ir para o conteúdo
 • 

Blog da Garoa

Um hospital para pronto-atendimento, um centro de convenções para três mil pessoas e um ginásio de esportes. Esses são os primeiros projetos para ocupar o novo terreno comprado pela Unicamp ao lado do campus do bairro Barão Geraldo, em Campinas. Com 143 hectares, a gleba da Fazenda Argentina custou R$ 157 milhões à universidade. Nos próximos seis meses, a Unicamp vai discutir um novo Plano Diretor para decidir a ocupação da área e, depois, iniciar a fase de captação de recursos para as construções.

“A área do Parque Tecnológico, vizinha da fazenda, também deverá ser beneficiada”, disse o reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge.

O dinheiro do negócio estava reservado no orçamento da Unicamp para saldar uma dívida de R$ 178,6 milhões com o antigo Instituto de Previdência do Estado de São Paulo (Ipesp), relativa ao período de 2006 a 2008. Mas a Unicamp renegociou a conta e, em dezembro, o Conselho Universitário (Consu) aprovou o uso dos recursos para pagamento da nova área, que corresponde a 60% do atual campus.

O preço pago à empresa Heliomar S/A, proprietária da gleba, ficou R$ 25 milhões abaixo do valor fixado em fevereiro pela Caixa Econômica Federal, que foi de R$ 182 milhões. A diferença, argumentou o reitor, deve ser aplicada na melhoria dos equipamentos de prédios do campus já existente. “Agora podemos sonhar com várias coisas”, disse Tadeu.

.

Área da fazenda comprada pela Unicamp em Campinas. Foto: Érica Dezonne/Estadão conteúdo

.

As prioridades para ocupação, segundo o reitor, ainda dependem de um debate interno na Universidade. Mas adiantou que já trabalha com a ideia da construção de um hospital voltado para áreas como câncer, traumatologia e pronto-atendimento, que são setores considerados deficitários na região de Campinas. “Temos também as demandas da área do conhecimento no esporte e a necessidade de atender a uma demanda de um centro de convenções, hoje espaço inexistente na região”, declarou.

As fontes de verbas para os futuros projetos podem ser de ministérios, governo do Estado e o próprio orçamento da Unicamp, que é finalizado sempre nos meses de dezembro. “Ainda não se pode prever o volume de recursos envolvidos na ocupação. Isso depende dos projetos”, disse Tadeu. “Mas como na universidade ideia é coisa que não falta, essa mesa deve ficar lotada de projetos”, afirmou. Leia trechos da entrevista do reitor.

José Tadeu Jorge. Em foto de Érica Dezonne/Estadão conteúdo

.

Quais setores da Unicamp podem se beneficiar dessa área nova?

Em tese, todos os setores. Sem a área, nossas limitações eram grandes. Mas vai depender dos projetos.

Discute-se a construção de um hospital na área?

A área nova faz divisa com a área da saúde da universidade. Ela tem fronteira com uma parte da saúde e outra com outras estruturas da universidade. No caso da saúde, nem haveria descontinuidade.

O pessoal da saúde já tem a prioridade deles?

Há as áreas que são entendidas como prioridades como deficiências no atendimento à saúde em Campinas. São câncer, trauma (traumatologia) e pronto-atendimento.

Já se pode dizer que haverá um hospital novo ali?

Ainda não porque não temos o dinheiro ainda para construir, mas certamente é uma proposta que é certo que virá das áreas que tratam do conhecimento na saúde na universidade.

Na educação física, seria o quê?

A universidade acalenta projeto de ginásio. E há o projeto de um centro de convenções. Campinas não tem um centro de convenções decente, para reunir três mil pessoas, salas simultâneas para 200 pessoas. E a universidade é pródiga em eventos, congressos. Sentimos muita falta de um espaço assim. Temos um projeto, que com a nova área vai ganhar impulso.

Quais mais?

Em tese, todos os setores. Quando eu falo de laboratórios de pesquisa, estou me referindo a qualquer área da Unicamp que esteja limitada por questão de espaço.

Até o polo tecnológico?

Até o parque científico e tecnológico, que tem algum espaço ainda na área atual, mas que imaginamos, que esse espaço vai, rapidamente, será esgotado. É outra área que faz fronteira com a nova área. Permite uma ampliação. A limitação de espaço é grande para praticamente todas as faculdades e institutos. E o adensamento dessa área. Não podemos pensar só em subir um prédio de dez andares. Ninguém vai andar ali. É preciso ver a mobilidade. Isso imobilizava o crescimento. A circulação está totalmente comprometida na área atual.

Como se faz para expandir uma universidade sem risco de prejudicar a qualidade do ensino?

