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16.setembro.2011 18:00:54

Jogo de dupla vira ponto crucial

Giuliander Carpes, enviado especial

KAZAN – O primeiro dia de confronto entre Brasil e Rússia pela repescagem da Copa Davis terminou empatado. E se confirma previsão que Bruno Soares havia feito em conversa durante a semana aqui em Kazan: o jogo de duplas vai ser crucial. Mais ainda para os brasileiros, já que Youzhny é um adversário complicado para Bellucci e Mello pode ter de decidir o vencedor do confronto contra Andreev ou algum dos duplistas russos que também são muito bons neste tipo de superfície (a escalação pode ser alterada).

É fundamental para as chances do Brasil de retornar ao Grupo Mundial aumentarem que Bruno Soares e Marcelo Mello batam Igor Kunitsyn e Dmitry Tursunov. As duplas nunca se enfrentaram, mas a brasileira tem melhor status no circuito mundial – é candidata a disputar a Masters Cup, torneio com as oito melhores formações do planeta, todo ano. Os dois brasileiros falaram ao Estado sobre a expectativa para esta partida. A escalação da dupla russa também pode sofrer alteração, mas é improvável que o capitão Shamil Tarpischev coloque Youzhny em quadra também neste sábado se ele vai ter jogo importante no domingo.

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Giuliander Carpes, enviado especial

KAZAN – A torcida brasileira em Kazan contou com um torcedor especial. O atacante Carlos Eduardo, que joga no Rubin Kazan, único time profissional da cidade e bicampeão russo, apareceu no local do confronto com a Rússia pela repescagem da Copa Davis. O jogador está há quase um ano na cidade e diz que nunca viu um brasileiro por lá. Não perderia esta oportunidade quase única.

Numa conversa bastante entusiasmada, Carlos Eduardo lamentou ter de cumprir mais três anos de contrato na equipe russa. Diz que o frio na cidade durante o inverno beira o insuportável e não consegue entender mais que três palavras em russo. Ainda tem outro risco: o clube viaja num avião Yak-42, o mesmo que caiu com um conhecido time de hóquei do país, acidente que matou 44 pessoas.

Gaúcho, o atacante, que já chegou a ser convocado por Mano Menezes para a seleção brasileira, tomou chimarrão durante os jogos, hábito completamente estranho para os russos. Também posou para foto com o número 1 da equipe brasileira, Thomaz Bellucci. As imagens são de Marcelo Ruschel, da Poa Press.

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15.setembro.2011 19:00:57

Kazan, um belo passeio

Giuliander Carpes, enviado especial

KAZAN – Quando a Federação Russia de Tênis anunciou a cidade de Kazan, a 800 quilômetros de Moscou, como sede do confronto pelo Grupo Mundial da Copa Davis, a equipe brasileira logo pensou no transtorno que seria a logística de chegar na cidade e também duvidou que seria bem recebida. As incertezas logo foram dirimidas.

Realmente não é nada fácil chegar a Kazan. A delegação partiu de São Paulo às 18h30 de quinta-feira da semana passada e só chegou às 3h30 de sábado (21h30 de sexta-feira em Brasília). Foram 27 horas de viagem, que contou com uma espera de 10 horas no aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, local da conexão. Mas o esforço até que compensou.

A estrutura do hotel e da Academia de Tênis de Kazan são ótimas e os russos receberam os brasileiros muito bem. Para completar, Kazan não é o fim de mundo que se esperava. A cidade é considerada a capital dos esportes da Rússia. Além disso, tem algumas atrações turísticas como o seu Kremlin, tombado pelo Patrimônio Histórico da Humanidade. Trata-se de uma construção medieval à beira do Rio Volga de onde a cidade se desenvolveu. A delegação brasileira teve tempo de passear por lá. Os tenistas gostaram especialmente da mesquita, a grande atração do lugar. Thomaz Bellucci foi o único que não viu. Preferiu ficar no hotel. Perdeu.

As fotos são cortesia do excelente Marcelo Ruschel, da Poa Press, agência contratada pela Confederação Brasileira de Tênis (CBT).

