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Expansão na Unicamp: universidade planeja hospital, ginásio de esportes e centro de convenções para 3 mil pessoas

Pablo Pereira

segunda-feira 14/04/14 11:53

Um hospital para pronto-atendimento, um centro de convenções para três mil pessoas e um ginásio de esportes. Esses são os primeiros projetos para ocupar o novo terreno comprado pela Unicamp ao lado do campus do bairro Barão Geraldo, em Campinas. Com 143 hectares, a gleba da Fazenda Argentina custou R$ 157 milhões à universidade. Nos próximos seis meses, a Unicamp vai discutir um novo Plano Diretor para decidir a ocupação da área e, depois, iniciar a fase de captação de recursos para as construções.

“A área do Parque Tecnológico, vizinha da fazenda, também deverá ser beneficiada”, disse o reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge.

O dinheiro do negócio estava reservado no orçamento da Unicamp para saldar uma dívida de R$ 178,6 milhões com o antigo Instituto de Previdência do Estado de São Paulo (Ipesp), relativa ao período de 2006 a 2008. Mas a Unicamp renegociou a conta e, em dezembro, o Conselho Universitário (Consu) aprovou o uso dos recursos para pagamento da nova área, que corresponde a 60% do atual campus.

O preço pago à empresa Heliomar S/A, proprietária da gleba, ficou R$ 25 milhões abaixo do valor fixado em fevereiro pela Caixa Econômica Federal, que foi de R$ 182 milhões. A diferença, argumentou o reitor, deve ser aplicada na melhoria dos equipamentos de prédios do campus já existente. “Agora podemos sonhar com várias coisas”, disse Tadeu.

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Área da fazenda comprada pela Unicamp em Campinas. Foto: Érica Dezonne/Estadão conteúdo

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As prioridades para ocupação, segundo o reitor, ainda dependem de um debate interno na Universidade. Mas adiantou que já trabalha com a ideia da construção de um hospital voltado para áreas como câncer, traumatologia e pronto-atendimento, que são setores considerados deficitários na região de Campinas. “Temos também as demandas da área do conhecimento no esporte e a necessidade de atender a uma demanda de um centro de convenções, hoje espaço inexistente na região”, declarou.

As fontes de verbas para os futuros projetos podem ser de ministérios, governo do Estado e o próprio orçamento da Unicamp, que é finalizado sempre nos meses de dezembro. “Ainda não se pode prever o volume de recursos envolvidos na ocupação. Isso depende dos projetos”, disse Tadeu. “Mas como na universidade ideia é coisa que não falta, essa mesa deve ficar lotada de projetos”, afirmou. Leia trechos da entrevista do reitor.

José Tadeu Jorge. Em foto de Érica Dezonne/Estadão conteúdo

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Quais setores da Unicamp podem se beneficiar dessa área nova?

Em tese, todos os setores. Sem a área, nossas limitações eram grandes. Mas vai depender dos projetos.

Discute-se a construção de um hospital na área?

A área nova faz divisa com a área da saúde da universidade. Ela tem fronteira com uma parte da saúde e outra com outras estruturas da universidade. No caso da saúde, nem haveria descontinuidade.

O pessoal da saúde já tem a prioridade deles?

Há as áreas que são entendidas como prioridades como deficiências no atendimento à saúde em Campinas. São câncer, trauma (traumatologia) e pronto-atendimento.

Já se pode dizer que haverá um hospital novo ali?

Ainda não porque não temos o dinheiro ainda para construir, mas certamente é uma proposta que é certo que virá das áreas que tratam do conhecimento na saúde na universidade.

Na educação física, seria o quê?

A universidade acalenta projeto de ginásio. E há o projeto de um centro de convenções. Campinas não tem um centro de convenções decente, para reunir três mil pessoas, salas simultâneas para 200 pessoas. E a universidade é pródiga em eventos, congressos. Sentimos muita falta de um espaço assim. Temos um projeto, que com a nova área vai ganhar impulso.

Quais mais?