Os mecanismos que a universidade tem têm uma base acadêmica muito forte. Imaginemos o exemplo de um laboratório. Algo que ainda não fazemos. Tem lá um professor, que tem uma ideia. Ele aporta um projeto de laboratório. Isso é analisado no departamento dele, com professores que vão contribuir na análise com críticas e sugestões. É o primeiro filtro. Na sequência, isso vai à congregação da faculdade, com representação dos departamentos, funcionários, estudantes, professores. É um segundo crivo, de como o projeto se insere na área de conhecimento mais amplo. Por exemplo, uma proposta que tenha nascido no Instituto de Física, pesquisa de raios cósmicos, será avaliada por representantes de toda a universidade e confrontada com prioridades de outras áreas, como as engenharias, biológicas. Aí vem uma Comissão do Planejamento Estratégico, do Conselho Universitário.Nesse Conselho, se faz a definição da prioridade. O que vem primeiro? O dos raios cósmicos ou um outro, de história, por exemplo.

Essa ocupação da área vai provocar um intenso debate na comunidade.

Sim. E esses mecanismos são consagrados na universidade. Isso é que vai garantir que a qualidade será preservada. O olhar do planejamento estratégico enxerga o projeto pelo conceito que Unicamp adota: formação de recursos humanos é o principal. É a missão. Formar estudantes qualificados, preparados para o exercício profissional. Para fazer isso, é preciso também de outras duas coisas. A pesquisa, em quantidade e qualidade, para gerar conhecimento novo, beneficia a sociedade, mas na visão da universidade qualifica o nosso ensino, é ponta do conhecimento. Um estudante sendo formado com o que há de mais atual. Isso é qualidade. Profissionais com o conhecimento do que é mais atual em sua área. O plano estratégico está olhando isso.

E a segunda?

A segunda coisa que precisamos fazer bem e intensamente é o aspecto das relações com a sociedade, o que tradicionalmente recebe a denominação de extensão universitária. Esse termo hoje é limitado. Relações com a sociedade é mais amplo, representa melhor o que a universidade faz. Colocam professores e estudantes em contato com a realidade. Quando se formarem, os alunos vão atuar sabendo exatamente o que a sociedade precisa. Esse modelo, esse conceito de universidade, que age de maneira indissociável nos três pontos, é examinado o tempo todo. Esse conjunto de tramitações garante que a qualidade geral do sistema está sendo garantida. Isso é do dia a dia da universidade.

Na USP, depois de um debate intenso, criou-se a USP Leste. E há hoje a discussão sobre que tipo de estudante vai para lá, como ele é ensinado.

Mas a universidade não pode pensar que ela tem diversos tipos de estudante. A Unicamp tem paralelo com a USP Leste, que é o campus novo de Limeira. Você não pode pensar que campus está sendo feito para outra categoria de estudante.

O senhor acha que aconteceu isso na USP?

Não sei analisar a USP. Mas garanto para você que isso não aconteceu no campus Limeira. O que fizemos lá: tinha uma área que era só grama. Então, vamos construir um campus novo. A primeira regra foi: o conceito é o mesmo do campus de Campinas. Uma rede de sociabilidade, ensino pesquisa e extensão. Isso significa que o campus nasce só com graduação, mas nas diretrizes iniciais já se colocava que, obrigatoriamente, a pós-graduação teria de ser criada na sequência, como de fato ocorreu. Cinco anos depois já temos pós-graduação lá. Que cursos? O requisito foi que nenhum curso que já existisse no campus de Campinas.

Por quê?

Porque é certo que vai haver comparação. E, certamente, um curso que está nascendo não vai nascer com a qualidade de um curso que já tem 30 anos. Se eu crio o curso de química em Limeira e aqui (em Campinas) eu tenho química, evidente que no nascimento lá o curso vai ser pior. E isso é péssimo. Então criamos lá cursos que não existem aqui.

Não poderia duplicar lá exatamente para oferecer a qualidade daqui?

Não. Você citou que temos 99% dos docentes doutores. Essa é uma característica importante. Mas a segunda é que 95% dos professores têm dedicação exclusiva. Significa que os professores vivem na universidade. Se pego alguém daqui para dar aula em Limeira, a disponibilidade de contato com estudantes não será a mesma. Eu quebro a disponibilidade do professor. Outra coisa: a pesquisa tem de estar junto. Isso também quebra a proximidade com o professor. A mesma coisa com as relações com a sociedade. Se eu fizer isso, eu quebro exatamente o conceito, o ambiente em que os alunos estão mergulhados. Para não correr esse risco, instalamos lá duas engenharias, que não existem aqui, produção e manufatura, Aqui temos oito engenharias. Seria fácil escolher uma para repetir lá. Mas não fizemos isso. Instalamos lá cursos de gestão, que não tínhamos aqui, que evoluíram para cursos de administração, que não temos aqui. Ciências do esporte, nutrição, também estão lá. Não são alunos diferentes. Seguem o mesmo conceito da Unicamp. Isso garante que tenhamos qualidade lá também.

No caso do aproveitamento desta área comprada agora é diferente?

