quem joga bola.
Os dirigentes também são de doer. Gastam mais do que podem, jogam pra torcida, colocam interesses pessoais acima dos do clube e da CBF… Joguei dez anos na Seleção e defendi cinco grandes clubes, por isso sei como as coisas funcionam no meio. E digo que o baixo nível dos cartolas de hoje assusta.
Por fim, ainda temos de aturar os analistas de computador, comentaristas que nunca chutaram uma laranja e “resolvem” todos os problemas com uma arrogância irritante. PVC, PCV, Bertozzi, Calçade, Loffredo, Lino… Haja controle remoto…
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A triste Seleção do Mano
- 7 de setembro de 2012|
- 22h12|
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Categoria: Seleção Brasileira
Por mais que eu tente, não consigo ver futuro na Seleção do Mano Menezes. E digo Seleção do Mano Menezes porque não considero esse time a Seleção Brasileira.
Nos bons tempos do nosso futebol, para vestir a camisa amarela o cara precisava jogar muita bola. Hoje em dia a coisa mudou, e qualquer um joga na Seleção. Digo com todo o respeito e sinceridade: Rômulo não pode jogar na Seleção, Paulinho também não, Dedé muito menos, Alex Sandro nem pensar. E por aí vai…
O David Luiz é um bom zagueiro se fizer o feijão com arroz, mas está achando que é o Luís Pereira e querendo fazer mais do que sabe. Baixe a bola, garoto! O Ramires corre, dá dinâmica para o jogo, mas não ajuda a organizar o time nem a armar jogadas. E meio de campo da Seleção não é lugar para quem só corre.
Na frente, o Leandro Damião me faz ter saudade dos grandes centroavantes que já tivemos na Seleção. Ele não amarra a chuteira de nenhum deles.
O Neymar, que é craque, está se perdendo de novo com esse negócio de se jogar para cavar faltas. Isso acontece porque ele prende muito a bola e exagera na tentativa de resolver individualmente, o que mostra a inexistência do jogo coletivo da Seleção do Mano.
Na entrevista coletiva o “professor” reclamou de a torcida ter começado a vaiar logo aos quatro minutos de jogo. Pô, ele tá no lucro, porque eu quando vinha jogar em São Paulo começava a ser vaiado quando saía do avião. Era vaiado no saguão do aeroporto, no hall do hotel, no elevador, na calçada, quando meu nome era anunciado na escalação, quando entrava em campo, quando pegava na bola…
A diferença é que eu era vaiado por bairrismo, porque os paulistas queriam ver o Edu, do Santos, como ponta-esquerda da Seleção. E o Mano é vaiado porque é incompetente e seu time não joga nada. O cara nunca chutou uma laranja, como é que vai treinar a Seleção?
Achei o cúmulo ele colocar o Arouca no lugar do Neymar aos 44 minutos do segundo tempo. O que o coitado, que estreava na Seleção, poderia fazer em três ou quatro minutos? Devia ter dito pro Mano: “Entra você, eu não vou pagar esse mico.”
Mas a culpa não é só do Mano. Temos muitos jogadores tecnicamente ruins e também dirigentes que não são do ramo. O trio Marin/Del Nero/Andres é um desastre.
Desse jeito não vamos ganhar a Copa nem a pau.
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