Quem será o campeão brasileiro de 2011?
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A 18ª rodada do Brasileiro teve muitos golaços. Qual foi o mais bonito? Assista e vote.
Leandro Damião
Dagoberto
Ronaldinho Gaúcho
Qual foi o gol mais bonito da rodada? Total Voters: 503
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No duelo contra o Corinthians, zagueiro do Botafogo Fábio Ferreira cria variação inusitada do moicano.
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Dirigentes de Santos, Palmeiras, Cruzeiro, Botafogo, Fluminense e Bahia comemoram o fato de a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ter reconhecido as conquistas da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, entre 1959 e 1970, como legítimos títulos do Campeonato Brasileiro (será que vai ter desfile em carro aberto?). No entanto, principalmente no caso dos paulistas, não percebem que podem criar um problema para os seus clubes.
Se vale apenas o que é reconhecido por entidades oficiais, o Santos acaba de dizer adeus ao bicampeonato mundial conquistado em 1962 e 1963, e o Palmeiras enterra de vez seu título mundial de 1951, a Copa Rio.
A Federação Internacional de Futebol (Fifa), que tem para o mundo o mesmo valor que a CBF tem para o Brasil, não reconhece essas conquistas como títulos mundiais – para a entidade máxima do futebol, valem apenas os torneios de 2000, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009 e 2010 (e os que acontecerem daqui em diante). O resto é tratado como Copa Intercontinental, ou seja, um enfrentamento entre o campeão sul-americano e o campeão europeu.
Mas ninguém parece estar muito preocupado com isso. Afinal, os presidentes dos clubes agraciados estão felizes porque no futuro poderão dizer que os times tiveram títulos reconhecidos em suas gestões. E sabemos que a irracionalidade de torcedor impera na cartolagem brasileira.
Agora, se os dirigentes fossem um pouco mais inteligentes, certamente não estariam preocupados com reconhecimentos de CBF ou Fifa (será que estas federações são tão mais importantes do que os clubes?).
Afinal, os títulos de 1959 e 1970 foram comemorados como conquistas nacionais? Sim, então, pronto! E a Copa Rio de 1951 e as Copas Intercontinentais de 1960 a 2004, eram comemoradas como títulos mundiais? Sim, então pronto! É isso o que vale. Não entendo como os clubes deixam tanta gente de fora ficar dando palpite em suas grandiosas histórias.
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O que a CBF pode fazer sobre os campeões da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa é reconhecê-los como título nacional. Simples assim.
Imagino que a postura será: dizer que todos são campeões nacionais, sem atribuir peso – porque isso é subjetivo, o título pode ser importante para um e não para outro, além de não podermos medirmos tecnicamente os campeonatos, etc. São torneios nacionais pré-Brasileirão, mas não são o próprio.
O reconhecimento é necessário pelo fato da CBF ser a entidade reguladora, puxando pela teoria do contrato social (aqui, um obrigado ao Marcos Guterman pelo esclarecimento!).
Afinal, a Copa do Brasil também é um título nacional, por exemplo, e não tem, teoricamente, a mesma importância da atual Série A – embora sirva para a mesma coisa: classificar um time para disputar a Copa Libertadores do ano seguinte.
E o Campeonato Brasileiro que temos atualmente não é melhor ou pior do que os torneios de antes (tinhamos campeões mundiais disputando, a situação econômica era diferente, os clubes tinham uma valorização maior, etc).
Não há um critério justo para definir isso – a não ser que alguém tenha achado uma boa fórmula para isso, e se tiver, por favor, compartilhe conosco.
É errado dizer unificar títulos, como tem sido comentado. Não há conflito com outro campeonato no mesmo período.
Portanto, a soma que parece ser a mais correta de títulos nacionais é a do quadro que coloco ao lado – e sem dar peso a estas. O que deve se dizer: sim, todos são campeões nacionais e merecem os parabéns por isso.
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O fim de ano do futebol brasileiro, que costuma servir apenas para movimentar o mercado de transferências de jogadores, pode ser de festa para alguns clubes. Palmeiras, Santos, Cruzeiro, Bahia, Fluminense e Botafogo lutam para ter reconhecidos pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) os títulos nacionais conquistados a partir de 1959 (hoje, a entidade só considera os torneios a partir de 1971, quando foi criado o atual Brasileirão), e a decisão deve sair antes do início da temporada 2011.
O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, recebeu um dossiê e um vídeo apresentado pelas seis equipes e pediu cerca de dois meses para fazer uma análise. Se as conquistas forem reconhecidas, Palmeiras e Santos passarão a ser os maiores ganhadores de campeonatos nacionais, com oito troféus. Hoje, o time alviverde tem quatro, e a equipe da Vila Belmiro dois.