Em tese, todos os setores. Quando eu falo de laboratórios de pesquisa, estou me referindo a qualquer área da Unicamp que esteja limitada por questão de espaço.

Até o polo tecnológico?

Até o parque científico e tecnológico, que tem algum espaço ainda na área atual, mas que imaginamos, que esse espaço vai, rapidamente, será esgotado. É outra área que faz fronteira com a nova área. Permite uma ampliação. A limitação de espaço é grande para praticamente todas as faculdades e institutos. E o adensamento dessa área. Não podemos pensar só em subir um prédio de dez andares. Ninguém vai andar ali. É preciso ver a mobilidade. Isso imobilizava o crescimento. A circulação está totalmente comprometida na área atual.

Como se faz para expandir uma universidade sem risco de prejudicar a qualidade do ensino?

Os mecanismos que a universidade tem têm uma base acadêmica muito forte. Imaginemos o exemplo de um laboratório. Algo que ainda não fazemos. Tem lá um professor, que tem uma ideia. Ele aporta um projeto de laboratório. Isso é analisado no departamento dele, com professores que vão contribuir na análise com críticas e sugestões. É o primeiro filtro. Na sequência, isso vai à congregação da faculdade, com representação dos departamentos, funcionários, estudantes, professores. É um segundo crivo, de como o projeto se insere na área de conhecimento mais amplo. Por exemplo, uma proposta que tenha nascido no Instituto de Física, pesquisa de raios cósmicos, será avaliada por representantes de toda a universidade e confrontada com prioridades de outras áreas, como as engenharias, biológicas. Aí vem uma Comissão do Planejamento Estratégico, do Conselho Universitário.Nesse Conselho, se faz a definição da prioridade. O que vem primeiro? O dos raios cósmicos ou um outro, de história, por exemplo.

Essa ocupação da área vai provocar um intenso debate na comunidade.

Sim. E esses mecanismos são consagrados na universidade. Isso é que vai garantir que a qualidade será preservada. O olhar do planejamento estratégico enxerga o projeto pelo conceito que Unicamp adota: formação de recursos humanos é o principal. É a missão. Formar estudantes qualificados, preparados para o exercício profissional. Para fazer isso, é preciso também de outras duas coisas. A pesquisa, em quantidade e qualidade, para gerar conhecimento novo, beneficia a sociedade, mas na visão da universidade qualifica o nosso ensino, é ponta do conhecimento. Um estudante sendo formado com o que há de mais atual. Isso é qualidade. Profissionais com o conhecimento do que é mais atual em sua área. O plano estratégico está olhando isso.

E a segunda?

A segunda coisa que precisamos fazer bem e intensamente é o aspecto das relações com a sociedade, o que tradicionalmente recebe a denominação de extensão universitária. Esse termo hoje é limitado. Relações com a sociedade é mais amplo, representa melhor o que a universidade faz. Colocam professores e estudantes em contato com a realidade. Quando se formarem, os alunos vão atuar sabendo exatamente o que a sociedade precisa. Esse modelo, esse conceito de universidade, que age de maneira indissociável nos três pontos, é examinado o tempo todo. Esse conjunto de tramitações garante que a qualidade geral do sistema está sendo garantida. Isso é do dia a dia da universidade.

Na USP, depois de um debate intenso, criou-se a USP Leste. E há hoje a discussão sobre que tipo de estudante vai para lá, como ele é ensinado.

Mas a universidade não pode pensar que ela tem diversos tipos de estudante. A Unicamp tem paralelo com a USP Leste, que é o campus novo de Limeira. Você não pode pensar que campus está sendo feito para outra categoria de estudante.

O senhor acha que aconteceu isso na USP?

