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Quem Faz

PABLO PEREIRA. Formado pela PUC-RS em 1986, é jornalista do Estadão desde 2007. Foi Editor Executivo de O Estado de S.Paulo, do Jornal da Tarde e do estadão.com.br. Master em Jornalismo Digital pelo Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS), é repórter especial.

quarta-feira 15/10/14 13:52

São Paulo, o delírio das águas

São Paulo vive dias de um outubro calorento com ameaça de falta de água. Nada a ver com a campanha eleitoral para presidente da República, que a cada debate na TV fica ainda mais fervente. Ou tudo a ver, sei lá. Com essa temperatura beirando os 40 graus, pode-se pensar que até o clima tem a ver com as escolhas que se faz na política.

Quem há um ano tinha uma represa na vizinha ...

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segunda-feira 13/10/14 12:44

Guerrilha paraguaia ameaça executar refém. Prazo termina nesta terça-feira, 14

O Paraguai vive dias de tensão. Termina nesta terça-feira, dia 14, o prazo estabelecido pelo grupo guerrilheiro Exército do Povo Paraguaio (EPP) para a troca do refém Edelio Morínigo, 25 anos, um policial capturado no dia 5 de julho, por seis integrantes da guerrilha que estão presos em Assunção, acusados de terrorismo, sequestros, extorsão e assassinato. O governo do presidente Horacio Cartes diz que "não negocia com criminosos" e se nega a libertar epepistas.

As exigências da ...

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quinta-feira 09/10/14 18:35

Irmã de Arlan Fick diz que informação sobre refém é boato

"É chisme", disse a agronôma Rossinei Fick, sobre supostas informações de que o irmão dela, Arlan Fick, de 17 anos, sequestrado pela guerrilha no Paraguai desde 2 de abril, teria sido visto vestindo roupas militares com integrantes do Exército do Povo Paraguaio (EPP) na região de Concepción, a 150 quilômetros de Ponta Porã. "Não temos nenhuma informação desde que foi pago o resgate", disse Rossinei nesta quinta-feira, 9, explicando que "chisme" é boato, fofoca.

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terça-feira 07/10/14 18:15

Aécio reforça formação de militância tucana no País, diz Beto Richa

Pablo Pereira, enviado a Curitiba, e Julio Cesar Lima, Especial/Estadão

A passagem de Aécio Neves (PSDB) para o segundo turno da eleição presidencial muda um cenário no qual os tucanos enfrentavam dificuldades nacionais para vai fazer o debate político eleitoral contra o PT de Dilma Rousseff e Lula: a motivação de sua militância. A opinião é do governador Beto Richa (PSDB), reeleito no Paraná no primeiro turno com 55,67% dos votos. Com a eleição garantida no Paraná, Richa disse estar livre para se dedicar “de cabeça” na campanha do candidato Aécio Neves.

Em entrevista ao Estado, no começo da noite de domingo, acompanhado pela vice, Cida Borghetti (PROS), Richa comemorou quando um assessor anunciou na sala que não havia mais como os adversários, Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT), reverterem o placar da apuração no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná.

“Já fizemos a nossa parte. Agora é trabalhar para ampliar a votação de Aécio”, afirmou Richa, sendo cumprimentado pela vice. Àquela altura, 18h50 de domingo, ainda não havia a confirmação da presença de Aécio no segundo turno, o que só ocorreu mais tarde. Mas Richa já dava o fato como certo.

Com uma aliança partidária de 17 partidos no estado, o governador construiu sua base política abrindo brechas na guarda dos adversários. Atraiu para a aliança governista deputados estaduais do partido do próprio concorrente direto, o senador Roberto Requião, que ficou em segundo lugar nas urnas. A candidata do PT ficou em terceiro com cerca de 14% nos votos.

Para a reeleição, Richa conseguiu também o apoio do candidato Ratinho Junior (PSC), um ex-adversário que foi derrotado na eleição para prefeito em 2010, quando concorreu com o atual prefeito, Gustavo Fruet (PDT). Ratinho Junior foi o candidato mais votado para deputado estadual. Faturou cerca de 300 mil votos no domingo.

