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	<title>Blog da Garoa</title>
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	<description>O Blog da Garoa nasce para contar histórias da história da cidade de São Paulo.</description>
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		<title>Blog da Garoa</title>
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		<title>Santa Cruz dos Milagres, centenária fé nordestina</title>
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		<pubDate>Sun, 19 May 2013 12:50:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo Pereira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[médicos]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Cruz dos Milagres]]></category>

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		<description><![CDATA[A cidadezinha fica numa colina a 168 quilômetros de Teresina, capital do Piauí. Santa Cruz dos Milagres não tem agência bancária, não tem promotor de Justiça, nem juiz, nem bombeiros, e nem médicos residentes no município. Mas tem cerca de 4 mil moradores, prefeito, João Paulo de Assis Neto (PDT), 9 vereadores (seis deles da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">A cidadezinha fica numa colina a 168 quilômetros de Teresina, capital do Piauí. Santa Cruz dos Milagres não tem agência bancária, não tem promotor de Justiça, nem juiz, nem bombeiros, e nem médicos residentes no município. Mas tem cerca de 4 mil moradores, prefeito, João Paulo de Assis Neto (PDT), 9 vereadores (seis deles da situação), 900 crianças na escola, um posto de saúde, e um soldado encarregado da segurança pública. Isso mesmo: um policial. Dias atrás, uma onda de assaltos em bancos de cidades vizinha assustou moradores. Mas nem isso chamou a atenção externa.</p>
<p style="text-align: justify">Em pelo menos três datas do ano, 3 de maio, 5 de setembro e nos primeiros dias de novembro, recebe até 70 mil visitantes em romarias de fé a Santa Cruz, uma cruz de madeira rústica, de cerca de 1,5 metro por 80 cm, conservada numa redoma no altar da igreja do santuário, no ponto mais alto da cidade. A cidade é uma espécie de Fátima nordestina, uma Aparecida em miniatura, que atrai caravanas de católicos crédulos nos milagres da <a href="http://www.cepro.pi.gov.br/download/200806/CEPRO04_45985eb810.pdf" target="_blank">cruz de madeira</a>.</p>
<p style="text-align: justify">Mas, em geral, segundo comerciantes e moradores, são pessoas de origem humilde com suas crenças e queixas destinadas aos santos milagreiros e à cruz rústica que marca o lugar. &#8220;Isso aqui fica lotado de gente. Parece uma Aparecida, lá de São Paulo&#8221;, contou na última sexta-feira, a zeladora da igreja, mostrando o local no qual, conta a lenda da Santa Cruz, um beato e um vaqueiro teriam cravado a cruz de pau de chapada ainda nos final do Século 19.</p>
<p style="text-align: justify">Esse município do Piauí, lembrado nos dias de procissão de fé, é um exemplo de comunidade isolada não só pela geografia. É um caso de ausência de interesse do poder público estadual e federal no interior do Brasil. A centenária Santa Cruz dos Milagres, registrada em documentos da Igreja em 1888 e 1893, vive de uma fé invejável. Mas merecia mais. Mesmo com o prefeito Neto, que tem até foto com a presidente Dilma Rousseff, Santa Cruz dos Milagres não consegue nem a garantia de abastecimento regular de energia elétrica. Arrecada cerca de R$ 15 mil de ICMS e chega a um total de R$ 200 mil com dinheiros de fundos de participações dos municípios e outros programas.</p>
<p style="text-align: justify">Reeleito para o segundo mandato na prefeitura, Neto reclama da falta de luz, diz que está trabalhando para normalizar a situação. E destaca que já conseguiu selo do Unicef por dobrar a inclusão de centenas de crianças na escola. Ele diz que conhece bem o assunto. É filho de uma família de 21 irmãos &#8220;vivos&#8221; &#8211; outros dois já morreram. Com 56 anos, tem duas filhas. Neto agora sonha com médicos estrangeiros &#8211; &#8220;Eu quero um médico da Cuba&#8221;, diz ele &#8211; e com a construção da Barragem Milagres no município. Se a Santa Cruz de pau bruto que está no altar da matriz ajudar, poderá então ter um médico morador e água abundante para irrigar as terras &#8211; e as finanças do município.</p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,com-apagao-de-medicos-rincoes-do-pais-esperam-por-profissionais-importados,1033226,0.htm" target="_blank">Leia a reportagem</a> no site</p>
<p><a href="http://digital.estadao.com.br/download/pdf/2013/05/19/A26.pdf" target="_blank">Leia a reportagem no jornal</a></p>
<p>Veja abaixo entrevista em Santa Cruz dos Milagres</p>
