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Blog da Garoa

Gostas de fado? Gostas de tango? Gostas de Cristina Branco? Pois…

Vem aí, no dia 10 de junho, Data Nacional de Portugal, segundo dica do pessoal da Casa de Portugal, a cantora Cristina Branco, fadista de bela voz que também interpreta tangos, como “Anclao en Paris”, de disco “Não há só tango em Paris”, gravado em 2011.

Cristina Branco faz turnê que inclui também Brasília e Buenos Aires, de 10 a 14. Em São Paulo, será ouvida no domingo, fim de tarde (18h), na festa portuguesa.

 ”Se o céu não estivesse desta cor

e houvesse menos gente ao pé de mim…”

 Curta um pouquinho de Cristina no site.

A Casa de Portugal de São Paulo fica na Avenida da Liberdade, 602.

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No próximo dia 24 de agosto completam-se 130 anos da morte do abolicionista Luiz Gama, ex-escravo, libertador de negros que, na sua época, eram submetidos à indignidade da escravidão por uma sociedade que se permitia conviver com venda de seres humanos. Há trabalhos acadêmicos importantes lembrando desse personagem paulistano, alguns já citados aqui no Garoa.

Mas agora, com a abertura do Acervo do Estado à pesquisa pública, na web, pode-se conhecer com mais facilidades detalhes da personalidade desse homem que se fez livre após ter sido vendido pelo próprio pai, um branco europeu, a comerciantes de escravos do Rio – que o repassaram para uma fazenda em São Paulo.

Luiz Gama advogou para escravos fugitivos depois de frequentar aulas de Direito no Largo São Francisco. Não chegou a formar-se advogado. As condições de vida da época não lhe pertiram atingir tal distinção no curso. Porém passou a atuar como rábula na defesa de casos envolvendo escravidão. E se tansformou também em escritor e jornalista, tendo participado da história inicial do próprio Estado, como, aliás, aparece quando o jornal noticia a abolição em 1888.

No texto em destaque, localizado entre a enorme contribuição do Estado à memória do País, há um pouco do homem que em um tempo de absoluta violência contra direitos humanos se rebelou e chegou a ter em casa, em São Paulo, “80 escravos, e os escondia de seus senhores”. Abaixo, reprodução de página publicada em 14 de  maio de 1895 de O Estado de S.Paulo, que pode ser localizada no Acervo pela busca do verbete “Luiz Gama”.

Luiz Gama está enterrado no Cemitério da Consolação, bem perto do túmulo da Marquesa de Santos, também figura relevante da cultura brasileira do Século 19.

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O Corinthians está a dois passos de um título desejado como a redenção para milhões e milhões. Ser campeão da Libertadores! E vai jogar tudo numa batalha contra o que há de mais alegre no futebol mundial, depois do Barcelona, que é o time do Neymar. Grandes momentos do futebol!

Não sou corintiano, nem santista. Mas gosto de futebol de artistas (como Neymar) e, depois, de jogo competente, como o do time do Itaquerão. Em seus jogos sempre há motivos para emoção. Vê-los juntos, na mesma grama, vai ser um espetáculo – ainda mais com a tarefa que cada um deles tem a cumprir.

O Corinthians à espera da consagração ali adiante contra o chilenos da La U ou o lendário e temido Boca. E o Santos, igualmente mirando los hermanos, por ter a chance de ver o jovem Neymar repetir conquistas do Rei Pelé em 1963. Será uma epopeia esportiva, sem dúvida, coisa para reis, gênios e craques.

Com tudo isso acontecendo não há como, nos últimos dias, não lembrar de uma saudosa figura, o Daniel Piza. Corintiano, vibrava ao ouvir o “bando de locos” do Pacaembu. Na dele, era um craque, como o amigo Ronaldo Fenômeno – com quem gostava de conversar sobre bola e filosofia.

Daniel, certamente, vai acompanhar tudo e festejar, qualquer que seja o resultado deste especial momento do futebol, em boa companhia… com outro gênio – da bola e da existência -, o Dr. Sócrates.

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Depois de perder 45 minutos dentro de um táxi e de ter de pagar R$ 36,80 por uma corrida de R$ 17, R$ 18, na região da Vergueiro, Zona Sul de São Paulo, no começo da tarde – vivendo uma irritação que certamente passou pela cabeça de, digamos, pelo menos 5/6 milhões de paulistanos que precisam de transporte para se deslocar na cidade -, fica a incômoda sensação de estar, mais uma vez, sendo enganado. E vem a vontade de abandonar a cidade, ir morar em qualquer outro lugar. Horas de uma greve de Metrô e trens e a manhã de sol se transforma numa enrascada!

Culpa de quem? Culpa do fracasso nas negociações do poder público estadual com os metroviários. O administrador público e o sindicato não se entendem no escritório por conta de acertos salariais e benefícios e o resto da massa (milhões), que já passa sufoco todo dia, paga a conta nos pontos de ônibus, nas estações de Metrô e CPTM, nos carros engarrafados, ou caminhando horas a pé na rua.