O Flu saltaria de dois para três, e Cruzeiro, Botafogo e Bahia de um para dois.
Entre os outros times, São Paulo continuaria com seis títulos, contra cinco do Flamengo, quatro de Corinthians e Vasco, três do Internacional, dois do Grêmio e um de Atlético-MG, Atlético-PR, Coritiba, Guarani e Sport Recife.
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Na última coluna do ano, é praxe cumprimentar o campeão. Pois então: parabéns, Fluminense, campeão brasileiro de 2010, com honra e mérito. E não é que ouço muita gente se perguntando se o Flu era, de fato, o melhor time de 2010? Muitos acham que não: o Santos teria mais brilho, pelo menos durante algum tempo; o Inter dispõe de elenco melhor, o Corinthians seria mais sólido, o Cruzeiro jogaria mais bonito.
No campo das opiniões, tudo isso pode ser verdade. O Flu ganha o título de 2010 sem apresentar um futebol de sonho, quem há de negar? Mas a verdade é o Fluminense, mesmo sem encantar, foi o time mais regular do campeonato. Liderou durante 23 das 38 rodadas, número que fala por si. E, mesmo na reta final, conseguiu superar o visível nervosismo e fazer os pontos de que necessitava. Minha tese é a seguinte: no sistema de pontos corridos o campeão é sempre justo e legítimo, a não ser que haja uma lambança de arbitragem daquelas de arrepiar, uma roubalheira de antologia, de entrar para a História, como a que aconteceu há poucos anos. Fora isso, não existe nada que tire o mérito do campeão.
Campeão atípico porque se a matemática esportiva fosse coisa séria, o Fluminense deveria ter disputado a Segunda Divisão em 2010 e não a Primeira. Com dez rodadas para terminar o campeonato de 2009, sua possibilidade de queda era de 99%. E não é que, contra toda a estatística, o Flu, com Fred em estado de graça, foi enfileirando vitória sobre vitória, até escapar e desmoralizar a matemática?
Livrou-se do descenso para, no ano seguinte, tornar-se campeão. Não sei se no mundo existe façanha semelhante. Eu não conheço. Mas posso imaginar o que sobre essa aventura na corda bamba da impossibilidade escreveria o mais ilustre dos torcedores do tricolor carioca, o grande Nelson Rodrigues. Teceria um épico que, segundo ele, estaria já inscrito nas tábuas da lei dois mil anos antes do Gênesis.
No mundo mais terreno, outros detalhes chamaram a atenção nesta conquista do Fluminense. Uma delas, a presença de Conca, o mais confiável dos jogadores e o melhor do ano no Brasil. Um meia daqueles autênticos, capazes de encontrar os atalhos do campo e por eles fazer a bola fluir até os pés dos artilheiros. Ele próprio andou marcando gols, quando foi preciso. Ainda dizem que não define nas partidas difíceis. Mas e a regularidade, e a média alta de desempenho, não contam nada? É o craque do ano, mesmo comparado a outro argentino, Montillo, do Cruzeiro, e ao futebol vistoso de Neymar, no Santos.
Outra coisa me surpreendeu. Enquanto todos comemoravam o título, Muricy dizia que era preciso melhorar muita coisa no Fluminense; que o time desse jeito não iria longe na Libertadores e era preciso investir mais na estrutura do clube. Muricy não relaxa. Não sei se algum de vocês já teve um chefe com essa personalidade. Pode ser bem incômodo. Mas alguém com esse perfil consegue tirar o melhor de cada um e fazer a equipe funcionar em sintonia. Exigente, impõe-se pelo exemplo, pela disciplina e pelo senso de justiça. Como, além de todas essas qualidades, Muricy distinguiu-se pela honra à palavra empenhada, recusando o cargo de técnico da CBF ao não ser liberado pelo Fluminense, para mim fica sendo uma das grandes figuras esportivas do ano. Numa época de vale-tudo generalizado, Muricy mostrou que é possível dar-se bem na vida e respeitar a ética ao mesmo tempo. Não é exemplo para ser ignorado.
Férias
A bola parou e eu também. Dou um respiro de férias aos leitores, mas já marco o reencontro para 11 de janeiro de 2011, véspera do Campeonato Paulista, quando esta coluna volta à ativa. Boas festas e ótimo ano novo a todos. Até mais.