Não sei analisar a USP. Mas garanto para você que isso não aconteceu no campus Limeira. O que fizemos lá: tinha uma área que era só grama. Então, vamos construir um campus novo. A primeira regra foi: o conceito é o mesmo do campus de Campinas. Uma rede de sociabilidade, ensino pesquisa e extensão. Isso significa que o campus nasce só com graduação, mas nas diretrizes iniciais já se colocava que, obrigatoriamente, a pós-graduação teria de ser criada na sequência, como de fato ocorreu. Cinco anos depois já temos pós-graduação lá. Que cursos? O requisito foi que nenhum curso que já existisse no campus de Campinas.

Por quê?

Porque é certo que vai haver comparação. E, certamente, um curso que está nascendo não vai nascer com a qualidade de um curso que já tem 30 anos. Se eu crio o curso de química em Limeira e aqui (em Campinas) eu tenho química, evidente que no nascimento lá o curso vai ser pior. E isso é péssimo. Então criamos lá cursos que não existem aqui.

Não poderia duplicar lá exatamente para oferecer a qualidade daqui?

Não. Você citou que temos 99% dos docentes doutores. Essa é uma característica importante. Mas a segunda é que 95% dos professores têm dedicação exclusiva. Significa que os professores vivem na universidade. Se pego alguém daqui para dar aula em Limeira, a disponibilidade de contato com estudantes não será a mesma. Eu quebro a disponibilidade do professor. Outra coisa: a pesquisa tem de estar junto. Isso também quebra a proximidade com o professor. A mesma coisa com as relações com a sociedade. Se eu fizer isso, eu quebro exatamente o conceito, o ambiente em que os alunos estão mergulhados. Para não correr esse risco, instalamos lá duas engenharias, que não existem aqui, produção e manufatura, Aqui temos oito engenharias. Seria fácil escolher uma para repetir lá. Mas não fizemos isso. Instalamos lá cursos de gestão, que não tínhamos aqui, que evoluíram para cursos de administração, que não temos aqui. Ciências do esporte, nutrição, também estão lá. Não são alunos diferentes. Seguem o mesmo conceito da Unicamp. Isso garante que tenhamos qualidade lá também.

No caso do aproveitamento desta área comprada agora é diferente?

Sim. Porque lá em Limeira foi produzido tudo do zero, Aqui, não . Mas seria ruim se tratássemos para a área um novo projeto. Seria perder quase 50 anos de uma boa história de qualidade que temos aqui.

A economia do país mudou. E mudou também a oferta de alunos?

Acho que não foi a economia que mudou. Foi o mundo.

Mas o aluno que bate à porta hoje, a demanda por conhecimento. Isso mudou. Mais jovens tentando entrar?

Os números não mostram muito isso. Nossa relação candidato vaga tem se mantido. Já há alguns anos nos mesmos padrões, pequenas variações. O crescimento de busca da Unicamp pode ter mudado pelo prestígio que a universidade foi angariando ao longo do tempo. Mas acho que isso é natural. As pessoas busquem aquilo que acham que é melhor. Depende muito da área. Não é uniforme a busca pela Unicamp. Há uma certa análise, que pode ser feita, nas demandas por curso que mostram isso.

Alguma área de destaque? Engenharia de alimentos, que é sua área. Como é a procura?