Filho do ex-governador José Richa, Beto, como é chamado nas ruas, foi eleito prefeito da capital paranaense em 2004 e reeleito em 2008. Em 2010, foi escolhido governador. Na entrevista, Richa reconhece que o PSDB nacional tem enfrentado dificuldades com militância partidária. Mas argumenta que sua reeleição mostra que essa debilidade tucana foi revertida no Paraná. Para ele Aécio é a novidade para devolver força nacional de mobilização ao partido. “Aécio conseguiu contagiar as massas”, declarou. Abaixo, trechos da entrevista.

O senhor ganha a eleição no primeiro turno, junto com o governador Geraldo Alckmin, e é hoje uma liderança no cenário eleitoral nacional. Qual será o seu primeiro ato neste novo momento tucano?

Meu primeiro ato será entrar de cabeça na campanha de Aécio Neves. Já fizemos a nossa parte. Aécio tem votação muito expressiva no Paraná. Agora, mais livres, para entrar exclusivamente na campanha, organizar nosso grupo, deputados, prefeitos, lideranças, para se engajarem na campanha de Aécio. E ampliar a vantagem no Paraná. Aécio tem chances reais de vencer a eleição. Dentro do partido, sempre me coloquei como um soldado. Quem me conhece sabe que nunca tive grandes aspirações. Cargos e posições me honram, mas não me envaidecem. Nunca disputei espaço com ninguém. Sempre apoiei aqui a campanha de Geraldo Alckmin, do Serra, duas vezes, para fortalecer o PSDB.

Lideranças nacionais, como o presidente Fernando Henrique, reconhecem que o PSDB tem dificuldades com a militância. O senhor não enfrenta isso no Paraná. Qual a receita?

De fato, nós temos uma militância muito forte, numerosa e aguerrida no Estado. Isso começou quando fui prefeito de Curitiba. Fizemos administração democrática, inovamos com as audiências públicas. Com isso, conquistamos a confiança das pessoas.

 Mas o senhor concorda que há essa dificuldade de mobilização nacional dos tucanos?

Sim. Mas agora, com a eleição do Aécio, vai mudar esse cenário. O Aécio conseguiu contagiar as massas. É um político com muito carisma. É a possibilidade de formar aí uma grande militância do PSDB. Foi o que nós fizemos em Curitiba, inovando com as audiências públicas. Eu gosto muito do contato pessoal. Minha equipe é assim. Não só eu, mas minha mulher (Fernanda), que faz um belíssimo trabalho na área social. E com isso fomos conquistando a confiança. Em Curitiba, que sempre teve disputas muito acirradas, nós tivemos 77% dos votos, o que me ajudou depois a ser governador do Paraná. Esse estilo de governar, aberto e respeitos no, levamos para todo o Estado. Essa militância se espalhou para todos os municípios. Fui o primeiro governador do Paraná a visitar todos os 399 municípios. Quando coloquei o pé na estrada, fiquei espantado ao saber que o governador havia anos não ia a cidades pequenas. Estabeleci como meta ir a todos os 399 municípios. E cumpri o desafio em novembro do ano passado. Isso, aliado às obras que levamos ao interior, sem discriminação de partidos. Posso te garantir, sem aqui declinar os nomes, que teve prefeito do PT que apoiou minha eleição por não querer abrir mão desse modo aberto de governar. Isso levou a reforçar essa militância aguerrida do PSDB no Paraná. Por outro lado, há hoje um clima meio ruim para o PT no estado. E o outro candidato (Roberto Requião), que não gostava de ir ao interior, nem tinha um tratamento respeitoso e educado com as pessoas, ao contrário.

O senhor enfrentou uma ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que teve apoio do Planalto, depois de boa votação para o Senado. No seu governo, o senhor alegou dificuldades na relação com o governo federal. Muda alguma coisa a partir desta eleição?

Houve dificuldades durante o mandato. O entendimento não foi possível. Eu recorri ao Supremo Tribunal Federal, a coisa se tornou pública, a imprensa deu ampla divulgação. Foi a própria imprensa que levantou que o Paraná é o último estado do Brasil a receber recursos, e antepenúltimo a receber investimentos. Não podemos aceitar um tratamento indigno e desrespeitoso para um estado que tanto contribui para a economia nacional. É o quinto maior contribuinte de receitas para a União. A imprensa divulgou assim, com muita enfase. A liberação só foi possível pelas ações que impetramos no Supremo e isso também causou um desgaste para o PT aqui no Paraná.