Sim. Porque lá em Limeira foi produzido tudo do zero, Aqui, não . Mas seria ruim se tratássemos para a área um novo projeto. Seria perder quase 50 anos de uma boa história de qualidade que temos aqui.

A economia do país mudou. E mudou também a oferta de alunos?

Acho que não foi a economia que mudou. Foi o mundo.

Mas o aluno que bate à porta hoje, a demanda por conhecimento. Isso mudou. Mais jovens tentando entrar?

Os números não mostram muito isso. Nossa relação candidato vaga tem se mantido. Já há alguns anos nos mesmos padrões, pequenas variações. O crescimento de busca da Unicamp pode ter mudado pelo prestígio que a universidade foi angariando ao longo do tempo. Mas acho que isso é natural. As pessoas busquem aquilo que acham que é melhor. Depende muito da área. Não é uniforme a busca pela Unicamp. Há uma certa análise, que pode ser feita, nas demandas por curso que mostram isso.

Alguma área de destaque? Engenharia de alimentos, que é sua área. Como é a procura?

Engenharia de alimentos é um ponto fora da curva. Foi inventada na Unicamp. Não existia na América Latina, Europa. Havia nos EUA um sistema que chamamos de engenharia de alimentos, com três profissões , o cientista, o tecnólogo e o engenheiro. Um cuida de ciência, da transformação dos alimentos; outro cuida do chão da fábrica; e o engenheiro cuida de projetos, custos. Nos EUA, são três profissionais. Quando foi criada no Brasil, o professor Tosello (André Tosello) pensou que nenhuma empresa brasileira tem condições de contratar três profissionais. Ele foi muito brasileiro: vou juntar numa só. Foi assim que nasceu, e foi durante muitos anos o único curso. Hoje tem mais de 70 cursos no país. Mas lá, no final dos anos 60, era inédito. Então, por larga margem, a engenharia de alimentos da Unicamp é a melhor da América Latina e está entre os melhores do mundo, porque em muitos países nem existe um profissional assim. É difícil comparar. Aí a Unicamp foi pioneira. Mas um exemplo rápido: último ranking da QS (ranking mundial das universidades) mostra análise por área de conhecimento. Aí se destaca a Unicamp na Agricultura e silvicultura, história, e filosofia. Isso, em termos principalmente de produção de conhecimento. Isso é indicador que sinaliza áreas fortes da universidade. Nem sempre essa visão da produção do conhecimento é a mesma visão que os estudantes têm na hora de buscarem o vestibular. Tanto que essas não são as de mais demandadas no vestibular. Os mais procurados são medicina, arquitetura, engenharia civil, midiologia e ciências biológicas, que sempre aparece. Ou seja: o que provavelmente motivo a escolha da profissão não é a escolherem a profissão não é a posição qualificada forte da universidade da produção de conhecimento, são outros, vocação, ascensão social. A escola é mais íntima, do indivíduo. Até porque um estudantes de 17, 18 anos nem consegue fazer essa análise mais elaborada. O que é importante é que busca pela universidade é que precisa crescer o acesso dos estudantes que provêem das classes menos contempladas socialmente.

Então, olhando da universidade para os novos estudantes, das novas classes médias. Lá há uma efervescência. Como atender?

Eu diria que a Unicamp foi pioneira. Temos um programa de ação afirmativa e inclusão social desde 2004. Que foi revigorado agora no último vestibular. Em 2004, estava muito presente a discussão das cotas, que é cíclico. A indicação do Conselho Universitário era de que todo mundo está de acordo que precisamos fazer um esforço para que se tenha mais gente menos contemplada socialmente. Mas será que não tem um jeito melhor do que simplesmente reservar vagas? Não dá para encontrar um mecanismo de inclusão que não seja tão simplista? E o Conselho criou um grupo de trabalho, que eu presidi, para tentar uma alternativa. Trabalhamos com dados do vestibular. Até que, num determinado momento deu aquele clic que sempre dá em termos de pesquisa: vamos tentar fazer uma compensação pelo fato de essas pessoas menos favorecidas socialmente não estarem preparadas para prestar vestibular. Porque a base teórica é que o ensino médio na escola pública é ruim. Se essa é a tese, vamos tentar compensar o desnível. E aí nasceu o bônus para quem vem da escola pública. A Unicamp tinha algo em torno de 27% de alunos vindos da escola pública. Então, demos um bônus. Um número de pontos para compensar. Com o programa atribuímos 30 pontos para alunos de escola pública e 10 pontos se ele se auto declara negro ou indígena. Se ele tem as duas coisas, ele soma: 40 pontos. Com isso, conseguimos elevar para 32% a participação da escola pública. E conseguimos elevar os negros e indígenas. Mas no vestibular, como é muito competitivo, o sistema se adapta. Cresceu, mas estabilizou. O universo reage. De novo, no ano passado, veio a história da cota. Nosso raciocínio foi: temos um ótimo programa. O que era teoria, hoje é comprovação científica. Os alunos de 2004, 2005, 2006, já saíram.