Engenharia de alimentos é um ponto fora da curva. Foi inventada na Unicamp. Não existia na América Latina, Europa. Havia nos EUA um sistema que chamamos de engenharia de alimentos, com três profissões , o cientista, o tecnólogo e o engenheiro. Um cuida de ciência, da transformação dos alimentos; outro cuida do chão da fábrica; e o engenheiro cuida de projetos, custos. Nos EUA, são três profissionais. Quando foi criada no Brasil, o professor Tosello (André Tosello) pensou que nenhuma empresa brasileira tem condições de contratar três profissionais. Ele foi muito brasileiro: vou juntar numa só. Foi assim que nasceu, e foi durante muitos anos o único curso. Hoje tem mais de 70 cursos no país. Mas lá, no final dos anos 60, era inédito. Então, por larga margem, a engenharia de alimentos da Unicamp é a melhor da América Latina e está entre os melhores do mundo, porque em muitos países nem existe um profissional assim. É difícil comparar. Aí a Unicamp foi pioneira. Mas um exemplo rápido: último ranking da QS (ranking mundial das universidades) mostra análise por área de conhecimento. Aí se destaca a Unicamp na Agricultura e silvicultura, história, e filosofia. Isso, em termos principalmente de produção de conhecimento. Isso é indicador que sinaliza áreas fortes da universidade. Nem sempre essa visão da produção do conhecimento é a mesma visão que os estudantes têm na hora de buscarem o vestibular. Tanto que essas não são as de mais demandadas no vestibular. Os mais procurados são medicina, arquitetura, engenharia civil, midiologia e ciências biológicas, que sempre aparece. Ou seja: o que provavelmente motivo a escolha da profissão não é a escolherem a profissão não é a posição qualificada forte da universidade da produção de conhecimento, são outros, vocação, ascensão social. A escola é mais íntima, do indivíduo. Até porque um estudantes de 17, 18 anos nem consegue fazer essa análise mais elaborada. O que é importante é que busca pela universidade é que precisa crescer o acesso dos estudantes que provêem das classes menos contempladas socialmente.

Então, olhando da universidade para os novos estudantes, das novas classes médias. Lá há uma efervescência. Como atender?

Eu diria que a Unicamp foi pioneira. Temos um programa de ação afirmativa e inclusão social desde 2004. Que foi revigorado agora no último vestibular. Em 2004, estava muito presente a discussão das cotas, que é cíclico. A indicação do Conselho Universitário era de que todo mundo está de acordo que precisamos fazer um esforço para que se tenha mais gente menos contemplada socialmente. Mas será que não tem um jeito melhor do que simplesmente reservar vagas? Não dá para encontrar um mecanismo de inclusão que não seja tão simplista? E o Conselho criou um grupo de trabalho, que eu presidi, para tentar uma alternativa. Trabalhamos com dados do vestibular. Até que, num determinado momento deu aquele clic que sempre dá em termos de pesquisa: vamos tentar fazer uma compensação pelo fato de essas pessoas menos favorecidas socialmente não estarem preparadas para prestar vestibular. Porque a base teórica é que o ensino médio na escola pública é ruim. Se essa é a tese, vamos tentar compensar o desnível. E aí nasceu o bônus para quem vem da escola pública. A Unicamp tinha algo em torno de 27% de alunos vindos da escola pública. Então, demos um bônus. Um número de pontos para compensar. Com o programa atribuímos 30 pontos para alunos de escola pública e 10 pontos se ele se auto declara negro ou indígena. Se ele tem as duas coisas, ele soma: 40 pontos. Com isso, conseguimos elevar para 32% a participação da escola pública. E conseguimos elevar os negros e indígenas. Mas no vestibular, como é muito competitivo, o sistema se adapta. Cresceu, mas estabilizou. O universo reage. De novo, no ano passado, veio a história da cota. Nosso raciocínio foi: temos um ótimo programa. O que era teoria, hoje é comprovação científica. Os alunos de 2004, 2005, 2006, já saíram.

Já se pode medir o rendimento?

Exatamente. E aí constamos, curso por curso, que aqueles que entraram com bônus ou saem igual, estatisticamente, aos demais, ou saem melhor. Em vários cursos saíram com aproveitamento acadêmico melhor do que alunos do mesmo curso e mesmo ano que não se beneficiaram do bônus. Comprovação de que encontramos um mecanismo de fazer inclusão que não faz a qualidade cair, ao contrário.

Nenhum exemplo de desvio?

Nenhum. Nenhum curso teve exemplo. Ou foi igual, ou um pouquinho melhor. Se precisamos atingir meta de 50%? Ok. Dobramos a pontuação no último vestibular para 60, mais 20 pontos. Isso elevou para 38% e 18% de PPIs (Pretos, Pardos e Indígenas). Houve mudança na nomenclatura. Na origem do programa, o PPI era menos de 10%. Nós sabemos que não vamos perder qualidade com isso. Então continuaremos ajustando o bônus para chegar a 50% da escola pública e a proporção IBGE de PPIs, que em São Paulo é de 35% aproximadamente. Uma maneira de inclusão que não é pura e simples reserva de vagas. Sim, a universidade busca colocar pessoas que foram menos favorecidas.

