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Blog da Garoa

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), articulado com uma base de vereadores que contou até com antipetistas Conte Lopes (PTB) e Wadih Mutran (PP), aplicou aumento real de 14% na conta do IPTU de moradores de muitos bairros. Na periferia, claro, como seus antecessores, o prefeito faz demagogia com descontos e isenções. Eles não entregam serviço público de qualidade, é tudo meia-boca, mas também não cobram – e estamos quites!

Mas no centro expandido, não. Aí obriga o contribuinte a engolir o sapo inflado alegando aumento extra do imposto por conta da valorização imobiliária (da qual se beneficia quem transforma imóvel em dinheiro, não quem o usa para morar!).

Quando o carnê do Zaqueu paulistano chegar, em 2014, o incômodo que cada contribuinte esfaqueado vai sentir ao engolir o batráquio – atravessado -, poderá ser, por assim dizer, democraticamente devolvido.

Outubro, o último mês para pagar parcelas do IPTU (com aumento), será o mês da eleição presidencial. E o nome de Dilma, a candidata do coletor do impostos, deve aparecer no guichê do voto. Boa hora para descontar a promissória.

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Vereadores de São Paulo aprovaram nesta terça-feira, 29, finalzinho da noite, às pressas, um aumento da conta do IPTU de paulistanos que vai até 20% para milhares de moradores. A partir de janeiro começam a chegar os carnês com a cobrança, que para muita gente é de três vezes a taxa da inflação. Dinheiro para o cofre da Prefeitura de Fernando Haddad gastar, dizem, com transporte coletivo. E ele ainda diz que pagará o imposto “com alegria“!

Eu, contribuinte, obrigado a pagar o aumento que eles decidiram me aplicar para engordar um cofre que já conta com R$ 50 bi para administrar, não!

Pagarei cada parcela com tristeza. Pagarei protestando e maldizendo a cada um que votou a favor do aumento. Toda vez que for ao banco em 2014, para pagar IPTU com esse aumento, vou me lembrar do prefeito e de cada um desses vereadores!

Abaixo, a lista da votação.

Vereadores que votaram a favor do aumento do IPTU em São Paulo.

Ricardo Teixeira (PV)

Conte Lopes (PTB)

Marquito (PTB)

Paulo Frange (PTB)

Alessandro Guerra dos Santos (PT)

Alfredinho (PT)

Arselino Tatto (PT)

Jair Tatto (PT)

José Américo (PT)

Juliana Cardoso (PT)

Nabil Bonduki (PT)

Paulo Fiorilo (PT)

Paulo Batista dos Reis (PT)

Senival Moura (PT)

Vavá dos Transportes (PT)

Ari Friedenbach (PROS)

Noemi Nonato (PROS)

Dr. Calvo (PMDB)

George Hato (PMDB)

Ricardo Nunes (PMDB)

Nelo Rodolfo (PMDB)

Atílio Francisco (PRB)

Jean Madeira (PRB)

Souza Santos (PSD)

Milton Leite (DEM)

Pastor Edemilson Chaves (PP)

Wadih Mutran (PP)

Laércio Benko (PHS)

Orlando Silva (PCdoB)

Vereadores que votaram contra o aumento do IPTU.

Dalton Silvano (PV)

Gilberto Natalini (PV)

Roberto Tripoli (PV)

Adilson Amadeu (PTB)

Andrea Matarazzo (PSDB)

Aurélio Nomura (PSDB)

Claudinho de Souza (PSDB)

Coronel Telhada (PSDB)

Eduardo Tuma (PSDB)

Floriano Pesaro (PSDB)

Gilson Barreto (PSDB)

Mario Covas Neto (PSDB)

Patrícia Bezerra (PSDB)

Masataka Ota (PROS)

Aurélio Miguel (PR)

Toninho Paiva (PR)

Antônio Goulart (PSD)

Coronel Camilo (PSD)

David Soares (PSD)

Edir Sales (PSD)

José Police Neto (PSD)

Marco Aurélio Cunha (PSD)

Marta Costa (PSD)

Sandra Tadeu (DEM)

Ricardo Young (PPS)

Toninho Vespoli (PSOL)

 

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Os jurados do Prêmio Esso de Jornalismo da próxima temporada terão vida fácil quando forem olhar as melhores fotos publicadas nos jornais brasileiros em 2013. A fotografia de Nelson Antoine, que ilustra as capas de Estado e Folha deste sábado, 26, já é favorita! A imagem é o resumo do descontrole na relação estado-cidadão que vivemos desde junho e que resultou na onda de protestos violentos que assola o país e populariza os métodos violentos dos black blocs. O Estado, que chefia as polícias, vive perdido em sua política de comando. Perdido antes, quando reagiu com violência exagerada; perdido depois, quando não contém os quebra-quebras pelas ruas.