<p>.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_5915" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://blogs.estadao.com.br/blog-da-garoa/files/2013/05/2013-05-16-19.10.45.jpg"><img class="size-large wp-image-5915" src="http://blogs.estadao.com.br/blog-da-garoa/files/2013/05/2013-05-16-19.10.45-450x800.jpg" alt="" width="450" height="800" /></a><p class="wp-caption-text">Matriz de Santa Cruz dos Milagres, no Piauí. Foto: Pablo Pereira/16.05.2013</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_5917" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://blogs.estadao.com.br/blog-da-garoa/files/2013/05/U-PEVi9hn0fniKXU6cYES0WAwoVXcmaRWqggnQ1KYQw.jpeg"><img class="size-large wp-image-5917 " src="http://blogs.estadao.com.br/blog-da-garoa/files/2013/05/U-PEVi9hn0fniKXU6cYES0WAwoVXcmaRWqggnQ1KYQw-450x801.jpeg" alt="" width="450" height="801" /></a><p class="wp-caption-text">Cruz rústica no altar da matriz de Santa Cruz dos Milagres. Foto: Pablo Pereira/17.05.2013</p></div>
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		<title>Rota de Brasileia: abrigo de haitianos tem 750 imigrantes</title>
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		<pubDate>Mon, 13 May 2013 16:45:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Brasileia]]></category>
		<category><![CDATA[Haitianos]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de um mutirão para desempacar a burocracia de documentos e aliviar a pressão de imigrantes haitianos em Brasileia, no Acre, na metade do mês de abril, a situação dos imigrantes que buscam ajuda humanitária no Brasil melhorou. Mas ainda é preocupante. Somente na manhã de hoje, 13 de maio, chegaram ao abrigo 25 imigrantes. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="text-align: justify">Depois de um mutirão para desempacar a burocracia de documentos e aliviar a pressão de imigrantes haitianos em Brasileia, no Acre, na metade do mês de abril, a situação dos imigrantes que buscam ajuda humanitária no Brasil melhorou. Mas ainda é preocupante. Somente na manhã de hoje, 13 de maio, chegaram ao abrigo 25 imigrantes. Eles usam a rota de Brasileia para tentar a vida no Brasil.</span></p>
<p style="text-align: justify">Nos meses de março e abril, o abrigo recebeu um aumento nas chegadas, que levou o local a ter 1,3 mil pessoas num espaço preparado para duas centenas. Isso criou cenas tristes de pessoas disputando marmita no braço. O governo do Acre decretou emergência para ser ouvido por Brasília. Servidores públicos (federais, estaduais e municipais) fizeram um esforço conjunto por uma semana no local da concentração. Houve liberação de verbas federais e, naqueles dias, foi acelerada a liberação da papelada de cerca de 500 pessoas, aliviando o caótico acampamento que funciona em galpão sem paredes e que não oferecia as mínimas condições de acomodação e higiene.</p>
<p style="text-align: justify">.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://blogs.estadao.com.br/blog-da-garoa/files/2013/05/Haitianos2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5888" src="http://blogs.estadao.com.br/blog-da-garoa/files/2013/05/Haitianos2.jpg" alt="" width="640" height="426" /></a></p>
<p style="text-align: justify">.</p>
<p style="text-align: justify">Hoje com banheiros e um improvisado refeitório para evitar as batalhas por comida, cenas retratadas por Filipe Araújo (acima) em abril, o abrigo ainda tem cerca de 750 imigrantes à espera de oportunidades de trabalho.</p>
<p style="text-align: justify">Na semana passada, ao receber uma homenagem da Câmara de Vereadores de Brasileia, pelo trabalho de auxílio aos haitianos, Damião Borges de Melo, funcionário da Secretaria de Direitos Humanos, dizia que pelo menos 7 mil haitianos já entraram no Brasil pela cidade.</p>
<p style="text-align: justify">Ele trabalha com o grupo de imigrantes desde 2010, quando os haitianos começaram a chegar ao Acre fugindo da desgraça do terremoto de janeiro daquele ano em seu país, afirmou ontem que as melhorias nas instalações do abrigo acabaram atraindo mais gente. &#8220;Todo dia chegam, 50, 70 deles&#8221;, declarou.</p>
<p style="text-align: justify"> .</p>
<p style="text-align: justify">
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		<title>O interior do Brasil se transforma</title>
