ir para o conteúdo
 • 

Patrocinado por

ARLINGTON, Estados Unidos – A 106.ª World Series terminou na noite desta segunda-feira, no Texas, e o San Francisco Giants comemora seu sexto título, o primeiro em 56 anos, assim como o primeiro jogando na cidade californiana.

O título foi de forma merecida. O Giants dominou o Rangers em todos os aspectos, sempre com frieza nas horas mais importantes, com dois jogadores eliminados ou com um arremessador sob pressão. O técnico Bruce Bochy também fez um trabalho magnífico, mexendo na rotação quando necessário, enquanto o técnico rival, Ron Washington, mostrou que, apesar de ter conhecimento, precisa de mais experiência. Errou demais na hora de mexer na equipe.

Para a próxima temporada, o cenário é imprevisível. Dificilmente Yankees e Phillies deixarão de estar entre as principais forças. A equipe de Nova York, inclusive, agora vai com força atrás do arremessador do Ranger, Cliff Lee, que está livre para negociar.

O Giants, no entanto, parece que pode ao menos repetir a final da Liga Nacional, já que demonstrou que tem uma excelente rotação de arremessadores. Apenas Jonathan Sanchez mostrou que a pressão ainda lhe afeta. Lincecum  (The Freak), Cain e Bumgarner fizeram com que a famosa rotação do Braves dos anos 90, com Maddux, Scholtz, Glavine e Avery fosse relembrada.

COISAS DA VIDA – O catcher o Rangers, Bengie Molina irá receber o anel de campeão da World Series, mesmo tendo sido derrotado, já que jogou 60 jogos justamente para o Giants, antes de ser trocado  para a equipe do Texas.

A cidade de Dallas sempre foi voltada para o futebol americano, já que sua equipe, o Cowboys, é uma das mais tradicionais da NFL. Mas este ano tudo se inverteu. Com um recorde de uma vitória e seis derrotas, o Cowboys hoje é o segundo time da cidade, pois, mesmo com a perda da World Series, o Rangers é ovacionado por todos os meios de comunicação da região, assim como pela torcida que continua a gritar “Let’s go, Rangers” pela noite afora.

Tags: , , , , , ,

Comentários (2) | comente

ARLINGTON, Estados Unidos – Leia o relato do quinto e último jogo da final do beisebol norte-americano (vencido pelo San Francisco Giants, agora campeão da MLB, por 3 a 1 sobre o Texas Rangers) clicando aqui!

Tags: , , , ,

Sem Comentários | comente

ARLINGTON, Estados Unidos – A preocupação de qualquer torcedor do Texas Rangers parece finalmente concretizada. O técnico Ron Washington simplesmente se perde quando precisa mudar os arremessadores durante o jogo.

Ele acertou ao tirar Tommy Hunter logo na quinta entrada para evitar o pior, mas errou na escolha. Novamente deixou a estrela da equipe, o jovem  Neftali Feliz, de fora. É certo que Feliz havia arremessado no jogo 3, mas poderia muito bem ajudar a equipe na sétima e oitava entradas, justamente quando o Giants anotou mais duas corridas e selou a vitória.

“Eu acho que estamos fazendo tudo certo. O problema é que eles [Giants] contaram com um ótimo arremessador hoje [Madison Bumgarner] e uma boa defesa”, disse Washington, após a derrota. Ele tem razão. Bumgarner, de apenas 21 anos, jogou como poucos arremessadores que vi em minha vida de fã de beisebol, mas era responsabilidade dele em encontrar uma solução, possivelmente com a mudança de sua rotação de rebatedores já na sexta entrada.

Em contrapartida, o técnico do Giants, Bruce Bochy, continua acertando tudo. Suas mudanças na equipe foram muito boas, deixando Huff (responsável pelas duas primeiras corridas da partida) somente com a responsabilidade de rebater, além de tirar Pat Burrell, que estava sendo um buraco na rotação de rebatedores.

O técnico, que está em sua segunda World Series, deu os créditos da vitória para Bumgarner. “Um garoto [de 21 anos] jogar do jeito que jogou, numa World Series, é demais, parecia ser o arremessador mais experiente que eu já vi na vida. Ele fez um trabalho fenomenal e nós apenas o seguimos.”

É, parece que dessa vez eu não vou queimar a língua. Nesta segunda-feira à noite veremos o que vai acontecer no jogo 5.


Madison Bumgarner, 21 anos, é canhoto e foi a estrela do Giants neste jogo 4

Tags: , , , , , ,

Sem Comentários | comente

ARLINGTON, Estados Unidos – Leia o relato do quarto jogo da final do beisebol norte-americano (vencido pelo San Francisco Giants por 4 a 0 sobre o Texas Rangers) clicando aqui!

