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Quem é o favorito ao título do Campeonato Brasileiro

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Quem vai brigar para não cair no Brasileirão?

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Há quatro anos participei da cobertura da Olimpíada de Pequim. Na capital chinesa, bastava pronunciar algo como ‘Baxi’ (Brasil em mandarim, com o perdão para qualquer erro de digitação) para fazer amizade com um motorista de táxi que, sorridente, logo se esforçava para dizer a palavra ‘Ronaldinho’. Era difícil para eles – saía algo como ‘ruounaldino’ – mas, era o de menos. Realmente importante era a admiração que Ronaldinho inspirava na China e a grande expectativa de vê-lo finalmente de perto, em ação.

Veio o jogo contra a Argentina em Pequim e Brasil tomou aquele sacode de deixar qualquer torcedor patriota de cabeça inchada. Messi e Agüero sobraram na partida, Ronaldinho andou em campo (totalmente apático) e o resultado final foi uma vitória por 3 a 0 para os Hermanos com direito a olé das arquibancadas além de muitas problemas para Dunga, que, felizmente para ele, havia convocado o jogador menos por vontade, mais por pressão da CBF.

Lembro que no reencontro com os taxistas após o jogo era só falar ‘Baxi’ e o sorriso que antes vinha acompanhado com a palavra Ronaldinho mudou para um tom de pergunta que, apesar das barreiras linguísticas, deixava nítida a curiosidade sobre o motivo de uma atuação tão ruim do jogador e da seleção. Na base da mímica, usava as mãos à frente da barriga para mostrar que ele estava fora de forma. E logo o motorista balançava a cabeça, em uma expressão de resignação. Fiquei uma semana nessa rotina.

Agora, quatro anos depois, Mano Menezes inclui o nome de Ronaldinho na seleção olímpica. Eu me pergunto se seria justo dar uma nova chance ao jogador ou não. Teria ele amadurecido? Poderá ser útil com líder de um grupo de jogadores bem mais jovens?

Valéria Zukeran

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Ex-futuro herói flamenguista, Deivid virou vilão da vez na Gávea ao perder, talvez, o gol mais feito do ano. Sozinho, sem goleiro, “a dois passos do paraíso”, o ataque conseguiu acerta a bola na trave após cruzamento de Leó Moura, no lance que acabou sendo decisivo para a vitória do Vasco, por 2 a 1, na semifinal da Taça Guanabara.

O lance, porém, não foi a primeira “obra-prima” do jogador no Flamengo. Deivid já desperdiçou ao menos quatro chances claríssimas de gol. Assista os outros ’micos’ do atacante:

Mas perder ‘gols feitos’ não é privilégio somente de Deivid. Outros jogadores, inclusive de fora do Brasil, também tiveram muito do que se envergonhar. Confira:

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A 18ª rodada do Brasileiro teve muitos golaços. Qual foi o mais bonito? Assista e vote.

Leandro Damião

Dagoberto

Ronaldinho Gaúcho

Qual foi o gol mais bonito da rodada?

  • Leandro Damião – Internacional (56%, 282 Votes)
  • Dagoberto – São Paulo (38%, 190 Votes)
  • Ronaldinho – Flamengo (6%, 31 Votes)

Total Voters: 503

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A Copinha não engrenou, os “reforços” do seu clube não entusiasmam: então o que fazer, antes que comecem os campeonatos regionais, quer dizer, o futebol para valer? A resposta: divertir-se, se isso for possível, com o imbróglio da contratação de Ronaldinho Gaúcho pelo Flamengo, depois de oscilar entre Grêmio, Palmeiras e até Corinthians.

Coberto de razão, Pelé disse que era indigno de uma pessoa humana, um ídolo ainda por cima, submeter-se dessa forma a um leilão. De fato. Como achar normal esse tipo de comportamento, mesmo em mundo tão mercantilizado como o nosso? É evidente que todo profissional tem o direito de exigir a máxima recompensa por seu trabalho. Mas não existiria aí certo exagero, proporcional às cifras fantásticas pleiteadas pelo Gaúcho e por seu agente-irmão, Assis? Não precisariam de jeito nenhum chegar à utopia proposta por Pelé – jogar de graça para o Grêmio, pois já teria conta bancária bem fornida, para ele e para as gerações vindouras. Ora, se existe uma coisa que os ricos nunca acham que têm demais é dinheiro. Exatamente por isso são ricos.

Ronaldinho, o bon vivant Ronaldinho, dos pagodes, dos dribles e das baladas, não seria exceção. Quer mais e mais, como qualquer pessoa em sua condição. Mas não poderia ter encontrado um meio-termo entre ética e ambição, fechando com o Grêmio para resgatar aquela antiga dívida simbólica com a torcida do seu clube de origem? Não. Para variar, o vil metal falou mais alto.

É possível que esse leilão de Ronaldinho não seja lá tão diferente de outras “negociações” envolvendo jogadores. Talvez seja apenas mais tosca e explícita, por isso nos chame a atenção. Na verdade, é até útil para tomarmos consciência daquilo em que se tornou o mundo do futebol, pelo menos este futebol profissional de alto nível, com tantos interesses econômicos implicados.