Já se pode medir o rendimento?

Exatamente. E aí constamos, curso por curso, que aqueles que entraram com bônus ou saem igual, estatisticamente, aos demais, ou saem melhor. Em vários cursos saíram com aproveitamento acadêmico melhor do que alunos do mesmo curso e mesmo ano que não se beneficiaram do bônus. Comprovação de que encontramos um mecanismo de fazer inclusão que não faz a qualidade cair, ao contrário.

Nenhum exemplo de desvio?

Nenhum. Nenhum curso teve exemplo. Ou foi igual, ou um pouquinho melhor. Se precisamos atingir meta de 50%? Ok. Dobramos a pontuação no último vestibular para 60, mais 20 pontos. Isso elevou para 38% e 18% de PPIs (Pretos, Pardos e Indígenas). Houve mudança na nomenclatura. Na origem do programa, o PPI era menos de 10%. Nós sabemos que não vamos perder qualidade com isso. Então continuaremos ajustando o bônus para chegar a 50% da escola pública e a proporção IBGE de PPIs, que em São Paulo é de 35% aproximadamente. Uma maneira de inclusão que não é pura e simples reserva de vagas. Sim, a universidade busca colocar pessoas que foram menos favorecidas.

Alguma outra universidade aplica esse modelo?

Sim, a USP copiou alguns anos depois.

O que diz o MEC?

Nada. Algumas federais andaram no mesmo sentido, mas depois isso ficou esquecido. Hoje a Unicamp aplica, a USP tem a mesma lógica, mas com menor pontuação, com efeito provocado muito pequeno. Uma coisa importantíssima: faz-se inclusão em cursos de alta demanda. Como medicina, por exemplo.

Como esse estudante compensa o déficit do aprendizado do sistema público?

Basicamente a questão é a oportunidade. A garra. O aluno que consegue entrar neste sistema, ele agarra como a oportunidade da vida dele. Ele só não foi melhor por falta de base na escola pública. Quando ele vem e mergulha nesse ambiente aqui, que tem alguém para ajudar a encontra conhecimento, ele deslancha. É visível. Conseguimos acompanhar por semestre. A curva é visível. Ao final do terceiro semestre, eles já estão praticamente juntos, e depois a curva segue junto. Em todos os cursos. A defasagem de base, ele rapidamente vai atrás, se esforça, e ele chega. Esse sistema de inclusão vai permitir atingir, em 2017, a meta do sistema de cotas, dos 50% para alunos da escola pública e 35% de PPIs.

……………………………………………………………………………..

Compra de fazenda é criticada

A negociação da compra da Fazenda Argentina pela Unicamp avançou em 2012, depois que a universidade viu sinal verde na renegociação da dívida com a São Paulo Previdência (SPPrev). Em junho daquele ano, o Conselho Universitário (Consu) aprovou o negócio com 46 votos favoráveis, seis contra e seis abstenções. O reitor José Tadeu Jorge assumiu a reitoria em abril do ano passado e, em dezembro, recebeu aval reforçado do Consu (58 à favor, 4 contra, sete abstenções) para tocar o negócio. Mas a compra da área, anunciada finalmente em março, sofre críticas na comunidade acadêmica.

Com 143 hectares, a gleba da Fazenda Argentina custou R$ 157 milhões. Nos próximos seis meses, a Unicamp vai discutir um novo Plano Diretor para decidir a ocupação.

Para o professor Jorge Stolfi, do Instituto de Computação, o dinheiro pago pela fazenda poderia ser investido”em dois cursos novos de graduação”. O professor questiona ainda o preço da terra. “Para mim, a área tem valor comercial bem menor do que o valor negociado porque é cortada por uma avenida e tem áreas de preservação ambiental que limitam a exploração da área”, argumentou. “Mas o que mais me incomoda é comprar uma área sem que tenha nenhum plano de ocupação”, disse.

Ele criticou também o projeto de um centro de convenções da Unicamp, que está sendo previsto para o local. “Um centro de convenções vai dar prejuízo para a universidade”, disse. Sobre o plano de um hospital, ele pondera que a ideia é positiva. “Mas também é estranho”, questiona. “A universidade estava era querendo se ver livre até do hospital existente lá”, argumentou. “Queriam repassar para a Secretaria da Saúde”, justificou. Diante do amparo do Consu à compra, Stolfi admitiu: “Sou voz minoritária na Universidade”, disse.

……………………………………………..

RAIO X DA UNICAMP

(em 2013)

Professores                          1.759  (99% com doutorado)

Cursos/graduação                    68

Alunos                                   18.338

Cursos/pós-graduação         156

Alunos                                   16.195

Cursos/Extensão                 1.172

Alunos                                     7.684

Leitos hospitalares                 856

Internações                          36.271

Cirurgias                                 60.837

Partos                                       4.838

Artigos indexados                3.149

Publicações                          20.753

Orçamento

2013 – R$ 2,018 bilhões

2014 – R$  2,103 bilhões

Fonte: Unicamp

……………………………………………..

