Morreu dona Zica Bergami, informam Edmundo Leite e Bia Rodrigues. É uma belezinha ouvir sua voz de vovó a cantar as marchinhas de seu tempo. Dona Zica é uma das figuras marcantes de uma São Paulo de outrora – aqui, com o devido pedido de licença para uso da expressão de Paulo Cursino de Moura -, que ainda resiste em muitos bairros. Parte da criação de dona Zica foi recuperada em disco pela cantora Zezé Freitas, numa simpática homenagem. Belo trabalho de Zezé Freitas. A missa de dona Zica, lembra o texto de Edmundo e Bia, será na segunda-feira, 25, às 19h. O céu terá lindos saraus.
Fiquei sabendo pelo rádio – só podia ser pelo rádio! - da morte de Reali Jr em São Paulo. Reali era daqueles gigantes do jornalismo que muitos olharam com admiração e ouviram com devoção. Eu fui um deles. Nunca estive pessoalmente com ele, infelizmente. Tenho amigos que privaram de sua companhia, em São Paulo e Paris, e que hoje estão de luto – como está a profissão. Eu o ouvia religiosamente no rádio, bem cedinho, na Jovem Pan. E quem gosta de ouvir rádio conhece dessa magia. Recentemente, li seu livro Às Margens do Sena (Ediouro, 2007). É um depoimento a Gianni Carta, uma aula de jornalismo – e de história.
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