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A disputa pelo sistema de pontos corridos é como a democracia: cheia de defeitos, mas não se conhece nada melhor. A comparação é minha, mas a ideia, convém ir logo confessando, pertence a sir Winston Churchill, ex-primeiro-ministro britânico, líder da resistência à Alemanha nazista e uma das grandes personalidades do século passado. Charutão eterno à boca, Churchill, quando ouvia falar das imperfeições do regime democrático, lascava logo a frase: “A democracia de fato é o pior dos regimes possíveis, com exceção de todos os outros conhecidos.” Falou, e o que disse vale até hoje.
E eu digo tudo isso, invocando até o velho leão inglês, porque, com essa história do entrega-entrega generalizado, aves de rapina já se juntam em revoada para tentar mudar, mais uma vez, a fórmula de disputa do Brasileiro. Campeonato que, nesta reta final, está tendo tanta entrega de um time para outro que passou a ser chamado nas esquinas de “Brasileirão Delivery”. Você pede pelo telefone e o time entrega os três pontos em domicílio.
Claro que cenas como a da torcida do Palmeiras domingo em Barueri em nada contribuem para a credibilidade de um campeonato. Foi constrangedor, e o goleiro Deola, um dos poucos a honrar a gloriosa camisa do Palestra, saiu de campo chocado. Pressionado a tomar gols, era vaiado ao praticar defesas difíceis e teve até de se esquivar de copinhos d”água jogados pela própria torcida, o que parece inconcebível. Enfim, o que se tem visto em alguns campos brasileiros é a antítese do espírito esportivo.
De maneira informal, tenho conversado com amigos torcedores, todos finos, gente de cultura e, em sua maioria, favoráveis ao entrega-entrega geral. Quando digo que isso pode comprometer a própria essência da disputa, riem de mim. Como não sou moralista, sei muito bem que a argamassa a dar liga ao futebol atende pelo nome de rivalidade. Somos todos, em crianças, ensinados a amar um time e detestar outros tantos. Isso passa de pai para filho. Num mundo perfeito, seria possível palmeirense cumprimentar corintiano pelo título obtido, ou torcedor do Grêmio se alegrar com a conquista do Internacional. Ficaríamos tristes quando um rival cai para a segunda divisão e apresentaríamos nossa solidariedade aos amigos. Dizem que o grande Ciro Monteiro, Flamengo doente, não conseguia curtir direito quando seu time ganhava um Fla-Flu, porque ficava com pena dos amigos tricolores. Homem bom como Ciro nunca houve outro. É a exceção que justifica a regra.
No mundo das coisas imperfeitas, temos de levar em consideração esse impulso sádico das torcidas. Alegramo-nos com a vitória do nosso time, mas a desgraça do rival também nos enche de felicidade. Se não contasse com o amplo respaldo das torcidas, nenhum time se atreveria a entregar ou facilitar um jogo. A torcida é equivalente no futebol à opinião pública no mundo da política. O clamor das ruas, e o das arquibancadas, é temido, mesmo pelos poderosos da hora.
O problema é, mais uma vez, da humana imperfeição, que não nos deixa fazer as coisas como se deve. A culpa é dela, da nossa frágil natureza, e não do sistema de pontos corridos. Entregar jogos e facilitar partidas para atingir rivais pode ocorrer com qualquer fórmula, por exemplo na fase de classificação para os mata-matas. Não é abandonando o mais justo dos sistemas de disputa que se conseguirá mais transparência. Seria como condenar a democracia por ela produzir aberrações ocasionais.
Já que ninguém tem fórmulas ideais, que tal testar essa que anda por aí, trazendo os clássicos regionais para as rodadas finais? Desse modo, a própria rivalidade entre clubes se incumbiria de minimizar maracutaias. Talvez não seja solução definitiva. Mas, como não está em nosso alcance dar um banho de ética no planeta, acho que merece ser tentada.
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Uma rodada para o fim da Série A do Campeonato Brasileiro 2010! E o Fluminense só depende de si para ser campeão. Corinthians e Cruzeiro ficarão na torcida contra e precisam vencer seus jogos. Grêmio e Botafogo brigam pela última vaga na Copa Libertadores 2011 (isso se o Goiás não for campeão da Copa do Brasil).
Na parte de baixo da classificação, Vitória e Atlético-GO fazem um duelo direto para definir o último rebaixado (Guarani, Goiás e Grêmio Prudente já foram).