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		<pubDate>Sun, 12 May 2013 11:12:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo Pereira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O interior do Brasil está vivendo uma transformação. Um sintoma dessa nova realidade brasileira é o fluxo de mão-de-obra. Estados do Centro-Sul do país costumavam atrair levas e levas de imigrantes nordestinos em busca de oportunidades de trabalho e de vida. Esse fluxo, no entanto, está se invertendo. Muita gente do Nordeste hoje prefere ficar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O interior do Brasil está vivendo uma transformação. Um sintoma dessa nova realidade brasileira é o fluxo de mão-de-obra. Estados do Centro-Sul do país costumavam atrair levas e levas de imigrantes nordestinos em busca de oportunidades de trabalho e de vida. Esse fluxo, no entanto, está se invertendo. Muita gente do Nordeste hoje prefere ficar em sua terra &#8211; e gente que desceu (no mapa) agora quer subir. É comum ver isso em São Paulo, onde a violência urbana ajuda no desalento de quem é de fora. Mas há um outro fator relevante nessa nova configuração nacional. O Nordeste melhorou de vida. Mesmo em tempo de seca brava, como agora, o povo reluta em sair &#8211; e só pega a estrada em último caso. E há também oferta de trabalho nascendo a cada dia mais no comércio, por exemplo, o que ajuda na fixação.</p>
<p>Por estes dias, empresas do Paraná e São Paulo, habituadas a buscar trabalhadores no Nordeste, estão voltando de viagens de recrutamento sem preencher as fichas oferecidas na indústria. Mesmo quem já tem seus projetos de garantia emprego temporário nas safras agrícolas, como a da cana, em São Paulo, já não tem a fartura de peão que encontrava no passado. Há no interior paulista encarregados de contratar nordestinos que reclamam da dificuldades para formar suas turmas para corte manual, que é cada vez menor em razão da mecanização da colheita. Ainda tem gente disposta para o trabalho, mas não mais como era no passado. E aqueles que topam a empreitada, dura, aprenderam a dar valor maior ao próprio suor. E não vêm a hora de voltar para casa.</p>
<p>Aqui, a primeira parte da reportagem publicada no <a href="http://digital.estadao.com.br/download/pdf/2013/05/12/B8.pdf" target="_blank">Estado</a>.</p>
<p>Aqui, a <a href="http://digital.estadao.com.br/download/pdf/2013/05/12/B9.pdf" target="_blank">segunda parte</a>, também escrita pelo correspondente do jornal na Bahia, Tiago Décimo.</p>
<p>Abaixo, o vídeo, gravado com o repórter fotográfico Tiago Queiroz, em Rio das Pedras (SP).</p>
<p>.</p>
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<p>&nbsp;</p>
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		<title>Tortura não tem justificativa. Ustra e Ariel Castro são do mesmo lodo</title>
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		<pubDate>Sat, 11 May 2013 18:09:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[tortura]]></category>

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		<description><![CDATA[Nada, absolutamente nada, justifica a tortura. A tortura é a mais vil, mais baixa ação humana. É quando os milhões de anos de evolução da espécie desaparecem. O homem torturador é um animal com fala. Um ser selvagem, incapaz de compreender não só a relevância da vida em sociedade, mas o tamanho de ser humano. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Nada, absolutamente nada, justifica a tortura. A tortura é a mais vil, mais baixa ação humana. É quando os milhões de anos de evolução da espécie desaparecem. O homem torturador é um animal com fala. Um ser selvagem, incapaz de compreender não só a relevância da vida em sociedade, mas o tamanho de ser humano. Prender alguém, torturar, arrancar, na pancada, o que o outro tem de mais íntimo, seus pensamentos, sua liberdade de agir, é ato de insanidade, uma grotesca atitude contra a humanidade, que é um princípio inegociável.</p>
<p style="text-align: justify">Nos últimos dias, o noticiário nos traz à casa dois personagens que optaram pela perversidade e estão aí para nos lembrar do que a estupidez da raça é capaz: o sequestrador de meninas de Cleveland, Ariel Castro, que por uma década estuprou três garotas presas num porão, e o militar reformado brasileiro Carlos Alberto Brilhante Ustra, que chegou a ter 2 mil presos políticos sob seu domínio em São Paulo, como nos conta a obra de Elio Gaspari (A Ditadura Escancarada, Cia das Letras, 2002).</p>
<p style="text-align: justify">Castro e Ustra são animais do mesmo lodo sádico. Um, o dos EUA, que choca a sociedade por estes dias, torturava mulheres, tratadas como bicho na escuridão do buraco de seu subsolo. Já o brasileiro agia da mesma forma com todos os que pensavam diferente dele, desde que dominados, claro, presos no DOI. Há documentos que mostram 92 mortes ocorridas nas masmorras que ele chefiava. E há relatos de sobreviventes de suas torturas, como o caso do vereador Gilberto Natalini(PV-SP), que fez questão de olhar ontem a cara do torturador, como relatam os jornais deste sábado, 11.</p>
<p style="text-align: justify">Pelo que se sabe até agora, há apenas uma diferença entre o monstro de Cleveland e o monstro do DOI. Este, que foi à Comissão da Verdade, justifica a covardia dizendo que fez tudo o que fez porque obedecia ordens de governo. Porém, há muitos outros militares que se negaram a participar dos espancamentos. Ele, não.</p>