 

sem comentários | comente

  • A + A -

Enquanto em São Paulo o drama é a falta de água para abastecimento, no Norte ocorre o inverso. É a enchente que preocupa. Outro dia, navegando na inundação recorde que ocorre no Rio Madeira, em Rondônia, encontramos a dura realidade dos brasileiros que vivem naquela terra de água. A reportagem, publicada no Estado de domingo, mostra um pouco do impacto da estação das chuvas no rio e em áreas urbanas até a manhã de sábado, dia 22.

Óbvio que horas depois, como dizia previsão do Sipam (do Ministério da Defesa) relatada na reportagem, a água já havia subido ainda mais alcançando novos limites, encobrindo novas ruas e casas, e desabrigando mais gente. Conta-se 13 mil afetados, boa parcela deles desabrigados que foram removidos para abrigos na Capital. A previsão das autoridades é a de que o rio deve subir até o início de abril. É muita água!

Os técnicos explicam que a chuva que deveria ter vindo para o Sul-Sudeste terminou por cair no meio do caminho, ou seja, na Bolívia e em Rondônia, locais nos quais estão os rios que formam a gigantesca do Madeira. Em vez de irrigar São Paulo, Paraná, Santa Catarina, a chuva caiu ainda nas matas e vai escorrendo para o Madeira, alargando as margens do rio e tomando tudo por lá. O tráfego para o Acre foi cortado e comércio se ressente com falta de mercadorias. Até o Museu da Madeira Mamoré virou lagoa.

A força da natureza, mais as incompetências na gestão pública do ambiente, incomodam muita gente. Em áreas inundadas da Capital não há saneamento básico. Era tudo na base da fossa, como contou uma moradora do bairro Nacional. Um quadro bem brasileiro, diga-se! É uma calamidade que vai se estender por meses, mesmo após as águas começarem a baixar.

Quando chegam assim, em excesso, essas chuvas amazônicas criam imagens lamentáveis no chão – e impressionantes no céu.

Baixo Madeira. No caminho para a comunidade de São Carlos do Jamari, rio subiu o barranco e empurrou a margem por cerca de  5 quilômetros / Foto: Pablo Pereira/20.03.2014

Céu aberto. Em Porto Velho, as chuvas do fim da tarde caem do céu como cachoeira. Desde dezembro as inundações ameaçam moradores. Recorde da cheia foi batido em fevereiro / Foto: Pablo Pereira/20.03.2014

 

sem comentários | comente

  • A + A -

O governo paulista anunciou nesta segunda, 27, que houve uma queda de 14% no número de assassinatos na capital de São Paulo. Em 2012 tinham sido mortas 1.368 na cidade; planilha, em 2103, conta 1.176 assassinados.

No Estado de São Paulo, a epidemia (2012) espalhou por aí 4.836 cadáveres. Agora (2013), 4.439 cidadãos foram para o cemitério. A reportagem é de Caio do Valle, do Estado. Ele acrescenta: “Em dezembro, na capital foram 99 homicídios dolosos, ante 156 no mesmo mês de 2012. No Estado, em dezembro, houve o registro de 400 homicídios – foram 530 no último mês de 2012″, informa a reportagem.

Os números paulistas e paulistanos mostram redução nos casos, uma “melhora” no comportamento geral. Legal. Boa notícia. Mas indicam também que continuamos a viver numa terrível e assustadora matança!

Aqui se mata o dobro da região metropolitana de Los Angeles, cidade na qual vivem cerca de 10 milhões de habitantes, portanto, no quesito número de humanos, com impacto semelhante ao de São Paulo.

Há um mapa de mortes  (The Homicide Report) na região de Los Angeles, feito pelo jornal Los Angeles Times, que mostra que desde 2007, quando os assassinatos passavam dos 900 por ano, aquele conglomerado urbano vem reduzindo a mortandade. Em 2013, registrou 593 casos – a metade do total de homicídios que aqui é divulgado com ares de conquista!

E, note, Los Angeles tem índices de criminalidade considerados altos para o contexto americano. A cidade registra 7,7 mortes para cada grupo de 100 mil. Nova York está na casa dos 5/100 mil, segundo dados (2012) do FBI, citados no LA Times. A média nacional dos EUA (2012) foi de 4,7 mortes para 100 mil habitantes.

Pobre (rica, fascinante e violenta) São Paulo!

.

sem comentários | comente

  • A + A -

O pensador tucano Bolívar Lamounier os chamou de “nova classe média”; a pensadora petista Marilena Chauí preferiu “nova classe trabalhadora”. O pessoal em questão é gente (milhões e milhões) que por décadas esteve fora do consumo mas que desde o início dos anos 90 passou a comprar, consumir, produzir, negociar, vender – e a fazer coisas que até então não podia, como trocar de casa, de carro, curtir a Disney, colocar filhos na universidade.