Para o bem e para o mal vivemos na era do marketing, da publicidade. Jogadores como Ronaldinho e outros do mesmo patamar valem pela imagem. Nem precisam jogar tanto assim para justificar as cifras que movimentam.

A prova é o outro Ronaldo, o Fenômeno. Chegou desacreditado ao Corinthians, fez um bom 2009 e um 2010 pífio. Apesar de alguns gols magníficos, se fôssemos julgar Ronaldo pelo critério míope do custo benefício (Quanto onera em salário? Quanto rende dentro de campo?), o resultado seria negativo. Mas esse é o cálculo errado. A conta certa é verificar quanto se gasta com o Fenômeno e quanto ele traz de volta sob forma de marketing. E, feita essa conta, o saldo será amplamente positivo, jogue bem ou mal. Ou nem jogue, se for o caso.

Com Ronaldinho, a conversa será outra. Sem problemas físicos, não há por que duvidar de que jogará bem, e com mais frequência, num futebol do nível do brasileiro atual. Cada lampejo de craque no Flamengo irá turbinar sua imagem que, por sua vez, fará tilintar a máquina de marketing montada em torno de sua figura. Bem administrada, a marca Ronaldinho Gaúcho poderá ser uma mina de ouro. Daí a disputa acirrada por ele quando, notoriamente, seu mercado na Europa estreitou-se.

Melhores do mundo
Eu pensava que o melhor do mundo seria Iniesta, pela boa Copa realizada e, em especial, pelo gol do título contra a Holanda. Mas prevaleceu o bom senso e Messi vence de novo, mesmo tendo realizado uma Copa aquém do que se esperava. Mas Messi é mesmo o melhor. Assim como a melhor do mundo no futebol feminino é Marta, com seus cinco títulos, apesar da bronca da alemã Birgit Prinz. Só não gostei do melhor gol. O do turco Altintop é belo, mas prosaico. O de Neymar é poesia pura: pensou o impossível e tornou-o possível. Europeus importam a poesia, mas não a apreciam.

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Ronaldinho Gaúcho deve acertar com qual clube?

  • Outro (36%, 1.161 Votes)
  • Grêmio (22%, 720 Votes)
  • Flamengo (22%, 711 Votes)
  • Palmeiras (20%, 622 Votes)

Total Voters: 3.214

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O peixe morre pela boca – no futebol e na política. O que uma coisa tem a ver com a outra? Muito, a começar pelas consequências de palavras tidas como desastradas. Assim como um candidato pode perder votos por uma declaração polêmica, um técnico pode dançar se disser alguma coisa apimentada, no calor de uma derrota, por exemplo. Não importa muito o teor da frase em si, mas o efeito que pode causar em outras pessoas, em especial se tirada fora do contexto em que foi dita. Dilma parece ter se complicado por declarações passadas sobre o aborto e Silas foi demitido do Flamengo por dizer que não marcava gols contra – isso no dia em que seu zagueiro havia praticado fogo amigo contra as próprias redes. Dilma vai ter de disputar o segundo turno quando tudo indicava que iria liquidar a fatura no primeiro; Silas perdeu o emprego de treinador do clube mais popular do Brasil. Quer dizer, se você é candidato a alguma coisa, ou treinador de algum time importante, ou mantém alguma posição cobiçada por outros, precisa tomar cuidado com o que diz. Muito mais do que com o que você pensa ou faz. Essa é a regra do jogo. Aparências valem muito. E palavras fazem parte do mundo das aparências.

Talvez venha daí o nosso fascínio (muito maior do que seria razoável) pelos treinadores de futebol. Ouvimos o que dizem como se fossem oráculos. Tomamos tudo o que dizem ao pé da letra e bebemos suas palavras como se nelas estivesse contido o mel da sabedoria. O reverso disso tudo é que, quando pisam na bola e dizem algo desastrado, o mundo cai sobre suas cabeças. Amplificamos o peso do que dizem – para o bem e para o mal. Daí o zelo extremo que eles passaram a ter com o que falam, cuidado muito maior do que têm com aquilo que fazem ou pensam.

Palavras podem curar. Ou matar. Ainda mais se aliadas a certas circunstâncias. Silas foi fritado na mesma fogueira que consumiu Zico, uma das poucas pessoas acima do bem e do mal do mundo do futebol, e ainda mais no Flamengo, onde foi e é ídolo maior. Caiu, tragado pela crise geral que ameaça a estrutura do atual campeão brasileiro. Aliás, o que acontece hoje no Flamengo é desafio digno de uma junta de sociólogos, filósofos e psicanalistas. É como se houvesse um desejo de abismo encravado lá no inconsciente da Gávea. Em todo caso, se tivesse calado a boca, é provável que Silas ainda estivesse por lá, apesar da má colocação do time que dirigia.