O senhor tem planos de mudar essa relação, numa eventual vitória de Dilma Rousseff?

Nós vamos trabalhar intensamente pela eleição do Aécio. E aí vai estar tudo muito bem. Ele próprio, todas as vezes em que esteve no Paraná, disse que vai pagar a conta que o Brasil tem com o estado. Não há o menor problema. Se não for ele, e eu não conto com essa hipótese, vamos tentar o entendimento. Eu sou um conciliador. Nunca deixei que eventuais divergências se sobrepusessem ao interesse público. Exemplo é o tratamento que dei aos prefeitos, inclusive do PT. Sempre tive elogios, rasgados, públicos. Gá prefeitos do PT que pediam para far em solenidades para dar depoimentos sobre o tratamento cordial recebido. Prefeitos de Mandaguari, de Campo Largo, com belos depoimentos. Quando fui prefeito de Curitiba, tive bom relacionamento com o governo Lula e tenho também com a presidente Dilma. Temos a maior parceria com o Ministério das Cidades. Eles reconhecem a parceria com o Paraná. Temos excelentes relações com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Até para desfazer a maldade dos meus adversários de que estávamos perdendo recursos: já estamos em obras de 20 penitenciárias. O ministro sempre diz que o melhor sistema prisional do Brasil é o do Paraná. Elogia nossa secretária, Maria Tereza (Maria Tereza Uille Gomes, secretária de Justiça). Os recursos demoraram porque nossa secretária sugeriu alteração do projeto para ter mais economia, e isso demorou um ano. Mas o o dinheiro já veio. Dos R$ 160 milhões, estamos em R$ 130 milhões, portanto com uma economia que beneficia o Brasil. Quando as relações são no âmbito técnico, as coisa fluem bem. Quando vão para o campo político, são travadas. Porque as coisas passavam pela Casa Civil. Quando convidei um delegado da Polícia Federal para ser meu secretário da Segurança Pública, e há 12 secretários de Segurança da PF, por exemplo. Marcamos a data. O Superintendente já havia liberado, mas, de repente, veio uma contraordem: não é para liberar. Ficou muito visível o jogo político mesquinho, ultrapassado. Mas com a presidente Dilma, o trato sempre foi muito cordial. Mas insisto: eu conto com Aécio presidente.

O senhor fez uma aliança grande, com 17 partidos. Como pretende acomodar a aliança no governo?

Não haverá dificuldades.

Mas o senhor vai fazer mudanças no secretariado?

Não pretendo, não. Um ou outro ajuste. As coisas no Paraná vão bem. Sou criterioso com o desempenho. Nunca deixei que partidos indiquem sem passar pelo meu crivo. Sem dificuldades. Na Assembleia, até o PMDB queria me apoiar. Não é de se desprezar 40% dos votos deles favoráveis à coligação contra um nome que já foi três vezes governador, um nome competitivo, o Requião. Todos os secretários assinam contratos de gestão, com metas a serem cumpridas. É o bom tratamento, respeito, que nunca teve do outro lado.

Qual a primeira meta de novo mandato?

Ao longo do mandato a gente vem ajustando as coisas. Saneando as finanças. Herdei o Paraná com R$ 4,5 bilhões de dívidas. Um número que nunca foi contestado. R$ 1 bilhão de Pasep, que não foi recolhido ao longo de oito anos. R$ 450 milhões de dívidas penduradas com a Caixa Econômica. Água, luz e telefone, R$ 100 milhões. Promoções e progressões de professores: dois anos não pagaram, R$ 70 milhões. Foi um sufoco colocar a casa em ordem e modernizar a estrutura de governo, que por uma visão ideológica, estava ultrapassada. Criar a Adapar, a Agência de Defesa Agropecuária, para abrir o mercado externo para exportação de produtos do Paraná. O Paraná era o único estado, ao lado de Santa Catarina, que não tinha uma estrutura de defensoria pública. Tivemos que montar, contratar. E houve o forte bloqueio federal. Agora, é continuar esse ajuste e intensificar, no começo do próximo governo, esse ritmo acelerado de obras por todo o estado. E ampliar a industrialização, que vai ser o maior legado do meu governo. É o maior ciclo industrial da história do Paraná. Não só as industrias, mas também das micro e pequenas empresas. Sebrae e CNI atestam que o Paraná é o melhor ambiente para implantação de micro e pequenas empresas. É o menor imposto.