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Giuliander Carpes, enviado especial

KAZAN – A surpresa que os russos fizeram ao colocar Igor Andreev como número 2 da equipe pode se voltar contra os donos da casa. Andreev é o tenista do time da Rússia que pior se adapta às condições do confronto, que começa nesta sexta-feira, às 8 horas, no carpete coberto da Academia de Tênis de Kazan. O 81º colocado do ranking mundial gosta de jogar no saibro e, por ter sido criado sobre esta superfície, tem um estilo de jogo que se encaixa mais com o dos brasileiros: utiliza bolas altas e não é tão agressivo quanto os companheiros russos, embora tenha um forehand perigosíssimo. Mesmo que a quadra não esteja tão rápida quanto se esperava, é o menos perigoso dos adversários.

Thomaz Bellucci é favorito contra Andreev mesmo na Rússia. Ricardo Mello, que abre o confronto contra Mikhail Youzhny, provavelmente não dará o primeiro ponto para o Brasil, então o jogo de duplas do sábado será crucial. A melhor chance de a equipe brasileira vencer o confronto e retornar ao Grupo Mundial da Copa Davis após oito anos é chegar ao último dia de duelos com vantagem de 2 a 1 (vitória de Bellucci e da dupla Bruno Soares/Marcelo Mello). Bellucci teria a primeira chance de garantir a vitória contra Youzhny em uma fase difícil de sua carreira (caiu de 15º para 32º do ranking mundial nesta semana). Se não conseguisse, ainda haveria o último jogo, de Mello contra algum dos russos.

Aposto que Andreev não entraria em quadra no último dia em caso de desvantagem da Rússia, mas que o capitão Shamil Tarpischev tenha poupado Dmitry Tursunov do confronto com Bellucci para usá-lo caso a situação se complique para os donos da casa. Os russos ainda são os favoritos para estar no Grupo Mundial em 2012, mas a divulgação da escalação aumentou as chances do Brasil também surpreender..

 

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Giuliander Carpes, enviado especial

KAZAN – Em poucos confrontos com as cores do Brasil, Bruno Soares virou um líder da equipe da Copa Davis. Hoje ele é o personagem de matéria da edição impressa do Estadão contando sua história. Vida de duplista não é fácil. Os prêmios são menores e ainda precisam ser divididos com o parceiro, a convivência desgastante com o companheiro de quadra pode prejudicar os resultados e atrapalhar os negócios. Mas Bruno segue em frente. E pode ter papel decisivo no confronto com a Rússia que começa nesta sexta-feira. A dupla brasileira é favorita contra qualquer combinação dos russos.

(O repórter viajou a convite da Confederação Brasileira de Tênis)

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14.setembro.2011 07:00:52

Aquecendo para a Copa Davis

Giuliander Carpes, enviado especial

KAZAN – Sabe como a equipe brasileira da Copa Davis se prepara para treinar? Jogando futebol, claro. Bom, não é exatamente futebol, mas alguma coisa entre futebol e tênis. Aos seis jogadores (Thomaz Bellucci, Ricardo Mello, Bruno Soares e Marcelo Melo, mais os reservas Guilherme Clezar e Caio Zampieri) se juntam o capitão João Zwetsch, o técnico Daniel Melo, o médico Gilbert Bang, entre outros e a brincadeira está armada. O jogo dura alguns minutos. É só o tempo de aquecer antes do treino de verdade começar.

Os especialistas em educação física confirmam que o esforço do tênis é muito parecido com o do futebol, focado em arrancadas e freadas bruscas, embora um seja jogado com as mãos e outro com os pés. Nada melhor do que unir um ao outro e ainda tornar o aquecimento mais divertido.

(O repórter viajou a convite da Confederação Brasileira de Tênis)

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MONTEVIDÉU – Rogério Dutra da Silva é apenas o quarto brasileiro com melhor ranking de simples, mas assumiu com fibra o posto de número 2 do País no confronto com o Uruguai pela Copa Davis e se tornou a principal afirmação da equipe brasileira em Montevidéu. Pode ser a surpresa da equipe para a repescagem do Grupo Mundial, em setembro.

Embora Thomaz Bellucci tenha vencido os dois jogos que disputou, jogou contra adversários muito abaixo de seu nível e pouco se pode dizer sobre sua real capacidade de assumir o posto de número 1 do País de fato – aquele jogador que ganha de adversários com ranking inferior e briga muito contra os jogadores do topo. Isso só será provado realmente no próximo confronto, já na repescagem do Grupo Mundial.