Silas foi destronado, supostamente vítima de sua declaração infeliz. Talvez repense sua carreira a partir desse mau passo e recorra à metodologia da hora no mundo do futebol – o tal “media training”. Está na moda e vários profissionais da bola a ele se submeteram. Um deles, dizem, é o santista Neymar que, enquanto não domina a técnica de falar com a imprensa, tem mantido o voto de silêncio, como se fosse um monge trapista. Quando estiver mais treinadinho, supõe-se, soltará o verbo. Mas, então, o fará com cautela, pertinência e propriedade. Afinal, vivemos no admirável mundo midiático e toda personalidade pública precisa ser adestrada na arte de se comunicar sem se comprometer. Ou seja, pronunciar um monte de palavras e, no fundo, não dizer nada.

E por que isso acontece? Porque, no futebol como na política, você tem de tomar todo o cuidado para ser anódino, neutro e opaco no que diz, já que existe sempre alguém querendo jogar suas palavras contra você mesmo. O tal do media training, a que os boleiros estão sendo submetidos, é o equivalente, no futebol, ao discurso marqueteiro que matou a troca de ideias e debates (para valer) no universo da política. Depois nos queixamos de que o mundo está ficando chato, sem examinarmos a parte de responsabilidade que nos cabe nessa monotonia sem fim.

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Jogadores do Fla lamentam bola que não entrou, como o torcedor. Wilton Junior/AE

SÃO PAULO – Corinthians 1 x 1 Palmeiras. Flamengo 0 x 0 Vasco. Atlético-MG 0 x 1 Cruzeiro. Internacional 0 x 0 Grêmio. O domingo foi de clássicos no Campeonato Brasileiro, mas faltaram gols. Míseros três em quatro duelos de estádios cheios. Mais de 50 mil no Maracanã, uma Arena do Jacaré lotada de atleticanos, um Pacaembu alviverde e o Beira-Rio à espera da decisão de quinta-feira na Copa Libertadores.

Os gols que não saíram ficam para a imaginação dos torcedores. O “e se” pode ser exemplificado de várias formas. Como no duelo paulistano, onde o atacante Ewerthon conseguiu ser flagrado em impedimento em três lances de gol – fora os pênaltis para os dois lados não marcados pelo irregular árbitro Paulo César Oliveira. No Maracanã, a baixa qualidade dos times faz os torcedores sonharem com jogos e craques que não estão mais por lá…

O futebol é ótimo porque nem sempre os clássicos, por exemplo, são os melhores. A emoção no final do Grêmio Prudente 1 x 2 Santos, com o time do oeste paulista perdendo dois pênaltis, que poderiam lhe dar um empate, é impagável. Paulo César e Róbson relembraram (com as devidas restrições) aquele Gana x Uruguai da última Copa do Mundo – para quem pôde ver, porque o SporTV absurdamente está passando videotapes nos jogos das 18h30. Outro jogo bom foi Avaí 4 x 1 Goiás, afundando o time goiano.

Aliás, afundar na crise é um problema para os técnicos Vanderlei Luxemburgo, Leão e Silas. Com seus times na zona de rebaixamento, balançam no comando, pela infeliz rotina do futebol brasileiro. Eles e seus torcedores devem ter novas emoções nos próximos dias.

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Fábio Motta/AE

Fábio Motta/AE

Com a volta de Zico ao futebol do Flamengo, cabe a lembrança: nesta terça-feira, 1, o clube comemora 30 anos do primeiro título do Campeonato Brasileiro. Assim como o Galinho de Quintino, Raul, Júnior, Andrade e Tita não fazem mais parte do elenco que ainda viria a conquistar o Mundial Interclubes. A realidade é outra e o novo diretor-executivo já avisou que “milagre ninguém faz”.

Veja também:
LINHA DO TEMPO – especial
Zico, de jogador a dirigente do Flamengo

Mas naquela final de 1980, para um Maracanã com incríveis 154.355 torcedores, um jogo cheio de alternativas. O atacante Reinaldo fez os dois gols do Atlético-MG. Nunes, duas vezes, e Zico garantiram o título para o Flamengo.

Ainda sobre sua chegada, o discurso é coerente e sem perder o quê de apaixonado pelo clube em que viveu as maiores glórias de sua carreira. Resta esperar. “O ídolo ficou para trás. Tudo que se fez, não é apagado. Mas, agora, eu começo do zero. Quero ser julgado como dirigente. O nosso tempo vai passando e a gente vive de desafios”, disse.

FLAMENGO 3
Raul; Toninho, Manguito, Marinho, Júnior; Andrade, Carpegiani (Adílio), Zico; Titã, Nunes e Júlio César.
Técnico: Cláudio Coutinho
ATLÉTICO-MG 2
João Leite; Orlando (Silvestre), Osmar, Luisinho (Geraldo), Jorge; Valença, Chicão, Toninho Cerezo, Palhinha; Pedrinho, Reinaldo e Éder.
Técnico: Procópio Cardoso
Gols: Nunes, aos 7 minutos; Reinaldo, aos 8 minutos, Zico, aos 44 minutos do 1.° tempo; Reinaldo aos 21 minutos, e Nunes, aos 37 minutos do 2.° tempo.
Árbitro: José de Assis Aragão (SP)
Público: 154.355
Estádio: Maracanã, Rio (RJ)

 

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