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Quem Faz

PABLO PEREIRA. Formado pela PUC-RS em 1986, é jornalista do Estadão desde 2007. Foi Editor Executivo de O Estado de S.Paulo, do Jornal da Tarde e do estadão.com.br. Master em Jornalismo Digital pelo Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS), é repórter especial.

sexta-feira 18/07/14

Cai notificação da dengue. Mortos e infectados são recorde

O inverno, felizmente, derrubou a dengue na cidade. Os especialistas explicam que as baixas temperaturas são inimigas do mosquito transmissor. Atualizando os números da temporada, a Prefeitura divulgou ontem, 17, os dados da 28ª semana. São Paulo chega ao recorde de 15.969 casos de dengue. E 12 mortes, como mostrou a repórter Fabiana Cambricoli.

O ápice da crise ocorreu na 16ª semana do ano, na ...

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quinta-feira 17/07/14

Depois da classe média, o barulho é da periferia vestida de MTST

Em 1995, quando o tucano Fernando Henrique Cardoso começava o primeiro mandato de presidente da República, o Movimento dos Sem-Terra (MST) decidiu apertar o cerco sobre terras que eles chamavam de latifúndio improdutivo. Abriu-se então no país uma forte disputa fundiária com a reação imediata dos proprietários rurais, empresas de agronegócios, seus representantes no parlamento, e entidades setoriais da agricultura.

O ambiente no campo derivou para a radicalização. Com centenas de invasões de terras pelo país, os fazendeiros se armaram ...

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quinta-feira 17/07/14

Um tapuia paulistano quer vaga no Senado

Ele é filho de  índios tapuia, foi criado entre os guarani de Parelheiros, zona sul de São Paulo,  e hoje é candidato ao Senado pelo Partido Verde (PV). Carlos  Alberto dos Santos, 50 anos, que tem o nome indígena de Kaká Werá, herdado do povo que o acolheu como irmão na periferia de São Paulo, é antropólogo.

Kaká Werá trabalhou com o educador Paulo Freire, quando o velho professor foi secretário de Educação do município, ...

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quinta-feira 17/07/14

O Brasil funcionou e a Copa foi um sucesso, apesar das desigualdades

Saiu o número oficial de turistas em São Paulo no período da Copa do Mundo. Relatório da Prefeitura (São Paulo Turismo) calcula em mais de meio milhão de turistas na cidade entre 12 de junho e 10 de julho. A Copa foi um sucesso. E não foi um sucesso somente porque o brasileiro é cordial, atencioso, hospitaleiro. Em geral, o povo se comporta assim com estrangeiros, não há dúvidas. Está no DNA dessa terra formada pela rica mistura de tipos, credos e modos de vida. Mas querer que o sucesso da coisa toda seja entendido como resultado da atitude dessa boa gente brasileira, é demais.

A Copa foi um sucesso porque o país funcionou. Sim, funcionou! Mesmo que muita gente tenha alardeado que tudo seria uma droga, viveríamos o caos e blá, blá, blá, o país funcionou. Fracassou o “imagina na Copa”. Ah, mas temos problemas graves! Claro que temos. Temos diferenças sociais gravíssimas. As desigualdades, as seculares mazelas brasileiras, as favelas, estão aí. Não vê quem não quer. E como tem gente que não quer ver…

Outro dia, levei ao aeroporto um grupo de três jovens irlandeses que aqui vieram passar duas semanas na reta final da Copa. Nunca tinham vindo à “South América”. Adoraram o que viram em São Paulo, Fortaleza e Rio, por onde passaram. Usaram aeroportos (sem atrasos, cancelamentos ou o caos aéreo propalado durante meses por aqui), táxis, bares, restaurantes, museus, e conviveram conosco, numa boa.

Os jovens turistas foram embora felizes com a estada. E sonham com uma volta, talvez, nas Olimpíadas de 2016. Mas não deixaram de comentar as diferenças sociais encontradas. Viajaram encantados com o país, mas lamentando a pobreza de tanta gente. A impressão geral deles, absolutamente correta, é a de que os brasileiros precisam de ajuda.

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segunda-feira 14/07/14

Derrubaram Felipão. Não aprenderam nada com a Alemanha

O Brasil não aprendeu nada da lição que os alemães deram nesta Copa do Mundo. Zero. O comportamento da cartolagem – e dos inimigos da dupla Felipão/Parreira - é pior do que a goleada da semifinal, que teve pelo menos o gol do Oscar. Agora, para atender à cachorrada que emparedou a comissão técnica – que até outro dia era largamente lambida, elogiada, bajulada – a CBF detonou Felipão e companhia.

Não foi o que fez a ...

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sábado 12/07/14

Felipão não é o problema. Cadê o futebol dos “craques”?

Ainda há um jogo (jogão!) para ser visto, Alemanha e Argentina, amanhã, no Maracanã, mas já se pode dizer que a Copa do Brasil acabou nesta fria noite de sábado, 12 de julho.  O melancólico final da seleção brasileira, com derrota por 3 a 0 para os holandeses, teve pênalti que o juiz inventou e futebol de meia-tigela do Brasil em campo.

O problema é o Felipão? Acho que não. É difícil dizer agora se a cartolagem ...

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quinta-feira 10/07/14

Domingo, vou torcer pela Alemanha!

Outro dia, visitando Buenos Aires com a família, fomos comer a famosa carne macia de lá, delícia que se encontra também em algumas cozinhas de São Paulo. E o garçom portenho, grosseiramente, se negou a trocar o prato da entrada. Achei que talvez fosse um episódio isolado, que aquele rapaz precisasse de treinamento. Pedimos ajuda ao chefe do salão para a troca da louça usada na salada. O homem, com aquela cara de enfado com turistas, tão teve ...

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quarta-feira 09/07/14

É preciso mudar o futebol. Vamos começar por manter o Felipão para 2018

Hoje é o dia da pregação do Felipão na cruz. Um dia que vai durar pelo menos quatro anos. O time tomou uma lavada da eficiente Alemanha - e o técnico está pagando o pato. Se a equipe tivesse passado para a final, Felipão estaria sendo coroado como grande estrategista, inclusive por muitos daqueles que hoje estão a chutá-lo como se eles conhecessem a receita certa para barrar o trator de Joachim Low.

É, Felipão, é da ...

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terça-feira 01/07/14

O sufoco do anfitrião e os visitantes da Copa

Outro dia, voltando do Aeroporto de Guarulhos com dois jovens irlandeses fanáticos por futebol tive de explicar a aparência e o mau cheiro da Marginal do Tietê. O fedor subia da água podre e preta do esgotão a céu aberto que atravessa a cidade de lado a lado. Expliquei aos amigos visitantes que havia anos aquele buraco preto consumia recursos públicos etc etc; que há uma seca na região, o que agrava a coisa toda; e que o ...

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