Tags: , , , ,

Sem Comentários | comente

31.outubro.2010 00:19:37

Alguém vai queimar a língua

ARLINGTON, Estados Unidos – Se existe uma coisa que jornalista adora é queimar a língua. Perdi a conta das brincadeiras que fazemos um com o outro sobre as previsões que escrevemos, mas que nunca se concretizam. “Fulano não perde mais… Cicrano é imbatível”, sempre dizemos. As previsões furadas também são prato cheio para os leitores, que não perdoam mesmo, nem deveriam.

Pois bem, fiz a pequena embromação acima para dizer que, mesmo sabendo dos riscos, eu vou prever o seguinte: se o técnico do Rangers, Ron Washington (foto abaixo), continuar a errar nas decisões durante o jogo, sua equipe perderá a World Series. O Rangers é mais time, não tenho dúvida disso, mas Washington insiste em errar na rotação dos rebatedores, mas principalmente na utilização de seus arremessadores.

Colby Lewis estava visivelmente acabado, mas não foi substituído na sétima entrada, cedendo duas corridas, o que fez de um jogo tranqüilo uma decisão até o último strike. Washington já havia errado nos dois primeiros jogos – principalmente o segundo – quando manteve arremessadores cansados e totalmente fora de sintonia. “Eu acho que as decisões foram boas e que estamos no caminho certo. Foi uma vitória merecida e vamos pensar somente no próximo jogo”, disse o técnico ao ser justamente questionado sobre ter mantido Lewis por mais tempo que o devido.

Como escrito no título, alguém vai queimar a língua. Eu ou o Ron Washington. Minha experiência como profissional de beisebol é inexistente. Então você, amigo que lê este post, tem de dar crédito às palavras do treinador que, independente do que eu acho de suas decisões nesta World Series, fez do Rangers  – outrora chacota na MLB – um dos principais times das grandes ligas do beisebol americano.

Agora, com a vitória no jogo 3 a tendência é que a rotação original seja mantida para o jogo 4, neste domingo, ou seja, jogará Tommy Hunter e não Cliff Lee, como foi cogitado para evitar que o Giants fechasse a série em 4 jogos a 0.

Tags: , , , , ,

Sem Comentários | comente

ARLINGTON, Estados Unidos – Leia o relato do terceiro jogo da final do beisebol norte-americano (vencido pelo Texas Rangers por 4 a 2 sobre o San Francisco Giants) clicando aqui!

Tags: , , , ,

Sem Comentários | comente

ARLINGTON, Estados Unidos – A famosa campanha de uma de das principais bandeiras de cartão de crédito do mundo sempre se enquadra para descrever um fã.  Nas 3h55 que passei no avião no vôo de São Francisco e Dallas conheci dois torcedores excêntricos e dispostos a tudo para acompanhar sua equipe, o San Francisco Giants. Um deles, que ficou com o assento da janela (sim, eu estava na coluna B, ou seja, no pior tipo de assento de um AirBus 320), continuava a usar o passe de acesso dos jogos 1 e 2, disputados na Califórnia.

Ele diz que não tira os passes pendurados no pescoço nem para tomar banho para dar sorte ao Giants. “Temos que terminar o que começamos”, avisou. Sua excentricidade lhe garantiu alguns segundos de fama numa transmissão ao vivo do Canal 4 (acredito que era isso) antes do embarque. Detalhe: ele desembolsou quase US$ 20 mil dólares para garantir os ingressos para todos os jogos necessários.

Já o outro torcedor mostrou o que é amar um clube. Com seus quase 70 anos, Carl revelou que torce pelo Giants desde quando a equipe jogava em Nova York, sua cidade natal. “Eu ouvi a World Series de 1954 pelo rádio”, contou todo empolgado. “Essa é uma oportunidade que não posso perder”.

Além dos dois, o avião estava repleto de torcedores do Giants. O comissário de bordo não hesitou e, mesmo não torcendo pela equipe de São Francisco, passou a seguinte mensagem pelo rádio: “Go Giants”.

No aeroporto de Dallas, fui perguntado a respeito do meio de comunicação do qual pertenço. Quando respondi que eu sou um jornalista brasileiro, a cara de espanto tomou conta do sabatinador. Primeiro disse que não pareço com um brasileiro (gostaria de saber o que seria isso, na prática), e depois ficou maravilhado por eu ter viajado tanto tempo para acompanhar a World Series. “Você deve realmente gostar de beisebol”, disse o rapaz de uma companhia de aluguel de carros. É… Ele tem razão.

Tags: , , , ,

Sem Comentários | comente

Arquivos

Lista de Links

Blogs do Estadão