Dezembro já tem um eito, e se aproximam as festas. Tempo dos presentes, luzinhas brilhandos nas ruas e sacadas, cidade com jeito de alegria e expectativa de feriadão de descanso. Tempo também de rever o ano, fazer balanços, checar resultados, relembrar de encontros.
Olhando alguns momentos deste 2011, houve um que me pareceu muito especial. Depois de anos, reencontrei em junho o menino índio albino que havia conhecido em reportagem para o jornal.
O Estado publicou em julho a história do reencontro com Vanderlei Fernandes.
Recupero agora um vídeo, feito por aqueles dias, mas não publicado.
Ter sido recebido por ele na casa onde mora, na Ilha do Governador, no Rio, 15 anos depois do primeiro encontro, foi um presente.
Um acervo importante do sombrio capítulo do DOPS na vida brasileira está disponível para pesquisa a partir desta sexta-feira, 26. São documentos que mostram que mesmo após ser determinado seu fim, em 1983, o DOPS continuou com as atividades de bisbilhotagem e perseguição política nos porões oficialmente desativados.
Esse tempo de espionagem ilegal foi até 1999. Os documentos dessa ação de gente que se negava a viver os novos tempos está agora à disposição de interessados no Arquivo Público do Estado de São Paulo.
Veja entrevista do coordenador do Arquivo, Carlos Bacellar, na TV Estadão, comentando também o trabalho dos técnicos que preparam a entrega à transparência, até o final do ano, dos restos de arquivo da ditadura encontrados em fevereiro em delegacia de polícia em Santos, litoral de São Paulo.
Com a contribuição do leitor Roberto Izidorio Pereira, que comenta o post “Sons de São Paulo“, reproduzo aqui imagens de São Paulo em 1943. É um documentário de propaganda, mas que contém imagens maravilhosas da cidade, produzido pelo The Office of The Coordinator of Inter-American Affairs. Mostra, por exemplo, imagens do Pacaembu, o trânsito na Avenida Paulista, os bondes, o crescimento industrial e os belos jardins do Anhangabaú, ao lado do Theatro Municipal e do Viaduto do Chá. Para curtir São Paulo, em inglês e ao som de O Guarani, de Carlos Gomes, e outros clássicos, clique na imagem abaixo e veja o filme publicado no YouTube:
O arquiteto Benedito Lima de Toledo é um especialista na formação da cidade de São Paulo. Professor de história da arquitetura, mantém atividades acadêmica e literária profundamente ligadas aos assuntos da metrópole. Ele não vê São Paulo como uma cidade. Para Benedito Lima de Toledo, ela já faz parte de uma mancha urbana que se espalha interior a dentro. Aos 74 anos, ele revela em seus livros um especial carinho pela preservação da memória paulistana. Aqui, no Blog da Garoa, conserva afiadas as críticas que há anos faz à gestão pública da maior cidade do país. Veja um pouco do pensamento de uma das principais referências em urbanismo no país sobre São Paulo.
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