Essa foi uma das críticas da Oposição na campanha, a substituição tributária.

Mas não confere, né? Sebrae e CNI dizem o contrário. E quem critica foi quem implantou a substituição tributária no Paraná. Ele colocou 17 produtos. E eu, 12, 13. Coloquei menos até do que ele. Mas estamos ajustando. Eu sou acessível. Já recebemos a Federação do Comércio e outros setores que se sentiam prejudicados. Não nos adianta matar o empresariado. A gente mata o emprego, prejudica a economia. Então, fizemos os ajustes, voltamos atrás, reduzimos sem dificuldades. E por que é o maior legado? Porque, além de gerar emprego e renda, ampliamos a receita do estado e municípios e isso se traduz em mais obras de qualidade.

 .

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quinta-feira 02/10/14 23:04

Irmã de sequestrado por guerrilha usa Facebook para pedir libertação de Arlan Fick

Uma mensagem emocionada no Facebook, postada na noite desta quinta-feira por Neusa Fick, irmã do jovem Arlan Fick, há 183 dias sequestrado por guerrilheiros no Paraguai, aponta o drama da família de Alcido Fick, fazendeiro brasileiro que há 30 anos vive da agricultura no lado paraguaio da fronteira. "Donde estas Arlan y por que no te dejan regresar...", pergunta ela no post.

O rapaz foi levado por guerrilheiros do EPP no dia 2 de abril em uma ...

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quinta-feira 02/10/14 22:35

Guerrilha ameaça executar policial refém no Paraguai

O Exército do Povo Paraguaio (EPP), grupo guerrilheiro que mantém em cativeiro Arlan Fick, de 16 anos, filho de um fazendeiro brasileiro na região de Concepción, no Paraguai, divulgou carta sobre outro sequestrado, o policial Edelio Morínigo. O grupo dá prazo até dia 14 para que o governo paraguaio liberte seis militantes do EPP, acusados e condenados por sequestros no País.

A carta teria sido encontra perto da casa da mãe do policial, Obdulia Florenciano, que mora ...

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quarta-feira 24/09/14 14:00

Paraguai, uma luta contra guerrilha na fronteira com Brasil

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O Paraguai é um país bem interessante. Com cerca de 7 milhões de habitantes, tem mais de 2 milhões na faixa dos 15 aos 30 anos, ou seja, há uma juventude que fala guarani e espanhol desde criancinha e que tem forte sentimento de nacionalidade e grande sede de oportunidades. A inflação paraguaia está na casa dos 4,4%, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) é de 4,8%, segundo revisão recente do Banco Central do Paraguai ...

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domingo 31/08/14 18:50

Paraguai caça PCC e Comando Vermelho em roças de maconha

ASSUNÇÃO - Enquanto o debate sobre a legalização da maconha aparece na campanha eleitoral de presidente da República, refletindo mudanças legais nos Estados Unidos e no Uruguai, uma força-tarefa policial internacional arrasa roças da droga no Paraguai, o principal fornecedor para o Brasil, e caça cerca de 40 brasileiros de facções criminosas, como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). Neste ano, pelo menos 1.800 hectares de plantações de maconha e 270 ...

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sexta-feira 29/08/14 13:48

Anteprojeto cria Autoridade Nacional Migratória e muda política para imigrantes

O Ministério da Justiça tem pronto um anteprojeto de lei que muda a política de recepção de imigrantes no Brasil. Apresentado em Brasília nesta sexta-feira, 29, o texto reconhece direitos de imigrantes, muda a política de renovação de vistos de permanência, simplifica o acesso ao mercado de trabalho e cria a Autoridade Nacional Migratória (ANM).

Segundo o projeto, elaborado por uma comissão de 11 especialistas, a ANM será ligada diretamente à Presidência da República, alterando o ...

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