Alguma outra universidade aplica esse modelo?

Sim, a USP copiou alguns anos depois.

O que diz o MEC?

Nada. Algumas federais andaram no mesmo sentido, mas depois isso ficou esquecido. Hoje a Unicamp aplica, a USP tem a mesma lógica, mas com menor pontuação, com efeito provocado muito pequeno. Uma coisa importantíssima: faz-se inclusão em cursos de alta demanda. Como medicina, por exemplo.

Como esse estudante compensa o déficit do aprendizado do sistema público?

Basicamente a questão é a oportunidade. A garra. O aluno que consegue entrar neste sistema, ele agarra como a oportunidade da vida dele. Ele só não foi melhor por falta de base na escola pública. Quando ele vem e mergulha nesse ambiente aqui, que tem alguém para ajudar a encontra conhecimento, ele deslancha. É visível. Conseguimos acompanhar por semestre. A curva é visível. Ao final do terceiro semestre, eles já estão praticamente juntos, e depois a curva segue junto. Em todos os cursos. A defasagem de base, ele rapidamente vai atrás, se esforça, e ele chega. Esse sistema de inclusão vai permitir atingir, em 2017, a meta do sistema de cotas, dos 50% para alunos da escola pública e 35% de PPIs.

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Compra de fazenda é criticada

A negociação da compra da Fazenda Argentina pela Unicamp avançou em 2012, depois que a universidade viu sinal verde na renegociação da dívida com a São Paulo Previdência (SPPrev). Em junho daquele ano, o Conselho Universitário (Consu) aprovou o negócio com 46 votos favoráveis, seis contra e seis abstenções. O reitor José Tadeu Jorge assumiu a reitoria em abril do ano passado e, em dezembro, recebeu aval reforçado do Consu (58 à favor, 4 contra, sete abstenções) para tocar o negócio. Mas a compra da área, anunciada finalmente em março, sofre críticas na comunidade acadêmica.

Com 143 hectares, a gleba da Fazenda Argentina custou R$ 157 milhões. Nos próximos seis meses, a Unicamp vai discutir um novo Plano Diretor para decidir a ocupação.

Para o professor Jorge Stolfi, do Instituto de Computação, o dinheiro pago pela fazenda poderia ser investido”em dois cursos novos de graduação”. O professor questiona ainda o preço da terra. “Para mim, a área tem valor comercial bem menor do que o valor negociado porque é cortada por uma avenida e tem áreas de preservação ambiental que limitam a exploração da área”, argumentou. “Mas o que mais me incomoda é comprar uma área sem que tenha nenhum plano de ocupação”, disse.

Ele criticou também o projeto de um centro de convenções da Unicamp, que está sendo previsto para o local. “Um centro de convenções vai dar prejuízo para a universidade”, disse. Sobre o plano de um hospital, ele pondera que a ideia é positiva. “Mas também é estranho”, questiona. “A universidade estava era querendo se ver livre até do hospital existente lá”, argumentou. “Queriam repassar para a Secretaria da Saúde”, justificou. Diante do amparo do Consu à compra, Stolfi admitiu: “Sou voz minoritária na Universidade”, disse.

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RAIO X DA UNICAMP

(em 2013)

Professores                          1.759  (99% com doutorado)

Cursos/graduação                    68

Alunos                                   18.338

Cursos/pós-graduação         156

Alunos                                   16.195

Cursos/Extensão                 1.172

Alunos                                     7.684

Leitos hospitalares                 856

Internações                          36.271

Cirurgias                                 60.837

Partos                                       4.838

Artigos indexados                3.149

Publicações                          20.753

Orçamento

2013 – R$ 2,018 bilhões

2014 – R$  2,103 bilhões

Fonte: Unicamp

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