Quando ocorre uma grande enchente, um desabamento de morro, um incêndio de favela, terremoto, tsunami, calamidades de larga repercussão social, a sociedade costuma reagir rapidamente para tentar controlar os danos e abrir portas para a recuperação das perdas, sejam elas humanas ou materiais.
Aparecem mutirões, surgem rapidamente anúncios de dinheiro oficial, nascem iniciativas individuais de solidariedade – que podem não conter efetivas soluções, mas sempre serão elogiáveis por aliviarem o desconforto de alguns e servirem para disseminar a vontade coletiva de encontrar logo uma saída para a crise.
São Paulo, poupada até agora do drama das enchentes de verão, vive nos últimos dias o choque do crack. A iniciativa de mexer no problema concentrado bem no Centro da metrópole levantou o manto que estava sobre aquela chaga paulistana, largamente denunciada nos jornais, debatida dentro e fora do poder público, mas sem solução efetiva. Os usuários e seus abastecedores da droga derivada da cocaína agora estão perambulando pelas ruas aturdidos pela presença da polícia, que ocupa espaços nos quais os viciados convivem há muito com a leniência das autoridades (municipal, estadual e federal).
É certo que o problema é de grande complexidade. É certo também que antes tarde do que nunca. Mexer na ferida ajuda na cura. E cada uma daquelas pessoas que lá estão à mercê da degradação carrega um drama pessoal intenso. Cada um necessita de um tratamento que contemple sua condição humana, que ofereça oportunidade de recuperação, de alternativa de vida. É possível largar a pedra. Há exemplos de sucesso.
Na cracolândia de São Paulo, infelizmente, muitos dos viciados já estão com seus padrões sociais abalados, com suas convicções absolutamente atrapalhadas e, dizem os médicos especialistas, em muitos casos, até com prejuízos mentais irreversíveis. É um enorme pepino social que precisa ser descascado por ações de políticas públicas claras e abrangentes.
Qual é o ponto? O ponto é que essa iniciativa contra a expansão do crack deveria ter sido tomada lá atrás, bem antes que o problema atingisse tal escala, com milhares de envolvidos. Mas isso não ocorreu. Governantes e governantes, de diversos partidos e cores ideológicas, passaram ao largo da tragédia que grassava na cidade. A cracolândia só fez crescer. E se espalhou pelo país. Agora, é caso de tratamento de urgência.
Porém, mais uma vez, não aparece na iniciativa de São Paulo um sinal claro de ação salvadora para essa calamidade. O tsunami de cachimbantes, manipulados por aproveitadores, provoca mortes e danos bem nas barbas das autoridades. E precisou chegar o ano eleitoral dos municípios para que, com a campanha à vista, os poderes públicos começassem a se mover.
Os oportunistas vão, seguramente, propagandear as atuais ações na campanha até outubro. Por enquanto, a recente investida não mostra claridade além da ação policial.
É complexo? Óbvio que sim! É fácil? Claro que não.
Ainda se procura até um jeito adequado para tentar devolver normalidade à vida dessa comunidade bagunçada. Vai longe o debate sobre a melhor forma de combate, se com internação à força do usuário ou se com tratamento na rua mesmo, experiência que já tem algum tempo em andamento em algumas cidades.
O problema já tem anos, duas décadas, mas nem os poderes públicos (Executivo, Judiciário e Legislativo) sabem como agir coordenadamente. Engatinham, coagidos pela ignorância e por uma gestão de orçamentos pífios em um serviço público que não se entende.
Meses atrás, em setembro, encontrei no interior do Nordeste – e o Estado publicou – casos de pequenas cidades do sertão nas quais se espalha essa lamentável realidade da pedra. O diagnóstico, igualzinho ao de São Paulo. Pobreza e droga barata, juntas, desgraçando famílias e famílias, amputando sonhos, abreviando vidas. O quadro nacional do crack é igualmente dramático.
No caso paulistano, o tamanho do tumor deixa claro que não basta extirpá-lo com a repressão policial e o controle higienizante das áreas na base do jorro de água de mangueira e detergente. É preciso muito mais.
Cadê as clínicas, casas, abrigos (seja lá o nome que se queira dar), para internações? Cadê os profissionais de saúde treinados em número suficiente para cuidar de centenas de usuários? Onde estão os alojamentos limpos, a alimentação, a ocupação do tempo, as palestras? É preciso medicação apropriada e muita conversa para convencimento, paciência e perseverança. Bastam minutos de contato com qualquer um deles para se notar o tamanho da tarefa.
É preciso muito mais do que jogar a polícia sobre a turba enlouquecida pelo cachimbo. É preciso encarar o avanço do crack como uma tragédia social, uma catástrofe, e a partir disso pegar pesado nas ações complementares. Se não, passados os meses da marquetagem eleitoral, novas ondas da pedra de cocaína voltarão a soterrar as ruas de São Paulo.