Tudo começou com os tucanos estabilizando a moeda brasileira, que neste ano completa 20 anos, e foi se acelerando na segunda metade desse período com os petistas, que derrubaram juros e criaram ambiente para maior oferta de crédito, inflação baixa, desemprego em queda e renda familiar em alta. Os governos da “turma de Lamounier” fizeram a primeira parte; os “de Chauí”, a segunda.

Nesse longo período, menino que nasceu com o Real hoje já passou até do serviço militar. E aqui ou ali variantes da economia se moveram para cima e para baixo. As setas de um curioso índice, criado por economistas, ajudam a entender o quadro. O Corecon (Conselho Regional de Economia) mede esses movimentos no que chama de Índice do Custo de Vida da Classe Média (ICVM) e confirma que, na essência, a vida brasileira mudou para melhor.

Os “Lamounier” e os “Chauí” nasceram da mesma mãe, a esquerda oposicionista alijada das decisões nacionais durante a ditadura militar dos anos 60, 70 e 80. Depois de um breve período no qual o país esteve sob comando de oportunistas projetos de transição (Sarney e Collor), ambos governaram. E levaram o país a um copo “meio cheio e meio vazio” (só para lembrar raciocínio usado outro dia pela presidente Dilma Rousseff quando falava de otimismo e pessimismo). 

Agora os dois lados voltam a se enfrentar em campanha eleitoral que já está nas ruas. Quem está no governo (os “Chauí”) exalta a parte do copo meio cheio; os da oposição (os “Lamounier”), claro, chamam a atenção para a ameaça da metade ainda vazia. 

Olhando as manifestações das ruas de junho e, atualmente, as visitas de uma moçada aos shoppings, nota-se sinais de que o tal copo tem de ser olhado com bastante cuidado. É a hora da cobrança da terceira parte.

Sejam eles filhos da “nova classe média” ou da “nova classe trabalhadora”, enchem as avenidas e combinam “rolezinhos” nas redes sociais da web em busca de alguma coisa bem concreta: mais! Quem já tirou a cabeça da lama tem sede. E quem ainda não conseguiu, está com pressa.

E não é somente pelo interior do país, governado de Brasília pelos “Chauís”, não. Em São Paulo, dirigido pelos “Lamouniers”, também. Tanto lá quanto cá achar que copo pela metade está de bom tamanho é ilusão. 

Seria bom que “Chauís” e “Lamouniers” também fizessem bastantes “rolezinhos”. Não pelos shoppings, mas pelas periferias.

.

sem comentários | comente

  • A + A -

A crise humanitária do Haiti, que se estende até a fronteira do Brasil, no Acre, há meses, por conta da migração de milhares de haitianos atingidos em 2010 por um terremoto, volta a atrair atenção – como mostra Itaan Arruda, jornalista do Estado na região. Hoje a ONG Conectas, que tem acompanhado o tema e até já denunciou a crise na ONU, divulgou carta com críticas às ações brasileiras no caso.

Há quase um ano, em abril do ano passado, o Estado mostrou a dureza daquele ambiente em Brasileia. Na época, autoridades federais brasileiras se moveram de Brasília para tentar minimizar a crise que, àquela altura, despejara 1.200 viajantes num insalubre depósito de gente na periferia da cidade.

Agora, a situação lá, segundo entrevista do secretário de Direitos Humanos do Acre, Nilson Mourão, em entrevista a Roberto Godoy e Iuri Pitta, da Rádio Estadão, é pior do que aquela fotografada e gravada pelo jornalista Filipe Araújo, e que pode ser vista em vídeo aqui. Mourão argumenta que o fluxo de passagem dos haitianos rumo ao mercado de trabalho no sul-sudeste diminuiu, o que aumenta a tensão local. Pelo andar da coisa, é caso que está longe de uma solução.

 .

 

sem comentários | comente

  • A + A -

Uma das melhores cidades do mundo em qualidade de vida, Vancouver, no estado de British Columbia, no Canadá, tem um sistema de transportes coletivos que é um show. É um lugar exemplar. Nos pontos de ônibus, o cidadão encontra as informações das quais precisa para usar o sistema – mapas, horários, itinerários, além da proteção da chuva (e como chove por lá!).

Estive em Vancouver em fevereiro e agosto do ano passado. E usei ônibus por vários dias. A passagem custa 2,75 dólares, mais ou menos o dobro do preço de São Paulo, mas a satisfação com o serviço é geral. Pode-se usar o bilhete individual por 90 minutos em qualquer parte da cidade, inclusive no sistema de barcos que liga bairros separados por braços de mar.

No vídeo (em inglês), uma provinha da civilidade do sistema e do respeito que a população tem pelo serviço. E não se trata de uma mera peça promocional da empresa que opera o sistema integrado com metrô. É assim mesmo! O motorista do ônibus espera até o ciclista colocar a bicicleta no local apropriado, na frente do carro, antes do embarque. E, no desembarque, aguarda pacientemente que o usuário retire a bike e siga seu caminho no pedal.

