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É preciso mudar o futebol. Vamos começar por manter o Felipão para 2018

Pablo Pereira

quarta-feira 09/07/14

Hoje é o dia da pregação do Felipão na cruz. Um dia que vai durar pelo menos quatro anos. O time tomou uma lavada da eficiente Alemanha – e o técnico está pagando o pato. Se a equipe tivesse passado para a final, Felipão estaria sendo coroado como grande estrategista, inclusive por muitos daqueles que hoje estão a chutá-lo como se eles conhecessem a receita certa para barrar o trator de Joachim Low.

É, Felipão, é da vida. Pelo menos no Brasil.

Na entrevista coletiva de hoje o técnico lembrou bem que o próprio alemão Low, o general do massacre dos 7 a 1, é um sobrevivente de uma derrota de Copa. A diferença é que o povo dele pensa com cabeça de alemão; não de brasileiro, gente de memória curta que esquece rápido conquistas importantes – como é o caso em relação ao hoje famigerado Scolari.

Alguém aí duvida da competência do Vicente Del Bosque como técnico de futebol? Ele dirigiu a ex-poderosa Espanha, mandada embora mais cedo. Alguém aí duvida que o Jurgen Klinsmann, dos EUA, entende do riscado? E onde está hoje o Klinsmann?

Se é para mudar o futebol brasileiro, vamos começar por ignorar a velha prática de responsabilizar o técnico pelo desempenho dos 11 boleiros dentro do campo. Qualquer peladeiro sabe que futebol se resolve dentro das quatro linhas. Ainda mais no alto desempenho. Não há mais bobo em campo, muito menos em Copa. No caso do jogo contra a Alemanha, Felipão não podia mesmo parar a carnificina. Quem poderia ter brecado estava dentro do campo – e não o fez.

O único que não pode ser responsabilizado pela humilhação é o Felipão. E, por favor, não me venham com o argumento “ele que escolheu, ele que escalou” e blá blá blá. Alguém aí tem algum jogador importante que não tenha sido convocado?

Duvido!

Felipão para 2018!