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Soh existe uma maneira de se reverter essa situacao.Alias, nem reverter seria o nome adequado.Amenizar? que seja.
Internar essa grupo em algum local isolado e trata lo com as proprias pedras. Dominuindo a dose ao longo do tempo, enquanto outras providencias sejam tomadas concomitaemente. “remedios” custam mais caro. Eles nao aceitam e a eficacia e pouca.
Mas quem teria a coragem para empreender tal “salvamento”?
A sociedade dos especialistas nao aceitam por ser uma cura obvia e barata .
Preferem essa aberracao de espalhar os doentes pelos quetro cantos da cidade, esperando que eles “resolvam” se curar para colaborar com o bem estar social.
BURRICE MAIOR que essa eu nao connheco.
Complementando o comentário:
Enquanto a DROGA continuar dando esses lucros estratosféricos para todos os grandes traficantes, nada será suficiente para acabar com ela.
E em breve teremos o cigarro banido LEGALMENTE da sociedade. Mais uma enorme fonte de lucro para os fornecedores.
Viciado morre mas não sai facilmente do vício.
E que deveria pagar a conta da recuperação dessa pobre gente é, sem dúvida os traficantes e fornecedores. Mas como faze-los pagar se nem conhecidos são ?
A pergunta básica, que vem antes de todas as discussões e teorizações: Como entra tanta droga no País?. Não precisa ser nenhum gênio para saber que o investimento de R$ 1 em prevenção economiza muito mais de R$ 10 em “remediação”, verdadeiro enxuga-gelo, isso quando é realizada. O problema é que nós moramos no País-jabuticaba, onde só se “lançam” programas………onde tudo é diferente………
Verdade.
A droga entra pelas fronteiras. Cadê a vigilância nas fronteiras, responsabilidade do Governo Federal? Mas se o governo do PT não consegue vigiar as fronteiras o jeito é os governos dos estados e municípios tentarem inibir, causar embaraços para o consumo e apreender o que conseguirem. O que não pode acontecer é estados e municípios seguirem na total paralisia administrativa que tem sido marca registrada da incompetente e corrupta dona Dilma e equipe.
Essa desagradável e devastadora onda de consumo de drogas, seja na cracolândia, em São Paulo, ou em qualquer outro lugar, não pode e não deve servir de marqueting político, pois isso seria por demais aviltante à dignidade da população.
O estado é o responsável, não diria pelo combate, mas pela assistência que se faz necessária. A Assistência Social, psicológica e de saúde e a constante sequência dos trabalhos.
Sabemos que isso não é obra de poucos nem de pouco tempo. Terá de ser uma obra contínua e perseverante. Desde que não haja o desgraçado desvio de verba, é hora de se abrir e manter casas de recuperação, NAPS e outras entidades do setor.
Assistir às famílias daqueles que ainda as tem é outra preocupação.
Enfim, fazer o que se fizer preciso para ajudar esses irmãos que se perderam em si mesmos.
Droga é uma droga. pequenos usuarios e traficantes vai para cadeia ou vai para reabilitação, porem os grandes e os que patrocina a venda se encontra em seus castelos , com os politicos e alguns da chamada elites brasileiras. Esses jamais será preso, pois contribuiem com os partidos politicos.
Alguem duvida ? E só ler as entre linhas.
O pior que não seremos mais aten didos pelo SUS=sistema unco de suicidio, pois agora os viciados tem prioridades sobre o povo que pagou a previdencia social.
Eu espero a 6 anos por uma consulta de ortopedia e outras consultas.
Quando serei atendido com dignidade, Creiio que nunca.
A nossa grande sociedade de consumo, não esta conseguindo convencer os craqueiros que trabalhar 8 horas por dia e mais 4h, de morcego de Metro e de trem, para ganhar um salário que só da para o cara não morrer de fome, e voltar no dia seguinte para continuar a produzir riquezas para os outros, e muitas vezes deixando seus familiares com fome em casa.
Este abandono pelas pessoas, de valores inatingíveis, não e o final dos tempos e o resultado de uma política predatória pelo dinheiro a qualquer custo.
O que foi gasto na Paulista no natal, faltou nos Hospitais, nas aposentadorias dos velhos, na educação das crianças, na criação de empregos e etc.
A corrida pelo Ouro, esta cada vez mais violenta; Mãe mata filho, filho mata pai,avo mata neta,político mata milhares de fome e etc.
Os Abestados da política adotaram a Filosofia do Pão e Circo, o resultado e a alienação de uma parte da sociedade que só vê alivio quando conseguem desligar o celebro do horror que e viver em como Alice no Pais das maravilhas. Que horror!
