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Blog da Garoa

Emigrar não é fácil. Deixar sua terra, mudar de cidade, de país, enfrentar a diferença cultura, outra língua, outro modo de vida – ou tudo isso junto -, é um desafio e tanto. Milhares, ou milhões, de brasileiros têm feito isso nos últimos anos, primeiro pressionados pela crise econômica dos anos 80, 90, 2000. Lembram dos dekasseguis do Paraná, de São Paulo? Ou dos mineiros de Governador Valadares? E de tantos outros grupos de migrantes de outros estados, que deixaram o Brasil para colher uvas na Europa, para construir estradas na África, em busca de melhoria de vida?

Hoje o quadro brasileiro mudou. As pessoas já não precisam procurar trabalho no estrangeiro porque aqui as taxas de desemprego estão à beira do pleno emprego, na casa dos 4 ou 5%. Mas o povo continua viajando, talvez não mais em busca de dólares ou euros, mas sim de vivência, de novos idiomas, de novas culturas, de aperfeiçoamento profissional. E o país vê acontecer o fenômeno de virar objeto de desejo em diversos países, invertendo até uma tendência de muitos anos com Europa e Estados Unidos. Na esteira dessa nova realidade, o Brasil virou tábua de salvação para a gravíssima realidade dos haitianos, que fogem da miséria após a devastação de seu país pelo terremoto de janeiro de 2010.

Emigrar à força não é só difícil, chega a ser desesperador. Como se viu dias atrás em Brasileia, no Acre, local de uma crise humanitária que exigiu uma força-tarefa de solidariedade do governo federal para alívio das tensões provocadas pela avalanche de cerca de 40, 50 imigrantes chegando à fronteira todos os dias e provocando a superlotação do abrigo de refugiados. Nos últimos meses, levas e levas desses cidadãos caribenhos sem perspectivas saíram do meio dos escombros mirando o Brasil como esperança de vida nova e sustento para suas famílias.

Na sexta-feira, quase mil deles ainda permaneciam no Acre esperando ajuda. Entre 300 e 400, segundo cálculos do governo do Acre, já conseguiram sair do abrigo para completar o último trecho da travessia, que tem como destino os mercados de trabalho do centro e sul do país.

Quem vai hoje a Indianópolis, no Paraná, por exemplo, os encontra pelas ruas da pequena cidade. Mas há naqueles rostos estrangeiros uma relativa paz, um fio de esperança, um sorriso querendo aparecer pelo simples fato de terem arranjado trabalho. Neste momento, é tudo que querem: trabalhar. O que vai acontecer com eles daqui para frente só quem é imigrante, tipo que brasileiro conhece muito bem, pode ter uma ideia aproximada.

 

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Leia a reportagem no estadao.com.br e no O Estado de S.Paulo

 

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(Vídeo publicado em 29/10/2012 acompanhando reportagem sobre a situação dos caiová no MS)

 

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São Paulo é, sem dúvida, uma cidade bem resolvida do ponto de vista das iniciativas privadas, das decisões e negócios que não dependem diretamente da máquina municipal. Mas quando se trata de serviço público, o quadro é outro. A Prefeitura, que hoje tem à mão um orçamento de quase R$ 40 bilhões por ano, sócia compulsória na renda do contribuinte, prefere agir apagando incêndios – e está longe de entregar o prometido nas campanhas eleitorais.

Assista aos vídeos produzidos para série de reportagens do Estado, publicadas no caderno especial Desafio São Paulo, no dia 1º de julho, abrindo a cobertura de eleições municipais do jornal. Foram cinco trabalhos produzidos e editados nos formatos papel e webTV. O resultado é um rápido painel da vida real de moradores da cidade que, em sua rotina, dependem de serviços públicos do município.

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Gostas de fado? Gostas de tango? Gostas de Cristina Branco? Pois…

Vem aí, no dia 10 de junho, Data Nacional de Portugal, segundo dica do pessoal da Casa de Portugal, a cantora Cristina Branco, fadista de bela voz que também interpreta tangos, como “Anclao en Paris”, de disco “Não há só tango em Paris”, gravado em 2011.

Cristina Branco faz turnê que inclui também Brasília e Buenos Aires, de 10 a 14. Em São Paulo, será ouvida no domingo, fim de tarde (18h), na festa portuguesa.

 ”Se o céu não estivesse desta cor

e houvesse menos gente ao pé de mim…”

 Curta um pouquinho de Cristina no site.

A Casa de Portugal de São Paulo fica na Avenida da Liberdade, 602.

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Dezembro já tem um eito, e se aproximam as festas. Tempo dos presentes, luzinhas brilhandos nas ruas e sacadas, cidade com jeito de alegria e expectativa de feriadão de descanso. Tempo também de rever o ano, fazer balanços, checar resultados, relembrar de encontros.

Olhando alguns momentos deste 2011, houve um que me pareceu muito especial. Depois de anos, reencontrei em junho o menino índio albino que havia conhecido em reportagem para o jornal.

O Estado publicou em julho a história do reencontro com Vanderlei Fernandes.

Recupero agora um vídeo, feito por aqueles dias, mas não publicado.

Ter sido recebido por ele na casa onde mora, na Ilha do Governador, no Rio, 15 anos depois do primeiro encontro, foi um presente.

 

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Um acervo importante do sombrio capítulo do DOPS na vida brasileira está disponível para pesquisa a partir desta sexta-feira, 26. São documentos que mostram que mesmo após ser determinado seu fim, em 1983, o DOPS continuou com as atividades de bisbilhotagem e perseguição política nos porões oficialmente desativados.

Esse tempo de espionagem ilegal foi até 1999. Os documentos dessa ação de gente que se negava a viver os novos tempos está agora à disposição de interessados no Arquivo Público do Estado de São Paulo.
Veja entrevista do coordenador do Arquivo, Carlos Bacellar, na TV Estadão, comentando também o trabalho dos técnicos que preparam a entrega à transparência, até o final do ano, dos restos de arquivo da ditadura encontrados em fevereiro em delegacia de polícia em Santos, litoral de São Paulo.

 

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Com a contribuição do leitor Roberto Izidorio Pereira, que comenta o post “Sons de São Paulo“, reproduzo aqui imagens de São Paulo em 1943. É um documentário de propaganda, mas que contém imagens maravilhosas da cidade, produzido pelo The Office of The Coordinator of Inter-American Affairs. Mostra, por exemplo, imagens do Pacaembu, o trânsito na Avenida Paulista, os bondes, o crescimento industrial e os belos jardins do Anhangabaú, ao lado do Theatro Municipal e do Viaduto do Chá. Para curtir São Paulo, em inglês e ao som de O Guarani, de Carlos Gomes, e outros clássicos, clique na imagem abaixo e veja o filme publicado no YouTube:

Área de estacionamento do Estádio do Pacaembu/Reprodução

Área diante do Estádio do Pacaembu/Reprodução

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O arquiteto Benedito Lima de Toledo é um especialista na formação da cidade de São Paulo. Professor de história da arquitetura, mantém atividades acadêmica e literária profundamente ligadas aos assuntos da metrópole. Ele não vê São Paulo como uma cidade. Para Benedito Lima de Toledo, ela já faz parte de uma mancha urbana que se espalha interior a dentro. Aos 74 anos, ele revela em seus livros um  especial carinho pela preservação da memória paulistana. Aqui, no Blog da Garoa, conserva afiadas as críticas que há anos faz à gestão pública da maior cidade do país. Veja um pouco do pensamento de uma das principais referências em urbanismo no país sobre São Paulo.

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