Um dia São Paulo chega lá!

.

.

sem comentários | comente

  • A + A -

A prefeitura de São Paulo quer ampliar a área de rodízio de carros. O rodízio de placas em circulação foi decretado em 1997, inicialmente como combate à poluição do ar. A frota paulistana, porém, disparou e aquela equação original montada com a desculpa de limpar a fumaça do céu, usada como argumento para convencimento geral, lá atrás, já não tem mais sentido.

O número de escapamentos de motor nas ruas explodiu – saltou de 5 milhões de carros registrados no ano 2000 para 7,5 milhões de veículos em 2013 – e detonou o argumento ambientalista do rodízio, que há 15 anos, ou seja, quatro mandatos de governo atrás, ainda dos tempos do desastrado Celso Pitta, já era visto por analistas de trânsito como meramente paliativo porque não vinha acompanhado de investida na rede de transportes públicos. De lá para cá o governo (de vários partidos) só correu atrás do próprio rabo e pouco ou quase nada relevante aconteceu.

Faz, então, muito tempo que o tal rodízio de placas passou a ter outro sentido: tentar regular engarrafamentos e encher o cofre público cobrando multas de quem não tem mais paciência com invencionices da máquina de arrecadação. Naquele lobby do rodízio, dizia-se que a medida tirava da rua a fumaça de 20% da frota. Hoje o município tem 7.577.216 (dezembro), ou seja, a frota atual engoliu aqueles 20% e ainda agregou outro tanto ao total de carros nas ruas.

Agora o governo municipal anuncia que quer expandir a cobrança de multas de rodízio para corredores que estão fora da região do tal Centro Expandido, a área paulistana na qual o morador é obrigado, um dia por semana, a deixar o carro em casa e usar a ineficiente malha de transporte público para escapar dos guardas e radares –  ou gastar com táxi.

Como não conseguiu faturar mais com aumento do IPTU deste ano bem acima da inflação na marra, a prefeitura, mais uma vez, planeja avançar sobre o cidadão espalhando seus radares e agentes da CET para pegar mais gente nas malhas do rodízio além do cerco atual. Para melhorar a vida nossa de cada dia? Ah, tá!

Abandonando o lobby da qualidade do ar, desta vez o pavor oficial espalhado é o do trânsito. Pelo menos assumem, finalmente, que o mote ambiental não tem aquela importância toda na marquetagem da coisa e tratam o assunto pelo primeiro nome: gestão de engarrafamento.

Esse argumento de controle de trânsito, aliás, já aparecia lá na origem do debate, quando a CET aplicou a restrição para, em seguida, criar a nova máquina de multar. Mas ainda não era assim tão poderoso. O do ar poluído saiu na frente.

Uma década e meia depois, tempo mais do que suficiente para ação efetiva do poder público para resolver a questão dos transportes públicos na cidade, coisa que não aconteceu, voltam agora a apelar para a enganadora ferramenta do rodízio.

Montar um sistema integrado de trens, metrô e ônibus de qualidade, competente e amplo, realmente atrativo para a massa que precisa de locomoção, nem pensar.

Estender o tal rodízio em São Paulo é aprimorar a arte de ganhar dinheiro enxugando gelo no trânsito.

Até quando?

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

Linha do Tempo dos Carros em SP

1898 – registro do primeiro carro na cidade

1911 – 64 veículos

1918 – 1.977 carros

1954 – 101.010 carros

1964 – 307.120 carros

1975 – começa a cobrança da Zona Azul

1982 – 1.850.000 carros

1988 – explosão: 4.102.088 carros

1997 – surge o rodízio municipal das placas

2000 – 5 milhões de carros

2008 – 6.369.581 carros

2013 – 7.577.216 carros

.

 Fonte: Detran SP e Acervo de O Estado de São Paulo

.

 

sem comentários | comente

  • A + A -

Sai ano, entra ano, e a vida em janeiro pouco muda. Este é aquele mês duro – quando nos chegam os carnês do IPTU, IPVA. É quando milhares de famílias são forçadas a meter a mão no fundo do bolso para pagar o material escolar das crianças, como nos lembra estudo divulgado pelo Procon. É também o momento no qual a gente volta a se dar conta de que este é o país das espertices e malandragens. Sabe de quanto é a variação dos preços de um lápis, segundo o levantamento do Procon? 450%.

Paraíso dos arranjos, o Brasil ainda é a terra da insuportável, vergonhosa e cansativa rotina do “venha a nós tudo – ao vosso reino, nada”. É a sociedade do jeitinho, dos improvisos. É assim com legisladores, governos, profissionais liberais, industriais, atravessadores e, claro, com comerciantes.

Aqui o sujeito acha que pode sonegar, cobrar por fora, acrescentar o seu depois da vírgula, corromper, e até vender um lápis por quatro vezes o valor do menor preço (que já embute lucro). Tudo isso na maior mão grande.