<p style="text-align: justify">O Estado brasileiro deve sim ser responsabilizado pelas atrocidades cometidas nos porões da ditadura, um aviltamento social que, na essência, tem a mesma monstruosidade perpetrada contra as meninas de Cleveland. Está mais do que comprovado que no Brasil um bando de loucos, civis e militares, incapazes de enfrentar o debate político contra o pensamento diferente, editou Atos Institucionais, fechou o Congresso, e apelou para a força armada e policial manejada por energúmenos empregados do Estado, encharcando o país de sangue, calando a imprensa, estuprando a liberdade.</p>
<p style="text-align: justify">Agora, ao ter parte de sua brutalidade revelada na Comissão da Verdade, o torturador, já assim reconhecido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, nega tudo e tenta empurrar a responsabilidade de suas fraquezas e os assassinatos para outros. E permanece onde sempre esteve, mergulhado na covardia e na vilania.</p>
<p style="text-align: justify">Certamente não foi a tortura praticada na ditadura que garantiu as liberdades no país. Até o papa Paulo VI tomou partido, à época, contra o crime que acontecia no Brasil. No Chile, na Argentina, essa escória da tortura já foi responsabilizada. Aqui ainda se permite que um repugnante torturador continue livre se arrastando como um réptil a expelir o mau hálito da ditadura.</p>
<p style="text-align: justify">Dilma pode ter todos os defeitos do mundo. Pode-se discordar dela à direita e à esquerda. Mas não se pode esquecer da história. Entre Dilma e Ustra, o Ariel Castro brasileiro, fico com Dilma.</p>
<p style="text-align: justify">.</p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify">AVISO: O Blog não publicará os textos de comentaristas que usam linguagem chula.</p>
<p style="text-align: justify">
]]></content:encoded>
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		<title>E Ulisses, ACM e Tancredo se achavam espertos</title>
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		<pubDate>Tue, 07 May 2013 16:56:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Acompanho a movimentação política brasileira por dever profissional pelo menos desde a década de 80, tempos dos generais, de Ulisses Guimarães, Antonio Carlos Magalhães, Tancredo Neves. Antes disso era o período da resistência ao autoritarismo, quando só há dois lados bem claros, o dos contra e o dos a favor. Não havia espaço seguro para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Acompanho a movimentação política brasileira por dever profissional pelo menos desde a década de 80, tempos dos generais, de Ulisses Guimarães, Antonio Carlos Magalhães, Tancredo Neves. Antes disso era o período da resistência ao autoritarismo, quando só há dois lados bem claros, o dos contra e o dos a favor. Não havia espaço seguro para a prática política propriamente.</p>
<p style="text-align: justify">É desse período o surgimento da geração de Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Lula, Dilma Rousseff &#8211; os quatro saídos das sombras do autoritarismo para a vida palaciana a partir dos anos 90, período no qual o país iniciou caminhada no rumo da melhoria da distribuição de renda, que hoje atinge o sonhado momento de pleno emprego. Ou seja, foram anos de uma rica efervescência política com resultados diretos no bolso das famílias brasileiras.</p>
<p style="text-align: justify">Mas nesse Brasil de hoje, no entanto, por conta do sistema herdado da redemocratização, reformado na Constituição de 1988, época de acomodação, ainda vivemos momentos de sobressaltos e vemos muita coisa estranha acontecendo. Como, por exemplo, o rol de escândalos no setor público, que só aumenta.</p>
<p style="text-align: justify">Do ponto de vista da prática política efetiva, porém, acaba de ocorrer algo realmente impressionante. O Brasil vai ter um ministro nomeado pela presidenta Dilma Rousseff (PT), Afif Domingos, que é vice-governador de São Paulo, portanto o segundo homem na hierarquia do Palácio Bandeirantes, um auxiliar do tucano Geraldo Alckmin, a estrela político-eleitoral do principal partido de Oposição.</p>
<p style="text-align: justify">Como assim? É isso mesmo! Sensacional!</p>
<p style="text-align: justify">Afif vai cobrar o escanteio oposicionista em São Paulo e cabecear na área situacionista em Brasília.</p>
<p style="text-align: justify">E Ulisses, ACM e Tancredo se achavam &#8220;os&#8221; espertos.</p>
<p style="text-align: justify">
]]></content:encoded>
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		<title>Miltinho, boa música em CD ou bolachão</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/blog-da-garoa/miltinho-boa-musica-em-cd-ou-bolachao/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 May 2013 17:35:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo Pereira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Miltinho]]></category>

