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Quem Faz

PABLO PEREIRA. Formado pela PUC-RS em 1986, é jornalista do Estadão desde 2007. Foi Editor Executivo de O Estado de S.Paulo, do Jornal da Tarde e do estadão.com.br. Master em Jornalismo Digital pelo Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS), é repórter especial.

quarta-feira 29/02/12

O jogo pesado das relações internacionais

Vernon Walter com Jacqueline Kennedy no aeroporto de Roma, em 1961/Foto: Reprodução

O episódio da suspensão da compra dos aviões da Embraer pelos EUA, com as pressões políticas internas norte-americanas batendo direto no Brasil, lembrou-me a leitura do livro “Missões Silenciosas” (Bibliex, 1986), do general Vernon Walters, que foi adido militar de Washington no Rio no início dos anos 60. Então coronel, Walters, que era amigo do presidente Castello Branco, com quem servira na Segunda Guerra, recebeu uma mensagem escrita de Washington ...

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domingo 26/02/12

As delícias de Rosa e Rose

Outro dia, andei metido com uma leitura deliciosa: dois livros sobre culinária. Um, em português, "Machado de Assis relíquias culinárias", da pesquisadora Rosa Belluzzo, verdadeiro documento sobre o gosto brasileiro do Século 19, com comidas assim: leitoa de leite à pururuca, bacalhau à lagareira, rabanada, sorvete de pitanga, quindins e pudim de laranja. Outro, em inglês, da norte-americana Rose Neeleman, com receitas de pão de queijo, cuzcuz, bolinho de arroz e - pudim de laranja! Com as delícias de Machado, editado ...

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terça-feira 21/02/12

Mangueira muda o Carnaval – e a gente

  Curtir um gol de um filho na quadra do colégio, assistir ao time ganhar do Barcelona no Mundial, saber que um amigo se deu bem ou ver a Sapucaí inteira cantar um samba no silêncio de uma bateria nota 10. São grandes momentos da vida, às vezes prosaicos, mas inesquecíveis. Acontecimentos que viram marcas e provocam mudanças na nobre arte de viver. Na madrugada desta terça-feira de Carnaval, a turma da Mangueira criou uma dessas maravilhosas homenagens à emoção: fez milhares ...

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sábado 04/02/12

Passeios de sábado!

O ministro entrou no supermercado dos Jardins acompanhado por seu escudeiro, que de terno e gravata caminhava sempre um passo atrás do chefe. Percorreram os corredores lotados de gente sofisticada às compras no sábado pela manhã.

Eram figuras ímpares naquele ambiente informal. Com a longa barba grisalha, terno cinza-chumbo e uma bengala, seguido pelo homem de preto, o ministro chamava a atenção.

Caminharam pelo corredor das massas até a seção das verduras, diante da padaria. Senhoras distintas  e homens de fino trato andavam vagarosos com seus carrinhos por entre as gôndolas de croissants, bolos, rocamboles e geleias de damascos e mirtilos.

Foi quando o escudeiro alertou o homem de bengala sobre a presença de uma senhora, morena, famosa, que estava diante da prateleira dos pães franceses.

-Onde?, perguntou o ministro.

-Atrás do senhor, disse o homem de preto, olhando a morena de soslaio. É ela!

O ministro, então, aproximou-se. A moça mexia num balaio de belas baguetes. Ao lado da elegante mulher, o ministro grandalhão esbarrou no cesto e um pão caiu-lhes aos pés. Gentil, notando o imprevisto e a ilustre bengala, ela abaixou-se prontamente para apanhar o pacote.

-Olá! Tudo bem? disse o ministro, que também se curvara.

-Olá, respondeu ela, com um sorriso (e o pão na mão).

-Ontem mesmo pensei na senhora, emendou o ministro…

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