“Não foi uma surpresa, porque já tinha uma expectativa muito boa em relação ao Rogério. É esse tipo de comprometimento que a gente espera de um jogador da equipe”, diz o capitão brasileiro João Zwetsch.

Enquanto João Souza, o Feijão, tentava embarcar a Colômbia, onde vai jogar torneio challenger – sem sucesso, pois o Aeroporto de Carrasco ficou fechado durante boa parte do dia devido às cinzas do vulcão chileno Puyehue – Dutra da Silva vencia seu segundo jogo no confronto, contra Martín Cuevas.

Zwetsch tentou explicar a opção de Feijão, mas ficou claro que o jogador que ganhou pontos com ele foi Dutra da Silva. “O Feijão não jogou porque não quis”, deixou escapar o capitão brasileiro. “É uma situação compreensível, ele precisa fazer boas campanhas nos próximos torneios para entrar direto na chave do US Open, seu primeiro Grand Slam.”

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Dando dicas. Daniel (E) passou o tempo todo com ex-companheiros no box do Brasil na quadra do Uruguai

MONTEVIDÉU – Não faz muito tempo e Marcos Daniel era um dos nomes que inspirava mais confiança na equipe brasileira da Copa Davis. Sua última atuação antes da aposentadoria, anunciada antes de Roland Garros, havia sido justamente nos 5 a 0 sobre o Uruguai no ano passado, em Bauru. Fisionomicamente, o gaúcho não envelheceu um dia sequer. Mas o ombro não é mais o mesmo.

“Com as lesões, perdi 40% da minha força. Assim não é mais possível ser um jogador de tênis profissional”, diz.

Em Montevidéu, Daniel estava como um conselheiro da equipe brasileira. O mais experiente do time é Bruno Soares, 29 anos, mas é de Thomaz Bellucci de quem se espera vitórias significativas na competição por equipes mais tradicional do mundo. Enquanto não acha um emprego fixo – se o tão especulado Centro de Treinamento do Brasil sair, será um dos técnicos dele -, o gaúcho tenta passar sua experiência para ele. Na repescagem do Grupo Mundial, a conversa será bem diferente da que o Brasil teve no Uruguai.

Crédito da foto: Marcelo Ruschel / POA Press / Divulgação

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MONTEVIDÉU – Da atual equipe brasileira, o jogador com melhor retrospecto em simples é um duplista. Com a vitória de ontem sobre Ariel Behar, 1.003º do ranking mundial, Bruno Soares somou seu segundo triunfo em confrontos de simples na Copa Davis – a outra havia sido há seis anos, num confronto também já decidido, contra a Colômbia. 100% de aproveitamento. Simpático, o mineiro brincou com a situação. Veja no video acima.

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Questão de preferência. Bellucci conheceu Gajdosova em Roland Garros este ano e gostou da parceria

MONTEVIDÉU – Acabou o confronto contra o Uruguai – Thomaz Bellucci e Bruno Soares bateram Marcel Felder e Martín Cuevas por 3 sets a 0 – e o clima de descontração tomou conta da equipe brasileira. O ambiente ficou tão bom que não demorou muito para Soares deixar seu companheiro de duplas, provavelmente o mais tímido da equipe brasileira, vermelho de vergonha na coletiva de imprensa. O assunto: Jarmila Gajdosova.

Bellucci jogou duplas mistas pela primeira vez na carreira em Roland Garros, este ano, com a bela eslovaca naturalizada australiana. No twitter, enquanto os dois caminhavam de mãos dadas até a semifinal do Grand Slam francês, Gajdosova publicava fotos insinuantes e falava do quanto achava o brasileiro bonito. Os rumores de romance começaram, mas parece que o affair não foi adiante.

Após a vitória, Bellucci foi perguntado se preferia fazer parceria com Soares ou Gajdosova. Entre gargalhadas generalizadas, disse que se fosse duplas mistas, a escolha caberia sempre à australiana. Seu companheiro foi mais espirituoso: “Jornadas diurnas comigo, jornadas noturnas com ela”. A entrevista coletiva acabou ali.

Foto: Julio Muñoz/EFE/Arquivo

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