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Blog da Garoa

O Arquivo Público do Estado de São Paulo fez um golaço neste dia 1 de abril, data que marcou profundamente o país não pelo seu caráter pitoresco de Dia da Mentira – mas sim por iniciar uma dura e terrível verdade: a escuridão e o sofrimento que envolveram o Brasil durante a ditadura militar. Pois exatamente neste dia o Arquivo Público coloca na web a oportunidade de consulta das famigeradas fichas da repressão, os arquivos do DEOPS. Demorou, mas a luz se fez.

 

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Nestes dias de futebol de alto desempenho, com o que o mundo tem de mais avançado no esporte, a época é de deleite para milhões de torcedores no Planeta. São as “batalhas” sadias, o encantamento de massas pelo desempenhos de seus ídolos, segundo regras da moderna convivência. Uma festa da humanidade. Tudo isso vem ocorrendo em escala mundial há menos de um século - e a história desse esporte maravilhoso é fascinante.

São Paulo já conta com o Museu do Futebol, que está no Pacaembu, um espaço nobre do tema, no qual é possível encontrar belos momentos de bola rolando e desse mundo especial. Agora, pegando a onda do que acontece na África, o Arquivo Público do Estado adiciona memória em um site. Há informação e imagens preciosas. Clique na foto: 

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Um acervo importante do sombrio capítulo do DOPS na vida brasileira está disponível para pesquisa a partir desta sexta-feira, 26. São documentos que mostram que mesmo após ser determinado seu fim, em 1983, o DOPS continuou com as atividades de bisbilhotagem e perseguição política nos porões oficialmente desativados.

Esse tempo de espionagem ilegal foi até 1999. Os documentos dessa ação de gente que se negava a viver os novos tempos está agora à disposição de interessados no Arquivo Público do Estado de São Paulo.
Veja entrevista do coordenador do Arquivo, Carlos Bacellar, na TV Estadão, comentando também o trabalho dos técnicos que preparam a entrega à transparência, até o final do ano, dos restos de arquivo da ditadura encontrados em fevereiro em delegacia de polícia em Santos, litoral de São Paulo.

 

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Damião Simões foi um sapateiro que viveu na São Paulo primitiva, Século 16. O inventário dos bens de Damião é o documento mais antigo existente no acervo do Arquivo Público do Estado de São Paulo. É do dia 14 de março de 1578, portanto, está de aniversário: completa 422 anos. Relíquia da memória paulistana, o documento acabou sendo plastificado, um técnica de conservação que hoje dá calafrios nos especialistas em preservação.

Pois é nesse fragmento do passado, com 32 páginas, que é possível encontrar hoje detalhes da vida naquela época remota da cidade. O processo de Damião, aberto em 1578, quando da morte dele, foi encerrado quando o filho, também Damião, após ter completado a idade exigida para poder manejar os objetos, em 1602, recebeu os pertences do pai, que estavam sob a guarda do juiz.

O inventário de Damião revela o passado do cidadão comum, aquele que só é visível nos registros oficiais quando nasce, casa e tem filhos, paga imposto ou morre. Pelo inventário, sabe-se que o sapateiro tinha algumas posses – e até escravos! 

Relacionada na partilha, uma escrava de Damião foi leiloada na praça da vila de São Paulo do Campo, ainda pertencente à Capitania de São Vicente. Um morador arrematou a coitada, tratada no documento como “uma escrava velha”, por “cinco mil e duzentos” réis - a serem pagos à viúva em açúcar, e no janeiro seguinte. Um tinteiro também foi leiloado: 200 réis em dinheiro. Mais adiante, no decorrer do processo, aparece um outro escravo, homem, avaliado em 20 mil réis.

 Há nos arquivos centenários da Cúria, da Câmara Municipal e nos guardados dos jesuítas, no Mosteiro de São Bento, outros documentos relevantes sobre a cidade àquela época. As cartas de Anchieta, por exemplo, são até mais antigas do que o inventário. Mas o rol de bens deixados por Damião para a mulher, Suzana, e o filho, mais os registros dos leilões, são informações preciosas sobre aquele modo de vida do paulistano comum. 

Clique no documento para ler a  transcrição do inventário de Damião Simões.

 

Originais do inventário do sapateiro Damião Simões, de 1578. Documento mais antigo da cidade conservado no Arquivo Público do Estado

Originais do inventário do sapateiro Damião Simões, de 1578. Documento do Arquivo Público do Estado

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Comentamos aqui recentemente imagens da São Paulo colonial produzidas pelo fotógrafo Militão Augusto de Azevedo. Vasto material de Militão, personagem importante da cidade, foi doado pela família ao Museu Paulista, local no qual pode ser apreciado. Vagando pelo Arquivo Público do Estado, outro dia, encontrei uma amostra do material de outro craque no registro paulistano, só que na primeira década do Século 20: Guilherme Gaensly.

Ele era suíço e viveu até 1928 em São Paulo, que fotografou depois de ter retratado a Bahia. Há vários trabalhos publicados com sua produção, como os livros de Boris Kossoy. Mas o Arquivo oferece essas relíquias de Gaensly em CD, como o que comprei na livraria da entidade. Feita a devida consulta à direção do Arquivo, reproduzo algumas das imagens. As fotos são jóias. Eu gosto especialmente de duas: da paisagem “Panorama de Santa Cecília” e das linhas da “Rua Direita”.

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Avenida-Paulista12

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Cantareira12

Jardim-da-luz12

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02.março.2010 12:50:49

Traços do passado

A arte do desenho é uma maravilha. Pena que as publicações de hoje já não tenham tanto espaço para esses privilegiados se expressarem. O passado das publicações paulistanas é rico de traço. Muitas podem ser apreciadas pela internet. C0mo essa ilustração da página 7 de O Polichinello, de 17 de dezembro de 1876, do Arquivo Público do Estado.

 

Pedro Taques de Almeida Alvim em O Polichinello, 1876

Pedro Taques de Almeida Alvim em O Polichinello, 1876

  O texto da biografia de Pedro Taques, uma seção do jornal, só foi publicada duas edições após, no dia 31 de dezembro. Confira aqui.

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Quem é rato de museu, como este Garoa, que se diverte ao andar por acervos, arquivos e coleções em busca do passado, não pode deixar de conhecer o acervo digital do Arquivo Público do Estado de São Paulo, cujo endereço virtual está na Lista de Links aí ao lado. É uma jóia, renovada, que tem 250 mil páginas de documentos para consulta. 

Viaje no tempo navegando entre milhares de documentos importantíssimos para a memória brasileira e informações de fonte primária que ajudam a levar luz sobre a formação do jeito paulista de viver. É possível encontrar, por exemplo, dados sobre a população de São Paulo em 1765 nos originais da Lista da gente de São Paulo. O documento digitalizado pode facilitar a consulta sem os eventuais danos da manipulação de um objeto centenário, frágil, que precisa ser preservado. Um prato cheio.

Primeira página de censo de 1765 em São Paulo

Primeira página de censo de 1765 em São Paulo

Disponível também no Arquivo Público na web está ofício, de 1841, com relação de negros escravizados com seus nomes e respectivas marcas. Na coluna ao lado, o local do corpo das pessoas no qual podiam ser encontradas as marcas de seus proprietários, feitas com ferro em brasa.

Documento de 1841 com lista de negros e suas marcas

Documento de 1841 com lista de africanos e suas marcas

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