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		<description><![CDATA[Estava eu procurando um bolachão de Paulo Vanzolini, autêntico personagem paulistano que morreu domingo, 28/04,  aos 89 anos, quando encontrei na minha prateleira outra maravilha: Miltinho e Doris Monteiro, em gravação de 1972, pela Odeon (foto). É disco que ganhei do jornalista Chico Ornelas, que ficou sabendo da minha mania &#8211; e me fez essa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><a href="http://blogs.estadao.com.br/blog-da-garoa/files/2013/05/Miltinho.jpg"><img class="size-full wp-image-5820 aligncenter" src="http://blogs.estadao.com.br/blog-da-garoa/files/2013/05/Miltinho.jpg" alt="" width="546" height="480" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Estava eu procurando um bolachão de Paulo Vanzolini, autêntico personagem paulistano que morreu domingo, 28/04,  aos 89 anos, quando encontrei na minha prateleira outra maravilha: Miltinho e Doris Monteiro, em gravação de 1972, pela Odeon (<em>foto</em>). É disco que ganhei do jornalista Chico Ornelas, que ficou sabendo da minha mania &#8211; e me fez essa gentileza inestimável. Minha mãe adorava ouvir Miltinho. Ela dizia que gostava da dicção perfeita do artista.  Depois, lendo texto de Ruy Castro, na Ilustrada (Folha, Pág. E6), fiquei sabendo que Miltinho, aos 85 anos, vive no Rio e terá seus 60 anos de música editados em duas caixas, 12 CDs. Já sei que vou passar horas mesclando bolachão com CD,  e lembrando dos anos 70.</p>
<p style="text-align: justify">
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		<title>Os gênios, suas obras &#8211; e o prazer de navegar</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Apr 2013 13:37:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
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		<description><![CDATA[&#160; É certo que nada substitui a sensação de estar em contato direto com uma obra de arte. Há prazeres inesquecíveis experimentados quando se está cara a cara com um Da Vinci no Louvre, um Van Gogh no MoMA, um Dalí em São Petersburgo, na Flórida, um Goya no Prado, ou um Toulouse-Lautrec no Masp. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify">É certo que nada substitui a sensação de estar em contato direto com uma obra de arte. Há prazeres inesquecíveis experimentados quando se está cara a cara com um Da Vinci no Louvre, um Van Gogh no MoMA, um Dalí em São Petersburgo, na Flórida, um Goya no Prado, ou um Toulouse-Lautrec no Masp. São visões impressionantes, perturbadoras, marcantes.</p>
<p style="text-align: justify">Mas veja que maravilha: graças a outra genial criação, de Timothy John Berners-Lee, pode-se apreciar de casa, usando a setinha do cursor, os 360 graus do maior dos <a href="http://www.vatican.va/various/cappelle/sistina_vr/index.html" target="_blank">Michelangelo</a>.</p>
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		<title>Advogado haitiano trabalha como catador de frango no Paraná</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Apr 2013 20:40:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo Pereira</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Haitiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Acompanhando cidadãos do Haiti que tentam a vida no Brasil &#8211; trabalho que resultou em reportagens publicadas no Estadão nos domingos 14 e 21/04 -, encontramos no Paraná o haitiano Navius Saint-Paul, de 34 anos. Para tentar a vida em português, Navius deixou Gonaíves, no norte do país. Advogado, ganhava a vida dando aulas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Acompanhando cidadãos do Haiti que tentam a vida no Brasil &#8211; trabalho que resultou em reportagens publicadas no Estadão nos domingos <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,haitianos-revivem-no-acre-a-miseria-de-um-pais,1020761,0.htm" target="_blank">14 e 21/04</a> -, encontramos no Paraná o haitiano Navius Saint-Paul, de 34 anos.</p>
<p style="text-align: justify">Para tentar a vida em português, Navius deixou Gonaíves, no norte do país. Advogado, ganhava a vida dando aulas de espanhol e francês. Ele hoje trabalha em Indianópolis, região de Maringá, como pegador de frangos na empresa GT Foods, a mesma que acaba de recrutar no Acre um grupo de 46 haitianos para aviários paranaenses.</p>
<p style="text-align: justify">Casado com Genese, de 31 anos, Navius é pai de Nagethanaelle, de 5 anos, e de Wilgena, de 3 anos. Ele sonha em trazer a família para o Brasil. &#8221;Queria saber como posso fazer para trazer minha família&#8221;, perguntava o haitiano, procurando as palavras em seu novo idioma, no final da quarta-feira, em Indianópolis.</p>