Se esta sociedade de idiotas, ladrões, oportunistas, mentirosos, vagabundas e etc. Esta pensando que Policia vai resolver o problema,esta completamente enganada.
Vergonhoso , isto .
Primeiro atacam quem criticou.
Depois fizeram materias defendendo a medida e atacando o PT, pelas criticas a ação atabalhoada .
E supra sumo da manipulação. Escreveram dois artigos antes deste aqui e não permitiram comentarios mas sim somente neste que ocupa a terceira posição .
Sublimaram primeiro . Como se adiantasse . Não somos idiotas .
E ai todo bonitinho vem o seu artigo tentando tapar o sol com a peneira , Tergiversando.
Este veiculo posso dizer .NOJENTO.
Caraca !!!
Que raios o Carlos Soares quis dizer ???
É contra ? à favor ? Muito pelo contrário ?
Ou ele está escrevendo em linguagem cifrada ?
Vai ver é o efeito do crack…
responder este comentário denunciar abusoCarlos Soares
Não há intenção de cobrir sol com peneira. Por favor, qual é o ponto? A hierarquia das chamadas no site ou o conteúdo do texto?
responder este comentário denunciar abusoSou a favor da ação da polícia, em primeiro lugar, porque venda e consumo de crack são crimes, isto é inquestionável. Se eu quiser cheirar umas carreiras de cocaóna num bar qualquer, provavelmente serei presa. Na cracolândia não pode ser diferente. O que muitos dos craqueiros precisam em primeiro lugar é mesmo a interdição, pois parecem não suportar frustrações, limitações. O crack é uma fuga psíquica dos problemas que deveriam ser resolvidos por outras vias. A do pensamento e a da ação. Não existe mágica. A vida é dura mesmo pra todo mundo, seja no material, na moral, na ética ou no espiritual (campo dos afetos). A moça de 36 anos descrita neste artigo abandonou o filho e a família inteira, mas não que abandonar o cachorro. Tem seus motivos que deveriam junto com ela ser levados para um local onde possa ter tratamento pleno e digno. Mas, se tem o que é obrigação do Estado, e volta ao crack, prisão para ela. É a lei. Se não gostam, meio do mato, savanas africanas, selva amazônica para eles. Simplesmente porque vivemos na civilização, que é impossível sem a existência da Lei. Ou liberem de uma vez o tráfico e o consumo de crack. Não me incomoda que cada um faça o que quiser, desde que dentro da lei. Caso contrário, vira selvageria.
Tudo isto menciono há mais de 3 anos. Quando andava de bike pelo centro, nos dias de feriados prolongados, sempre deparava com os zumbis, pois suas posturas e condições de vida me lembravam o thriller do Michel Jackson….pareciam zumbis e quando eu passava perto deles (100 metros) estes se alvoroçavam e todos passavam a olhar-me. O crack não tem cura quando usado por muito tempo (6 mês). O viciado pode até ficar sem usar por anos, mas qualquer frustração e o usuário volta. O mais comum é voltar quando esta de novo com os “amigos”. Uma breja aqui uma maconha ali e………. pimba…… cai no crack. Alguns já passaram do patamar da psicose..o cerebro derreteu….bobear matam até a mãe em crises de abstinencia a tal “fissura”. ENGANA-SE REDONDAMENTE que defende o conceito de cura total. No máximo vão conseguir recuperar 3% ao custo de muita grana e correm o risco, como já mencionei acima, de jogar toda esta grana fora… pois o índice de recaidas (10 anos) é de 99%. O crack é como a AIDS…popde-se viver mas tá lá….LATENTE!! Basta uma escorregadela e tem que começar tudo denovo..
Perfeita a sua colocação! O crack é uma droga que pode liquidar uma comunidade em muito pouco tempo. O que percebo é que ninguém sabe como resolver esse problema.