O sensacional retrato feito por Nelson Antoine mostra um mascarado dos black blocs quebrando a cabeça do coronel Reynaldo Rossi, espancado com uma chapa de aço na noite de ontem durante manifestação do Movimento Passe Livre no Centro de São Paulo. O coronel é profissional preparado para negociar. Consciente de sua condição, mantém o controle mesmo sendo atacado. O negociador apanha porque os mascarados não querem conversar, o intento deles é confrontar. A cena mostra que Rossi, mesmo ferido, não reage à agressão. A reportagem da Folha informa que, ferido, Rossi ainda grita para manter a calma da tropa sob seu comando.

Para a PM essa imagem do negociador diante da intolerância do agressor significa uma vitória. A corporação sofreu desgaste quando surrou indiscriminadamente quem estava nas ruas numa noite de junho, reagindo contra o espancamento de outro policial. Internamente, no entanto, a foto pode provocar outra reação: raiva, como da vez anterior. O próximo confronto será revelador do rumo que essa batalha tomará.

Nelson Antoine fez um retrato do Brasil.

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Há exatos 4 anos uma entrevista do urbanista Benedito Lima de Toledo para o Blog da Garoa, que acabava de nascer, analisava São Paulo. O tempo passou. Mas os argumentos do professor de urbanismo da USP, uma autoridade na história da cidade, que para ele é uma “megalópole” e se reescreve como num palimpsesto, permanecem atuais e reveladores.

A entrevista com uma referência da formação paulistana marcava o início do Blog. E a ferramenta da web, à época uma inovação em conteúdo no site, claro, como a cidade do pensador, também se transformou. Além dos assuntos refrescados pela saudosa garoa que outrora banhou piques, becos, várzeas e, mais tarde, bondes puxados por burros e cracolândias, recebe também temas que preocupam a convivência urbana bem além das fronteiras do Jaraguá.

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A Prefeitura de São Paulo decidiu rever o aumento no IPTU na cidade anunciado outro dia pelo prefeito Fernando Haddad. Marketagem e demagogia, como a tal ideia de ir trabalhar de ônibus. Baixar o aumento de 30% para 20% para moradores é enrolação. É aquela coisa da criação de dificuldades para, depois, tentar faturar com (enganadora) facilidade. A inflação oficial está nos 5,8% (Relatório Focus, Banco Central, 14/10) e a prefeitura quer aplicar no contribuinte três vezes isso de aumento na conta. Haddad só tira o bode que ele mesmo colocou na sala. Mas a fedentina permanece.

Para quem mora nas áreas nas quais Haddad planeja a extorsão que será entregue pelos Correios a partir de janeiro a medida é revoltante. Esse negócio de política de compensação para os transportes públicos, para atender aos tais clamores de junho, é muito bonito lá para os planos políticos do ex-ministro petista que ocupa cadeira de gerente paulistano bombado por Lula e Dilma Rousseff. Mas não para o bolso do desgraçado do contribuinte.

Vincular o financiamento do sistema de ônibus ao dinheiro suado do morador já é coisa de doido! Os empresários de ônibus, com faturamento garantido, riem nas garagens. O absurdo é ainda maior quando se trata de imputar ao infeliz paulistano extorquido, que usa imóvel como moradia (proprietário ou inquilino), um imposto diretamente relacionado com a valorização de mercado imobiliário.

Perguntinha: o que tem o paulistano comum a ver com a exploração dos terrenos do bairro? O que um cidadão tem a ver com os que ganham dinheiro com a construção civil? Morador não vive da especulação. Morador compra imóvel para morar.

Com um orçamento de mais de R$ 50 bilhões na mão para 2014, dos quais R$ 41,5 bilhões são de impostos, taxas e transferências para atividades correntes (Receitas Correntes), um “crescimento de 13,5% face o orçamento de 2013″, o prefeito petista ainda quer cravar mais um prego na testa do contribuinte.

