A cada dia que passa entendo mais as razões por este lugar ser um dos dez destinos mais procurados pelos turistas no Mundo. O clima de montanha e o de praia se fundem num mesmo lugar.
CampsBay, cerca de 5km distante do centro, é assim.
Camelô sul-africano vende bandeiras e vuvuzelas na Avenida Nasrec, caminho para o Soccer City, algumas horas antes da partida em que a Alemanha bateu o time de Gana por 1 a 0. As bandeiras saem por 70 rands, cerca de 10 dólares, mas se o torcedor pechinchar, o preço cai para 50 rands, o mesmo valor da vuvuzela.
Cientes de que a Eldorado teria a maior equipe de uma emissora brasileira de rádio na África do Sul, os organizadores da Copa sinalizaram a cidade de forma que pudéssemos encontrar com facilidade o nosso local de trabalho em Johanesburgo.
O IBC - International Broadcast Centre - centro das mídias eletrônicas de Johanesburgo, é um pavilhão térreo, como um grande shoping center, que abriga os estúdios dos veículos (rádios, tevês e agências) que adquiriram direitos de transmissão da Copa do Mundo Fifa de 2010. São apenas 110 estúdios de empresas de comunicação de todos os países. A Rádio Eldorado também está presente.
Desembarquei na Capital da Copa nesta segunda-feira trazendo entre outros equipamentos os adesivos que identificam o espaço de trabalho da Equipe Eldorado ESPN, neste momento histórico para a Rádio Eldorado que já traz no currículo a cobertura de três olimpíadas e que agora ingressa com força máxima em sua primeira Copa. O repórter Conrado Giulietti já havia registrado em vídeo. Agora, as imagens de nosso território, devidamente demarcado.
Narrador da Eldorado ESPN 'descansa os olhos ' no IBC
O condomínio Villa Via fica em Sundtom, bairro nobre de Johanesburgo a cerca de 30 kms do IBC. São vários blocos de três andares. Abaixo, um dos funcionários , vestindo a camisa "Bafana Bafana" da seleção da África do Sul, aspira a gelada piscina que provavelmente não será frequentada nos próximos meses.
No centro de imprensa da mídia eletrônica em Johanesburgo, as refeições têm de ser muito rápidas. A correia provocada pela aproximação da Copa sugere o fast food. Quem tiver alguns minutos a mais para almoçar, pode optar pela animada churrascaria. Os simpáticos garçons sul-africanos dançam e cantam enquanto a música de ShaKira, Waka Waka (Marche, Marche) ecoa na praça de alimentação externa do IBC.
Foi um dia bem diferente.
Queria dividir com todos vocês a alegria que senti por ser um repórter hoje.
Ao mesmo tempo, agradecer pela oportunidade de ter estado aqui.
O Zimbábue é diferente. É uma terra arrasada, como escrevi mais cedo no blog. Uma terra de gente sofrida e que hoje sorriu.
Sorriu porque viu a seleção brasileira.
Nunca mais me esquecerei do momento em que chegávamos junto com o ônibus da delegação. Os gritos, a histeria eram únicas.
Arrepiou.
Fazer parte disso foi único.
Hoje sou um ser humano melhor.
Tenho uma visão diferente do mundo em que vivemos. Ele é muito maior do que imaginamos.
Você desce no moderno aeroporto Oliver Tambo e vê tudo relacionado ao maior evento esportivo do mundo.
Nas sempre congestionadas avenidas e grandes rodovias da cidade é impossível não reparar nos anúncios envolvendo craques do futebol, especialmente Cristiano Ronaldo.
Mas, a duas semanas da abertura da Copa, Johanesburgo não parece (ainda) respirar tanto assim o clima desta competição.
O fato de só duas seleções (Austrália e Brasil) estarem por aqui é uma boa justificativa para isso.
O IBC (International Broadcast Center), onde todas os veículos de comunicação se reúnem, estava um marasmo nesta sexta-feira.
Chamam atenção também as obras por todo o lado. A promessa é de que, a partir de segunda, o tráfego fluirá melhor.