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Blog da Garoa

Gostas de fado? Gostas de tango? Gostas de Cristina Branco? Pois…

Vem aí, no dia 10 de junho, Data Nacional de Portugal, segundo dica do pessoal da Casa de Portugal, a cantora Cristina Branco, fadista de bela voz que também interpreta tangos, como “Anclao en Paris”, de disco “Não há só tango em Paris”, gravado em 2011.

Cristina Branco faz turnê que inclui também Brasília e Buenos Aires, de 10 a 14. Em São Paulo, será ouvida no domingo, fim de tarde (18h), na festa portuguesa.

 ”Se o céu não estivesse desta cor

e houvesse menos gente ao pé de mim…”

 Curta um pouquinho de Cristina no site.

A Casa de Portugal de São Paulo fica na Avenida da Liberdade, 602.

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Há anos, viajando no interior de Portugal, encontrei no ambiente da fria Serra da Estrela um cenário de pequenas propriedades, com gente do campo vivendo em sítios cercados por muros de pedras. A bucólica paisagem pedrenta da bela região da Beira, que tem um parque nacional, levou-me a pensar nas dificuldades encontradas pelos desbravadores portugueses que aqui, no quinhentista planalto paulista, sem a abundância das pedras, tiveram de recorrer ao barro e às varas para erguer muros e paredes – na hoje escassa, porém famosa, engenharia da taipa.

Aquela São Paulo aparece em diversas obras literárias, ensaios, pesquisas, pinturas ensinando como um punhado de aventureiros d’além-mar criou do nada as bases da metrópole.

O Brasil não era Brasil e Portugal já tinha fronteira consolidada. Camões escrevia os cantos de seus Os Lusíadas mais ou menos nos mesmos dias, aí pelos 1550/70, nos quais Anchieta, por aqui, redigia suas cartas – que podem ser vistas no Mosteiro de São Bento. Pouco restou desse lastro português. Mas a São Paulo moderna soube conservar parte da gente ibérica, presente hoje menos na arquitetura e mais nos hábitos e costumes.

Semana passada, “viajei” novamente a Coimbra e região, desta vez pelas páginas de 90 anos do Clube Português, de São Paulo, livro lançado na sexta-feira. E encontrei lá diversas pistas da herança portuguesa na cidade. O clube, que tem rico acervo, foi fundado em 14 de julho de 1920, em Perdizes. Um almoço na Casa de Portugal, que fica na Av. Liberdade, 602, também comemorou o lançamento do livro. A Casa de Portugal  reúne acervo sobre a presença portuguesa.

O livro sobre o Clube conta histórias de ancestrais dos Ermírio de Moraes, e de outros luso-paulistanos, como o arquiteto Ricardo Severo (1869-1940). Nascido em Lisboa, criado no Porto, mas que morreu em São Paulo.

“Queremos restaurar o clube”, diz o advogado José de Oliveira Magalhães vice-presidente da entidade, ele próprio “um brasileiro nascido em Portugal”. Magalhães é de Cabeceiras de Basto, Braga.

Reprodução de capa de obra do acervo do Clube Português

Reprodução de capa de obra do acervo do Clube Português

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Retrato de Camões, óleo de A. Neves e Souza, do acervo do Clube

Retrato de Camões, óleo de A. Neves e Souza, do acervo do Clube

.(Texto publicado em O Estado de S.Paulo)

.(Texto corrigido e ampliado no blog em 28/07).

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Um rico acervo mora no Clube Português. São obras raras, relacionadas no livro organizado por João Alves das Neves. Há adornos, coleções de revistas e jornais, telas e livros centenários, como Vocabulário Portuguez e Latino, de Raphael Bluteau, publicado em Coimbra em 1712, e as Rimas várias de Luis de Camões, comentadas por Manuel de Farias y Souza, edição de 1685, de Lisboa. Ou, ainda, o Poema Épico A Liberdade de Portugal defendida pelo Senhor Rey D. João I, da Real Officina da Universidade, em 1782. Há lá a história de Inês de Castro, a rainha morta do d. Pedro I português – os túmulos estão lado a lado no belo Mosteiro de Alcobaça.

(Texto publicado em O Estado de S.Paulo)

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O domingo ensolarado em São Paulo lotou, mais uma vez, o Vale do Anhangabaú. Paulistanos foram ver, no telão, o Brasil avançar na Copa da África (Brasil 3 x 1 Costa do Marfim). E, após o apito final, as cornetas ecoaram pelas ruas e edifícios ainda por um bom tempo. Foi um belo final de tarde na cidade. Na próxima sexta, 25, será a vez de enfrentar Portugal. Aposto um pão na chapa que muita gente por aí não sabe bem para quem torcer.

Post atualizado às 10h54:

Ainda mais agora, depois do placar dos portugueses contra a Coreia do Norte: 7 x 0.

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31.outubro.2009 16:07:32

Cidade de barro

A Igreja de São Francisco, um dos prédios mais antigos de São Paulo, em taipa de pilão, oferece um belo espetáculo de arte em seu teto. Essa igreja é um monumento, dos tempos da São Paulo colonial, e traz para os dias de hoje uma forte ligação da cidade com Portugal. Foi de lá, segundo historiadores, que foi importada a técnica de usar barro na construção.

 

Teto da Igreja de São Francisco, no Centro/Foto: Pablo Pereira

Teto da Igreja de São Francisco, no Centro / Foto: Pablo Pereira

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