<p style="text-align: justify">No portão da Frangos Canção, uma das empresas do GT Foods, onde recepcionava compatriotas que chegavam do Acre para trabalhar nos aviários, Navius contou que é um dos haitianos que chegaram ao Brasil em 2012, por Manaus, e que fazem parte da primeira experiência da empresa com 10 imigrantes contratados em novembro.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="http://blogs.estadao.com.br/blog-da-garoa/files/2013/04/Navius-Saint-Paul.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-5773" src="http://blogs.estadao.com.br/blog-da-garoa/files/2013/04/Navius-Saint-Paul.jpg" alt="" width="581" height="480" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Protestante, assíduo frequentador da Assembleia de Deus na cidade, já adaptado à vida na pequena Indianópolis, de cerca de 3,5 mil habitantes, Navius (que na foto de Filipe Araújo/Estadão está sentado diante de um laptop, acompanhado por haitianos) contou que na fuga do desemprego foi obrigado a morar um mês no Equador e outro no Peru &#8211; até conseguir o emprego no Paraná.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Estou feliz aqui no Brasil&#8221;, contou o advogado, depois de cumprir uma jornada de 8 horas, iniciada às 22h da terça-feira, de catador de frango em um aviário. &#8220;Mas quero trazer minha família&#8221;, repetia.</p>
<p style="text-align: justify">&#8220;Mesi anpil&#8221;, disse Navius, ao final da entrevista, ensinando como faz agradecimento em creole, a língua nativa do Haiti.</p>
<p style="text-align: justify">
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		<title>Imigrantes haitianos: o Brasil é mesmo um país solidário?</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Apr 2013 03:59:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Haitianos]]></category>

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		<description><![CDATA[Emigrar não é fácil. Deixar sua terra, mudar de cidade, de país, enfrentar a diferença cultura, outra língua, outro modo de vida &#8211; ou tudo isso junto -, é um desafio e tanto. Milhares, ou milhões, de brasileiros têm feito isso nos últimos anos, primeiro pressionados pela crise econômica dos anos 80, 90, 2000. Lembram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Emigrar não é fácil. Deixar sua terra, mudar de cidade, de país, enfrentar a diferença cultura, outra língua, outro modo de vida &#8211; ou tudo isso junto -, é um desafio e tanto. Milhares, ou milhões, de brasileiros têm feito isso nos últimos anos, primeiro pressionados pela crise econômica dos anos 80, 90, 2000. Lembram dos dekasseguis do Paraná, de São Paulo? Ou dos mineiros de Governador Valadares? E de tantos outros grupos de migrantes de outros estados, que deixaram o Brasil para colher uvas na Europa, para construir estradas na África, em busca de melhoria de vida?</p>
<p>Hoje o quadro brasileiro mudou. As pessoas já não precisam procurar trabalho no estrangeiro porque aqui as taxas de desemprego estão à beira do pleno emprego, na casa dos 4 ou 5%. Mas o povo continua viajando, talvez não mais em busca de dólares ou euros, mas sim de vivência, de novos idiomas, de novas culturas, de aperfeiçoamento profissional. E o país vê acontecer o fenômeno de virar objeto de desejo em diversos países, invertendo até uma tendência de muitos anos com Europa e Estados Unidos. Na esteira dessa nova realidade, o Brasil virou tábua de salvação para a gravíssima realidade dos haitianos, que fogem da miséria após a devastação de seu país pelo terremoto de janeiro de 2010.</p>
<p>Emigrar à força não é só difícil, chega a ser desesperador. Como se viu dias atrás em Brasileia, no Acre, local de uma crise humanitária que exigiu uma força-tarefa de solidariedade do governo federal para alívio das tensões provocadas pela avalanche de cerca de 40, 50 imigrantes chegando à fronteira todos os dias e provocando a superlotação do abrigo de refugiados. Nos últimos meses, levas e levas desses cidadãos caribenhos sem perspectivas saíram do meio dos escombros mirando o Brasil como esperança de vida nova e sustento para suas famílias.</p>
<p>Na sexta-feira, quase mil deles ainda permaneciam no Acre esperando ajuda. Entre 300 e 400, segundo cálculos do governo do Acre, já conseguiram sair do abrigo para completar o último trecho da travessia, que tem como destino os mercados de trabalho do centro e sul do país.</p>