As chances na disputa na tabela abaixo são de Tristão Garcia, no site Infobola, e levam em consideração todo o retrospecto do time no campeonato (como mandante/visitante, nos últimos jogos, contra seus adversários, etc). Abaixo do time e sua pontução, estão os jogos que lhe faltam.
| Campeão | Libertadores | Rebaixamento | |||
Fluminense – 68 pontosGuarani (c) |
74% | 100% | - | ||
Corinthians – 67Goiás (f) |
13% | 100% | - | ||
Cruzeiro – 66Palmeiras (c) |
13% | 100% | - | ||
Grêmio – 60Botafogo (c) |
- | 75% | - | ||
Botafogo – 59Grêmio (f) |
- | 25% | - | ||
Atlético Paranaense – 57Avaí (c) |
- | - | - | ||
Santos – 55Flamengo (c) |
- | 100% | - | ||
Internacional – 55Grêmio Prudente (f) |
- | 100% | - | ||
São Paulo – 52Atlético-MG (c) |
- | - | - | ||
Palmeiras – 50Cruzeiro (f) |
- | - | - | ||
Ceará – 47Vasco (f) |
- | - | - | ||
Vasco – 46Ceará (c) |
- | - | - | ||
Atlético Mineiro – 45São Paulo (f) |
- | - | - | ||
Avaí – 43Atlético-PR (f) |
- | - | - | ||
| 15.º - | Flamengo – 43Santos (f) |
- | - | - | |
| 16.º - | Atlético Goianiense – 41Vitória (f) |
- | - | 48% | |
Vitória – 41Atlético-GO (c) |
- | - | 52% | ||
Guarani – 37Fluminense (f) |
- | - | 100% | ||
Goiás – 32Corinthians (c) |
- | - | 100% | ||
Grêmio Prudente – 28Internacional (c) |
- | - | 100% |
Libertadores |
Sul-Americana |
Rebaixamento | (c) casa | (f) fora | * já classificados, independente do Brasileirão
Veja a classificação completa clicando aqui.
Você pode simular a classificação da Série A clicando aqui.
E mais sobre o Campeonato Brasileiro clicando aqui.
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No Brasil, futebol não é encarado como um simples esporte. É religião. Quem torce de verdade por um time sabe do que eu estou falando. Quem nunca chorou com aquela derrota doída? Ou gritou até ficar sem voz quando a equipe foi campeã depois de passar por tanto sufoco? E qual o brasileiro fanático por bola que nunca entrou naquelas intermináveis discussões com os colegas para tentar provar, por A + B (mesmo que isso as vezes pareça impossível), que o seu clube é melhor do que o rival?
A adoração pelo nosso time é o que nos faz ser apaixonado por este jogo. Afinal, quem não torce para ninguém, não gosta de futebol. Não costuma nem ser levado a sério, é o famoso café-com-leite. Então, como é possível imaginar que alguém vá para o estádio torcer contra o próprio time? Eu jamais teria acreditado se alguém tivesse contado, mas eu infelizmente vi isso acontecer na antepenúltima e penúltima rodadas do Campeonato Brasileiro 2010.
Primeiro foi a torcida do São Paulo. Mesmo com o time na briga por uma vaga na Libertadores (competição que os são-paulinos adoram), preferiram ver a equipe levar um baile do Fluminense em Barueri – 4 a 1 – do que imaginar a possibilidade de o arquirrival Corinthians ser campeão brasileiro no ano do centenário.
Uma semana depois, também em Barueri, eis que a cena se repete, mas com a torcida do Palmeiras. E a coisa foi até pior. Dinei, que fez o gol, foi xingado, e o goleiro Deola sofreu. Por estar fazendo boas defesas, quase foi agredido (arremessaram objetos contra o atleta no campo de jogo) e deixou o gramado visivelmente decepcionado. A pressão foi tanta que o Fluminense acabou vencendo por 2 a 1, para a festa das duas torcidas.
O fato é que a Arena Barueri – aconchegante estádio na Grande São Paulo – presenciou dois dias que vão para as páginas tristes da história do futebol brasileiro. São Paulo e Palmeiras não admitem ter ‘entregado’ os jogos para o Flu, mas, pelo visto nas partidas, fica claro que as duas equipes não tinham a menor condição de vencer.
O torcedor que saiu de casa e foi até Barueri para torcer contra o próprio time não tem moral para cobrar jogadores ou diretoria no futuro. Sim, porque se pediram para perder, não podem reclamar quando a equipe não ganhar.
A rivalidade existe e é importante e boa para o futebol, mas exigir uma derrota do seu time para prejudicar o arquirrival é ridículo. Palmeirenses e são-paulinos que tomaram esta decisão provaram que são mais anticorintianos do que torcedores dos seus próprios clubes.
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