Aí é fácil. Se você não consegue administrar esse montão de imposto arrecadado de forma a melhorar os transportes, mande a conta para o infeliz que rala todo dia numa cidade violenta, desigual, insana e coalhada de exemplos de falta de competência na gestão – e que já é penalizado por uma carga tributária que suga a renda de seu bolso para o cofre da autoridade.

Há gente com descontos e isenções nas periferias? Sim, claro. Outra petista, Marta Suplicy, quando governou a cidade (2000-2004) tinha orçamento cinco vezes menor e também fazia isso. A prefeitura não está aí a fazer nenhum favor. Há muito tempo que nas periferias de São Paulo o poder público não entrega o serviço público compatível com a tão ciosa tarefa de cobrar – não só o IPTU, mas também ISS e taxa e mais taxa. Foi assim também com a dupla José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (PSD), que também fizeram demagogia com as isenções e em cujas administrações os arredores pouco ou nada mudaram.

Basta visitar a Brasilândia, o Campo Limpo, ou tantas outras regiões absurdamente abandonadas há tantos anos, para ver o tamanho da ausência dessa gente na hora de cumprir a parte deles no trato democrático. Como disse um velho professor de urbanismo, aqui mesmo no blog, o que falta para São Paulo é uma visão de estadista, alguém desprovido de interesses partidários miúdos (ou graúdos?). Um “estadista” para gastar com competência os R$ 50 bilhões colocados à disposição dos esfomeados de plantão.

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Fátima Yanomami, 47 anos, mulher do líder indígena Davi Kopenawa Yanomami, foi transferida da UTI para um quarto do Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista, depois de ter sido operada no sábado pela manhã de um tumor na cabeça. A cirurgia durou 4 horas. Fátima havia passado duas semanas hospitalizada aguardando o tratamento. Familiares e amigos chegaram a pedir a transferência dela para hospitais de São Paulo.

Na semana passada, o filho do casal, Dario Yanomami, contou que a mãe aguardava a chegada a Boa Vista de um aparelho que seria alugado pelos médicos para a cirurgia. Os médicos da equipe não comentam o caso. No começo da noite desta segunda, 7, Fátima foi acomodada no quarto 103 do Bloco A do HGR. “Ela já falou e deu um sorriso”, afirmou uma visitante que esteve no hospital.

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O debate sobre a saúde no Brasil ganhou força com o programa Mais Médicos para comunidades distantes dos grandes centros e que sofrem com a falta de atendimento no sistema público. Mas a situação do setor, claro, é muito mais grave. Em Boa Vista, Roraima, por exemplo, médicos tentam alugar às pressas um equipamentos de cirurgia neurológica na tentativa de tratar Fátima Yanomami, de 47 anos, mulher do líder indígena Davi Kopenawa Yanomami.

Fátima tem diagnóstico de tumor na cabeça e precisa de atendimento de urgência. Ela está internada há duas semanas no Hospital Geral de Roraima, na capital do Estado, aguardando cirurgia no Bloco A do HGR. “Minha mãe às vezes fala, às vezes fica muda, e nervosa”, disse ontem Dario Yanomami, de 30 anos, filho do casal, que acompanha o tratamento da mãe. “Os médicos estão tentando alugar um aparelho para fazer a cirurgia aqui mesmo em Boa Vista”, contou Dario.

Dias atrás a família chegou a pensar em uma transferência de Fátima para São Paulo. Amigos da família reclamam da demora no atendimento dizendo que Fátima ficou em uma cadeira de corredor à espera de quarto no hospital, e que precisaria de transporte em avião-ambulância para ser transportada para São Paulo.

No dia 27, duas passagens aéreas foram emitidas pelo setor de Saúde Indígena do Ministério da Saúde para Fátima e uma acompanhante. Mas a paciente não pode enfrentar o voo de carreira que no dia 28 saiu às 2h40 de Boa Vista, com escala em Manaus, rumo a São Paulo.

A alternativa da equipe médica então foi correr atrás da “importação” de um equipamento necessário para operar Fátima em Boa Vista, inexistente no hospital. “Ela agora já está no quarto, e bem atendida pelos médicos”, explicou o filho. “Quando o equipamento chegar, eles vão avisar a gente”, disse.

Segundo uma acompanhante de Fátima, ontem pela manhã a situação da saúde dela era estável. “Ela me reconheceu hoje”, disse a mulher. “Mas ela tem momentos de desmaio”, completou. Os médicos não falam sobre o tratamento. O neurocirurgião Fabrício Almeida, que cuida de Fátima, não quis comentar o caso.

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