<p>Quem vai hoje a Indianópolis, no Paraná, por exemplo, os encontra pelas ruas da pequena cidade. Mas há naqueles rostos estrangeiros uma relativa paz, um fio de esperança, um sorriso querendo aparecer pelo simples fato de terem arranjado trabalho. Neste momento, é tudo que querem: trabalhar. O que vai acontecer com eles daqui para frente só quem é imigrante, tipo que brasileiro conhece muito bem, pode ter uma ideia aproximada.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Haitianos no Acre: força-tarefa regulariza 909 imigrantes em três dias. Um drama terrível que poderia não ter existido</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Apr 2013 00:35:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pablo Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma nota de imprensa, divulgada pela assessoria de imprensa do Ministério da Justiça no final da tarde desta terça-feira, 16, apresenta balanço de três dias de uma “missão humanitária” do governo federal no Acre, onde mais de 1, 3 mil imigrantes penavam à espera de documentos havia pelo menos 2o dias. A lenta burocracia brasileira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Uma nota de imprensa, divulgada pela assessoria de imprensa do Ministério da Justiça no final da tarde desta terça-feira, 16, apresenta balanço de três dias de uma “missão humanitária” do governo federal no Acre, onde mais de 1, 3 mil imigrantes penavam à espera de documentos havia pelo menos 2o dias. A lenta burocracia brasileira estava impondo aos refugiados do Haiti, que fogem do país devastado pelo terremoto de 2010 &#8211; e outros imigrantes -, um cotidiano que beirava à indigência em Brasileia.</p>
<p style="text-align: justify">Veja abaixo a íntegra da nota com as ações da força-tarefa, que chegou a Brasileia na noite de sexta-feira, passou boa parte de sábado em reuniões de avaliação da situação, para, a partir daí, somar esforços com a equipe de Direitos Humanos do Acre que já tentava amenizar o drama de centenas de pessoas no abrigo.</p>
<p style="text-align: justify">A íntegra da nota com o balanço:</p>
<p style="text-align: justify"><em>“Haitianos no Acre recebem vacinas e carteiras de trabalho</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>852 imigrantes já estão aptos a buscar emprego, após três dias de trabalho de força-tarefa</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>A missão humanitária do governo federal enviada ao Acre, em conjunto com o governo do Estado e a prefeitura de Brasileia, em três dias de trabalho (12 a 15/4), já regularizou a permanência no país de 909 imigrantes, emitiu carteiras de trabalho para 852 e providenciou a emissão de 1.123 CPFs. Com isso, 89 haitianos conseguiram encontrar trabalho no país. O abrigo em Brasileia, onde estão alojados os imigrantes, a maioria haitianos, será ampliado. O atendimento à saúde foi assegurado com a vacinação de 560 pessoas,a realização de exames em 137 imigrantes e o envio de medicamentos e de profissionais da Força Nacional de Saúde.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Encontrar um emprego é um anseio predominante entre os imigrantes. A força-tarefa federal montou uma estrutura emergência, no final de semana passado, para apressar a regularização dos documentos. Até segunda-feira (15), foram emitidas 852 carteiras de trabalho pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o que representa mais de 70% do total de haitianos abrigados em Brasileia. O Ministério da Justiça, por meio da Polícia Federal, emitiu 909 protocolos iniciais de regularização dos imigrantes e a previsão é de que nesta terça-feira (17) outros 170 haitianos e 89 imigrantes de outras nacionalidades recebam os seus protocolos. A Receita Federal entregou 623 CPFs e mais de 500 CPFs foram pré-cadastrados junto ao Banco do Brasil e/ou Correios.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>89 haitianos já conseguiram encontrar um trabalho, após a regularização de sua situação. Foram contratados para trabalhar em duas empresas do sul do País. 47 imigrantes já embarcaram para o Paraná e 42 viajaram para Santa Catarina na madrugada de segunda para terça-feira. Outra empresa está oferecendo mais sete vagas para o grupo.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>O Ministério do Trabalho e Emprego e a Secretaria-Geral da Presidência da República têm feito contatos com empresários para oferta de trabalho aos imigrantes. Já foram avaliados os perfis profissionais de 1.063 haitianos. Dentre os 758 haitianos que receberam carteiras de trabalho, há 16 com curso superior, sendo seis profissionais de Enfermagem, cinco de Jornalismo, um de Química, dois de Bioquímica, um de Medicina e um de Hotelaria.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>A maioria (46%) dos haitianos tem prática em atividades da construção civil – pedreiro, bombeiro encanador, mestre de obras, pintor e marceneiro. Há também agricultor (7%), mecânico (6%) e técnico de informática (3%).