responder este comentário denunciar abusoO grande responsável por tudo em nossa sociedade é… e sempre será… o modo como a grande maioria de nossa população encara a vida. Uma população que não gosta de estudar, pais ausentes mais preocupados em ter filhos do que cria-los. Na primeira dificuldade da pré adolescecia e “lavam as mãos”. Os amigos cuidam dele!!! Pessoas que não aprendem com os erros dos próprios pais e continuam a ter filhos que não conseguem criar. Sairam de familias com dificuldades e vão criar novas familias miseráveis. Tudo com a benção dos padrecos católicos ávidos por “novos cordeiros”, pois na miséria eles reinam absolutos (a famigerada doutrina Ética paternalista Cristã). Precisam de miseráveis para poder exercitar o poder de perdoar. Não passa de “business”. Ao invés de gastar tempo e recusros dando sopa, pão, roupas, móveis..etc..etc. aos que fizeram TODAS as escolhas erradas possiveis na vida…GATEM SEU TEMPO E RECURSOS ajudando que ainda não fez as escolhas erradas…principalmente as meninas de hoje em dia que transam com qualquer um. Observo nas ruas uma infinidade de meninas, de boa familias, atracadas com cada individuo de estarrecer qualquer membro da ROTA. Hoje as “minas” gostam de bandidinhos..o que arrasta vários minimos para a marginalidade em busca da tal “popularidade”. Este é um fenômeno que alertei lá atraz…há 30 anos. Quando a famigerada rede Globo e seus núcleos de produção artítica indolatrava o banditismo..o tranqueira…caricaturando os bem sucedidos como soberbos/sem coração e os suburbanos como civilizados, alegres, sociais..Quem é gente boa (não faz muito filhos, tem compromisos com horários e não falta) não fica na favela…PROGRIDEM.. conseguem sair.
Impedir que exista um lugar específico de livre e tolerada aglomeração de viciados e traficantes é um passo importante. Num primeiro momento eles podem até se dispersarem pelos bairros vizinhos mas nunca será a mesma coisa. Dispersados a força deles diminui consideravelmente, deixa de existir todo aquele aparato da Cracolândia, fica mais fácil de identificá-los, reprimi-los, denunciá-los para a polícia. Afinal, quem vai mexer com uma legião de centenas de drogados aglomerados em alguns quarteirões? No começo de fevereiro, quando a prefeitura colocar em funcionamento o centro de atendimento especializado, muitos desses dependentes estarão desesperado, em busca de ajuda. Caso contrário, caso estejam apenas desesperados, o jeito é a internação compulsória, por quanto tempo for preciso mesmo que, em alguns casos, permanentemente. A coisa tem que se assim, radical mesmo. A política pseudo esquerdista de tolerar, dialogar, convencer, etc. não funciona. É o que tem sido feito há anos e a população da Cracolândia só aumenta.
Essa peste, o crack, é como o rompimento de uma represa: vai levando tudo pelo caminho e não tem volta. As “autoridades” fecharam os olhos no início, deixaram a onda crescer e agora não sabem o que fazer para contê-la. Eu também não sei, mas não sou eu quem tem de encontrar a solução. Não sou autoridade, não ganho para isso. Mas sofro na pele as consequências dessa catástrofe nacional. Perdi uma irmã e um sobrinho (mãe e filho), estão por aí, em algum lugar desse Brasil, em alguma cracolândia, ou já morreram, não sei.
Qual a solução? Prender? Internar (onde?)? Matar?!! O que não é admissível é tirar de um lugar para mostrar serviço e espalhar por outros. Com a ação policial em São Paulo, apenas estão mudando o problema de lugar. Ou os responsáveis acham que acabando com a zumbilândia no centro antigo vão acabar com o vício? Muita ingenuidade, né? Apenas trocam seis por meia dúzia.
É uma guerra insana, mas alguém tem de fazer alguma coisa.
Eu observo a ação pública somente em ano de eleição no caso municipal, mas ação somente para inglês ver, espalhando os crakeiros por todos os bairros ao redor da cracolândia, agravando mais a situação e maquiando através de reportagens que o problema foi resolvido, este é o prefeito da hipocrisia, deu um tiro no próprio pé, agora é aguardar o próximo fora que o mesmo vai dar depois da implosão do prédio do moinho.
No brasil, e importante observar, todos os Eligidos pelo povo, nao tem interesse em nada. somen te em si PROPRIO. ” sua casa , familia, ter suas reservas, uma fazenda, etc…etc..) Agora penso, q o q realmente falta e acao, e uniao para a cura desse TERRIVEL PROBLEMA. Essas pessoas precisam de ajuda e urgente. os interressados em ajudar, unido com a assistencia e policia.
de um lado, a policia agarrando os fornecedosres, de outro os asssistentes. assim talvez pudesse amenizar e curar essa. DESGRACA SOCIAL.
A policia devia deixar eles retonarem o local da cracolandia e fechar o local para nao entrar mais drogas
As clinicas de tratamento já estavam constrídas, o Carandiru e o Hospital de Franco da Rocha mas, estes e aqueles incapazes que nos governam acharam melhor ao invés de reforma-los, equipa-los e contratar profissionais capazes, preferiram demoli-los em nome de recalques juvenís e para agradar os vilões do seculo, os “direitos humanos que são desumanos”. Só falta lançarem uma campanha mundial ” abaixo os que tem QI de 3 digitos! Morte aos certinhos que constituem familias! Viva a bagunça e a desordem social!” este é o mundo que querem para os nossos filhos, já que os deles já foram para a vida “solta”.
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