Esse povo do comércio abusivo não está só nesse mundão do cada um por si. Na verdade, está escolado por ações oficiais, atos de autoridades que lhe aplicam uma carga tributária perversa sem lhe entregar a contrapartida do serviço público de qualidade. É a República do 171.

Dando exemplo, a autoridade usa suas maiorias legislativas, fisiológicas, para aprovar o avanço de suas garras sobre a renda do contribuinte. De cima a baixo.

O governo federal, numa ponta, crava as unhas na produção; na outra, não reajusta, por exemplo, as tabelas do Imposto de Renda – e mantém o torniquete compulsório nos salários.

Anos atrás, a Previdência Social deu golpe em milhões e milhões de pessoas com o tal do fator previdenciário, artimanha das planilhas de custos tucanas que tira dinheiro da carteira do pessoal do dominó para fazer superávit primário em Brasília e sustentar a orgia na fábrica de cabides da máquina pública, política de corrosão de renda mantida intacta pelo lulopetismo-peemedebista.

Hoje o quadro é outro, as taxas de desemprego despencaram, a base de Carteiras de Trabalho assinadas, portanto, é bem mais larga, mas a maldade inventada nos anos 90, que sangra os caraminguás mensais dos aposentados, permanece. É dinheiro de sonhado bem-estar social que vai sumindo no ralo de governos…

Em São Paulo, a terra de altos preços dos pedágios das estradas cedidas pelo projeto tucano à consórcios privados e de congeladas alíquotas do ICMS, caça-níqueis estaduais que enchem cofres públicos e (alguns) privados, a vida segue a lógica sugadora da recente tentativa municipal da capital de um aumento do IPTU três vezes maior do que a taxa da inflação anual, obra de petistas com votos até de seus ex-inimigos políticos malufistas.

Está tudo aí, reduzindo renda e atrapalhando a vida do eleitor.

O administrador público (petista, tucano, peemedebista, e outros) só sabe trabalhar com ferramentas que mutilam a renda suada de quem trabalha e produz. Sem vergonha nem culpa. E justifica que está dentro da lei. E está. O esquema legislador brasileiro criou-lhes a proteção. Desonerar a sociedade, eliminar impostos, são coisa de herege.

No caso da prefeitura, o novo eleito pode, assim que assume o cargo, rever a planta genérica de valores da cidade, base para cálculo do IPTU. Assim, arma seu orçamento para o segundo ano de mandato. E manda conta para o morador. Tudo na maior legalidade. Azar é do contribuinte. Que se vire!

Pois a folhinha na parede foi trocada, está lá agora o 2014.

Quem sabe aquele “pouco muda” (lá da primeira linha) possa representar um alento, um começo. Pelo menos neste janeiro, alguns brasileiros (os paulistanos) estão livres do danoso “me dei bem com o dinheiro dos outros”.

Com o tempo, prega a fé nos humanos, talvez essa pontinha de lucidez que impediu o aumento abusivo de um imposto ajude no fim desse hábito, público e privado, de tomar mais e mais dinheiro do cidadão sem lhe fornecer produto e serviço justos.

Quem sabe se não se pode começar por aí a desentortar a boca de uma sociedade desenhada pela lei de Gérson.

E, aí, um lápis possa até ser comprado pelo preço real de um lápis. Quem sabe…

.

sem comentários | comente

  • A + A -

A prefeitura de São Paulo está mudando a regra de reajuste dos contratos de fornecedores alegando que os índices de correção devem ser só os da inflação. Isso já ocorre com outras prefeituras grandes. Ok.

Dinheiro público não deve mesmo ser gasto sem controle. Deve ser administrado com rigor, de acordo com as “boas práticas de compras”, como dizem na prefeitura, sem privilégios, em favor do bem comum, da sociedade, não de grupelhos.

E os administradores estão jogando pesado! Se o fornecedor não topar o novo modelo de reajuste, este que usa somente a inflação, tá fora do negócio no final do contrato.

Será punido. O contrato não será renovado. É ameaça de represália, uma clara forma de pressão.

Interessante é que este critério de reajuste (repasse somente da inflação), decretado em abril, foi totalmente esquecido quando a prefeitura quis aplicar 20% de aumento no IPTU, três vezes mais do que o índice da inflação… Felizmente, a Justiça, agora no final do ano, barrou a malandragem, que tinha a ajuda da maioria dos vereadores.

É uma prefeitura que paga com mãozinha mas quer cobrar com mãozorra!

Caso voltem com essa conversa fiada de aumentar o IPTU acima da inflação em 2015 (porque blábláblá e blábláblá), como cogitam, o contribuinte-eleitor poderá aplicar neles, logo no ano seguinte, o mesmo recurso que usam agora nos fornecedores: não renovar-lhes o contrato, digo, o mandato.

Democraticamente!

sem comentários | comente

  • A + A -

Arquivo

TODOS OS BLOGS