</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Saúde &#8211; Não foram constatados surtos ou epidemias. Duas pessoas têm pneumonia e estão sendo tratadas. A vacinação e a realização de exames são voluntárias, mas a procura tem sido grande porque os imigrantes querem antecipar os procedimentos de saúde recomendados no Brasil, para incorporar-se rapidamente à vida no país. Foram aplicadas 1.699 doses de vacina contra febre amarela, hepatite B, tétano e difteria e também foram feitos exames para diagnóstico de doenças sexualmente transmissíveis em haitianos, majoritariamente, e em imigrantes de outros países que chegaram ao Brasil por Brasileia (AC).</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Nesta terça-feira (16), mais quatro profissionais de saúde desembarcaram na cidade acriana (sic) para reforçar a equipe. O Ministério da Saúde também disponibilizou dois kits, com 30 tipos de medicamentos e 18 itens de insumos, suficientes para atender 1.500 pessoas por 60 dias. Os kits chegarão a Brasileia nesta quarta-feira (17).</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Situação do abrigo &#8211; Com a situação de saúde sob controle, a prioridades agora é melhorar as condições do abrigo. Para isso, o governo federal obteve a cessão temporária de um terreno ao lado do abrigo, onde serão montadas instalações adicionais de suporte aos imigrantes. No local será instalado um refeitório e instalações específicas para mulheres, crianças, idosos e pessoas com deficiência. Também haverá instalações para acondicionamento e descarte de lixo e outros resíduos. O Ministério do Desenvolvimento Social enviou dois profissionais para administrar as instalações e o Ministério da Integração Nacional mandou outros dois técnicos da Defesa Civil.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Na segunda-feira (15), o governo federal autorizou o repasse de R$ 360 mil do Fundo Nacional de Assistência Social para o Fundo Estadual de Assistência Social do Acre. Os recursos devem ser liberados até o final da semana para a manutenção do abrigo em Brasiléia e são destinados para alimentação, fornecimento de água e kits de higiene pessoal e de limpeza. É a terceira parcela repassada ao fundo estadual. A primeira, no mesmo valor, foi em janeiro de 2012 e a segunda, de R$ 270 mil, em novembro passado. No abrigo, foi montada nesta segunda-feira (15) uma nova tenda de 10m x 10m para melhor acomodação dos imigrantes e iniciada a canalização do esgoto e da água de banho.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Outros R$ 100 mil estão sendo aportados pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) para ações de atendimento exclusivo aos haitianos por meio do Centro de Referência de Direitos Humanos (CRDH) de Rio Branco, capital do Acre. O Centro deve enviar um plano de trabalho a SDH/PR para a liberação dos recursos, que podem ser utilizados para contratação de pessoal, aluguel de veículos, produção de materiais informativos e contratação de serviços. Em fevereiro deste ano, a SDH/PR repassou R$ 380 mil para ações do CRDH/AC, o que incluiu apoio aos haitianos.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Força-tarefa federal &#8211; Coordenada pela Casa Civil e pelo Ministério da Justiça (MJ), o trabalho da força-tarefa será estendido até a próxima sexta-feira (19) para agilizar o processo de regularização dos haitianos e a ajuda humanitária. A equipe é integrada por 25 representantes de sete ministérios, entre eles o MJ, Trabalho e Emprego (MTE), Saúde (MS) e Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Integração Nacional Relações Exteriores (MRE) e Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), além do Departamento de Polícia Federal (DPF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Defensoria Pública da União (DPU).</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>No final de semana, para dar celeridade ao trabalho, os Correios, Banco do Brasil, Polícia Federal, MTE e outros órgãos federais fizeram plantão até às 20h. A missão federal está estruturada em três eixos de trabalho: Assistência Humanitária (saúde, alimentação e abrigo), Regularização (emissões de carteira de trabalho, CPFs e regularização da situação no país) e Inserção no Mercado de Trabalho (levantamento do perfil profissional e articulação com empresários para recrutamento em postos de trabalho).”</em></p>
<p style="text-align: justify">O balanço agora divulgado deixa claro que se Brasília tivesse acordado mais cedo para a situação precária dos imigrantes, as cenas chocantes da luta até por comida, mostradas pelo <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,haitianos-revivem-no-acre-a-miseria-de-um-pais,1020761,0.htm" target="_blank"><strong>Estado</strong> </a>no domingo, poderiam não ter existido.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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