Quando um contribuinte infringe qualquer regra de convivência, com as quais muitas vezes nem concorda, é obrigado a pagar multas – além de arcar com os altíssimos impostos do dia a dia. É assim na democracia, argumentam. Tudo bem. Mas e na hora da contrapartida? Vale só o venha a nós? Ao vosso reino, nada?

Diga aí quem, em São Paulo, não caiu na farra da arrecadação no trânsito, dos seus radares marotos, de suas normas ultrapassadas, seu rodízio de placas que beira a extorsão? O rodízio de placas de carros desde sempre é a simples transferência do custo da incompetência dos governos da cidade (Gilberto Kassab e seus antecessores, entre eles os que estão hoje novamente em campanha – PT de Fernando Haddad e PSDB de José Serra) em planejar normas efetivas de controle de poluentes. Incapazes no serviço, mas empossados, claro, suas trupes de burocratas, com o aval dos chefes, usam a via mais fácil: mandam a conta para o modo de vida e o bolso do contribuinte.

É um absurdo que se conviva com isso há tanto tempo na cidade e não se veja que não se trata de outra coisa que não seja fazer a população pagar pela incompetência de décadas na administração pública em criar alternativas efetivas de se livrar da fumaça dos carros com obras de estrutura viária, transportes públicos eficientes e políticas de desconcentração demográfica. A fumaça, aliás, basta haver uma seca, continua sendo vista no horizonte da cidade.

Para terminar: de quem eu cobro pelo custo adicional de hoje (e nem vou falar nos demais dias preso no trânsito)? Com quem se fala lá na Secretaria da Fazenda para que devolvam o gasto que milhões de pessoas tiveram  com uma crise no transporte que o administrador não administrou?

(Texto publicado no Estadão Noite no iPad, edição de 23/05)

 

 

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20.maio.2012 03:37:13

Acervo na web, um golaço!

Há uma afirmação muito comum no Brasil que é: “Brasileiro não tem memória”. Muito disso se deve àquele sentimento de “país do futuro”, um futuro que nunca chegava – e se você estava preocupado em olhar para a frente ficava, de certa forma, difícil de ver atrás. Mas o futuro chegou.

E chegou bombado pela internet, a rede que revoluciona hábitos, cria rapidamente fortunas como a dos bilionários Mark Zuckerberg, do Facebook, do visionário Steve Jobs, da Apple. Hoje a gente não sabe mais como é que se pode viver tanto tempo sem laptops, tablets, smartphones e penduricalhos como URLs, APPs, servidores, roteadores, sites, blogs -  coisas engendradas por nerds  e doidos do mundo de silício na Califórnia.

Pois, eu garanto: o futuro é agora, e brasileiros têm sim memória. E boa memória! Pergunte ao jornalista Edmundo Leite, um craque dos conteúdos na web, que dirige o Acervo de O Estado de S.Paulo, o preservado “arquivo” do jornal, ambiente carregado de história. Edmundo e seu pessoal acabam de concluir um dos mais importantes trabalhos em favor da memória nacional. Estão colocando na internet os 137 anos de publicações no jornal. Cada página!

É uma coisa fantástica! Um golaço! Não há no Brasil nenhuma iniciativa deste porte em se tratando de jornal. É uma centenária trajetória jornalística todinha na rede. O Acervo do Estado será lançado oficialmente na quarta-feira, 23, com a festança que lhe é muito justa. E a turma do Edmundo merece um 10 pelo que está oferecendo.

O professor Carlos Fico, da UFRJ, historiador, com quem conversei a respeito na sexta-feira, disse que é uma “contribuição com o País”. Tem razão. Na conversa que tivemos ele afirmou ainda: “Imagine um professor em sala de aula poder abrir as páginas do jornal e discutir com seus alunos os fatos ali noticiados?” Desde 1875! Quando ainda se vendia gente como escravo!

Fiquei imaginando um primo meu, Diogo Santos Silva, dedicado professor de história de São Paulo, navegando com seus alunos pelos acontecimentos do passado nas páginas digitalizadas do Estado. Ele, como todos os amantes da memória, da história, vai pirar.

Vai encontrar o registro diário de um mundo. Vai poder ver como se forjou um povo meio Friedenreich, a fascinante figura do futebol do começo do Século 20. E descobrir, além das guerras, crises, política, censura, economia e cultura, os ancestrais dos relatos “minuto a minuto”  de jogos que lemos hoje nos sites esportivos. Como aquele que garimpei em 2010, em páginas de 30 de maio 1919  do Estado, pesquisando ainda naqueles cadernões em papel amarelado.

 ”Goal” de Friedenreich … 16,53 do primeiro tempo”.

Agora toda essa memória, como o “goal” do craque meio-alemão-meio-brasileiro contra o Uruguai, está na rede!

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